Os benefícios da nova lei trabalhista para a TI

As mudanças nas modalidades de contratação do setor de serviços, em elaboração pelo governo, deve favorecer as empresas prestadoras de serviços de TI. A maioria das empresas de TI trabalham por projetos que requerem profissionais especializados para a execução de tarefas especificas e por tempo limitado. Normalmente, esses profissionais são contratados como pessoa jurídica (PJ) que segue toda a burocracia de uma empresa brasileira para operar, incluindo toda a cadeia de impostos. As mudanças permitirão que as empresas contratem um empregado que só vai receber quando for chamado para alguma atividade. O recolhimento dos tributos pela empresa e empregado serão proporcionais as horas trabalhadas. Desta forma, os profissionais de TI não precisarão mais ter empresas jurídicas (pessoais) para prestar serviço em projetos.

A flexibilização da CLT está inserida dentro do programa Plano Brasil Maior que prevê incentivos e simplificação dos processos burocráticos. Só para se ter uma ideia do peso da burocracia, um levantamento realizado pela PwC mostrou que em média uma empresa consume 2.600 horas para pagar a carga tributária.

O governo também estuda medidas de estímulo a exportações de serviços. O setor de TI tem um compromisso de exportar até 2020 cerca de US$20 bilhões. Para atingir essa posição, os negócios de offshore teriam de registrar um crescimento de mais de seis vezes no próximos oito anos. Alcançar essa meta exigiria um contingente de mão de obra de aproximadamente 750 mil profissionais, o que é um dos grandes desafios do País.

 

Governo Federal apoia o uso de Computação em Nuvem

A entrevista do secretário de Logística e TI do Ministério do Planejamento, Delfino Natal de Souza, mostra a disposição do Governo Federal de contratar serviços na nuvem pública. Os sistemas candidatos são os chamados não estruturantes, aqueles que não envolvem informações críticas e de sistemas estruturados do Governo.

Do ponto de vista interno, as duas principais empresas de serviços de computação do Governo Federal, SERPRO e DATAPREV, estão estudando soluções de computação privada em nuvem para os órgãos do governo. O SERPRO está implantando um novo datacenter no Rio de Janeiro para essa finalidade.

Na entrevista o secretário apresenta um visão otimista, inovadora e alinhada com as tendências do mercado sobre computação em nuvem. Cita as recomendações do Gartner Group com relação as principais características para serviços na nuvem.

A visão do secretário, se implementada, pode ajudar muito o desenvolvimento da computação em nuvem no Brasil porque o Governo funciona como um alavancador de novos negócios, pois é o principal comprar no Brasil. Com essa responsabilidade o Governo deve definir regrar claras para o uso da computação em nuvem para orientar os investimentos do mercado e definição de linhas de pesquisas convergentes para o desenvolvimento de tecnologia.

Microsoft investe US$130M para expansão de datacenter in Dublin

A Microsoft anunciou um investimento de US$130 milhões para expandir seu datacenter em Dublin-Irlanda. A expansão de 3.500 metros quadrados será concluída em 12 meses envolvendo aproximadamente 400 trabalhadores. Depois empregará entre 50 e 70 funcionários para gerenciar a expansão do datacenter.

A expansão tem como foco serviços de cloud computing como Office 365, Windows Live, Xbox Live, Bing e a plataforma Azure.

A Microsoft está aumentando os negócios com empresas europeias e os consumidores estão adotando os serviços de cloud computing sendo necessário investir na capacidade da infraestrutura. O investimento inicial no datacenter inaugurado em 2009 foi de US$500 milhões.

O Brasil deve sediar a primeira Copa do Mundo com sustentabilidade ambiental

O Brasil tem o objetivo de sediar a primeira Copa do Mundo com sustentabilidade ambiental. Para isso os estádios que sediarão os jogos deverão obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), o chamado Selo Verde. Para obter esse certificado são analisados os seguintes itens: eficiência energética, uso racional de água, uso de materiais com baixo impacto ambiental e qualidade ambiental interna. A análise e concessão do certificado é responsabilidade do Green Building Council Brasil, organização não governamental e integrante do World Green Building Council (GBC), entidade supranacional que regula e incentiva tecnologias, iniciativas e operações sustentáveis na construção civil.

Oito estádios já estão em processo de certificação para o selo verde. O estádio de Brasília manifestou a intenção de obter o selo no nível platina, o mais alto na escala do GBC. Também buscam certificação os estádios de Belo Horizonte, Manaus, Natal, Fortaleza, Salvador e Recife.

O Maracanã, no Rio de Janeiro, e as arenas de São Paulo (Corinthians), Curitiba (Arena da Baixada) e Porto Alegre (Beira-Rio) ainda não iniciaram os procedimentos para obter o certificado LEED.

O custo inicial de uma obra sustentável é de 1 a 7% maior que uma obra convencional. Porém, o custo operacional tem redução mensal de 9% com economia de água, energia e em gastos com manutenção.