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A crise econômica e o risco da TI assumir apenas um papel tático operacional Publicado em 17-nov-2008 Em tempos de crise a palavra de ordem é cortar custos. Entretanto, existe uma grande diferença entre cortar e reduzir custos. Cortar é uma ação eficaz no curto prazo para atender uma situação momentânea. Reduzir é uma ação de médio e longo prazo que traz eficiência e sustentabilidade para a operação. A vocação de TI é reduzir custos em todas as áreas da empresa, trazendo eficiência e maior competitividade para a organização e seus clientes. Nessa época de crise, os executivos de TI devem estabelecer um prazo para cortar custos e investir na redução de custos. Deixe essa situação clara e transparente para toda a organização, se não existirá o risco da perda do propósito da TI. A gestão de portfólio e a liderança do principal executivo de TI são importantes nesse contexto. A crise econômica internacional tem provocado uma drástica queda de consumo e seu conseqüente efeito colateral: redução da produção; corte de custos operacionais; redução ou corte dos investimentos; e, desemprego. A situação requer ações coordenadas nas empresas, sociedade e governo para evitar uma deterioração da economia e suas graves conseqüências sociais. São tempos de incertezas, porém não se pode esquecer o planejamento de médio e longo prazo das organizações. As ações de curto prazo devem ter uma análise cuidadosa de seus impactos no futuro. Não adianta ter um resultado bom no curto prazo e destruir a sustentabilidade da organização construída ao longo de anos. A recomendação é que as organizações mantenham os investimentos para reduzir os custos, no máximo de forma criteriosa adiem alguns projetos para enfrentar a atual conjuntura econômica. Nesse cenário, a TI assume um papel importante na identificação de projetos que são vitais e que iram garantir a sustentabilidade da organização. O ferramental de gestão de portfólio de TI é ideal para conduzir um processo racional e estruturado de tomada de decisão. Inserido dentro da governança de TI, a gestão de portfólio torna-se o grande diferencial competitivo nas decisões de cortar e reduzir custos. Em paralelo, a governança de TI deve ser revista e melhorada para aumentar a eficácia da organização, tornando as informações transparentes e confiáveis dentro da organização. Tornar isso possível dentro da organização depende do principal executivo de TI da empresa. É imprescindível sua liderança para orientar os profissionais de TI nessa direção e evangelizar os executivos da empresa do valor da organização de TI.
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