Gestão do Conhecimento vem antes da Computação Cognitiva

As apresentações sobre Big Data, Analytics e Computação Cognitiva que assisto, normalmente, estão centradas na tecnologia, comentando de forma genérica os resultados e pouco sobre os modelos computacionais e, principalmente, o pré-requisito fundamental para uma implementação com sucesso: a gestão do conhecimento.

Se analisarmos as definições de inteligência artificial em diferentes perspectivas, vemos que o princípio é fazer os computadores pensarem e executarem tarefas como humanos. Para isso, temos que ensinar os computadores (digo, software). Continue lendo “Gestão do Conhecimento vem antes da Computação Cognitiva”

Poderá a Microsoft com o Linkedin dominar o mercado virtual de trabalho?

Os negócios virtuais estão em processo de transformação com as novas tecnologias para a Indústria 4.0, computação cognitiva e blockchain, deixando para trás o velho comércio eletrônico de mais 20 anos.

A Indústria 4.0 usa sistemas cyber-physical, permitindo a automação de fábricas para produzir objetos personalizados, além de monitorar e controlar veículos autônomos, acompanhamento médico individual, otimização de processos através do aprendizado das máquinas (Machine Learning), entre outras aplicações usando Internet das Coisas (IoT), impressoras 3D, Big Data e Analytics. A computação cognitiva simula o pensamento humano em um modelo computadorizado, envolvendo análises avançadas de dados, reconhecimento de padrões e processamento de linguagem natural. O blockchain é visto atualmente apenas como uma inovação técnica do bitcoin, porém seu potencial é muito maior. O blockchain é uma cadeia de blocos que mantém registros de blocos anterior permitindo a validação de transações. Continue lendo “Poderá a Microsoft com o Linkedin dominar o mercado virtual de trabalho?”

As oportunidades da computação cognitiva e Big Data no mercado fintech

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O mercado de tecnologia para serviços financeiros (fintech) aumentou de US$11 bilhões em 2014 para US$20 bilhões em 2015. A tecnologia financeira está associada a inovação em serviços financeiros. As startups fintech têm o objetivo de criar negócios disruptivos para quebrar os tradicionais serviços oferecidos pelo sistema financeiro atual. Investimentos baseados em crowdfunding, empréstimos peer-to-peer, micro empréstimos e serviços de consultoria financeiro são algumas das modalidades de serviços fintech. O grande desafio é criar serviços que ofereçam facilidades, melhores rendimentos e segurança para os investidores. Neste contexto, a computação cognitiva e Big Data são ferramentas ideias para atuar no mercado fintech.

Uma das grandes tendências em 2015 foi o investimento em fintechs pelas instituições financeiras em incubadoras, aceleradoras, laboratórios, talentos, parcerias, aquisições e fusões de empresas digitais e fundos de riscos.

Em Londres, onde 40% dos empregos estão em serviços e tecnologia financeira, as empresas fintech mais conhecidas são FundingCircle, NutMeg e TransferWise. As empresas londrinas receberam, em 2014, US$539 milhões de US$1,5 bilhões que foram distribuídos para empresas europeias. Entre elas, Amsterdã recebeu US$306 milhões e Estocolmo US$266 milhões. Nos últimos 10 anos, Estocolmo foi a cidade na União Europeia que mais recebeu investimentos em fintechs. O banco espanhol BBVA investiu US$68 milhões no banco Atom.

Nos Estados Unidos existem inúmeras startups fintech, Money.Net, Betterment, Lending Club, Behalf, Prosper, SoFi, Square, Stripe entre outras. Um estudo da EY de 2016 aponta que a Califórnia é a melhor classificada em talentos e capital e Nova York para demanda de serviços.

Na região da Ásia-Pacífico, foi criado um centro de tecnologia financeira em Sydney na Austrália em 2015. Em Hong Kong também foi lançado um centro de inovação para fintech.

As novas tecnologias de computação cognitiva (Learning Machine), Big Data e ferramentas analíticas são fundamentais para as fintechs. Elas podem ser o centro dos negócios de empresas de consultoria para investimentos e para seguros dos mais variados. Como o acesso a essas tecnologias é, relativamente, fácil e têm uma excelente relação custo-benefício, basta reunir um grupo de talentos e criar um startup para consultoria financeira.

O acesso fácil a ambientes de Cloud Computing permite criar aplicações robustas com alta disponibilidade, essenciais para qualquer negócio fintech, com excelente relação custo-benefício e escaláveis.

Até esse ponto, o que precisamos são de talentos que desenvolvam novos modelos de negócios no mercado financeiro. Acredito que o Brasil tem um tremendo potencial no mercado fintech.

Obviamente, existem desafios. Um deles é atender a regulamentação do setor que é pouco flexível para novos negócios, incluindo penalidades para certos serviços, como para empréstimos peer-to-peer.

Outro ponto é confiabilidade dos serviços. Na China, o serviço Ezubao de empréstimos peer-to-peer depois de coletar mais de US$7,6 bilhões de 900.000 investidores antes de ter seus executivos presos por má gestão. Outra preocupação são os fundos crowdfunding para investimentos. A empresa inglesa Rebus faliu depois de captar cerca de US$1,2 bilhão de 109 investidores dentro da plataforma de crowdfunding Crowdcube em 2015.

Temos ainda muitos desafios no mercado de fintech, entretanto é uma tendência que deve estar no radar de todos os investidores e empreendedores. Acredito que no Brasil o caminho é criar startups de fintech para consultoria financeira baseada em computação cognitiva e Big Data. Temos talentos, alguns fora do mercado financeiro, para iniciar um movimento de ruptura do modelo atual.

Temos que considerar os serviços de inteligência artificial nas nossas aplicações

A Google anunciou a oferta ao público de sua tecnologia de inteligência artificial (IA) baseada em código aberto TensorFlow, o software que impulsiona suas redes neurais. A IBM já oferece como serviços sua solução em nuvem de computação cognitiva, o Watson. A Facebook, Twitter e Microsoft têm feito grandes avanços nesse campo. Essa será a nova transformação do mercado de tecnologia da informação.

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