Alemanha proibirá fabricação de carros com motor a combustão em 2030

Mais uma vez a Alemanha surpreende com uma decisão para reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Proibirá a fabricação de carros com motores a combustão em 2030 e a circulação de carros a gasolina e diesel em 2050. O governo investirá US$1,3 bilhão para subsidiar a compra de carros elétricos até 2019, com US$4,4 mil por carro. Para carros híbridos o subsidio será de US$3,3 mil. A mesma estratégia foi utilizada para promover a expansão da geração de energia fotovoltaica.

A nova regulamentação reduzirá entre 80% e 95% a emissão de gases do efeito estufa, o dióxido de carbono (CO2) entre eles, até 2050, como parte do compromisso assumido no Pacto Mundial sobre o Clima da Conferência de Paris, em dezembro de 2015.

Em 2014, os 28 países da União Europeia registraram 12,5 milhões de veículos: Alemanha, 24%; Reino Unido, 20%; França, 14%; e, Itália, 11%, entre os maiores.

Atualmente, existem 251 milhões de carros rodando na União Europeia, com uma projeção de 256 milhões em 2030. Os comerciais leves hoje são 23 milhões, com projeção de 24 milhões em 2030. Os veículos pesados somam hoje 13 milhões, com projeção de 15 milhões em 2030.

Conhecendo os alemães em 2030 a maioria terá adotado o carro elétrico. Isso transformará completamente o modelo de uso de energia elétrica. Os painéis fotovoltaicos carregarão as baterias dos carros durante o dia e abastecerão as residências durante a noite, eliminando a necessidade de grandes geradoras de energia centralizadas. A geração distribuição operando em uma rede inteligente de energia será melhor utilizada e permitirá novos modelos de negócios, absorvendo o atual contingente de trabalhadores que terão de mudar de atividade por força da eliminação do petróleo utilizado nos carros.

Como o conceito de carro individual está com seus dias contados, haverá naturalmente uma redução da produção de carros. Se a Alemanha assumir a liderança da tecnologia de carros elétricos e montar fabricas modernas com grande capacidade de produção poderá abastecer o mundo inteiro, ou pelo menos na União Europeia, com carros elétricos eficientes e baratos.

Como ninguém dá ponto sem nó, os alemães já estão se preparando para o futuro sem petróleo e carvão para produzir energia.

Foto de perfil de Eduardo Fagundes
Siga-nos

Eduardo Fagundes

Eduardo Fagundes é um empreendedor polivalente, pesquisador e professor de tecnologias emergentes e negócios sustentáveis. Desenvolve projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) na área de inteligência artificial e automação na Universidade Mackenzie. Professor de estratégias de negócios sustentáveis no MBA da FIAP. Professor dos cursos de pós-graduação de Big Data e Governança de TI da Universidade Mackenzie. Lidera projetos de infraestrutura e governança de Data Centers. Desenvolveu e ministra o curso online e projetos de Cidades Inteligentes. Atua como external advisor em projetos de tecnologias emergentes (ex. IoT e Smart Cities) em consultorias de renome internacional. Como engenheiro, desenvolve projetos de eficiência energética e geração distribuída. Palestrante em congressos nacionais e internacionais. Escreveu o livro “Como Ingressar nos Negócios Digitais” em parceria com o SEBRAE. Foi gerente de TI da Ford Motor Company na América do Sul e CIO da AES Brasil, controladora da AES Eletropaulo e AES Tietê. Desenvolveu projetos na Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Índia, Inglaterra e Itália. Fundou três startups.
Foto de perfil de Eduardo Fagundes
Siga-nos
Facebooktwittergoogle_pluslinkedin

Deixe uma resposta