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A Nova Organização de TI

Publicado em 07-maio-2006

A nova organização de TI será menor, mais distribuída e mais dependente da cadeia de fornecedores. O principal foco será a inovação dos processos organizacionais a partir das tecnologias de informação. Os especialistas de TI deverão ser peritos em inovação e intra-empreendedores. A nova organização será efetivamente uma organização de serviços compartilhados para as diversas unidades de negócios da empresa. Será essencial a utilização de padrões de governança (ITIL, CMMI, PMP, Six Sigma e TQM) para a eficiência operacional. O modelo federado, uma mistura de centralização e serviços locais com determinados graus de autonomia, será importante para o controle de custos. Os sistemas de informação fragmentados deverão ser integrados através da arquitetura orientada a serviços (SOA), incluindo as cadeias de fornecedores e distribuidores. Algumas funções operacionais desaparecem das estruturas internas de TI, pois são fortes candidatas a terceirização. Administrar a infra-estrutura a um preço competitivo será o mínimo para garantir a sobrevivência da organização. O caminho para o crescimento das organizações de TI é a inovação.

A nova organização de TI estará focada na inovação dos processos organizacionais com um forte apoio de consultorias que trarão conhecimento especializado para a transformação dos negócios, promovendo o desenvolvimento de novos negócios baseados na tecnologia da informação. Não existe dúvida que os novos negócios terão como base o uso de novas tecnologias de informação, tais como o iPod, Skype e Google. As organizações deverão criar equipes de inovação e o melhor local para hospedar essas equipes é a área de TI pela proximidade das novas tecnologias.

Algumas empresas acreditam que a implantação de um sistema de gestão integrada é o suficiente para a alavancagem de novos negócios. Um ERP é importante para melhorar os processos operacionais e prover informações gerenciais para a tomada de decisão. Novos negócios vêm da introdução de processos inovadores e inéditos que, certamente, não foram desenvolvidos nos atuais ERPs.

Para conduzir um processo continuo de inovação organizacional é necessário que os profissionais de TI tornem-se peritos em inovação e tenham uma postura de intra-empreendedores. Esse, talvez seja um dos maiores desafios dos CIOs. As dificuldades começam na própria formação acadêmica dos profissionais que não foram treinados para serem empreendedores. Portanto, essa transformação deve começar na escola e as empresas devem fomentar a introdução de atividades de empreendedorismo nas Universidades. Os atuais sistemas de remuneração variada nas organizações modernas já possibilitam a recompensa dos peritos por idéias e implementações inovadoras. As organizações devem promover junto com suas áreas de RH programas de empreendedorismo para profissionais com perfil para proporcionar a formação do futuro profissional de TI.

Cada unidade de negócio da empresa requer serviços diferenciados de TI para atender as características da área e suas necessidades. Desta forma, TI deverá se estruturar como uma organização de serviços compartilhados (também conhecido como shared-services). Essa transformação requer que os profissionais de TI assumam que os relacionamentos com os clientes internos seja, efetivamente, uma relação cliente-fornecedor, com definição clara dos serviços a ser prestados, custos e contratos de níveis de serviços (SLA). Essa prestação de serviços deve atender a padrões internacionais de eficiência, requerendo, portanto, uma gestão de padrão internacional. A adoção de modelos internacionais de gestão de TI como ITIL (Information Technology Infrastructure Library), CMMI (Capability Maturity Model Integration), PMP (Project Management Professionals), Six Sigma e TQM (Total Quality Management) e outros são importantes para a busca da eficiência operacional de TI.

A federalização de TI nas grandes organizações deve ser adotada para atender as diferentes estruturas de custos das unidades de negócios. O modelo federado combina a centralização de alguns serviços e decisões e prevê certos graus de autonomia para as operações locais definirem soluções adequadas aos modelos de negócios locais para um melhor controle de custos. A forte centralização que algumas organizações de TI adotam sob o pretexto que no todo existe eficiência esbarra na falta de evidencias concretas dessa economia e sofrem constantemente a resistência dos executivos locais.

A nova organização de TI deverá integrar todos os sistemas de informação da empresa, criando uma consistência e visibilidade dos dados corporativos. Essa visão integrada não se limita aos sistemas de aplicação desenvolvidos e gerenciados por TI, mas por todos os sistemas desenvolvidos e utilizados na organiza��ão, incluindo planilhas em Excel com informações corporativas e sistemas especialistas de uso dedicado em certos departamentos. A arquitetura orientada a serviços (SOA – Service-Oriented Architecture) é uma tecnologia que permite a comunicação entre diferentes sistemas de informação através de mensagens pré-definidas, preferencialmente, através de mensagens XML. Os principais fornecedores de soluções de software possuem soluções de integração: o WebSphere da IBM, o NetWeaver da SAP, o SOA Suite da Oracle e o .Net da Microsoft.

Algumas posições nas organizações de TI nas empresas poderão desaparecer cedendo lugar a contratação de serviços terceirizados, tais como programação (exceto para novas linguagens como Java, .Net e Linux), operação de computadores, help-desk e suporte a mainframes e sistemas legados. Entretanto, outras posições deverão ser criadas para atender ao novo modelo de governança de TI, como por exemplo, especialistas para executar e controlar as funções estabelecidas pelo ITIL.

As organizações de TI que focarem apenas na administração da infra-estrutura e das aplicações, principalmente os ERPs, serão boas candidatas a terceirização. A função de administrar a infra-estrutura com custos competitivos é o mínimo para garantir a sobrevivência da organização. Para as organizações de TI prosperarem elas devem se transformar acompanhando a velocidade de transformação do mercado.

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