Setor de serviços (50,2% dos empregos) vem perdendo força, rompendo o círculo virtuoso de expansão

As empresas de prestação de serviços responderam por 50,2% do 1,65 milhão de postos de trabalho com carteira assinada criado em 2012 no país. O segmento de serviços privados não financeiros, que reúne as atividades de prestação de serviços, exceto serviços financeiros e públicos, abriu 606 mil novos postos de trabalho em 2012, mantendo ao longo do ano uma média mensal de 12,2 milhões de empregos.

Apesar disso, um aspecto preocupa: o grande gerador de empregos no país vale dizer, o setor de serviços privados não financeiros, vem perdendo força. Basta observar que a taxa de crescimento do emprego nesse setor passou do patamar de 7,5% registrado em 2011, para o patamar de 5,2% no ano passado. No último trimestre do ano passado, o crescimento foi de apenas 4,1% em relação a igual período de 2011.

A desaceleração do crescimento do emprego no setor de serviços pode estancar o processo de ampliação da renda das famílias, impondo restrições ao crescimento do consumo e, portanto, da atividade econômica. Sem os novos empregos e salários gerados no setor de serviços, o consumo de bens industriais e as vendas do comércio não crescem ao mesmo ritmo, rompendo o círculo virtuoso de expansão.

(Valor Econômico)

Queda de preço de 60% dos produtos exportados amplia déficit comercial

Quase 60% dos produtos exportados pelo Brasil tiveram queda de preços, resultando um mau resultado da balança comercial brasileira nestes primeiros meses de 2013, junto com o aumento das importações.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, de janeiro a março, 20 dos 31 grupos de produtos acompanhados apresentaram queda no preço de exportação. Em 2012, o Brasil exportou 2,5% menos em relação a 2012, enquanto as importações aumentaram 3% até março e 10% em abril, descontando os combustíveis.

Nas commodities, os preços vem caindo desde o início do ano. Nas três primeiras semanas de abril, entre os 16 principais produtos básicos exportados pelo país, 11 foram vendidos com preços inferiores aos do mesmo período 2012.

Se continuar essa tendência, o cenário econômico deve mudar significativamente no Brasil, refletindo em 2014, ano de eleições estaduais e federais.