Motorola entra no mercado de Table PC

A Motorola lançará um TablePC com suporte para TV digital no último trimestre de 2010, segundo o Financial Times. O equipamento utilizará o sistema operacional Android do Goolge. O tablePC deve concorrer com o iPad da Apple. Dois pontos interessantes nessa noticia: o primeiro é contínua convergência das tecnologias e o segundo a transformação do negócio da Motorola. A convergência das tecnologias mudou o paradigma de classificação de produtos. Não é mais possível classificar um computador, um telefone, uma televisão, um equipamento móvel, equipamento de som, câmera fotográfica, etc. Tudo convergiu para um único equipamento. Isso nos leva a repensar nos sistemas de aplicação empresariais. Eles também devem convergir para serem utilizados nesses novos equipamentos. Torna-se crítico analisar os sistemas operacionais dos novos equipamentos (iPhone OS, Android, Linux e Blackberry) para conhecer suas funcionalidades e aspectos de segurança. O outro ponto interessante na notícia é a transformação da Motorola. Pioneira e líder no mercado de celulares analógicos no passado, adotou o sistema operacional do Google com a utilização, muito provavelmente de um hardware padrão de mercado, e se direciona para incorporar serviços nos seus produtos. De certa forma essa foi a estratégia da Sony quando lançou seu Walkman décadas atrás. Produtos envelhecem, estratégias não. Com os padrões de sistemas operacionais sendo definidos e seus hardwares associados, o diferencial das empresas será o serviço e, principalmente, os acordos para viabilizá-los.

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Perfil do Analista de Suporte do BNDES

O BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento, lançou um edital público para a contratação de analistas de suporte técnico com salário inicial é de R$ 7.836,15. Não é exigida experiência e podem concorrer pessoas com curso superior completo na área de exatas. Sem dúvida um ótimo emprego.

Interessante observar o perfil técnico exigido para o cargo: fundamentos de informática; Windows Server; Red Hat Interprise Linux; Servidores de aplicação Java Enterprise Edition (JEE); Armazenamento de dados; Telecomunicações; Segurança; Banco de Dados; e, ITILv3. Exceção da área de mainframes parece ser esse o perfil técnico básico de uma analista de suporte de software. Muitas dessas disciplinas são conseguidas a partir de certificações e constante atualização profissional. Ou seja, manter-se atualizado é um investimento constante.

O ambiente do BNDES mostra a realidade da maioria das empresas, o convívio de diferentes ambientes operacionais e de desenvolvimento na infra-estrutura de TI. Dificilmente irá se conseguir um ambiente padrão que suporte todas as tecnologias devido à adoção de soluções que não são compatíveis com todos os sistemas operacionais. Um exemplo é o ambiente de e-mail da Microsoft. O desafio das empresas é integrar os ambientes para garantir a interoperabilidade associada com segurança. Aqui entra a necessidade de um planejamento de infra-estrutura robusto de longo prazo alinhado com as necessidades do negócio com a adoção de práticas de governança de TI.

A seguir o perfil técnico exigido no edital do BNDES.

ANÁLISE DE SISTEMAS ‐ SUPORTE I ‐

FUNDAMENTOS: Componentes e arquiteturas de sistemas computacionais (hardware e software); Linguagens de programação, compiladores e interpretadores; Representação de dados: binário, hexadecimal e decimal; Processamento paralelo e distribuído; Componentes e arquiteturas de processadores; Conjuntos de instrução; Aritmética computacional; Pipeline; Hierarquia de memória; Interface entre processadores e periféricos; Multiprocessamento simétrico e assimétrico; Fundamentos de sistemas operacionais; Gerenciamento de processos e fluxos de execução (threads): alocação de CPU, comunicação e sincronização entre processos, impasses (deadlocks) e esgotamento de recursos (starvation); Gerenciamento de memória: alocação, segmentação, memória virtual, e paginação; Sistemas de entrada e saída: estruturas de armazenamento secundário e terciário, análise de desempenho e confiabilidade; Virtualização.

II ‐ AMBIENTE MICROSOFT (WINDOWS SERVER 2003): Instalação, configuração e administração; Utilitários e comandos padrão; Administração de contas de usuários, grupos, permissões de acesso e compartilhamentos; Sistemas de arquivos: FAT32 e NTFS; Gerenciamento de processos; Configuração de serviços Internet IIS (HTTP e FTP), DNS, DHCP e DFS; Instalação, configuração e administração de serviços de diretório (Active Directory); Backup e recuperação; Clusterização e balanceamento de carga; Monitoração; Gerenciamento remoto; Contadores de desempenho; Protocolo WMI.

III ‐ AMBIENTE LINUX (RED HAT ENTERPRISE LINUX 5): Instalação, configuração e administração; Utilitários e comandos padrão; Administração de contas de usuários, grupos e permissões de acesso; Sistemas de arquivos: ext3; Gerenciamento de volumes lógicos de arquivos (LVM); Gerenciamento de processos; Configuração de serviços de rede: HTTP (Apache), DNS (BIND) e SMTP (Postfix); Programação em GNU Bourne Again SHell (bash); variáveis, ciclos (loops) e execução condicional; entrada e saída, arquivos e execução de comandos; Uso de expressões regulares (POSIX Extended Regular Expressions).

IV ‐ SERVIDORES DE APLICAÇÃO JAVA ENTERPRISE EDITION (JEE) 5: Fundamentos de servidores de aplicação JEE5; Conceitos de clusterização; Topologias típicas de ambientes com alta disponibilidade e escalabilidade.

V ‐ ARMAZENAMENTO DE DADOS: Conceitos de Storage Area Networks (SAN) e Network Attached Storage (NAS); Fibre Channel (FC): protocolo Fibre Channel Protocol (FCP), camadas e topologias padrão; Protocolos Common Internet File System (CIFS) e Network File System (NFS); Redundant Array of Inexpensive Disks (RAID): níveis 0, 1, 5, 6, 1+0 e 0+1; Backup: Políticas de backup; Tipos de backup (completo, incremental e diferencial) e arquiteturas (LAN free, server free e client free).

VI ‐ TELECOMUNICAÇÕES: Redes Locais – Arquiteturas e topologias: conceitos, Modelo OSI; Infraestrutura: Cabeamento estruturado categorias 3, 5, 5e, 6 e 6a, de acordo com a NBR 14.565; Padrões: IEEE 802.1D, IEEE 802.1Q/p, IEEE 802.1w, IEEE 802.1s, IEEE 802.1X, IEEE 802.3, IEEE 802.3u, IEEE 802.3z, IEEE 802.3ae, IEEE 802.3af; Rede sem fio (Wireless); padrões IEEE 802.11b/g/n; Protocolos: IPv4, TCP, UDP, IPSec, ARP, SNMP, SSH, DNS, DHCP, SMTP, HTTP, FTP, LDAP, H.323, SIP; Gateways de aplicação; NAT; Roteadores; Switches; Concentradores; Multiplexadores; Qualidade de serviço (QoS).

VII ‐ SEGURANÇA: Conceitos básicos – Confidencialidade, disponibilidade e integridade; Segregação de funções; Gestão de mudanças; Vulnerabilidade, risco e ameaça; Política de segurança da informação; Gestão de ativos; Classificação da informação. Códigos maliciosos – Vírus, vermes (worm), cavalos de Tróia, programas espiões (spyware e adware), capturadores de teclas (keyloggers), backdoors, rootkits. Criptografia – Criptografia de chave pública (assimétrica); Criptografia de chave secreta (simétrica); Certificados digitais; Assinaturas digitais; Hashes criptográficos. Controle de acesso – Autenticação, autorização e auditoria; Controle de acesso baseado em papéis (Role Based Access Control – RBAC); Autenticação forte (baseada em dois ou mais fatores); Single sign‐on. Noções de Segurança em Redes – Filtragem de tráfego com firewalls ou listas de controle de acesso (ACLs), proxy e proxy reverso; Ataques de negação de serviço (Denial of Service – DoS) e ataques distribuídos de negação de serviço (Distributed Denial of Service – DDoS); Sistemas de detecção de intrusão (Intrusion Detection Systems – IDS) e sistemas de prevenção de intrusão (Intrusion Prevention Systems – IPS); Comunicação segura com Secure Sockets Layer – SSL e Transport Layer Security – TLS.

VIII ‐ BANCO DE DADOS: Conceitos e fundamentos de Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBD); Bancos de dados distribuídos, relacionais e orientados a objeto; Conceitos de alta disponibilidade; Conceitos de backup e restauração; Modelos de banco de dados: hierárquico, rede e relacional; Independência de dados; Dicionário de dados; Modelagem entidade‐relacionamento (ER); Normalização; Gerência de transações; Gerência de bloqueios; Gerência de desempenho; Linguagens de definição e manipulação de dados (ANSI SQL).

IX ‐ GESTÃO DE INFRAESTRUTURA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI): ITIL versão 3 (ITILv3): Operação de Serviços (Gerenciamento de Eventos, Gerenciamento de Incidentes, Gerenciamento de Problemas, Cumprimento de Requisições, Gerenciamento de Acessos), Desenho de Serviços (Gerenciamento de Níveis de Serviço, Gerenciamento de Capacidade, Gerenciamento de Disponibilidade, Gerenciamento de Continuidade de Serviços de TI, Gerenciamento de Continuidade de Negócio), Transição de Serviços (Gerenciamento de Configuração e Ativos de Serviços de TI, Gerenciamento de Liberação e Implantação, Gerenciamento de Mudanças), Melhoria Contínua de Serviços.

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Android avança nas vendas nos Estados Unidos

Segundo uma pesquisa da empresa Canalys, os smartphones com o sistema operacional Androind tiveram 34% das vendas no mercado norte-americano no segundo trimestre, graças ao marketign da Verizon Wireless, em parceria com a Samsung, HTC e Motorola. As vendas de smartphones Android cresceram 851% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Isso começa a estabeler um padrão de plataforma de fato para desenvolvimento de aplicativos para smartphones. Vamos aguardar o desempenho do sistema operacional Chrone da Google para avaliar a convergência das tecnologias.

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Visão de TIC para 2011-2013

Em entrevista ao portal Efagundes.com Simone Alencar – Consultora de Governança do TI do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão –  prevê que as fortes tendências para os próximos anos serão: o modelo de gerenciamento de riscos de TI (Risk IT); modelo de negócios para segurança da informação (BMIS); aumento do uso de frameworks globais – a nova versão do Cobit 5.1, por exemplo, com diretrizes mais eficazes para o aprimoramento da governança de TI; foco nas competências profissionais; cloud computing, ou computação em nuvem, que se refere ao compartilhamento dos recursos de processamento e memória de servidores interligados por meio da Internet nas modalidades de nuvem privada e híbrida. [ Leia a entrevista completa ]

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Smartphones e a Camada de Apresentação

Quais sistemas operacionais se destacaram nos smartphones? Android, iPhone OS, Blackberry ou Linux? Esta discussão é importante para a definição da camada de apresentação dos aplicativos. Por exemplo, o iPhone OS não suporta páginas em Flash, o Blackberry não suporta iframes. Em um cenário de sistemas onde as aplicações são web e o crescimento de aplicações em Cloud Computing temos que apostar em um sistema operacional para smartphone que suporte todas as funcionalidades que as aplicações comerciais necessitem e não podemos pagar pela compatibilidade. Por exemplo, a SalesForce tem um produto para que sua aplicação execute no Blackberry (a SAP também). Para uma empresa que possua uma força de vendas apoiada em Blackberry existirá um custo extra pela compatibilidade do sistema operacional. Custo que não existe se a opção for pela Nokia com o novo sistema operacional baseado em Linux que suporta o FireFox. Temos que ter atenção na seleção dos smartphones. A bela estética não é tudo.

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