Os e-readers estão chegando…

Os e-readers estão chegando no Brasil. A Gato Sabido com o Cool-er (R$599,00), a Positivo (R$699,00) e a iRiver (R$1.099,00) são exemplos de equipamentos disponíveis no Brasil. As editoras e livrarias com a Cultura, Submarino e Saraiva são possuem acervos de e-books com valores menores que os livros em papel. Na Amazon.com os livros digitais já são mais vendidos que os livros em papel. Cada equipamento com 2GB de memória pode armazenar até 1.500 livros em diversos formatos. O iPad da Apple incorpora a funcionalidade de e-reader. Na ponta do lápis em leitor voraz em poucos meses consegue recuperar o investimento do equipamento. Um ponto a observar na compra, além das características da tela, é a compatibilidade com os formatos de texto. Alguns estão limitados ao padrão internacional dos e-readers (epub) e ao formato pdf. Outros já suportam quase todos os formatos de texto, áudio e vídeo. Para quem deseja um equipamento multiuso é importante ter todos os formatos suportados. Acredito que isso se aplique aos estudantes. Felizmente, não mais será necessário carregar pesadas mochilas com os livros! No Brasil ainda a disponibilidade de e-books é pequena, porém com a popularização dos equipamentos a tendência é crescer.

e-reader Cool-er na Bienal do Livro 2010

Do ponto de vista corporativo o e-reader é a solução para os pesados manuais técnicos e o complexo processo de atualização. Imagine o processo de atualização dos manuais de manutenção das concessionárias de automóveis. Com um e-reader o processo torna-se muito mais simples e eficiente, além de mais econômico e dentro das políticas de preservação do meio ambiente.

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Uma visão européia de TI para os próximos três anos

Em entrevista para o portal Efagundes.com, Mário Campos – Chief Architect Officer de uma importante instituição financeira de Portugal – comenta sobre sua visão da TI para os próximos três anos. Cita as tecnologias Cloud Computing, Redes Sociais e Wireless como tendência para adoção pelas empresas. O Cloud Computing, nas suas diferentes variantes de depolyment (SaaS, PaaS, IaaS, CaaS) apresenta vantagens ao nível de flexibilidade e escalabilidade das Soluções, endereçando o correto equilíbrio entre a oferta e a procura de TI, permitindo o aumento da velocidade de desenvolvimento (tirando partido dos Serviços disponíveis) e de deployment (por via da agilidade ao nível da infra-estrutura) são outras duas vantagens, que claramente incorporam vantagens para o Negócio. Recomenda que as empresas adotem no seu planejamento estratégico a definição de uma Arquitetura Empresarial para estabelecer uma ponte entre a visão do negócio e a alavanca que a tecnologia lhe proporciona, é um aspecto essencial, no sentido de compreender uma Organização de forma holística, potenciando o alinhamento entre as TI e o Negócio, e naturalmente o valor que estas lhe entregam. [ Leia a entrevista completa ]

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A guerra das tecnologias: LTE e WiMAX

A Intel afirma que a tecnologia WiMAX é mais eficiente espectralmente do que HSPA ou LTE. O relatório compara o WiMAX móvel com tecnologia HSPA HSPA e LTE. A Intel diz que WiMAX pode lidar com mais assinantes por célula site com QOS superior. Afirma que o WiMAX é capaz de suportar 20 usuários de streaming de vídeo por setor de 256 kbps, usando um canal de 10MHz, contra 12 utilizadores em 128 kbps em uma rede HSPA. Além disso, redes WiMAX são capazes de suportar um grande número de usuários, mesmo com alto uso de dados de 12GB mensal por assinante.

Enquanto isso, um relatório da  Rysavy Research mostra uma outra visão sobre o espectro, comparando a frequência 5+5 MHz para UMTS-HSPA/LTE e CDMA2000, com 10 MHz DL/UL=29:18 TDD para WiMAX.

Quem está certo? Ambas. A questão não é a tecnologia e sim a compatibilidade e facilidade de migração das tecnologias atuais para as novas. Outro fator que pode mudar o cenário é quando uma grande operadora de telecomunicações adota uma ou outra tecnologia. Por exemplo, a China Mobile adotou o LTE, isso pode significar um duro golpe para o WiMAX.

O sucesso de uma tecnologia não depende de sua eficiência apenas, depende de quem suporta e implanta.

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A disputa por cérebros

Em artigo no Washington Post, Bem Wildavsky comenta que a transmissão do conhecimento constitui um novo tipo de livre comércio, o de mentes, e isso está preocupando os países. Muitos países como China e Índia restringem o acesso de Universidade estrangeiras a seus países. Por outro, são quase 3 milhões de jovens que estudam fora de seus países, representando um aumento de 57% na última década. A maioria estuda nos Estados Unidos e desses, 64% dos estudantes, cursam doutorado em ciência da computação.

No Brasil, o número de doutores cresceu em média 11,9% no período entre 1996 e 2008, segundo pesquisa do CGEE (Centro de Gestão de Estudos Estratégicos). A pesquisa mostra que o Brasil tem 137 mil doutores. O crescimento de doutores em engenharia e em ciências exatas e da terra (onde se enquadra ciência da computação) foi menor que a média: 10,3% e 8,1%, respectivamente. Isso demonstra a pouca competitividade do Brasil na geração de conhecimento através da pesquisa de ponta.

Segundo a pesquisa, 76% dos doutores atuam na área de educação e 28% estão desempregados. A maior concentração de doutores empregados está na região Sudeste com 68,3%, seguido pela região Sul com 14,7%. A região Nordeste tem 7,9%, a região Centro-Oeste 6,4% e por último a região Norte com 2,7%.

Sem uma elite acadêmica uma nação não consegue ter crescimento sustentável. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, falou em tom alarmante sobre essa situação: “Se quisermos continuar construindo os carros do futuro aqui não podemos nos permitir ver o número de doutorados em engenhara aumenta na China, na Coréia do Sul e no Japão, ao mesmo tempo que se observa uma queda aqui nos Estados Unidos.”

A questão da educação no Brasil é um dos grandes desafios da nação. O nosso crescimento está sendo inibido pela falta de mão de obra qualificada na área operacional. O número de engenheiros formados no Brasil está muito aquém das necessidades para sustentar o nosso crescimento. Também, infelizmente, nossas faculdades não formam profissionais aderentes com as necessidades do mercado forçando as próprias empresas a investir em treinamento para compensar a falta de conhecimento e habilidades dos recém formados.

Defendo a tese que devemos investir em núcleos de pesquisas focados em tecnologias emergentes para aplicação na indústria. Esses núcleos, se privados, devem receber fortes incentivos fiscais para viabilizá-los e monitorados por agencias do governo. Se públicos, selecionar apenas as melhores mentes, independente da classe social, raça ou credo.

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Em processos automatizados pela TIC quem é o responsável pelo negócio?

O supervisor de TIC da Bioenergia do Brasil, Rodrigo Santos Soares, em entrevista para o portal Efagundes.com comenta a questão da responsabilidade pelo negócio de processos automatizados pela TIC. O Rodrigo coloca a seguinte questão:

O setor de TIC será responsável pela maioria dos processos de uma indústria, por exemplo, a balança da usina onde trabalho está 100% automatizada e o setor de Automação está sob minha responsabilidade, agora lhe pergunto, se der problema no pagamento de fornecedores e for constatado que é um erro de pesagem, quem será responsabilizado? A balança ou a TIC? Sem dúvida a TIC. Como a balança está 100% automatizada, não justifica ter um supervisor ou um encarregado por esse setor, logo o supervisor de TIC será obrigado a assumir esse setor também.

Segundo Rodrigo, muitos responsáveis por TIC não aceitarão esses novos desafios. A visão do profissional que entender que a responsabilidade é sua demonstra um alto nível de comprometimento com os negócios da empresa. Talvez, a empresa que fornece o hardware e o software para a balança não tenham a mesmo comprometimento e conheçam tão bem as necessidades da usina quando ele. Aqui pode ser discutido o papel e o comprometimento de empresas que oferecem BPOs – Business Process Operations.

No caso de outsourcing para áreas críticas é fundamental um contrato muito bem elaborado redigido por pessoas da empresa que conheçam profundamente o negócio para garantir que a execução do serviço tenha os níveis de serviço exigidos pelo negócio. A questão da responsabilidade pode ser discutida, porém o importante é o aumento da responsabilidade do pessoal de TI nos negócios e a necessidade de alinhamento com os objetivos estratégicos da empresa.

Rodrigo Santos Soares é supervisor de TI da Bioenergia do Brasil S/A. É formado em Ciência da Computação e pós-graduado em Gestão Contábil Financeira. Entende que a melhor forma de gestão de pessoas é pelo exemplo do líder.

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