Novos modelos de negócios para enfrentar a estagnação econômica global

Minha opinião é que a “crise econômica” que o Brasil atravessa não é apenas o resultado de gestões governamentais desastradas e o elevado nível de corrupção, mas uma consequência do ajuste global da economia. As maiores economias globais atuais estão desacelerando e mantendo estagnados os salários e com previsão de redução na participação do PIB global. Os países da Ásia devem assumir o protagonismo mundial. A alternativa para os atuais países ricos é avançar na automação para competir com os baixos preços dos asiáticos, com salários de US$100 por mês. Índia, Paquistão e Bangladesh tem salários 75% mais baixos que os chineses e devem colocar entre 1 milhão e 1,5 milhão de trabalhadores por mês até 2020. Para competir, fora as commodities agrícolas e minerais, é necessário o desenvolvimento de novos modelos de negócios, baseados em automação extrema e inteligência artificial. Continue lendo “Novos modelos de negócios para enfrentar a estagnação econômica global”

Robôs ameaçam a globalização e o emprego nos países emergentes

O que poderia ser mais barato no mundo que pagar um salário de US$100 por mês para empregados de confecção de roupas para costurar 400 colarinhos da Ralph Lauren por dia, trabalhando 8 horas? O que poderia ser mais competitivo que os trabalhadores indianos, paquistanês ou bengaleses, que hoje ganham cerca de 75% menos que funcionários chineses? Qual região poderia ser mais competitiva que o sul da Ásia, que segundo o Banco Mundial, adicionará entre 1 milhão e 1,2 milhão de pessoas à força de trabalho a cada mês por 20 anos, ou seja, 240 milhões? Ao que parece a Softwear Automation em pouco tempo poderá confeccionar roupas em Atlanta (EUA) com preços tão competitivos quanto os funcionários do sul da Ásia. A Softwear investe no desenvolvimento de robôs para a confecção de roupas e outros artigos. A robotização extrema das fábricas ameaça o atual paradigma da globalização e coloca em risco a capacidade dos países emergentes de gerar empregos. Continue lendo “Robôs ameaçam a globalização e o emprego nos países emergentes”

A transformação digital torna a TI estratégica e não-terceirizável

Hoje a buzzword do mercado é transformação digital. Um desafio para os executivos, principalmente de empresas tradicionais, criar novos modelos de negócios baseados na digitalização, independentemente do seu produto. O fabricante de lixeiras deve desenvolver uma lixeira inteligentes que avise ao serviço de coleta quando estiver pronta para a coleta. As bonecas devem ter um sistema de reconhecimento de voz e inteligência artificial para conversar e aprender os hábitos das crianças. O fabricante de concreto deve implantar um sistema de logística integrado com as obras para minimizar o tempo de espera para entregar o concreto. A diferença da transformação digital para o tradicional modelo de tecnologia da informação é que agora a TI é parte integrante da estratégia do negócio, ao invés de ser apenas uma ferramenta de apoio para melhorar a produtividade. Com isto, o conceito de terceirização de serviços de TI deve ser revisto. Não dá mais para delegar o desenvolvimento de sistemas ou entregar, completamente, a operação para especializadas. Nas startups o CEO já incorporou as funções do CIO, os analistas de negócios incorporaram as funções de analistas de sistemas, o staff de backoffice assumiu a operação dos sistemas e garantir a disponibilidade dos serviços. Continue lendo “A transformação digital torna a TI estratégica e não-terceirizável”

O que aprendemos com a corrida espacial que levou o homem à Lua?

Em 20 de julho de 1969 o homem pousava na superfície da Lua. A missão Apollo 11 com a alunissagem de Neil Armstrong e Buzz Aldrin marcou a supremacia da engenharia, a eficiência de um modelo de gerenciamento de projeto e, mais importante, a capacidade humana de atingir objetivos ambiciosos. Outras missões tripuladas voltaram para a Lua e, depois disso, o interesse desapareceu. Durante o desenvolvimento do projeto, na intrigante e criativa década de 60, foram criados novos materiais, novas tecnologias, modelos de gestão e novos testes para avaliar a capacidade humana de enfrentar o desconhecido. Missões foram lançadas ao espaço para testar os protótipos, milhares de pessoas foram envolvidas no projeto e bilhões foram gastos. Este movimento de desenvolvimento tecnológico, associado com a Guerra Fria, gerou movimentos culturais igualmente singulares, como o movimento de contracultura hippie. Também, foram criadas séries para a televisão memoráveis como Jornada nas Estrelas, Perdidos no Espaço, O agente da UNCLE, The Jetsons, além do filme 2001 Uma Odisseia no Espaço. Mas afinal, o que aprendemos com todos estes movimentos? Continue lendo “O que aprendemos com a corrida espacial que levou o homem à Lua?”