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Introdução

A TIC tornou-se chave para a eficiência empresarial e um bom planejamento de TIC garante o ótimo aproveitamento dos escassos recursos financeiros das empresas, viabiliza novos negócios e diferencia a empresa da concorrência. A eficiência de TIC depende fortemente de seu alinhamento com a estratégia da empresa.

Por outro lado, dentro do contexto empresarial a TIC possui sua própria estratégia de governança e infra-estrutura para apoio aos projetos e processos de negócios. Uma estratégia que acompanha as tecnologias recentes garante o desenvolvimento rápido e flexível das mudanças das estratégias empresariais para fazer frente à concorrência, apoio a inovação e redução de custos por eficiência de processos e produtividade organizacional.

Uma boa estratégia se desenvolve com informações confiáveis do mercado e um correto entendimento das tecnologias. Esse é um processo caro e pouco acessível para a maioria das empresas. O amadurecimento e suporte de uma tecnologia se adquirem com uso intensivo e pessoal capacitado. Diferente das estratégias de negócios, as estratégias de governança e infra-estrutura de TIC não são confidenciais, pelo contrário quanto mais divulgadas melhores serão os resultados de adesão com as tecnologias disponíveis.

Escopo sugerido para discussão da Estratégia de TIC

Esse artigo apresenta algumas tecnologias e modelos de gestão de devem ser contemplados em um planejamento de TIC.

Segue os tópicos de tecnologia e processos de governança de uma área de tecnologia de informação e comunicação:

  1. Mapa de Valor para o Negócio
  2. Arquitetura Corporativa
  3. Governança de TI
  4. Gestão de Dados
  5. Aplicações de Negócios (framework)
  6. Portfólio das Aplicações de TI (diagnostico)
  7. Desenvolvimento de Aplicações
  8. Serviços de TI
  9. Servidores & Storage
  10. Desktop, Notebooks e Gestão de Documentos Digitais
  11. Networking
  12. Segurança da Informação

O Mapa de Valor para o Negócio discutirá as iniciativas e processos que podem contribuir para melhorar a estratégia e o desempenho dos negócios e, como os empregados, fornecedores e clientes podem ser beneficiados com os projetos e serviços de TI. Para os projetos de TIC serão discutidos as métricas e retorno de investimento, incluindo redução de pessoal, melhorar a imagem da empresa e contribuir para a composição do melhor preço de venda do produto. Do ponto de vista de processos, serão discutidas ações para reduzir o tempo médio das transações de negócios e eliminação de atividades que não agregação valor ao negócio. O foco da implantação de tecnologia nas empresas deve ser para aumentar a confiabilidade e qualidade dos produtos e serviços da empresa. Muitas vezes nos deparamos com benefícios intangíveis e de difícil mensuração financeira. Isso é um desafio para as organizações aprovar projetos de difícil comprovação de benefícios financeiros.

Tópicos:
Contribuições de TI para a estratégia de negócios e na capacidade de tomada de decisões; Playback direto: redução de custos; melhorar a imagem da empresa; criar novas oportunidades de receita; reduzir o tempo de desenvolvimento do produto; contribuir na composição do melhor preço de venda do produto e reagir rapidamente nas mudanças do negócio; Pessoas: redução de pessoal; redução dos salários; melhorar os controles; desenvolver especialistas em processos; centralizar o atendimento de clientes.
Processos: redução do tempo das transações de negócios; eliminar atividades que não agregam valor; reduzir os erros e retrabalhos; padronizar os processos; implantar serviços de auto-atendimento (self-service); implantar melhores práticas de gestão.
Tecnologia: aumentar a confiabilidade e qualidade da tecnologia; reduzir a complexidade; baixos custos de desenvolvimento; reduzir o custo de softwares e licenças e reduzir os custos de suporte; Benefícios Intangíveis.

O desenvolvimento de uma estratégia tecnológica e de serviços de TI para apoiar a Arquitetura de Negócios é fundamental para canalizar os recursos certos para o sucesso da empresa e manter sua sustentabilidade. Essa estratégia direciona os investimentos de TIC para apoiar diretamente as estratégias de negócio. Define quais os processos críticos que devem ser analisados para aumentar a eficácia da organização e quais os sistemas de aplicação dever ser desenvolvidos e melhorados para atender as necessidades do negócio. O resultado dessa análise define a plataforma computacional e a rede física na qual a corporação deverá operar. Deve-se definir processos de controle para monitorar as iniciativas empresariais capturando informações de várias fontes de dados, o que torna importante a implementação de uma arquitetura orientada a serviços (SOA).

Tópicos:
Arquitetura de Negócios: o direcionamento estratégico do negócio; Organização e Governança: Elementos e Recursos de Performance do Negócio; Arquitetura de Processos de Negócio: Atividades de Negócios Chave e seus relacionamentos; Arquitetura de Soluções e Informação: Informação e Funcionalidades Aplicacionais necessárias à operação do negócio; Arquitetura de Tecnologia: Serviços Técnicos que suportam a execução da aplicação; Infra-estrutura: Plataforma computacional e rede física na qual a corporação opera; Business Activity Monitoring: monitorar performance de processos proporcionando controle do ambiente; Business Process Management: rápido desenvolvimento de novos serviços e processos de negócio; Service Oriented Architecture: Padronização dos serviços e Redução de Custo de Integração.

O tópico sobre governança cobrirá as questões dos processos internos de TIC para a gestão da organização. Devido à importância das atividades de suporte ao negócio e os altos investimentos em tecnologia é mandatório um gestão eficaz e transparente. Deve ser discutidos os processos para o gerenciamento do desempenho dos sistemas de aplicação, o gestão dos ativos de TIC, as estratégias de gestão financeira (incluindo a análise de risco), a metodologia de gestão de projetos e a organização. Ainda como parte da governança de TIC será abordada a gestão de pessoas e os critérios para a tomada de decisão sobre terceirização de processos. 

Tópicos: Gerenciamento de Aplicações; Gerenciamento de Ativos de TIC; Gestão Financeira de TIC (Controle de Custos, Gestão de Risco, Outsourcing, Retorno de Investimento e Custo Total de Propriedade); Gestão da Estratégia e Portfólio; Organização de TIC; Estratégia de Governança de TIC; Plano Estratégico de TIC; Gestão de Projetos de TIC (Metodologia e Serviços); Treinamento e Questões Regulatórias (Gramm-Leach-Bliley Act, Sarbanes-Oxley, HIPAA, SAS-70); Outsourcing.

A gestão de dados é a essência do negócio de TIC. A manipulação correta e segura dos dados assegura informações confiáveis e transparentes para a tomada de decisão da empresas e garante a sólida operação do negócio, incluindo os aspectos financeiros. Para empresas que seguem as diretrizes da lei americana Sarbanes-Oxley a gestão confiável e segura dos dados garante a robustez da organização.  Nesse tópico serão discutidas as ferramentas de extração, transformação e carga de dados para análises em software de Business Intelligence, os softwares de banco de dados e metadados, software de análise de dados (data mining) e programas utilitários para recuperação e administração de banco de dados.

Tópicos: Integração de Dados; Qualidade dos Dados; Softwares de Gerenciamento de Banco de Dados; Software de Gerenciamento de Informações Empresariais; Gerenciamento de Metadados; Softwares para Business Intelligence e Data Warehousing; Gerenciamento de Dados e Conhecimento; Software para Análise de Dados (Data Mining); Recuperação de Dados.

Para apoiar os processos de negócios através de sistemas de aplicação e de uma plataforma computacional confiável e aderente as necessidades da empresa são necessárias o conhecimento dos processos “core” do negócio e suas interdependências. Para cada segmento de negócio existe um conjunto de processos básico que é utilizado por todas as empresas do setor. Por exemplo, o setor de energia tem no mínimo as seguintes atividades: gerar, comprar, transmitir, distribuir, relacionar-se com os consumidores e atividades de suporte. Esse conhecimento permite que empresas que se relacionem comercialmente possam estender seus processos entre si. Um exemplo é na área de logística onde uma montadora de automóveis tem seus sistemas de linha de produção conectados com o sistema de produção de seus fornecedores de autopeças.

Tópico: Construção de modelos de negócios para diferentes segmentos de mercado; Identificação de macro processos da empresa; Mapa de Processos; Detalhamento dos processos; Identificação do fluxo de informação do processo e interdependência com outros processos; Definir as tecnologias estratégicas para cada processo; Desenvolver o mapa SOWT para os macro-processos.

Um desafio constante das áreas de TIC é sua elasticidade para atender toda a demanda das organizações, seja por falta de recursos humanos ou por restrições do ambiente tecnológico. Muitas vezes é necessário implantar uma infra-estrutura cara para atender uma pequena demanda, que por si só não trás retorno do investimento. Para tentar definir o ponto ótimo de investimentos na área de tecnologia vem ganhando força a gestão do portfólio de TIC nas organizações. Ao invés das áreas isoladamente definirem quais os projetos de TIC necessários e suas prioridades, a gestão de portfólio estabelece um processo de governança através de comitês de representantes sênior de todas as áreas de negócio para definir a melhor configuração de investimentos para a empresa. A gestão de portfólio alinha as iniciativas de TIC com a estratégia empresarial

Tópico: Modelos de Gestão de Portfólio; Inventário de Investimentos; Planejamento e Análises e Gestão da Performance do Planejamento Estratégico.

O desenvolvimento de aplicações para apoiar os processos de negócios deve ser ágil e ser adaptável as constantes mudanças de processos para alavancar novos negócios e atender aos órgãos reguladores e fiscais. A agilidade e adaptabilidade dos sistemas de aplicação é chave para o desempenho organizacional. Entretanto, agilidade não significa executar atividades sem seguir procedimentos, pelo contrário, as regras definem o caminho mais curto para completar um desenvolvimento seguro e que não coloque em risco a integridade dos dados da organização. É fundamental a utilização de uma metodologia de desenvolvimento de sistemas e a definição de uma plataforma de desenvolvimento que permita a reutilização de programas de forma intensiva. As linguagens de programação devem ser limitadas para evitar problemas de gestão do ambiente, tanto do ponto de vista de tecnologia como de especialistas.

Tópicos: Arquitetura das Aplicações; Metodologias de Desenvolvimento de Aplicações; Gerenciamento de Projetos de Desenvolvimento de Aplicações; Sistemas de Gestão da Qualidade do Desenvolvimento de Sistemas; Web Services; Desenvolvimento de Aplicações para E-commerce & E-Business; Desenvolvimento de Aplicações de Internet e Web (ASPs, HTML, IM, Intranet, Tecnologia IP, SOA - Service-Oriented Architecture, Gestão de Conteúdo e XML); Ferramentas de Desenvolvimento de Sistemas.

Essencialmente, a área de TIC das empresas é prestadora de serviços internos. Atender as expectativas dos clientes é chave para o sucesso e credibilidade da área. A avaliação de desempenho da área de TIC é medido pela disponibilidade e performance dos sistemas e da infra-estrutura, pela agilidade no atendimento das solicitações dos clientes para atender as necessidades de negócio e pela sua capacidade de inovação. Para gerenciar essas métricas são necessários processos robustos e ferramentas apropriadas. O uso de padrões internacionais de gestão como o ITIL e eSCM, ajudam as áreas de TIC na formatação de seus serviços. Uma área de prestação de serviços lida com pessoas, desta forma, não basta apenas atender aos SLAs negociados. É  necessário gerenciar as relações interpessoais entre a equipe de TIC e os clientes  para garantir o nível de satisfação esperado. 

Tópicos: Gestão da Infra-estrutura e Operações (Recuperação de Desastres, Consolidação de Servidores e Gestão dos Níveis de Serviços); Gestão da Performance e Disponibilidade de TIC; Gestão da Satisfação dos Clientes (Help-desk, Confiabilidade, ITIL e SLA); Gestão da Configuração e Ativos de TIC; Software de Automação; Manutenção de Software e Hardware; Gestão da Operação da Rede de Dados e Voz (NOC – Network Operation Center) e Gestão da Operação da Segurança (SOC – Security Operation Center).

Uma área vital para a sustentação dos negócios é o datacenter. A infra-estrutura dos datacenters deve garantir a alta-disponibilidade de execução dos sistemas de aplicação, incluindo planos de contingência em casos de desastres físicos nas instalações. A gestão de datacenters requer metodologia, processo e acima de tudo disciplina. A complexidade de um datacenter começa pelas instalações físicas que devem ter ar-condicionado, energia, sistema de proteção contra incêndio e controle de acesso físico das pessoas. A plataforma tecnológica para suporte aos sistemas de aplicação é constituída por servidores, redes de comunicação interna e sistemas de armazenamento.

Tópicos: servidores e sistemas de armazenamento (storage); hardware de servidores (Blades, sistemas tolerantes a falha, mainframes, virtualização e servidores x86); sistemas operacionais de servidores (Linux, Sun Solaris, UNIX  e Windows); consolidação e sistemas de armazenamento (NAS, SAN, fitas, CD-R - CD-RW - CD-ROM, DVD-RW - RAM - ROM, Hard Disk Drives, Optical Drives, Tapes Drives, Flash Memory).

Uma tecnologia em constante evolução é a de desktops, notebooks e gestão de documentos digitais. Os processadores cada vez mais rápidos melhoram o desempenho dos softwares e a conseqüente produtividade das pessoas. Entretanto, é inviável adotar ciclos pequenos de substituição do parque por razões financeiras. Os pacotes de software de produtividade enfrentam uma guerra feroz entre os caros softwares da Microsoft e os pacotes baseados em software livre. A pressão para a redução de custo nas empresas sugere, constantemente, a troca dos softwares, porém a questão de compatibilidade e a resistência dos clientes impedem os movimentos de migração. Nos últimos anos, a tecnologia avançou para os equipamentos portáteis reduzindo custos e aumentando a capacidade de armazenamento e processamento, incluindo nessa categoria os smartphones e notebooks. A tecnologia de documentos digitais evoluiu e houve a convergência de várias funcionalidades para um só equipamento, como impressoras e fax/copiadoras.

Tópicos: computadores de mesa; computadores portáteis; sistemas operacionais para estações clientes (Linux, Windows Vista e Windows XP); computadores de mão; pacotes de software para escritórios (ferramentas de colaboração, e-mail, software de apresentação, planilhas e processadores de texto); sistema operacional para computadores portáteis e celulares (Palm OS, Windows CE, etc.); equipamentos multifuncionais; câmeras digitais e software para gestão da impressão.

A infra-estrutura de rede deve ser adaptativa a novos serviços, a demanda de tráfego e permitir mobilidade para os clientes independente de onde e quando for o acesso. As redes atuais são multiserviços, permitindo o tráfego de dados, voz e vídeo. As redes que conectam pontos geograficamente distantes já suportam taxas de transmissões na ordem de gigabits, taxas similares as redes locais. Isso permite localizar os datacenters distantes dos pontos de acesso, facilitando os planos de contingência. As redes sem fio da próxima geração permitirão taxas de transmissão similares às redes por cabos em longas distâncias, tais redes por serem mais flexíveis e permitirem mobilidade devem ter a preferência das empresas. As questões regulatórias de telecomunicações devem ser discutidas para identificar oportunidades para projetos de redução de custos das empresas. Por exemplo, a conexão direta entre o PABX das empresas com os PABXs das empresas de telefonia móvel.

Tópicos: Redes Locais e de longas distâncias (LAN-WAN); Redes sem fio (Bluetooth, GSM, 3G, RFID, Wi-FI (802.11), WiMax (802.16), Wireless Internet, Wireless LAN); Gerenciamento de Redes (Design, planos de contingência, operação e monitoramento, expansibilidade da rede); Tecnologia de rede (xDSL, TCP/IP, Unified Communications, VoIP – telefonia IP); Provedores de Serviços; Terminais móveis; Satélites; Questões regulatórias.

A segurança da informação continua na pauta de discussões das áreas de TIC. A montagem e a operação de uma infra-estrutura de segurança é cara e muitas vezes não entendida pela alta direção da empresa. Existem várias soluções de segurança para atender a diferentes aplicações de TI. O grande desafio das áreas de TI é acompanhar a crescente sofisticação dos ataques de hackers e vírus de computadores. Nessa área o importante é definir quais as soluções adotar versus os riscos assumidos para definir os investimentos.

Tópicos: Software de antivírus; Biometria; Segurança dos Dados; Software de Segurança para e-mail; Software de Gerenciamento de Identidade e Acesso; Software de Segurança para a Internet; Software para Detecção de Intrusão; Software de Segurança de Rede (VPN, Firewall); Software de Segurança de Vulnerabilidade; Software de Software de Redes Sem Fio; Assinaturas Digitais e Segurança de E-commerce.

Conclusão

Compartilhando sua visão o mercado terá mais informações para se planejar e formar opinião sobre tecnologias, fornecedores e aplicações das soluções. Isso leve a uma aceleração do amadurecimento do mercado e das tecnologias, levando a implantanção mais seguras e rápidas.

A medida que a colaboração crescer nas comunidades de discussão, melhores serão os resultados do planejamento e execução dos projetos, ajudando inclusiva na vendas dos projetos de TIC para a alta direção das empresas.

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