{"id":1311,"date":"2015-03-22T14:18:18","date_gmt":"2015-03-22T17:18:18","guid":{"rendered":"http:\/\/efagundes.com.br\/artigos\/?page_id=1311"},"modified":"2015-03-30T00:42:51","modified_gmt":"2015-03-30T03:42:51","slug":"infraestrutura-comum-para-provedores-de-servicos-e-empresas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/efagundes.com\/artigos\/infraestrutura-comum-para-provedores-de-servicos-e-empresas\/","title":{"rendered":"Infraestrutura comum para provedores de servi\u00e7os e empresas"},"content":{"rendered":"<p class=\"page_content\">No passado, os provedores de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es projetavam, implementavam e operavam suas pr\u00f3prias redes f\u00edsicas. Essas redes eram desenhadas dentro de altos padr\u00f5es t\u00e9cnicos. No Brasil, eram conhecidas como as normas TELEBRAS. Os provedores desenhavam suas redes para atender a cinco caracter\u00edsticas: disponibilidade, flexibilidade, escalabilidade e fatores importantes para os fornecedores como bilhetagem e contabilidade.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Em contraste, as redes das empresas tendiam a serem mais baratas, utiliza\u00e7\u00e3o de produtos menos escal\u00e1veis e com menos confiabilidade. Era comum as empresas adquirem seus pr\u00f3prios equipamentos de roteamento e switching e contratar as facilidades de transporte de dados dos provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m cada vez mais as diferen\u00e7as entre as redes dos provedores e das empresas est\u00e3o ficando menos proeminentes. Uma das maiores caracter\u00edsticas encontradas nas redes \u00e9 a tend\u00eancia comuniza\u00e7\u00e3o de plataformas. Ambos os ambientes est\u00e3o migrando para o uso da tecnologia IP, embora existam muitos outros fatores convergentes.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Atualmente s\u00e3o poucos os provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es que operam em plataformas totalmente de sua propriedade. E ao longo dos \u00faltimos anos, as empresas t\u00eam depositado mais confian\u00e7a nas redes dos provedores, vide o exemplo do Banco Bradesco, Ita\u00fa e Unibanco que transferiram suas redes propriet\u00e1rias para provedores especializados. Um outro fato importante \u00e9 o aumento da confiabilidade na interface entre os provedores, viabilizando uma mudan\u00e7a de abordagem de opera\u00e7\u00e3o, antes verticalizada passando para horizontalizada. Em outras palavras, os provedores est\u00e3o fazendo outsourcing das redes de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Por exemplo, surgiram no Brasil v\u00e1rios provedores de fibras \u00f3ticas que alugam sua infraestrutura para provedores de servi\u00e7os, tais como a MetroRed, Pegasus, Impsat e outras. Nos acordos s\u00e3o estabelecidos acordos de n\u00edvel de servi\u00e7os &#8211; SLA (Service Level Agreements) &#8211; que s\u00e3o repassados para os contratos com as empresas. Isso tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lido para as comunica\u00e7\u00f5es internacionais onde, por exemplo, operam para os Estados Unidos entre outros provedores de fibra a GlobalCrossing, Americas e Emergia que alugam suas infraestruturas para outros provedores.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Essa tend\u00eancia de vendas por atacado est\u00e1 levando muitos provedores a definir novas estrat\u00e9gias de atua\u00e7\u00e3o no mercado. Algumas empresas t\u00eam criado novos segmentos de neg\u00f3cios com o objetivo de crescer mais r\u00e1pido ou para gerar dinheiro. Podemos observar isso em empresas como a AT&amp;T e WorldCom. A AT&amp;T criou a AT&amp;T Latin America para atuar no mercado latino americano, onde a nova empresa utiliza a infraestrutura de transporte internacional, em larga escala, da AT&amp;T. A AT&amp;T LA passa a ter uma opera\u00e7\u00e3o regional utilizando a infraestrutura local de outros provedores para as conex\u00f5es locais e ser mais competitiva na regi\u00e3o. A WorldCom, atrav\u00e9s da MCI, adquiriu a Embratel para atuar focada no Brasil e iniciar sua expans\u00e3o para a Am\u00e9rica do Sul, a Embratel est\u00e1 abrindo escrit\u00f3rios em outros pa\u00edses latino-americanos.<\/p>\n<p class=\"page_content\">A cria\u00e7\u00e3o de uma plataforma comum entre provedores e empresas n\u00e3o est\u00e1 se limitando apenas ao transporte de dados. Os provedores est\u00e3o instalando grandes e robustas infraestruturas para hospedar centros de processamento de dados das empresas, os chamados Web Hosting. Com isso, al\u00e9m das empresas utilizarem a mesma infraestrutura de transporte de dados ela passam a utilizar tamb\u00e9m pr\u00e9dios seguros, com energia ininterrupta, sistemas de ar-condicionado eficiente e com grande capacidade de expans\u00e3o, protegidos por firewalls, sistemas de comunica\u00e7\u00f5es em larga escala e computadores altamente escal\u00e1veis. No Brasil, v\u00e1rios provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es constru\u00edram esses complexos, entre eles: Diveo, Impsat, Telemar, Telef\u00f4nica e Embratel. Outras empresas surgiram especializadas em Web Hosting que est\u00e3o conectadas a, praticamente, todos os provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es, tais como: Optiglobe, EDS, .comDom\u00ednio, Dedalus.com e outras.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Com a oferta de grandes infraestruturas de comunica\u00e7\u00e3o \u00f3pticas, grandes empresas j\u00e1 come\u00e7aram a contratar produtos e servi\u00e7os, exclusivamente baseados na tecnologia \u00f3ptica. Por exemplo, algumas empresas t\u00eam contratado uma fibra \u00f3ptica exclusiva &#8211; dark fiber &#8211; para conectar duas localidades de sua empresa criando sua pr\u00f3pria rede Gigabit Ethernet atrav\u00e9s de uma MAN &#8211; metro area network. Nos Estados Unidos, algumas empresas est\u00e3o usando &#8220;dark lambdas&#8221;, equivalente a contrata\u00e7\u00e3o de linhas de transmiss\u00e3o OC-48 ou Gigabit Ethernet atrav\u00e9s de redes de longas dist\u00e2ncias (WAN). Novos multiplexadores est\u00e3o sendo desenvolvidos para que essas empresas tirem o m\u00e1ximo proveito das &#8220;dark fiber&#8221;. Com isso, a tecnologia \u00f3ptica est\u00e1 se tornando cada vez mais comum entre as empresas e provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Custos dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es e tempo de implementa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os s\u00e3o importantes tanto para as empresas quanto para os provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es. Assim, algumas empresas est\u00e3o desenvolvendo produtos e servi\u00e7os que ajudam as empresas no gerenciamento, tarifa\u00e7\u00e3o e agilidade de implementa\u00e7\u00e3o para atender as expectativas de ambos lados, empresas e provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3 class=\"page_content\">Infraestrutura Comum para WAN<\/h3>\n<p class=\"page_content\">Um modelo de infraestrutura comum de WAN compartilhando recursos entre empresas e provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es podem apresentar, basicamente, tr\u00eas camadas, como \u00e9 apresentado na figura 1. As empresas podem, gradativamente, agregando novos servi\u00e7os utilizando a mesma plataforma instalada.<\/p>\n<p class=\"page_content\"><a href=\"http:\/\/efagundes.com\/artigos\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2015\/03\/Infra_comum011.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1827\" src=\"http:\/\/efagundes.com\/artigos\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2015\/03\/Infra_comum011.jpg\" alt=\"Infra_comum01\" width=\"436\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/efagundes.com\/artigos\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2015\/03\/Infra_comum011.jpg 436w, https:\/\/efagundes.com\/artigos\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2015\/03\/Infra_comum011-300x218.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 436px) 100vw, 436px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"page_content\">\n<p><span class=\"page_content\">Figura 1: Infra-estrutura Comum para WAN<\/span><\/p>\n<p class=\"page_content\">O n\u00facleo central da rede &#8211; o core &#8211; \u00e9 uma rede \u00f3ptica baseada em CWDM &#8211; tecnologia de multiplexa\u00e7\u00e3o por ondas &#8211; circundada por uma rede baseada em MPLS. E envolvendo essas duas camadas uma rede IP que \u00e9 utilizada para dados e voz.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Na camada IP aparecem v\u00e1rios servidores com m\u00faltiplos prop\u00f3sitos: servidores de aplica\u00e7\u00e3o, servidores de bancos de dados, servidores de DNS, servidores Web. Aparecem, tamb\u00e9m, sistemas de voz baseados em IP. Esses servidores podem aparecer em qualquer lugar da nuvem, significando estarem em diferentes localidades da empresa ou estarem sendo hospedados em um Web hosting pertencendo ao provedor de telecomunica\u00e7\u00f5es ou de outro provedor de servi\u00e7o de hospedagem.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Na camada IP est\u00e3o localizados servidores que gerenciam as pol\u00edticas &#8211; policy servers &#8211; de seguran\u00e7a e controlam os par\u00e2metros de qualidade da rede &#8211; QoS (Quality of Service) &#8211; normalmente, conectados a servidores de diret\u00f3rios de rede. Alguns produtos que exercem essa fun\u00e7\u00e3o foram originalmente desenvolvidos para atuar no gerenciamento de redes empresariais, por\u00e9m hoje j\u00e1 est\u00e3o sendo utilizados pelos provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es. Um exemplo \u00e9 o software da Orchesream.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Outros elementos que cada vez ganham import\u00e2ncia na rede compartilhada de empresas e provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o os equipamentos de voz sobre IP e os &#8220;gateways&#8221; que permitem o interfaciamento entre a rede interna IP e a infraestrutura tradicional de telefonia das concession\u00e1rias de telecomunica\u00e7\u00f5es. Esses &#8220;gateways&#8221; podem estar localizados em qualquer lugar da nuvem, dentro das empresas ou nos provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3 class=\"page_content\">Infraestrutura Comum para Web Hosting<\/h3>\n<p class=\"page_content\">O compartilhamento de recursos para processamento de dados utilizando a infraestrutura dos provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es ou de empresas especializadas em hospedagem s\u00e3o cada vez mais frequentes. A grande vantagem \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dos investimentos e custos operacionais nas empresas. Basicamente, as empresas criam dois ambientes nos Web Hosting: uma zona militarizada onde ficam os servidores de banco de dados e os firewalls de back-end que conectam com a rede da empresa; e, uma zona desmilitarizada onde ficam os servidores de aplica\u00e7\u00f5es conectados ao firewall de front-end. Nos Web Hostings \u00e9 poss\u00edvel criar infraestruturas independentes para cada empresa e compartilhar alguns recursos, tais como firewalls front-end, servidores de balanceamento de carga (load balancing servers), gerenciamento de banda, filtros de pacotes, servidores para detec\u00e7\u00e3o de falhas, servidores de cache, Ethernet switchs, etc.<\/p>\n<p class=\"page_content\"><a href=\"http:\/\/efagundes.com\/artigos\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2015\/03\/Infra_comum021.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1828\" src=\"http:\/\/efagundes.com\/artigos\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2015\/03\/Infra_comum021.jpg\" alt=\"Infra_comum02\" width=\"441\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/efagundes.com\/artigos\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2015\/03\/Infra_comum021.jpg 441w, https:\/\/efagundes.com\/artigos\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2015\/03\/Infra_comum021-300x203.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 441px) 100vw, 441px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"page_content\">\n<p><span class=\"page_content\">Figura 2: Infraestrutura comum para Web Hosting<\/span><\/p>\n<h3 class=\"page_content\">Os Desafios da Comuniza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p class=\"page_content\">Por press\u00f5es de custos e de infraestruturas robustas para processamento de aplica\u00e7\u00f5es criticas as empresas est\u00e3o migrando para ambientes compartilhados oferecidos pelos provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es e empresas especializadas em Web Hosting. Isso cria um novo desafio para as empresas, pois cada vez fica mais dif\u00edcil saber por onde passa as informa\u00e7\u00f5es da empresa, principalmente, em redes de dados internacionais. Devido aos v\u00e1rios acordos operacionais entre os provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es fica, em alguns casos, a d\u00favida nas empresas da robustez da infraestrutura completa e da qualidade das interfaces entre as redes.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Torna-se complexa e dif\u00edcil terminar problemas em redes envolvendo muitos provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es. Na ocorr\u00eancia de um problema a coordena\u00e7\u00e3o para a solu\u00e7\u00e3o de problema assume um papel importante. Os provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es detentores do contrato com deve assumir uma postura pr\u00f3-ativa na coordena\u00e7\u00e3o para a solu\u00e7\u00e3o do problema. Solicita\u00e7\u00e3o de an\u00e1lise de problemas e acompanhamento de problemas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para garantir a r\u00e1pida solu\u00e7\u00e3o do problema. Infelizmente, n\u00e3o existe um sistema comum de incidentes entre os provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es onde todos pudessem fazer um acompanhamento on-line do processo de investiga\u00e7\u00e3o da falha. O processo atual \u00e9 feito por telefone ou e-mail, o que resulta em informa\u00e7\u00f5es fragmentadas e um processo ineficiente na determina\u00e7\u00e3o de problemas. As empresas no processo de contrata\u00e7\u00e3o de provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es devem conhecer em detalhes como funcionam os processos de determina\u00e7\u00e3o de problemas, incluindo o processo de comunica\u00e7\u00e3o com os outros provedores.<\/p>\n<p class=\"page_content\">Apesar de todas as vantagens do compartilhamento das redes dos provedores pelas empresas, existem alguns riscos. Alguns provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o projetaram suas redes para atender a demanda e requerimentos exigidos pelas empresas, tornando o quesito escalabilidade importante dentro do contexto de servi\u00e7os. Os provedores dever\u00e3o investir em roteadores com capacidade para rotear terabits e redes com multiplexa\u00e7\u00e3o por largura de onda, DWDM (Dense Wave Division Multiplexing).<\/p>\n<p class=\"page_content\">A tarifa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es deve continuar sendo um dos maiores desafios para os provedores, que desenvolveram seus sistemas de tarifa\u00e7\u00e3o internamente ao longo de anos e, muitos deles, n\u00e3o foram projetados para tarifa\u00e7\u00e3o de redes IP. Por\u00e9m, a press\u00e3o do mercado, principalmente, das grandes empresas tem for\u00e7ado aos provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es a repensarem suas estruturas de custos e pre\u00e7os e oferecer solu\u00e7\u00f5es mais aderentes \u00e0s necessidades e custos das empresas. Com o tempo, \u00e0 medida que os provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es chegarem a plataformas que possam ser consideradas commodity a tarifa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ser\u00e3o o diferencial no mercado.<\/p>\n<p class=\"page_content\"><strong>Atualiza\u00e7\u00e3o<\/strong>: v\u00e1rias empresas mencionadas nesse artigo foram adquiridas por outras empresas em um processo de consolida\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No passado, os provedores de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es projetavam, implementavam e operavam suas pr\u00f3prias redes f\u00edsicas. Essas redes eram desenhadas dentro de altos padr\u00f5es t\u00e9cnicos. 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