IoM (Internet of Medicine) ajudará a reduzir os custos de saúde

Os serviços de saúde é um assunto polêmico e caro. No Brasil, assistimos absurdos no atendimento no serviço público de saúde, com raras exceções de excelência. Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama enfrenta críticas sobre o novo sistema de saúde, o ObamaCare. Mas, a tecnologia de Internet of Things (IoT) está ajudando a transformar o negócio da medicina. A IoM (Internet of Medicine) deve ser a chave para a redução dos custos médicos, melhorar a qualidade dos serviços e tornar acessível e personalizada a assistência médica para a maioria das pessoas, incluindo pacientes de baixa renda e distantes dos principais polos de excelência médica.

Do ponto de vista financeiro, o impacto anual da IoM em breve ultrapassará a US$1 trilhão em receitas e dependerá cada vez de contratos recorrentes, nos Estados Unidos. Um dos principais incentivadores da IoM são as seguradoras, grandes empresas farmacêuticas, hospitais e médicos. Ao invés de ficarem reclamando dos altos custos eles estão se movimentando para adotar um novo modelo de negócio.

Os serviços de Cloud Computing permitem a armazenagem de imagens dos exames com pagamento por demanda de visualização de imagem, evitando investimentos em sistemas de armazenamento de hospitais e laboratórios clínicos, além de reduzir as despesas operacionais.

De acordo com um estudo de junho de 2015 da McKinsey, o efeito econômico das novas tecnologias da saúde ligadas a Cloud Computing poderia variar entre US$170 bilhões até US$1,1 trilhão nos próximos anos.

Um dos maiores interessados na IoM é a indústria de seguros, que só nos Estados Unidos pagou mais de US$250 bilhões em tratamentos médicos nos Estados Unidos. Os hospitais estão atendendo as reivindicações das seguradoras, cada vez mais estão adotando tecnologias baseadas em sensores como chips inteligentes, etiquetas RFID, sistemas de localização em tempo real (RTLS) para melhor orquestrar o fluxo de pacientes, médicos, enfermeiros, equipamento e suprimentos médicos.

A inovação é um fator vital para os cuidados com a saúde, que movimenta mais de R$1 trilhão na indústria farmacêutica. O desafio é detectar o mais cedo possível as doenças e iniciar o tratamento para a cura mais baratos, ao contrário de caros tratamentos quando a doença está em estágio avançado.

Um exemplo de inovação é a parceria entre a Novartis e a Google em uma lente de contato para diabéticos para medir o açúcar no sangue através da lágrima dos olhos. Além de um alivio para os milhões de diabéticos que não precisarão mais picar o dedo, as lentes irão oferecer dados contínuos sobre as flutuações do açúcar no sangue e informar ao paciente para evitar complicações e risco de vida.

A IoM permitirá uma medicina personalizada com um novo modelo de negócio onde as pessoas pagarão por um serviço adicional que ajudará a reduzir o custo das seguradoras e seus planos de saúde. Beneficiará os fabricantes de medicamentos, os hospitais, os médicos e principalmente os pacientes. Isso inaugurará uma nova era na medicina, onde os pacientes terão mais controle sobre sua saúde para melhorar sua qualidade de vida.

Uma evolução dos serviços de atendimento rápido e custo acessível, já disponíveis no Brasil como o Dr Consulta e Dr Agora, serão os serviços de médicos online com preços populares. Outra tendência são serviços médicos em farmácias com apoio de profissionais de enfermagem e médicos online usando tecnologias de tele saúde na nuvem. Exames e diagnósticos poderão ser feitos em poucos minutos com custos acessíveis. Também será possível assinaturas de serviços médicos para monitoração em tempo real da saúde de pacientes com doenças crônicas.

Imagine o avanço de instalar postos de serviços médicos com apoio de enfermeiros em locais distantes com atendimento de médicos online, evitando que as pessoas viagem até 8 horas para uma simples consulta, como acontece na região Norte do país.

As vantagens da tecnologia são imensas. Agora, como tudo que é novo enfrentará os problemas clássicos da inovação: resistência a mudança de velhos profissionais, corporativismo da classe médica e atraso na regulamentação dos novos serviços. Cabe a nós pressionarmos por mudanças rápidas nessa área para melhorar nossa qualidade de vida e reduzir os custos com planos de saúde.

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