A nova revolução industrial brasileira

As tecnologias que formam a Indústria 4.0 é a oportunidade para o Brasil criar um novo setor industrial. Esqueçam a velha e sucateada industrial brasileira, viciada benefícios governamentais e sem visão de inovação disruptiva. Vamos falar de novos empreendedores buscando soluções inovadoras para valer e fábricas com automação extrema, Em cenários onde a Zara tem um ciclo de desenvolvimento de produto de 14-21 dias, ou seja, ela projeta, confecciona, distribui e, provavelmente, vende uma coleção inteira em três semanas, não dá para aceitar empresários que viajam para Brasília pressionar ou subornar políticos por leis que os beneficie. A nova indústria no Brasil, que podemos chamar de nova revolução industrial brasileira, terá novos empresários alavancados por fundos nacionais e internacionais que destruirão e substituirão as indústrias atuais.

Esqueçam este negócio de transformação digital da velha indústria. Em muitos casos, é mais caro transformar do que iniciar um negócio totalmente novo, com gente e visões disruptivas.

Visitei a FEIMAFE 2017, uma feira de equipamentos e soluções para a manufatura, e deu para perceber que temos acesso ao que tem de mais avançado na indústria mundial. O que falta são empreendedores na indústria e deixem de pensar que o mundo gira apenas em negócios de Internet.

A Indústria 4.0 irá produzir em massa produtos customizados, onde os robôs da linha de produção se comunicarão entre si para se autoconfigurarem, sem a intervenção humana. Os equipamentos e insumos já entraram no platô da produtividade e seus custos estão reduzindo. Hoje uma impressora 3D tem custo atraente e alta performance, podendo imprimir de plástico a metal, inclusive produzir peças híbridas.

A nova revolução da indústria coloca em discussão a globalização, pois a produção local de produtos diferenciados, desejados pelos clientes, com custos menores do que daqueles das cadeias globais de suprimento.

Apesar da atual crise econômica e política no Brasil, ainda valem as previsões que seremos uma das maior economias do mundo, integrando o grupo dos emergentes hoje que dominarão a economia até 2050. Nesta visão de 33 anos à frente, existem enormes oportunidades para os novos empreendedores da nova revolução industrial brasileira. Até lá muitos dos atuais empresários já estarão de pijamas (alguns de tecido) ou viajando com grupos da terceira idade.

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