Novas fontes de energia substituem o petróleo

Já é oficial, o boom do xisto betuminoso (gás de xisto) americano está atingindo o mundo, segundo relatório da AIE – Agência Internacional de Energia. O petróleo que antes era enviado para os Estados Unidos agora está sendo enviado para outras países. Um ponto interessante, segundo a Agência, é que a maior parte da nova produção de petróleo mundial nos últimos cinco anos ocorreu fora dos países da Opep – Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

As ondas de choque provocadas pelo produção de gás de xisto e petróleo leve (como o do pré-sal) estão sendo sentidas no mercado global. Os países árabes e, provavelmente, a Venezuela são os mais atingidos por essas transformações. Desta forma, a produção de combustível e outros derivados de petróleo se voltam para a América do Norte (EUA e Canadá) e o pré-sal brasileiro.

Os maiores produtores de xisto betuminoso são a China, EUA e Argentina. Nosso vizinho já está pronto para produzir energia usando o gás de xisto. Isso irá baratear, significativamente, o custo da sua energia e poderá ser um grande fator de atratividade de investimentos internacionais. Lembrando, também, que o novo governo do Paraguai irá desenvolver sua indústria usando como atrativo a energia barata da sua parte da Usina de Itaipú.

O Brasil têm a 10º maior reserva de xisto betuminoso do mundo. Temos um grande número de termoelétricas operadas com gás natural, que a princípio, podem utilizar o gás de xisto sem necessidade de grandes modificações e impacto na eficiência. O governo planeja para o final de 2013 fazer os primeiro leilões das reservas de xisto betuminoso.

Além disso, a produção de energia renovável no Brasil vem  evoluindo rapidamente focadas em energia eólica e fotovoltaica. O aumento de plantas de geração faz que os custos dos equipamentos fiquem mais baratos. Importante, também, são os incentivos do governo para o setor de energia renovável e para as empresas que optarem pelo seu uso. A geração distribuída resolve o sério problema da nossa infraestrutura de transmissão, pois estando próximas das fontes consumidoras o risco de blackout diminui.

Resumindo, o Brasil tem um enorme potencial de geração de energia através das atuais e novas fontes de energia que irão baratear os custos de produção da indústria e atrair novos investimentos para o país. A questão principal é direcionar os investimentos e os incentivos para programas eficazes de geração de energia renovável.

Outdoor opera com energia eólica e solar

Um painel da empresa japonesa Ricoh Company de três metros de altura e doze de largura foi instalado em Londres utilizando energia eólica e solar. São 96 painéis solares e cinco turbinas eólicas individuais gerando energia.  A iluminação do painel depende da energia que foi armazenada ou gerada. A Ricoh já instalou um painel de energia solar na Times Square, em Nova York (EUA). Em 2011 instalou mais duas placas, uma solar em Sidney, na Austrália e esta com as duas fontes de energia.

A iniciativa faz parte do projeto da empresa em gerar energias alternativas. Ao longo dos anos, várias ações foram introduzidas para que o Grupo Ricoh alcance sua meta de reduzir seu impacto ambiental em 87,5%, em relação aos níveis de 2000, até 2050.

Se por um lado a empresa adota uma política correta de conservação de energia na divulgação de sua marca, por outro lado avança na poluição visual do meio ambiente. Felizmente, a cidade de São Paulo adotou uma política de restrição a poluição visual e devemos, se a regulamentação continuar, ficar sem essa inovação tecnológica.