PME: É seguro armazenar todos os dados na nuvem?

Armazenar dados na nuvem (cloud storage) é tão ou mais seguro do que manter os dados em servidores ou computadores pessoais próprios. Em muitas situações é mais seguro porque muitas PMEs não possuem uma estratégia robusta de armazenamento ou backup de dados. Manter os dados na nuvem possibilita o compartilhamento de forma segura entre várias pessoas da organização através da Internet. Associado a essa questão está a tecnologia VDI (virtual desktop infrastructure), onde tudo está na nuvem, incluindo os softwares. A vantagem é poder trocar de equipamento e continuar acessando seus dados e software na nuvem. Em caso de roubo de notebook, o ladrão só leva o hardware.

O mercado de armazenamento de dados na nuvem deve crescer 26% nos próximos anos, segundo algumas empresas de pesquisa. Os provedores de serviços estão se preparando para esse crescimento expandindo e construindo novos datacenters. Os provedores mantém altos padrões de segurança e processos de gerenciamento robustos para garantir a integridade dos dados. Isso é comprovado pelas auditorias de certificação que são submetidos.

Para as PMEs o armazenamento de dados na nuvem livra as empresas de processos técnicos complicados que não fazem parte do seu negócio. Alias, a competição no mercado é tão forte que não vale a pena desviar a atenção com atividades que não agregam valor ao negócio e que podem ser entregues a empresas especializadas. No final do dia acaba saindo mais barato.

Obvio, que a escolha certa do provedor de serviços é fundamental para garantir o nível de serviço e a integridade dos dados. Antes de se decidir por um provedor busque informações, recorra a associações de usuários ou consultores para auxiliá-lo na escolha.

O novo datacenter da Apple para a expansão do iCloud

Segundo informações do noticiário americano, a Apple irá construir um novo datacenter para expandir o seu serviço iCloud. As empresas de tecnologia estão construindo mega datacenter para seus serviços de nuvem. Isso mostra a clara direção da tecnologia para a computação em nuvem (cloud computing). O data center da Apple será em Prineville, condado de Crook no estado do Oregon. A área foi comprada por US$ 5,6 milhões.

As empresas buscam locais para os seus datacenters que reúnam pelo menos quatro condições: energia barata, facilidades de telecomunicações, temperatura amena e incentivos fiscais.

A questão da energia é crítica nos EUA do ponto de vista de uso de fontes não poluidoras. A Apple instalou painéis solares na sua instalação em Maiden, na Carolina do Norte.

Para esses locais devem existir infrastrutura robusta de telecomunicações, incluindo rotas de contingência e acesso a várias operadoras de telecomunicações.

A questão do clima do local é importante do ponto de vista de refrigeração. Quanto mais frio menor serão os investimento em refrigeração, reduzindo o consumo de energia e emissão de gases do efeito estufa (GHG).

Outro ponto fundamental para a definição da localização dos datacenters são os incentivos fiscais oferecidos pelos governos municipais, estaduais e federal.

Transportando essas condições para o Brasil, as regiões Sul e Sudeste são as que melhor reúnem condições climáticas e de infraestrutura para a instalação de datacenters.

A necessidade de energia é tão grande dos datacenters que não me admiraria no futuro que essas empresas de tecnologia virassem produtoras e distribuidoras de energia elétrica. Quem sabe?

Sem suporte para browsers móveis, o Adobe Flash é irrelevante.

Nada mais frustante que acessar uma página na Internet através de um smartphone ou tablet e não ter acesso ao conteúdo em Adobe Flash. Como o iPad e iPhone não têm suporte ao Flash os desenvolvedores passaram a criar suas aplicações em HTML 5. Mesmo o Android tendo suporte ao Flash em pouco tempo não será mais necessário, pois a estratégia de uso do HTML 5 já está em curso. Porém, é inegável o poder das facilidades do Flash para animação e jogos, e a grande quantidade de programadores de Flash. Entretanto, sem suporte para equipamentos móveis o Flash é irrelevante.

A saída da Adobe foi criar o Adobe AIR, um runtime que permite aos desenvolvedores implementar aplicações autônomas construídas com HTML, JavaScript, ActionScript ®, Flex, Adobe Flash ® Professional eAdobe Flash Builder ® em várias plataformas e dispositivos, incluindo o Android ™, BlackBerry ®, os dispositivos iOS, os computadores pessoais e televisões. O runtime da Adobe é como a máquina virtual JAVA (Java virtual machine).

Desta forma, independente do equipamento é possível executar as aplicações em Flash e aproveitar todo o legado e conhecimento existente. Melhor, não perder o contingente de programadores fieis ao Flash.

Por outro lado, tudo que é proprietário e exige pagamento de royalties sempre será questionado e poderá não acompanhar as grande viradas das tecnologias que ocorrem de tempos em tempos.

Atualmente, a Apple se defende dos problemas de desempenho do iTunes alegando que o software é pesado porque precisa suportar as versões antigas dos iPods. As versões do Blackberry Messenger estão cada vez maiores gerando problemas de desempenho.

Ou seja, tudo que precisa ser instalado nos equipamentos remotos em algum momento do tempo apresentará problema. A solução é deixar tudo na nuvem. Nessa linha, acredito que por mais criativa que tenha sido a solução da Adobe ela é apenas paliativa.

As empresas precisam alocar tempo para inovar

Muitos executivos afirmam que não têm tempo e dinheiro para iniciativas de inovação. Entretanto, desperdiçam tempo em tarefas que pouco agregam valor a suas operações. A experiência mostra que se de tempos em tempos houve uma revisão de processos e limpeza do excesso de papeis é possível otimizar o tempo. A metodologia 5S ajuda nessa tarefa.

Trabalhar com inovação exige processo. É necessário definir objetivos desejáveis para a inovação. Deve existir um processo que monitore as tendências do mercado e do comportamento dos consumidores. Os projetos de inovação devem reunir pessoas de diferentes ideias, incluindo fornecedores e clientes. Periodicamente, a empresa deve incentivar a reunião de grupos de funcionários para discutir formas de inovar.

Para ilustrar esse comentário veja o vídeo Innovating on a Shoestring da Harvad Business Publishing