Estratégia de TI para Negócios Disruptivos

Uma pergunta recorrente é como as organizações de TI podem agregar valor ao negócio. Uma contribuição é garantir controles eficientes dos processos de negócios. Em ambientes de negócios regulados é fundamental que os controles estejam em conformidade com a legislação. A outra contribuição é ter artefatos de software para apoiar a excelência operacional dos processos de negócio. Atendendo esses dois requisitos a TI garante a operação da empresa e sua competitividade no mercado. Assumindo a premissa que nenhuma empresa é sustentável sem inovação, a TI deve apoiar o desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócios disruptivos para saltos de crescimento e competitividade.

O primeiro passo em rumo da inovação é quebrar o paradigma que a TI é uma organização tático operacional. Essa visão drena a maior parte dos recursos para a manutenção dos sistemas e infraestrutura de TI. Essa estratégia, no máximo, garante um processo de inovação incremental que não gera grandes saltos de competitividade e crescimento.

Empresas que adotam a estratégia de inovação incremental apenas seguem os líderes do setor que atua. Para se tornarem líderes e impulsionar, significativamente, seu crescimento devem desenvolver produtos e modelos de negócios disruptivos.

Como a TI pode ajudar?

Negociando com as áreas de negócios o uso de softwares como serviços para os processos que a empresa “tem que ter” (por exemplo, o SPED fiscal e Social) e dos processos operacionais de práticas conhecidas e adotadas pelo mercado com “excelência operacional”. Concentrar os recursos de TI na “experimentação” de novos produtos e serviços da empresa. Aqueles projetos que se mostrarem viável e “disruptivos” servirão para a empresa dar um grande salto de competitividade e crescimento.

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Adotar Software como Serviços (SaaS – Software as a Services), se bem selecionado, garante conformidade com a legislação e uso das melhores práticas de negócios. Esses softwares contemplam as regras de negócios desenvolvidas por especialistas e testadas em várias empresas, incluindo os competidores da empresa.

Existem várias vantagens, destacando: redução do número de especialistas de processos; reduz o impacto da rotatividade de pessoal; assegura a implantação de novas normas regulatórias dentro dos prazos legais; adota práticas de melhoria contínua oferecidas pelo software, garantido o nível de competitividade no mercado; atualização tecnológica sob a responsabilidade do fornecedor; vantagens tributárias pela contratação como serviço, entre outras.

A simples adoção do SaaS com o mínimo de ajustes possível garante a conformidade e competitividade da empresa. Desta forma, é possível liberar recursos para desenvolver projetos de inovação e buscar estratégias marcantes que irão impulsionar o crescimento da empresa.

Em uma estratégia de TI orientada a inovação disruptiva, a equipe de analistas de sistemas e programadores estarão focados no desenvolvimento de projetos experimentais e softwares para processos críticos e marcantes para a empresa. Obvio, que isso requer a introdução de novos conceitos, novas técnicas de definição de requisitos de sistemas, novas metodologias de desenvolvimento de sistemas e fortes conhecimentos de negócios do pessoal de TI. Em outras palavras, uma nova TI.

Algumas dessas estratégicas marcantes e inovadoras poderão se tornar o “core business” da empresa. Por exemplo, a Amazon.com desenvolveu práticas inovadoras de centros de distribuição para o seu negócio. Hoje, ela vende essa estrutura para lojas virtuais de concorrentes. Para apoiar o seu negócio foi necessário criar uma gigantesca infraestrutura de TI que, hoje, tornou-se um negócio independente e lucrativo.

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Cientista de Dados: a profissão do futuro

Estamos iniciando um ciclo tecnológico com ampla capacidade de processamento, armazenamento de dados e comunicação que permite análises avançadas de gigantescos volumes de dados. Isso muda os atuais paradigmas da computação.

Nesse cenário, é possível considerar não apenas os 15% dos dados estruturados das empresas, mas todos aqueles disponíveis em e-mails, planilhas, textos, figuras, vídeos, áudio, dados públicos e das redes sociais. Associando as tecnologias de Big Data, Internet das Coisas e ferramentas avançadas, teremos tomadas de decisão mais acertadas. Entretanto, para isso funcionar, precisamos do elemento mais importante: o  cientista de dados.

A tecnologia exigida para as redes sociais está mudando o paradigma da computação. O Twitter deve gerar diariamente 35 Zettabytes (ZB) em 2020, mais do que os 7 ZB por dia, atualmente. Um Zettabyte equivale a 10^21 bytes, enquanto um Gigabyte equivale a 10^9 bytes. Os impactos desse fenômeno implicam na mudança da arquitetura de servidores, na forma de armazenamento de dados e na seleção da linguagem de programação. Por exemplo: o Twitter obteve 10 vezes mais velocidade de processamento com o JMV do que com o Ruby.

Na área de energia, as aplicações vão desde a seleção do local para a instalação de uma planta de geração até o combate a fraudes. Por exemplo, a seleção do local para a instalação de uma planta de energia eólica deve ser determinada por múltiplos fatores, como temperatura, precipitação de chuvas, velocidade do vento, umidade, pressão atmosférica e muitos outros. A correta tomada de decisão reduz os riscos dos investimentos multimilionários.

Na área de saúde, as aplicações são imensas. Correlacionar grandes volumes de dados de variadas fontes ajudará a detectar a causa-raiz de doenças e impedir o surgimento de epidemias de impacto significativo nas populações. Sobretudo, ajudará a prevenir doenças e melhorar os diagnósticos clínicos.

Um cientista de dados deve reunir várias habilidades, como ter fortes conhecimentos estatísticos e matemáticos, fazer modelagem preditiva, conhecer estratégias de negócios para construir algoritmos necessários para fazer as perguntas certas e ter as respostas certas. Eles devem ser capazes de traduzir as conclusões em uma linguagem de negócios de forma escrita, oral e visual. Eles precisam entender como os produtos são desenvolvidos, como projetar arquiteturas de computadores e conhecer linguagens de programação orientadas a Big Data. Além disso, devem garantir a privacidades dos consumidores e responsabilidade ética.

Grandes cientistas de dados podem ter diferentes origens, como engenharia, ciência da computação, bioestatística, econometria, física e matemática aplicada. Mestrado e doutorado serão altamente recomendados para a formação dos cientistas de dados.

Como dá para perceber, teremos poucos grandes cientistas de dados. Aqui se colocam desafios tanto para os profissionais quanto para as empresas: o profissional deve se empenhar na formação e as empresas, na seleção e investimentos para aperfeiçoar as habilidades dos cientistas de dados.

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A inovação e o Planejamento

O quarto trimestre do ano é o período de planejamento do ano seguinte e revisão dos próximos anos. A questão central é: quanto a empresa quer crescer nos anos do horizonte do planejamento. Os demais temas, como lançamentos de produtos, melhoria de alguns parâmetros de negócio, distribuição de dividendos para os acionistas e modelo de negócio, estão vinculados ao objetivo de crescimento financeiro da empresa. O conselho de administração ou do dono da empresa deve decidir se deseja um crescimento moderado ou agressivo.

Adotar o critério de um crescimento moderado é apostar na continuidade do negócio atual, melhoria dos produtos atuais e lançamento de produtos da mesma linha para o mesmo mercado consumidor. Esse cenário conservador é menos arriscado, porém os índices de crescimento são modestos.

O desafio de um crescimento agressivo envolve a implantação de vários projetos de inovação, prevendo a entrada em novos mercados com novos produtos para aumentar, significativamente, a receita da empresa. Essa a abordagem traz um risco maior, porém a expectativa de resultados é mais atraente.

Se analisarmos as duas abordagens no longo prazo, chegamos à conclusão que a postura conservadora tem maior risco do que a agressiva.

Empresas conservadoras que adotam o conceito de inovação incremental de produtos podem não detectar o movimento de empresas agressivas que decidiram atuar no seu mercado com produtos disruptivos. Quando perceberem já é tarde para uma reação que garanta a manutenção ou o crescimento de sua participação no mercado.

Uma boa estratégia é adotar um modelo hibrido. Desenvolva um planejamento conservador para a sua linha de produtos e modelo de negócio atual para garantir a receita e desenvolva um planejamento com um portfólio de produtos inovadores para testar novos mercados com novos produtos.

Desta forma, a empresa reduz os riscos, mantém as receitas atuais e se prepara para enfrentar a concorrência de novos entrantes em seu mercado.

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A Lei do Bem e a inovação

Quem inova tem incentivos do governo através de isenções fiscais ou subvenções econômicas pela FINEP – Financiadora de Estudos e Pesquisa – órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia – concedidas para a contratação de pesquisadores, titulados como mestres ou doutores, empregados em empresas para realizar pesquisa e desenvolvimento.

Essas isenções e subvenções estão previstas na Lei nº 11.196/2005 de apoio à inovação tecnológica conhecida como a Lei do Bem. A Lei melhora a atratividade de investimentos em inovação e incentiva o registro de marcas e patentes no exterior para proteger o capital intelectual de pesquisa e desenvolvimento realizados no Brasil.

Alguém poderia perguntar por que o governo incentiva a inovação nas empresas sabendo que isso traz enormes benefícios para elas? A inovação aumenta a produtividade, cria novas oportunidades de negócios, abre novos mercados, gera crescimento, criar mais empregos e aumenta a arrecadação de impostos.

Imagine que estamos em um mercado de concorrência perfeita, onde existem muitos vendedores e consumidores para um determinado tipo de produto. Um diferencial importante é o custo final do produto. As empresas que adotaram inovações e usam a Lei do Bem conseguem ser mais competitivas em preço, pois as isenções fiscais e subvenções econômicas conseguem reduzir o preço de vendas sem alterar a margem de lucro.

Seguindo essa lógica de superar a concorrência pela inovação e usando a Lei do Bem, nossa indústria teria um crescimento expressivo. O desenvolvimento de produtos inteligentes utilizando tecnologias de Internet of Things e projetos de sustentabilidade ambiental oferecem inúmeras oportunidades de inovação.

A inovação requer um processo estruturado para garantir a execução de uma ideia. As empresas adultas possuem muitas práticas de gestão de seus processos de negócios, entretanto, pela minha experiência, pouca possuem um processo formal de inovação.

A ausência de um processo de inovação cria obstáculos para definir novos produtos e práticas de gestão de negócios inovadoras, dificultando a redução dos custos de desenvolvimento e produção usando a Lei do Bem.

Ser competitivo significa explorar todas as oportunidades de redução de custos de desenvolvimento, produção, logísticas, vendas e processos administrativos e financeiros. Isso se faz com inovação.

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Cloud Computing e a Eficiência Energética das empresas

Os data centers são um dos maiores ofensores no consumo de energia das empresas, chegando a representar 40% das despesas da infraestrutura. Também, são responsáveis por uma grande quantidade de emissão de gases do efeito estufa, direta e indiretamente. Uma solução para reduzir os custos de energia e mitigar as emissões de CO2 é a transferência dos data centers das empresas para fornecedores de Cloud Computing.

Os data centers consumem cerca de 1,5% de toda a energia produzida no mundo e emitem cerca de 2% dos gases do efeito estufa global. Empresas que aderiam a compromissos de preservação do meio ambiente têm no Cloud Computing uma alternativa viável para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

Alternativamente, as empresas podem adotar na fase inicial do projeto migrar sua infraestrutura de servidores e armazenamento para o fornecedor de Cloud Computing na modalidade de Collocation, ou seja, alugar um espaço físico no data center do fornecedor para aproveitar sua infraestrutura predial.

As reduções de custos e emissão de gases do efeito estufa são imediatos. A começar pela liberação da área física na empresa, principalmente se a área for alugada ou se a empresa tem plano de expansão dos escritórios.

Outro fator de redução é no investimento (CAPEX) para a atualização tecnologia do parque instalado, incluindo sistemas de energia e refrigeração. O aumento das despesas (OPEX) com a contratação dos serviços podem trazer benefícios contábeis.

Outros benefícios podem trazer redução de custos indiretos, tais como a simplificação dos processos internos, redução de riscos de acidentes, redução do prêmio do seguro das instalações da empresa, etc.

Um dos mitos que já foi superado sobre Cloud Computing é a falta de segurança das informações e de sua infraestrutura. Sobre segurança da informação, os fornecedores investem maciçamente em ferramentas, pessoal especializado e monitoração 24×7, tornando o ambiente mais seguro que o das empresas. Do ponto de vista de infraestrutura, os data centers possuem recursos redundantes e monitorados constantemente.

Faça uma boa ação com a natureza, migre seu Data Center para Cloud Computing e ainda ganhe com a redução de custos de energia e aumento da segurança.

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