Reposicionamento da HPE: Concluído o spin-merge da HPE com a MicroFocus

Quase um depois de anunciado o spin-merge (spin-off e merge) da HPE – Hewlett Packard Enterprise – com a MicroFocus, criando uma das maiores empresas de software do mundo, iniciará a operação no dia 1º de setembro de 2017. A MicroFocus, proprietária do Linux SuSe e da Attachmate, pagou US$8,8 bilhões pela HPE, pagos US$2,5 bilhões em dinheiro e os acionistas da HPE ficarão com 50,1% da nova empresa. Esta é a segundo grande spin-merge da HPE, o primeiro foi a venda da sua divisão de serviços de consultoria para a CSC (Computer Sciences Corporation). A HPE deve se concentrar em três grandes negócios: definição de ambientes por software (software-defined) e cloud computing; infraestrutura para data centers; e, Internet of Things.

Este movimento mostra os rumos dos negócios de tecnologia e a busca pela especialização das empresas. Tempos atrás a Google fez um spin-off de seus negócios, criando a holding Alphabet Inc. Entre os objetivos estão o foco em negócios específicos, adequando a infraestrutura e modelos de gestão, e evitar a interferência entre os diversos negócios (que podem ser de naturezas completamente diferentes).

Estes movimentos geram novos desafios para as empresas usuárias de serviços de tecnologia, pois terão que rever suas estratégias de fornecedores de tecnologia. No passado, ouvia-se falar de grandes e longos contratos de serviços, como por exemplo, o da GM com a EDS, onde a GM entregou quase toda a de TI para a EDS. Época em que a TI era considerada apenas um suporte operacional. A EDS foi adquirida pela HP e agora pela CSC. A CSC adquiriu a BeringPoint no Brasil, em 2009. A BeringPoint por sua vez foi uma cisão mundial da KPMG em 2000, chegou a ter 17.100 funcionários, operando em mais de 60 países, antes de entrar em concordata para evitar a falência (Chapter 11 bankruptcy).

Empresas que entregam suas operações de TI para grandes fornecedores devem ter planos de contingência para evitar o comprometimento de suas operações, protegendo-se de estratégias malsucedidas ou mudanças de rumo de seus fornecedores.

O negócio é estabelecer uma estratégia para ficar no controle das operações, mesmo que parte dela seja operada por fornecedores conceituados.

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