Novo Simples protege Investidores-Anjos e incentiva o empreendedorismo

Ufa! Parece que agora temos uma legislação que incentiva o empreendedorismo dos jovens com apoio intelectual e financeiro de pessoas experientes, chamados investidores anjo. Entre as alterações mais significativas regulamenta e protege esses investidores em suas participações nas empresas, como por exemplo isenção de responsabilidade como sócios em dívidas das empresas.

Em 28 de outubro de 2016, a Lei Complementar nº 155/2016, alterou a Lei Complementar nº 123 do Simples Nacional. A nova redação alterou vários dispositivos entre os quais o teto do faturamento das empresas que se enquadram nessa modalidade. A partir de 1º de janeiro de 2017, o limite anual de receita bruta das Pessoas Jurídicas integrantes dessa modalidade de arrecadação passa a ser R$ 81 mil para Microempreendedores individuais, R$ 900 mil para microempresas e R$ 4,8 milhões para Empresas de Pequeno Porte. Continue lendo “Novo Simples protege Investidores-Anjos e incentiva o empreendedorismo”

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As condições ideais para fomentar o empreendedorismo

Em visita ao Brasil, John Chisholm, empreendedor serial e diretor da MIT Global Alumni Association, afirmou que é possível construir um Vale do Silício em São Paulo. A entidade liderada por ele reúne mais de 130 mil alunos e ex-alunos do instituto com o objetivo de conectar mentes geniais com interesses similares para elaborar grandes projetos. Com sua experiência de ter lançado duas startups no meio da bolha da Internet, ele disse que criar empresas no meio de crises econômicas torna mais fácil sua sobrevivência no futuro, baseado no fato que você deve operar com recursos limitados e mercados recessivos.  Ele desmistifica a ideia que as pessoas nascem com o perfil empreendedor, segundo ele é possível desenvolver essa habilidade. Ele aponta dois fatores ideais para fomentar o empreendedorismo: livre comércio e baixa regulamentação, incluindo impostos.

O livre comércio é o sonho de qualquer empreendedor. Entretanto, os desafios são grandes, pois cada país cria leis protecionistas para seus produtos para garantir a competitividade interna e, em alguns casos, criam incentivos artificiais para aumentar a competitividade no mercado global. Os lobbies são enormes, veja o caso do acordo de livre comércio Trans-Pacific que teve mais de cinco anos de negociação para superar as regulamentações dos 12 países envolvidos. Esse grupo de países representam 40% da economia mundial e pode se tornar no maior acordo regional da história. Acordos desse dessa magnitude exigem líderes fortes e comprometidos para remover os obstáculos. O nosso Mercosul fracassou do ponto de vista econômico, cada país está fazendo seus próprios acordos bilaterais para salvar e estimular suas economias. Talvez, as únicas coisas que avancem no Mercosul são as placas dos carros e a carteira de identidade comum.

O desafio da regulamentação é encontrar o ponto de equilíbrio. Regras são necessárias para proteger a saúde, condições de trabalho e o patrimônio das pessoas. A história mostra que a falta de regulamentação do mercado cria situações desastrosas, como a Grande Depressão de 1929 e mais recentemente a crise econômica de 2008. Em ambos casos, as pessoas perderam seus patrimônios e o emprego. Por outro lado, uma forte regulamentação inibe a criação de negócios inovadores que querem quebrar paradigmas de mercado e são barrados pela regulamentação, veja o caso do Uber. Mas acredito que o pior é o intervencionismo do Estado de forma intempestiva para proteger interesses de fortes grupos sem a preocupação dos impactos na economia como um todo. Isso gera incerteza nos empresários e reduz o interesse por novos projetos devido ao receio de mudanças nas regras no meio do jogo.

A questão dos impostos é polêmica, temos que analisar pelo ponto de vista custo/benefício. Altos impostos podem ser interessantes se usados para compartilhar benefícios como saúde, educação, pesquisa e infraestrutura de forma a criar uma plataforma de desenvolvimento comum, reduzindo investimentos individuais. Bons exemplos vêm dos países da Escandinávia, onde os impostos são elevados, porém são transformados em benefícios para as pessoas e empresas. Por outro lado, cobrar impostos altos e usar o dinheiro para interesses partidários e desperdiça-los por incompetência e corrupção reduz a capacidade de crescimento econômico e qualidade de vida da população.

Particularmente, reduzo as condições ideais para o empreendedorismo no equilíbrio da regulamentação, eliminando a intempestividade intervencionista dos governos, e a melhor aplicação dos impostos em uma plataforma de crescimento sustentável, incluindo saúde, educação e infraestrutura. O livre comércio é um plus para as empresas. E o dinheiro para os empreendedores? Com essas condições ele aparece em abundância.

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Tire o foco da inovação, aposte no empreendedorismo

Como professor e consultor tenho contato com muitos profissionais de empresas de diferentes portes e setores. Percebo de alguns deles a angustia na busca pela inovação. Isso é saudável, pois estimula a criatividade e deixa as pessoas mais atentas as oportunidades que nos cercam. Entretanto, recomendo que tenham cuidado na busca pela inovação focando apenas nas tecnologias e nas “buzzwords” do momento. A tentativa de uso de tecnologias emergentes e pouco conhecidas, além do seu custo inicial, pode inviabilizar vários projetos e ter um efeito inverso do desejado, ou seja, levar a perda de competitividade da empresa. Recomendo que o foco seja no empreendedorismo, buscando oportunidades para gerar riqueza para empresa (ou para si mesmo). O uso de tecnologias é apenas uma consequência do empreendedorismo.

Uma buzzword atual é “business transformation”, uma roupagem nova para o e-business do século passado. A diferença é a velocidade que as mudanças estão ocorrendo. No século passado as iniciativas de comércio eletrônico eram complementares e levaram quase 20 anos para se tornarem essenciais para os negócios. Hoje, o tempo de adoção de novas práticas de negócios é muito mais rápida, graças as novas tecnologias, a redução significativa dos preços dos serviços de computação e, principalmente, pela alta expectativa dos consumidores por coisa novas.

Cá entre nós, transformar um negócio, principalmente se ele é lucrativo, não é fácil. As empresas já constituídas ao longo do tempo atingem um nível de eficiência operacional que torna as ações das pessoas quase que robotizadas e os desafios de ganhos de eficiência e crescimento são modestos. Normalmente, essas empresas avançam na automação e reduzem a necessidade de pessoal especializado com altos salários.

Mas então, como romper a cultura das empresas e buscar novos negócios? A resposta é estimulando o empreendedorismo dos empregados e da comunidade.

Uma prática cada vez mais adotada pelas empresas é fomentar a criação de startups, desvinculadas das empresas e com vida própria. Isso permite contratar pessoas com perfil diferente, usar processos de negócios mais simples, fugir do compliance, ter mais agilidade na tomada de decisões e experimentar novos modelos de negócios sem afetar o negócio principal. Esqueça aquele negócio de sinergia entre as operações – serviços compartilhados – isso sufoca qualquer startup.

É claro que o conceito de startup está fortemente relacionado ao empreendedorismo. Aliás, empreendedorismo é a chave para o sucesso de qualquer negócio. Todos nós conhecemos histórias de pessoas com grandes ideias que fracassaram. Se olharmos mais atentamente veremos que a causa principal foi a falta da característica empreendedora do líder do negócio (dono, presidente, diretor, gerente, supervisor ou coordenador).

Se analisarmos as pessoas de sucesso, veremos que são grandes empreendedores. Conseguiram transformar conhecimento e habilidades em negócios rentáveis. Certamente, não foi apenas sorte, lutaram muito para estarem preparados para identificar e executar ações para aproveitar uma oportunidade e transformá-las em riqueza.

Mas isso é parte de um processo, não é um estalar de dedos que mudamos a cultura de uma pessoa ou de uma empresa. Business Transformation, não é tecnologia é mudança cultural.

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A próxima crise econômica internacional

Começam a aparecer os sinais de uma nova crise econômica internacional. O primeiro sinal foi um artigo do New York Times em março 2015 comentando uma palestra de ex-presidente do Banco Central americano (Federal Reserve), Paul Volcker, alertando que os fundos hedges e private equity continuam desregulados e a fragmentação do sistema regulatório americano, entre estados e governo federal, dificulta o acesso às informações e, consequentemente, a detecção de uma próxima crise.  O segundo sinal foi o discurso de lançamento da candidatura de Hilary Clinton em Nova York em junho de 2015, mencionando o potencial risco dos bancos americanos. O terceiro sinal foi um breve comentário do economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, no programa Painel da GloboNews, sobre a supervalorização dos ativos americanos e a necessidade de elevação dos juros para evitar a pulverização desses ativos. Um quarto sinal é a não aprovação pelo Congresso americano do acordo de livre comércio Trans-Pacifico, incluindo congressistas do próprio partido de Barack Obama, o partido Democrata, indicando ainda uma visão protecionista de mercado. O quinto sinal é a recusa da Grécia em fazer um ajuste fiscal mais agressivo para equilibrar suas contas. E apenas para não se estender, a queda do crescimento da China que afeta toda a economia mundial.

No Brasil, o ritmo de adoção de medidas para o ajuste fiscal esbarra no Congresso por questões politicas e eleitoreiras. Nossos principais itens de exportação, as commodities, perderam valor no mercado internacional e não devem recuperar os níveis da década passada, frustrando qualquer ideia de recuperação da balança comercial aos níveis do passado. Se hoje já está difícil obter investimentos externos pela falta de credibilidade do país, essa situação se agravará com uma nova crise internacional. Adiciona-se a falta de acordos de comércio bilaterais do Brasil, ou do ainda sonhado Mercosul, com países de relevância econômica.

Ao que parece, os empresários e governos continuam a usar os mesmos conceitos da antiga economia, colocando em risco a qualidade de vida de seus cidadãos.

A saída para o cidadão é o empreendedorismo. Acredito que está na relação próxima das pessoas em suas comunidades, incluindo a digital, as maiores oportunidades para crescimento de renda e qualidade de vida. Essa mudança de paradigma do emprego é importante para proteger a própria família das turbulências da economia e assumir o controle da situação, sem depender do emprego tradicional.

Os governos competentes e visionários já têm essa noção e agem para incentivar o empreendedorismo, criando uma legislação trabalhista flexível e processos ágeis para a criação de empresas. O desafio é capacitar as pessoas para o empreendedorismo, incluindo técnicas de criatividade e inovação. Ou seja, o caminho é a educação.

Infelizmente, no Brasil o ajuste fiscal em 2015 atingiu programas como o PRONATEC e FIES. O primeiro, embora seja necessária uma ampla revisão, é um programa importante para a qualificação rápida de microempreendedores na área de serviços que pode garantir o sustento das famílias. O segundo, de longo prazo, é o acesso a cursos de formação universitária.

Entretanto, os sindicatos com suas verbas do imposto sindical, FAT (fundo de amparo aos trabalhadores) e os parlamentares com suas verbas do governo podem apoiar projetos educacionais para a qualificação de trabalhadores.

As próprias empresas dentro do viés de responsabilidade social podem apoiar programas de qualificação e empreendedorismo para funcionários com ganhos internos em produtividade e em caso de demissões, garantir uma atividade remunerada dos trabalhadores.

Modestamente, contribuo com um curso online gratuito sobre inovação disruptiva para auxiliar nesse processo de transformação das pessoas no site www.efagundes.com.

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Buscar um novo emprego ou empreender?

A economia global está em um acelerado processo de mudanças, criando novos negócios e transformando a relação capital-trabalho. A tecnologia da informação muda o comportamento das pessoas, tanto no trabalho como na vida pessoal. Muitas pessoas não entenderam isso e ainda tentam adotar o velho modelo no mercado de trabalho. Os sindicatos lutam para garantir o emprego e as empresas tradicionais enfrentam uma enorme dificuldade para se desapegar de velhos paradigmas e continuam com velhas estruturas organizacionais. O governo legisla com antigas leis trabalhistas e os parlamentares criam novas leis para dar sobrevida ao antigo modelo de trabalho. As Universidades formam mão de obra para profissões ainda existentes. Isso faz com que as pessoas enxerguem o emprego como a única forma de trabalho. Esse cenário cria grandes obstáculos para o desenvolvimento de novos negócios e profissões alinhados com a nova economia global.

A proteção excessiva aos trabalhadores não gera inovação. Gera acomodação. Novas conquistas e crescimento são motivados por desafios. Em ambientes de poucos desafios existe desanimo, baixa criatividade e baixa competitividade. Devido à cultura do emprego e da mão protetora do Estado aumentamos o descompasso de desenvolvimento com outros países que já entenderam as transformações que o mundo está passando. Se durante a crise econômica global de 2008 não tivéssemos adotado um excessivo protecionismo ao emprego no Brasil, talvez estivéssemos com crescimento econômico acelerado e não amargando uma recessão.

Se o Governo tivessem utilizado os recursos do Estado para incentivar a inovação e o empreendedorismo, hoje já estaríamos colhendo os frutos do investimento com novas empresas, novas profissões, novos processos de negócios e, principalmente, uma cultura de empreendedorismo. Característica fundamental para o crescimento das nações.

Perdemos o passo em 2008. Não podemos perder o passo agora. Existe um contingente de mão de obra especializada disponível no mercado em função da redução da atividade econômica. O desafio é transformar as competências técnicas e gerenciais disponíveis para desenvolver novos produtos e mercados.

Imagine reunir em um local com infraestrutura adequada, especialistas e executivos para pensar em novos produtos e mercados dentro de um regime de remuneração especial a título de antecipação de lucro futuro. As empresas evitariam gastos excessivos na contratação de consultorias de grife e teriam empreendedores altamente motivados.

Os próprios profissionais, ao invés de buscar empregos de forma solitária, poderiam se organizar para desenvolver novos produtos e buscar investimentos nas empresas, conseguindo trabalho em bloco.

Acredito que pela nossa antiga cultura de emprego estamos vendo apenas as dificuldades da atual crise econômica do país, ao invés de enxergarmos as grandes oportunidades que se abrem com a transformação da economia global.

Para ajudar nesse processo de transformação desenvolvi um curso online gratuito sobre inovação [ assista o curso ] e me disponho a criar ambientes de colaboração exclusivos para grupos de empreendedores discutirem ideias no site www.efagundes.com.

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