O mundo precisa de líderes disruptivos

O verdadeiro líder disruptivo é aquele que torna seu propósito uma religião, transcendo sua visão além dos empregados, fornecedores e clientes. O propósito de Elon Musk de salvar a humanidade transcende as empresas Tesla, Solarcity, SpaceX e Neuralink. O propósito de Steve Jobs de mudar o mundo transcendeu a Apple, Next, Pixar e Disney. Os líderes disruptivos hoje têm propósitos voltados para a sustentabilidade do planeta e questões socioambientais que venham a melhorar a vida das pessoas, buscando tornar a humanidade melhor (ou salvá-la colonizando outros planetas, como deseja Elon Musk). Empresas que buscam apenas o lucro estão em desuso, o importante é ser protagonista no movimento global em prol da humanidade.

Elon Musk

Neste contexto, os líderes devem desafiar seus liderados, clientes e colaboradores a buscar soluções disruptivas das práticas atuais. O Stop List é tão importante quanto o To Do List. As estruturas organizacionais passam de hierárquicas para redes (network), valorizando a inteligência coletiva, imitando a organização de abelhas e formigas. O planejamento rígido anual é substituído pelo planejamento dinâmico e experimental com entregas de curto-prazo, baseado em metodologias ágeis de gestão. A transparência das organizações é uma condição mandatória.

O líder disruptivo, embora tenha uma visão holística do mundo, tem foco naquilo que é importante, como um porco-espinho, se protege de distrações que o desvie dos seus propósitos. Promove o empoderamento das pessoas, criando uma organização que não precise de forte supervisão. Alias, as organizações do futuro não terão supervisores, as equipes serão autônomas e auto gerenciadas. Pessoas que não se adaptarem a este estilo de organização serão “convidadas a sair do barco”. Lembre-se o propósito do trabalho passa a ser uma religião e como tal exige comprometimento e fé.

As novas tecnologias proporcionam automação extrema, não apenas de atividades manuais, mas atividades intelectuais operacionais. Sistemas de inteligência artificial passarão a recomendar as estratégias corporativas e fracionarão o trabalho humano ao limite que seu custo nos processos tenda a zero.

O líder disruptivo terá que enfrentar o paradoxo da evolução tecnológica que elimina o trabalho humano e seu propósito de melhorar a humanidade.

Os treinamentos de liderança tradicionais não formam líderes disruptivos. Um líder disruptivo é movido pela paixão de seus propósitos. Isto significa que cabe atitudes firmes e dispensa de funcionários e fornecedores que não estão alinhados com a transformação cultural da organização. Lembre-se do conceito do “porco-espinho”, não se distraia e desperdice tempo em distrações. Muita teoria atrapalha, aja para atingir seu propósito, seus liderados entenderão e esperam por isto.

O planeta e a humanidade estão em risco. Não existe mais lugar e tempo a perder com líderes operacionais e medíocres, o mundo precisa de líderes disruptivos.

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