Neuralink desenvolve interfaces cérebro-máquina para conectar computadores e seres humanos

A Neuralink é uma empresa americana de neurotecnologia, fundada por Elon Musk, que desenvolve interfaces cérebro-computador implantáveis (BCIs). A empresa pretende fazer dispositivos para tratar doenças cerebrais graves a curto prazo e, eventualmente, aperfeiçoar os seres humanos. Algumas tecnologias já estão consolidadas ou em estágios avançados de desenvolvimento, como comunicação via ondas cerebrais e inteligência artificial, importantes para esse desenvolvimento. O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, um dos principais especialistas mundiais em pesquisa neurais, é responsável, por exemplo, por experimentos com chimpanzés incorporando um terceiro braço virtual, onde os chimpanzés conseguem fazer ações simultâneas com os três braços. Sistemas de inteligência artificial são comuns atualmente e com evolução rápida. Usando tecnologias já existentes e novos desenvolvimentos a proposta da Neuralink é factível mais rápido do que podemos imaginar.

Imagine o potencial de conhecimento que iremos adquirir com a interface cérebro-máquina. Conseguiremos entender melhor o Universo, desenvolver novos materiais, encontrar cura para doenças crônicas, criar uma nova ordem econômica mundial, entre outras.

Entretanto, existem alguns desafios que teremos que ultrapassar. O primeiro é a questão legal. Como assegurar que essa interface não afetará as faculdades mentais dos humanos? Será que estaríamos criando um humanoide que futuro poderá ultrapassar as fronteiras éticas e quem tiver esse poder utilizá-lo para dominar o mundo?

Será que o nosso corpo suportará doses intensas de conhecimento e consumir tanta energia que não restará nada para funções críticas de suporte a vida, como respiração e batimento cardíaco?

Certamente, qual for o desafio conseguiremos ultrapassa-los. Está é a característica dos seres humanos. Com isso, temos que pensar nas novas possibilidades para a humanidade, incluindo as questões sociais. Corremos o risco de aumentar ainda mais a desigualdade na sociedade.

Por outro, que tiver acesso a estas tecnologias se destacará e, possivelmente, será criada uma nova classe social, a elite do conhecimento. Isto poderá acabar com a renda de bilhões de pessoas e eliminar a classe média, como nós a conhecemos hoje. Pode ser que novos modelos de negócios sejam desenvolvidos apenas para garantir o funcionamento da economia com ganhos extraordinários para uma elite que tiver acesso a essas tecnologias, restando apenas migalhas para o resto da população.

O artigo pode parecer um texto de ficção científica, porém estamos mais próximos disto do que podemos imaginar.

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Eduardo Fagundes

Eduardo Fagundes é um empreendedor polivalente. Desenvolve projetos de P&D nas áreas de Big Data, Analytics, IoT e Inteligência Artificial para o setor de energia na Universidade Mackenzie (SP). Professor de Engenharia de Software no pós-graduação em Governança de TI da Universidade Mackenzie (SP), e de Estratégias de Negócios Sustentáveis no MBA da FIAP (SP). Desenvolveu e é tutor do curso online sobre Cidades Sustentáveis baseado na ISO 37.120, e coordena o fórum virtual sobre Cidades Inteligentes. Desenvolve projetos de eficiência energética e energia sustentável. Produz cursos online, aplica workshops de ideação, mentoring sobre tecnologias sustentáveis e projetos de inovação sustentável baseados no GRI (Global Reporting Initiative). Desenvolveu projetos na Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Índia, Inglaterra e Itália. Fundou três startups.
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