Sistema de cogeração com gás natural torna empresas autossuficientes em energia

Da mais simples a mais complexa e sofisticada fábrica não opera sem energia. Confiar no sistema público de fornecimento de energia tem suas vantagens, porém tem seus riscos. No Brasil, as concessionárias de distribuição têm um acumulo de multas superior a R$600 milhões por não atingirem os níveis de serviço estabelecidos nos contratos com a Aneel. Os ressarcimentos para os consumidores são tão pequenos que mal se percebe nas contas de energia, o que de longe não compensam os prejuízos gerados pela falta e qualidade da energia. Empresas que desenvolvem planos de continuidade de negócios sérios (aqueles que não são apenas para auditor ver) estão considerando a autoprodução de energia para garantir a autossuficiência de energia. Uma opção é a cogeração com gás natural.

A cogeração com gás natural permite a produção simultânea de energia elétrica e térmica (vapor e água quente) que podem ser utilizadas de diferentes formas na indústria (produção de metanol, amônia e ureia), além de refrigeração isento de CFC no processo de produção de água gelada. Continue lendo “Sistema de cogeração com gás natural torna empresas autossuficientes em energia”

Geração distribuída de energia: uma oportunidade para as cidades atraírem novos investimentos

Um fator decisivo para a seleção de uma cidade para investir em fábricas, centros de distribuição, data centers, centros administrativos entre outros empreendimentos é a disponibilidade de energia de qualidade para atender a atual e a futura demanda da região. Ainda sentimos os reflexos das escolhas erradas do setor elétrico no passado. O fato é que se as empresas não assumirem o controle da geração de energia terão sérios problemas no futuro. A questão tem que ser vista do ponto de vista estratégico e não apenas pelo lado financeiro. O ponto é quanto perderão no futuro se não investir em autoprodução de energia agora. Uma alternativa para minimizar os custos dos projetos de geração é criar um programa dentro das cidades, liderado pelo prefeito ou por empresários, para instalar plantas de geração renováveis: eólica, fotovoltaica ou biomassa.

As escolhas erradas levaram o sistema elétrico brasileiro ao caos. As concessionárias de distribuição de energia estão com dívidas superiores a R$60 bilhões. Os custos gerenciais pelas concessionárias caíram de 40% para 13%, ou seja, 87% da receita são repassados diretamente para o pagamento de tributos, geradoras, transmissoras e outros encargos obrigatórios. O reflexo direto é a deterioração da qualidade dos serviços, observada pela piora dos índices de frequência e duração das interrupções do fornecimento de energia. Para piorar a situação, a Aneel alterou a forma de cálculo dos índices e provocou um aumento abrupto das multas e ressarcimento para os consumidores por não atingimento dos índices de qualidade. Continue lendo “Geração distribuída de energia: uma oportunidade para as cidades atraírem novos investimentos”

A revolução das baterias com o Grafeno

O grafeno é um novo material formado por uma folha (sheet) de átomos de carbono ligados entre si com uma estrutura semelhante a um favo de mel. É um excelente condutor de energia elétrica e térmica, extremamente leve, quimicamente inerte e flexível. Além disso, é não é tóxico e sustentável – eco-friendly.

Sua aplicação na melhoria de desempenho de baterias é enorme, tanto nas atuais como nas novas gerações. O grafeno pode tornar as baterias mais leves, mais duráveis, aumentar a densidade de energia e reduzir, significativamente, o tempo de carga. Ele irá prolongar a vida das baterias que é negativamente ligada à quantidade de carbono que reveste o material. Pode aumentar a condutividade sem requerer grandes quantidades de carbono que são utilizados nas baterias convencionais.

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Não podemos subestimar a eficiência energética

Os investimentos globais em eficiência energética chegarão a US$5,8 trilhões de dólares até 2030, com investimentos anuais de US$385 bilhões, reduzindo em um terço a demanda mundial de energia até 2040, enquanto a economia deve crescer em 150%. Iniciativas em eficiência energética geram mais empregos, reduzem os custos operacionais das empresas, fortalece a segurança energética e reduz as emissões de gases de efeito estufa. No Brasil, através do Programa de Eficiência Energética da Aneel, usando 0,25% da receita líquida operacional das concessionárias de distribuição de energia, oferece recursos para projetos de eficiência energética apenas com correção monetária e juro zero (sim, juro zero – isso existe no Brasil). Porém, ainda não é o suficiente para motivar e crescer o mercado de eficiência energética no país. Obviamente, que a qualificação profissional é chave nesse mercado.

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