Melhores práticas para criar uma startup do zero

Você já parou para pensar como será seu emprego no futuro?

As empresas estão mudando a forma de contratação, substituindo os tradicionais cargos por especialistas que executam tarefas por tempo determinado. O diferencial será quem executa a tarefa mais rápido, com qualidade e pelo menor custo.

Aqui abre-se enormes oportunidades para startups que podem automatizar as tarefas com inteligência artificial, usando Big Data, Analytics e IoT.

Estas startups não terão mais de dez pessoas ou se reunirão em grupos de até dez pessoas para executar mais de uma tarefa, também conhecido como microsserviço.

Olhando a sua volta você verá que as empresas de maior sucesso no mundo digital estão executando algumas tarefas de forma automatizada com inteligência artificial: Uber, Airbnb, iFood, Waze, Google, Spotify, entre outras.

Agora pense no seu trabalho. Quais são as tarefas que você executa e como você poderia oferecer esta tarefa para outras empresas de uma maneira mais rápida, com inteligência e muito mais barata, via Internet.

Pronto! Você teve uma ideia para criar uma startup e um infoproduto. Agora mãos a obra.

Um infoproduto é um bem de consumo onde são comercializadas cópias digitais ilimitadas através da Internet, em escala e abrangência global. Diferente dos produtos físicos que devem ser fabricados, estocados, embalados e distribuídos, em condições ambientais controlada, as cópias digitais dos infoprodutos são distribuídas, diretamente, do local onde estão armazenados para o consumidor.

Existe uma grande variedade de infoprodutos, tais como: e-books, cursos online, revistas eletrônicas, games, podcasts, filmes e fotos. Existem infoprodutos que prestam serviços de informações, como o Waze e Google, e redes sociais como o Facebook, Twitter e Instagram. Existem, também, infoprodutos para diversão, como o TikTok, Netflix, Amazon Prime, Telecine play e jogos interativos. Outros infoprodutos, permitem que as pessoas compartilhem seus ativos, como o Uber e AirBnB, prestando serviços de transporte e aluguel de imóveis. 

Alguns infoprodutos permitem que as pessoas comuns produzam e comercializem infoprodutos através das suas plataformas digitais, como o YouTube, Shutterstock, Amazon Kindle e Hotmart.

Um negócio requer pesquisa de mercado, busca por diferenciação de outros produtos similares, definição clara da proposta de valor para os clientes, segmentação dos clientes, acordos com parceiros estratégicos, recursos para a execução das atividades chaves, detalhamento dos custos e previsão de receita. Embora não obrigatório, existem muitas vantagens em você constituir uma empresa, legalmente estabelecida, para o faturamento dos infoprodutos.

A partir do momento que você estrutura um modelo de negócios para produzir e comercializar infoprodutos as chances de sucesso são maiores e duradouras.

Elaborei um guia para ajudar você nesta jornada, com vários modelos de gestão para aumentar suas chances de sucesso com sua startup.

São dez etapas, com vários métodos, que se seguidos corretamente você criará uma startup com grandes chances de sucesso e estará preparado para o futuro.

Depois de ler o material, caso você ainda precisar de ajuda, estou organizando um grupo com 20 empreendedores para apresentar cada tópico de forma detalhada e orientando como criar a startup.

O guia é composto por dez etapas:

  1. Práticas de governança para startups
  2. Como identificar uma oportunidade de negócios
  3. Como idealizar um infoproduto
  4. Como criar um modelo de negócio
  5. Como desenvolver um infoproduto
  6. Como fazer a gestão estratégica do negócio
  7. Como gerenciar o marketing digital
  8. Como usar Big Data, Analytics e Inteligência Artificial
  9. Cloud Computing & Edge Computing
  10. Segurança Cibernética

Bons estudos!

1.     Práticas de governança para startups

No mundo das startups existem práticas comuns que regem o desenvolvimento do negócio, inclusive os aportes de investimentos. Basicamente, existem quatro fases que as startups devem passar: (1) ideação; (2) validação; (3) tração; e, (4) escala. Cada uma destas fases tem suas características e desafios próprios para os empreendedores. Completar cada fase, atendendo seus critérios de desempenho, garante a passagem para a próxima fase. Em comum, cada fase apresenta quatro pilares fundamentais: (1) estratégia própria da fase e a relação entre os sócios; (2) pessoas e recursos, envolvendo o capital intelectual e outros recursos para a criação e sucesso da startup; (3) tecnologia e propriedade intelectual, envolvendo a inovação e garantias da propriedade intelectual para a sustentabilidade do negócio; e, (4) detalhamento dos processos e demonstração de responsabilidade corporativa para fazer o negócio crescer, levando confiança aos investidores.

A fase de ideação é quando os empreendedores devem provar a hipótese do seu negócio, demonstrando como sua ideia irá resolver um problema e como preencherá uma lacuna no mercado. Nesta fase, o empreendedor deve mostrar sua visão e propósito da empresa. Importante aqui é estruturar os papeis e responsabilidades dos sócios, as formas de contribuição de cada um no negócio, critérios de remuneração dos sócios, condições para a saída da sociedade e o processo de tomada de decisão.

A fase de validação se caracteriza pela construção do produto e o seu lançamento no mercado, conhecido com MVP, Minimum Viable Product. Nesta fase, você colherá feedbacks dos clientes para validar sua hipótese da fase de ideação e aperfeiçoar o seu produto e processos operacionais. Aqui sua empresa deverá estar formalizada, com práticas operacionais e funcionários, criando oportunidade para receber os primeiros investimentos de terceiros.

Na fase de tração, depois de validado o produto ou serviço e transpostos as barreiras iniciais, é hora de buscar clientes para o crescimento do negócio. Esta fase é conhecida como PMF, Product Market Fit e acontece logo depois da startup passar pelo “Vale da Morte”. O desafio desta fase é a construção de uma base sólida para escalar o negócio. Aqui a organização da empresa deve estar bem estruturada com os papeis e responsabilidades bem definidos, definição clara do processo de tomada de decisão e formação de um conselho consultivo ou de administração.

Na fase para escalar o negócio, conhecida com scale-up, a empresa já está constituída e faturando de forma consistente. O desafio é acelerar o crescimento, explorando todas as oportunidades de expansão, tanto geográficos como de novos produtos. O modelo de negócio deve ter alta escalabilidade, demonstrar ser inovador e de alto impacto no mercado.

Cada fase exige um investimento e o empreendedor deve criar estratégias e fatos relevantes para atrair investidores. Os principais tipos de investimentos para startups são:

  1. bootstrapping, o investimento vem dos próprios empreendedores;
  2. investimento-anjo, os recursos são de pessoas físicas que buscam negócios de alto potencial de retorno, oferecendo além de capital financeiro apoio consultivo de gestão;
  3. capital semente (Seed), aporte financeiro inicial para startups que já possuem produtos com algum faturamento, sendo realizado por pessoas físicas ou jurídicas;
  4. incubadoras, modelo de apoio a criação ou desenvolvimento de pequenas empresas na fase inicial do negócio, oferecendo técnicas de apresentação, acesso a recursos especializados, educação, entre outros;
  5. aceleradoras, apresentam-se como uma evolução das incubadoras tradicionais, oferecendo uma equipe de apoio às startups, com investimento, consultoria, treinamento e participação em eventos, usando uma metodologia própria, com prazo determinado (entre três e nove meses), exigindo como contrapartida uma participação acionária na startup;
  6. venture capital, modalidade de investimento através da aquisição de parte da empresa, como estratégia de valorização da empresa, para depois sair da operação (exit) com lucro;
  7. venture building, o objetivo é construir um negócio e adota modelos de investimentos das incubadoras, aceleradoras e venture capital, fornecendo serviços de planejamento, captação de recursos financeiros e de recursos humanos e físicos.

2.     Como identificar uma oportunidade de negócio

Um empreendedor enxerga oportunidades onde outras pessoas não veem. Isto porque o empreendedor está, constantemente, imaginando como simplificar a vida das pessoas com ganhos financeiros. Para você se tornar um empreendedor você deve incorporar está prática no seu cotidiano.

Para identificar uma oportunidade de negócio você tem que estar atento a todos os sinais do mercado. Alguns exemplos são: explorar o impacto de uma nova tecnologia nos negócios digitais; resultados de pesquisas; impacto social e na economia de uma nova legislação ou resolução normativa; opiniões de autores de livros; aprendizado de cursos; participação de webinars; e, uma poderosa ferramenta, escutar os clientes.

Sempre tenha em mente as quatro principais restrições de consumo e como sua ideia pode resolver e simplificar a vida dos consumidores. Tipos de restrições: (1) restrições relacionadas com habilidades, onde os consumidores não conseguem fazer uma tarefa por conta própria; (2) restrições relacionadas com a riqueza, onde os consumidores não têm recursos financeiros para adquirir os produtos que desejam; (3) restrições relacionadas ao acesso, onde existe uma barreira física para os consumidores adquirem seus produtos de desejo; e, (4) restrições relacionadas ao tempo, onde as soluções existentes ou o período de tempo para usá-las faz com que o investimento se torne inviável.

Existem excelentes boas ideias, porém para muitas não existem clientes suficientes para torná-las viáveis, técnica ou economicamente. Entretanto, isto pode acontecer porque os consumidores ainda não estão preparados para consumi-las. Você pode evangelizá-los ou aguardar o momento certo para lançar seu produto.

Outra situação é do cliente saciado, ou seja, quando sua oferta está além do que é considerado mais do satisfatório para os clientes. Neste caso, você precisa buscar segmentos de consumidores dispostos a investir naquilo que você está oferecendo. Existem três métodos para identificar a saciação dos clientes: (1) interação direta com os clientes; (2) análise de participação no mercado, margens e preços; e, (3) análise de lançamentos recentes de produtos.

Um conceito importante na identificação de oportunidades é o de tarefas. Os clientes alugam produtos e serviços para realizar suas tarefas do dia a dia. O cliente não está interessado em comprar uma furadeira e sim o furo para pendurar um quadro.

Conhecendo as tarefas dos clientes é possível tentar resolvê-las de formas alternativas e remover as objeções para afetam suas escolhas entre várias soluções diferentes. Analise as tarefas prioritárias que ocorrem com maior frequência e não são resolvidas, adequadamente, com as soluções existentes.

Capturada uma oportunidade, é necessário construir uma hipótese de negócio, por exemplo a viabilidade de um infoproduto no mercado. 

3.     Como idealizar um infoproduto

Depois de identificar a oportunidade para criar um infoproduto é necessário desenvolver um modelo de negócio para capitalizar esta oportunidade. Você terá que eliminar uma série de objeções para os clientes adquirem seu produto. Uma ideia disruptiva é contraintuitiva, requerendo novos métodos para o desenvolvimento de negócios disruptivos. Com isto, embora a intuição seja muito importante, as decisões devem ser fundamentadas através de métodos analíticos, utilizados para a descoberta, interpretação e reconhecimento de padrões significativos em dados, envolvendo a aplicação simultânea de estatística, programação de computadores e pesquisa operacional.

Para a criação de um infoproduto disruptivo considere três princípios básicos: (1) foque nas tarefas que os clientes estariam dispostos a alugar; (2) simplifique ao máximo as tarefas, lembrando que o bom é inimigo do ótimo; e, (3) crie e valorize atributos do seu produto que os concorrentes não consideram.

CENÁRIOS PROSPECTIVOS

Para criar um cenário ideal para o seu negócio ou produto você deve conhecer os principais atores no mercado que você está projetando. A melhor forma de fazer isto é utilizar técnicas de construção de cenários prospectivos. Existem várias técnicas para ajudar na criatividade (brainstorming, synectics, análise morfológica, questionários e entrevistas), técnicas de avaliação (método Delphi, método de impactos cruzados, modelagem e simulação) e técnicas de análise multicritérios (método dos Examines, método PATTERN, método Electre, método AHP e método MACBETH).

As técnicas e métodos devem ser empregadas em conjunto para se obter bons resultados. Uma metodologia para a construção de cenários prospectivos é o descrito por Michel Godet, que é composto por seis etapas: delimitação do sistema e do ambiente; análise estrutural do sistema e do ambiente, retrospectiva e da situação atual; seleção dos condicionantes do futuro; geração de cenários alternativos; testes de consistência, ajuste e disseminação; e, opções estratégicas e monitoração da estratégia.

O método de geração de cenários de Godet é muito poderoso e se utilizado de forma simplificada, chegamos a ótimos resultados em poucas horas de trabalho.

O resultado da aplicação dos cenários prospectivos é a identificação das principais variáveis condicionantes do futuro e a influência de seus principais atores. Com isto, podemos focar na análise de impacto do nosso negócio ou produto no mercado e consumidores.

ESTRATÉGIA DO OCEANOS AZUL

Teoria de marketing, escrita por W. Chan Kim e Renée Mauborgne, que afirma que os movimentos estratégicos criam um salto de valor para a empresa, seus compradores e seus funcionários, ao mesmo tempo que desbloqueiam uma nova demanda e tornam a competição irrelevante. A teoria apresenta estruturas analíticas e ferramentas para fomentar a capacidade de uma organização de criar e capturar sistematicamente os “oceanos azuis”, ou seja, mercados inexplorados.

A teoria baseia-se em quatro ações que ajudam a eliminar o trade-off entre diferenciação e baixo custo dentro de uma empresa. A estrutura de quatro ações consiste no seguinte:

  • Elevar: questiona quais fatores devem ser elevados dentro de uma indústria em termos de produtos, preços ou padrões de serviço;
  • Eliminar: questiona quais áreas de uma empresa ou indústria poderiam ser completamente eliminadas para reduzir custos e criar um mercado totalmente novo;
  • Reduzir: questiona quais áreas do produto ou serviço de uma empresa não são inteiramente necessárias, mas desempenham um papel significativo em seu setor;
  • Criar: isso faz com que as empresas sejam inovadoras em seus produtos. Ao criar um produto ou serviço inteiramente novo, uma empresa pode criar seu próprio mercado por meio da diferenciação da concorrência.

A estratégia do oceano azul é baseada na visão de que os limites do mercado e a estrutura do setor não são limitados e podem ser reconstruídos por ações e crenças dos participantes do setor.

MATRIZ DE ANSOFF

O próximo passo é avaliar se o novo negócio ou produto pode ser lançado no mercado existente da empresa (ou na sua rede de relacionamento) ou deverá ser explorado um novo mercado. Nesta etapa, podemos utilizar a matriz produto/mercado de Ansoff, uma ferramenta planejamento estratégico para criar estratégias de marketing para o crescimento da empresa.

A matriz de Ansoff explora duas dimensões: produtos (ou serviços) e mercados. Ansoff descreve quatro alternativas de crescimento para a empresa em mercados existentes e futuros, com novos produtos ou existentes. Cada alternativa apresenta diferentes níveis de risco: (1) penetração de mercado, aumentando as vendas de produtos atuais e seus mercados atuais por meio de promoção e distribuição mais agressivas; (2) desenvolvimento do mercado, expandido seu negócio e venda dos atuais produtos para novos mercados; (3) desenvolvimento do produto, criando novos produtos e serviços para os mercados existentes; e, (4) diversificação, criando novos produtos e serviços para novos mercados.

A criação de um infoproduto se enquadra nas alternativas de desenvolvimento de produto e diversificação.

4.     Como criar um modelo de negócio

Uma vez definido o infoproduto, a próxima etapa é desenvolver o modelo de negócio. Um bom produto pode fracassar se não tiver um bom modelo de negócio e um bom planejamento financeiro.

ORGANIZAÇÕES EXPONENCIAIS

No livro Organizações Exponenciais, Salim Ismail, ex-chefe de inovação do Yahoo! e fundador do hub de inovação do Vale do Silício, Singularity University, apresenta as características de uma organização exponencial. O conceito central é simples: uma Organização Exponencial (ExO) é aquela cujo impacto (ou resultado) é desproporcionalmente grande – pelo menos dez vezes maior – comparado ao de seus pares, devido ao uso de novas técnicas organizacionais que alavancam as tecnologias aceleradas. As ExO são construídas com base nas tecnologias da informação, que desmaterializam o que antes era de natureza física e o transfere ao mundo digital sob demanda.

Salim identificou traços comuns em todas as ExOs, o que chamou de Propósito Transformador Massivo (PTM), em inglês Massive Transformation Purpose (MTP), e dez atributos que refletem mecanismos internos e externos para alavancar um crescimento exponencial: cinco atributos externos (SCALE) e cinco atributos internos (IDEAS).

SCALE

  • Staff on Demand: para agir com rapidez e flexibilidade em um mundo em constante mudança contratam especialistas por projetos e terceirizam o máximo de tarefas possível, evitando uma grande força de trabalho em tempo integral, tendo como vantagem a aquisição constante de novos conhecimentos e fluxo constante de novas ideias;
  • Community & Crowd: constroem e se unem a comunidades para um rápido crescimento, adotando conceitos de crowdsource e crowdfunds;
  • Algorithms: as empresas são baseadas em algoritmos com tecnologias de inteligência artificial, permitindo, por exemplo, preços dinâmicos, detecção de fraudes nos meios de pagamento e otimização do tráfego;
  • Leveraged Assets: a estratégia de alavancagem de ativos é não possuir ativos, mesmo em áreas estratégicas, permitindo que a empresa se ajuste, rapidamente, a novos cenários de desenvolvimento e produção, eliminando também a necessidade de pessoas para gerenciar esses ativos;
  • Engagement: usando técnicas de engajamento de clientes, como gamificação e prêmios de incentivos, as ExOs conseguem, rapidamente, ampliar o seu mercado.

IDEAS

  • Interfaces: processos de filtragem e comparação que ligam as externalidades de SCALE às estruturas internas de IDEAS, através de algoritmos e fluxos de trabalho automatizados para levar as informações certas para as pessoas certas no momento certo;
  • Dashboards: ferramentas para medir e gerenciar em tempo real todas as métricas essenciais dos colaboradores, usando o método dos Objetivos e Resultados-Chaves, em inglês Objectives and Key Results (OKR), devendo ser acessíveis a todos na organização;
  • Experimentation: a experimentação parte do pressuposto de se fazer testes constantemente com riscos controlados, ou seja, é fundamental evoluir e experimentar continuamente;
  • Autonomy: a autonomia é a criação de equipes auto-organizadas e multidisciplinadas que operam com autoridade descentralizada;
  • Social Technologies: as tecnologias sociais geram conversas em tempo real e latência zero em toda a organização, substituindo o equivalente analógico das conversas informais no cafezinho e criando interações horizontais em empresas verticalmente organizadas.

BUSINESS MODEL CANVAS

Um modelo de negócio de construção fácil e intuitivo é Business Model Canvas, desenvolvido por Alexander Osterwalder. O modelo descreve o negócio em nove blocos de construção, divididos da seguinte forma:

  • Infraestrutura
    • Atividades-chave: apresenta as atividades mais importantes para a proposta de valor da empresa;
    • Recursos principais: mostra os principais recursos para criar valor para o cliente;
    • Rede de parceiros: criada para otimizar as operações e reduzir os riscos do negócio.
  • Oferta
    • Proposta de valor: mostra como os produtos e serviços da empresa atende às necessidades dos clientes, de forma quantitativa ou qualitativa;
  • Clientes
    • Segmento de clientes: mostra vários conjuntos de clientes, segmentados com base em suas diferentes necessidades e atributos, garantindo a implementação da estratégia da empresa;
    • Canais: mostra como a proposta de valor é entregue aos clientes, seja por canais próprios ou em parceria com distribuidores;
    • Relacionamento com o cliente: mostra os tipos de relacionamento com cada segmento de clientes;
  • Finanças
    • Estrutura de custo: descreve os custos mais importantes para operar o modelo de negócio da empresa;
    • Fluxo de receita: mostra como a empresa tem receita por cada segmento de clientes.

Todos os blocos são importantes e devem ser planejados cuidadosamente, em especial os blocos de finanças: estrutura de custo e fluxo de receita.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

O planejamento financeiro é que demonstrará se a oportunidade é viável. As principais demonstrações financeiras são: (1) Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), síntese financeira dos resultados operacionais e não operacionais de uma empresa em certo período; e, (2) Demonstração do fluxo de caixa, instrumento de gestão financeira que projeta para períodos futuros todas as entradas e as saídas de recursos financeiros da empresa ou de um projeto específico.

As principais análises que devem ser realizadas são: (1) Taxa Interna de Retorno, apurada com base nos fluxos líquidos de caixa do projeto, expressando a efetiva capacidade de remunerar o capital aplicado e reinvestir os benefícios gerados; (2) Análise do ponto de equilíbrio, ponto em que o custo total e a receita total são iguais, não havendo perda ou ganho líquido, embora os custos de oportunidade tenham sido pagos e o capital tenha recebido o retorno esperado ajustado ao risco; e, (3) Período de payback, refere-se ao tempo necessário para recuperar o dinheiro gasto em um investimento ou para atingir o ponto de equilíbrio.

5.     Como desenvolver um infoproduto

O desenvolvimento de um produto deve ser incremental e deve ser lançado assim que o MVP – Minimum Viable Product – for concluído. Um infoproduto vai se adaptando, gradualmente, aos desejos dos consumidores. Para isto, os consumidores devem ter a oportunidade de experimentar e expressar sua opinião sobre o produto. Isto implica no desenvolvimento de um produto de forma dinâmica que, constantemente, tem mudanças em curtos espaços de tempo para garantir a aceitação dos consumidores e elevar a competitividade no mercado.

No desenvolvimento de infoprodutos é recomendado o uso de metodologias ágeis, que abordam os requisitos e soluções de desenvolvimento por meio do esforço colaborativo de equipes auto-organizadas e multifuncionais e de seus clientes. Estas metodologias adotam um planejamento adaptativo, desenvolvimento evolutivo, entregas antecipadas, melhoria contínua e incentiva mudanças.

SCRUM

Uma das metodologias ágeis é o SCRUM, definido como uma estrutura ágil para desenvolver, entregar e suportar produtos complexos. Sua ênfase inicial foi para o desenvolvimento de software, motivo pelo qual é recomendado para o desenvolvimento de infoprodutos, entretanto, tem sido utilizado em outras áreas como pesquisa, vendas, marketing e tecnologias avançadas.

Ele é projeto trabalhar com equipes autônomas, autogerenciadas e multifuncionais de até dez membros, que dividem o trabalho em metas que devem ser concluídas em iterações fixas de tempo, chamadas de sprints, que duram entre duas e quatro semanas. Os sprints são definidos a partir de um product backlog, que contém uma lista de requisitos do produto.

O desempenho da equipe é monitorado em reuniões diárias de 15 minutos, os daily scrums. No final de cada sprint, a equipe faz uma revisão do sprint para apresentar o trabalho realizado e uma retrospectiva do sprint para ações de melhoria contínua.

A ideia central do SCRUM é ser uma estrutura leve, iterativa e incremental para gerenciar trabalho complexos, partindo da premissa que os clientes mudarão de ideia sobre o que desejam ou precisam, chamado de volatilidade de requisitos, e que haverá desafios imprevisíveis. Esta abordagem desafia os métodos tradicionais de gerenciamento de projetos que adotam abordagens sequenciais e planejamento pouco flexível.

Existem três funções no SCRUM: (1) o proprietário do produto (product owner) que representa os stakeholders do produto e a voz do cliente. Ele é o responsável por entregar bons resultados para o negócios; (2) a equipe de desenvolvimento (development team), composta entre três e nove membros, realiza todas as tarefas dos sprints; e, (3) o SCRUM Master, responsável por remover todos os impedimentos que possam prejudicar a entrega do sprint.

6.     Como fazer a gestão da estratégia do negócio

Não se gerencia aquilo que não se mede. Para garantir o sucesso de um negócio, digital ou físico, é necessário a implantação de uma estratégia orquestrada com todas as áreas da empresa e que os funcionários sabiam, claramente, qual o seu papel e seus objetivos, em um determinado período. Para isto, é necessário implantar modelos de gestão de estratégia, como o Balance Scorecard e um modelo de gestão de pessoas, como os OKRs.

BALANCE SCORECARD

O Balance Scorecard, ou simplesmente BSC, é uma ferramenta de gestão do desempenho da estratégia para acompanhar a execução das atividades das equipes, envolvendo a combinação de atividades financeiras e não financeiras, tendo como base uma declaração de destino (equivalente ao método de gerenciamento por objetivos).

Originalmente, foram definidas quatro perspectivas para identificar quais atividades deveriam ser acompanhadas:

  • Financeira: mostra as métricas financeiras relevantes de alto nível que devem ser atingidos;
  • Cliente: mostra quais são as métricas relevantes para satisfazer clientes e stakeholders;
  • Processos internos de negócios: mostra quais as métricas que a empresa deve atingir para se destacar no mercado;
  • Aprendizado e crescimento: mostra métricas que garantem a melhoria contínua, criação de valor e inovação.

A correlação entre as métricas das quatro perspectivas do BSC gera um mapa estratégico, mostrando as dependências entre as diversas métricas e os possíveis impactos, em cadeia, caso alguma métrica não seja atingida. 

Com o mapa estratégico é possível identificar gargalos tecnológicos e riscos estratégicos provocados pela infraestrutura, escassez de talentos, vulnerabilidade de alguns fornecedores e falta de um modelo robusto de governança de TI.

OBJETIVOS E RESULTADOS-CHAVES (OKR – Objectives and key results)

Para apoiar a execução da estratégia empresarial, cada funcionário deve ter objetivos claros, concretos e mensuráveis. O resultado da avaliação é se o objetivo foi atingido ou não, de forma binária, sem justificativas.

Os OKRs compreendem um objetivo, claramente definido, e três a cinco resultados com métricas que possam ser acompanhados para garantir o cumprimento da meta. O objetivo do OKR é definir como atingir os objetivos por meio de ações concretas, específicas e mensuráveis. Os principais resultados podem ser medidos em uma escala de 0 a 100% ou qualquer unidade numérica.

Para definição dos objetivos recomendo o uso da técnica SMART (Specific, Measurable, Achievable, Relevant, and Time-bound). SMART é um mnemônico que oferece um guia para a definição de objetivos para gerenciamento de projetos, gerenciamento de desempenho de pessoas e para o desenvolvimento pessoal. O guia indica que os objetivos devem ser específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes e prazo de entrega definido. Existem outras propostas de definição de objetivos usando a sigla SMART, como ser específico, mensurável, atribuível, realístico e relacionado com o tempo (Specific, Measureble, Assignable, Realistic, and Time-related).

7.     Como gerenciar o marketing digital

A melhor estratégia para promover infoprodutos é o marketing digital, que utiliza tecnologias similares e é parte do cotidiano do seu negócio. As campanhas de marketing digital combinam várias técnicas como otimização de mecanismos de busca (SEO), marketing de mecanismo de busca (SEM), marketing de conteúdo, marketing de influenciadores digitais, automação de conteúdo, marketing orientado a dados, marketing para comércio eletrônico, marketing de mídia social, e-mail marketing e e-books.

O sucesso de uma campanha de marketing digital é atingir seu objetivo, combinando técnicas, com o menor custo. Nem todas as campanhas de marketing digital são para vender produtos, algumas são utilizadas para capturar potenciais clientes (leads), um dos maiores desafios das empresas.

SEO (Search Engine Optimization)

Uma das principais dos processos do marketing digital é a otimização dos mecanismos de busca (SEO), que tem o objetivo de aumentar a quantidade e qualidade do tráfego do seu site, resultando na maior captura de leads, vendas e reputação para sua empresa. O melhor resultado é quando o SEO consegue atrair tráfego não pago para o site, conhecido como resultados orgânicos. As técnicas de SEO abrangem diferentes tipos de pesquisas, incluindo texto, imagens, vídeo, artigos acadêmicos e notícias. Cada vez mais, as técnicas de SEO são aplicadas para dispositivos móveis, uma vez que o número de pesquisas em smartphone supera as pesquisas em desktops.

Os mecanismos de busca usam algoritmos matemáticos complexos para interpretar quais sites um usuário busca. O Google, por exemplo, utiliza cerca de 900 fatores para buscar um site que atenda a pesquisa de um usuário. A eficiência de um SEO é desenvolver estratégias de conteúdo para ser percebido e listado na primeira página dos mecanismos de busca, como Google, YouTube, Bing e Yahoo!.

SEM (Search Engine Marketing)

O marketing de mecanismos de busca (SEM), que inclui o SEO, é um tipo de marketing digital para a promoção de sites, principalmente por meio de publicidade paga. Uma campanha de SEM deve usar ao menos cinco métodos e métricas para a otimização de sites: (1) pesquisa e análise de palavras-chaves para garantir a indexação do site nos motores de busca; (2) número de páginas indexadas e backlinks (links que direcionam o leitor para outras páginas), as páginas contenham palavras-chave que as pessoas procuram e garantam que tenham uma classificação suficientemente elevada nas classificações dos motores de busca; (3) ferramentas analíticas para obter dados e analisar o perfil dos visitantes e avaliar o desempenho do site; e, (4) analisadores e otimizadores de sites para dispositivos móveis para avaliar se as páginas têm design compatível para smartphones e tablets.

O Google, Facebook e outras ferramentas disponibilizam dados para a configuração das campanhas de marketing de mecanismos de busca.

8.     Como usar Big Data, Analytics e Inteligência Artificial

Análises de grandes volumes dados (Big Data) tornam as decisões mais precisas e preditivas, sonho de qualquer administrador ou especialista técnico. Tecnologicamente, graças ao barateamento dos custos de armazenamento de dados e processamento, as arquiteturas de bancos de dados podem se ajustar a natureza dos negócios. Para armazenamento e acesso a grandes quantidades de dados são necessárias novas tecnologias de bancos de dados, conhecidos como NoSQL, mais simples e eficientes que bancos de dados relacionais. A mineração de dados com ferramentas analíticas (Analytics) permite identificar e interpretar padrão de dados e predizer eventos futuros. O grande volume de dados e modelos matemáticos de inteligência artificial utilizando novas técnicas para resolver problemas são mais rápidos e eficientes que muitos métodos tradicionais.

BIG DATA

Big Data é um campo da ciência da computação que trata das formas de armazenar e, principalmente, acessar informações de grandes conjuntos de dado, sejam dados estruturado, como em planilhas eletrônicas ou banco de dados tradicionais) ou desestruturados, como e-mails, fotos, vídeos e mensagens do WhatsApp. O Big Data apresentam as seguintes características: (1) permite armazenar e recuperar gigantescos volumes de dados; (2) permite armazenar uma grande variedade de dados, como textos, imagens, áudio, vídeo; (3) possui velocidade para gravar, recuperar e processar dados que atendem as demandas e desafios dos negócios; e (4) conseguem manter a veracidade dos dados, ou seja, asseguram a qualidade dos dados. Estas características do Big Data são conhecidas como os 4Vs.

Uma estrutura de computação para Big Data muito conhecida é o Apache Hadoop, uma coleção de utilitários de software que implementa e atende as demandas que envolvem grandes volumes de dados, fornecendo uma estrutura de software para armazenamento distribuído e processamento, usando de um modelo de programação MapReduce para acesso aos dados. Uma outra estrutura de computação para Big Data é o Apache Spark, fornecendo uma interface para programar grandes conjuntos de dados com paralelismo tolerância a falhas. Ambas estruturas softwares open-source, com licença permissiva de software livre escrita pela Apache Software Foundation (ASF), permitindo aos usuários usar o software para qualquer propósito, distribuí-lo, modificá-lo e distribuir versões modificadas do software sob os termos da licença, sem preocupação com royalties.

NoSQL

Diferente dos bancos de dados relacionais, comum em aplicações de gestão administrativa, os bancos NoSQL, não-relacional, usam uma abordagem mais simples, controles mais precisos e sem limitações impostas pelo relacionamento entre tabelas. As estruturas de dados utilizadas pelos bancos de dados NoSQL tornam algumas operações mais rápidas e flexíveis, próprias para ambientes de aplicações em tempo real via Internet, utilizando dispositivos remotos baseados na tecnologia IoT (Internet of Things) e redes sociais.

Alguns bancos de dados NoSQL comprometem a consistência das informações em favor da disponibilidade, tolerância de particionamento e velocidade. Entretanto, quando a coleta de dados é maciça para monitoramento de sistemas, eventuais perdas de dados não impactam no controle e análises estatísticas e preditivas. Em casos onde a consistência das informações é crítica, como meios de pagamentos, é recomendado o uso de bancos de dados relacionais.

ANALYTICS

Define-se Analytics como a análise computacional sistemática de dados ou estatísticas, usado para descobrir e interpretar padrões significativos de dados. As análises aplicam, simultaneamente, estatística, programação de computadores e pesquisa operacional. Aplicada aos negócios, as análises podem descrever, prever e melhorar o desempenho dos processos e tomadas de decisão.

Analytics inclui análise preditiva, análise cognitiva, análise do comportamento dos consumidores, análise do varejo, análise da cadeia de suprimentos, abastecimento de gondolas e estoques de lojas de forma otimizada, campanhas de marketing, análises de redes sociais, precificação de produtos, análises de gráficos, análise de risco de crédito e análise de fraudes.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Define-se Inteligência Artificial (IA) como a capacidade de um sistema de interpretar corretamente dados externos, de aprender com esses dados e de usar esses aprendizados para atingir objetivos e tarefas especificas por meio de adaptação flexível.

A IA parte do pressuposto de que a inteligência humana pode ser descrita com tanta precisão que uma máquina pode ser construída para simulá-la. Desta forma, os problemas podem ser resolvidos com algoritmos matemáticos que simulam o raciocínio humano para a representação do conhecimento, planejamento, aprendizagem, processamento de linguagem natural, percepção do ambiente e capacidade de manipular objetos.

As abordagens utilizadas incluem métodos estatísticos, inteligência computacional e inteligência simbólica tradicional, usando pesquisa e otimização matemática, redes neurais artificiais e métodos baseados em estatística, probabilidade e economia. Os modelos matemáticos ainda incluem ciência da computação, engenharia da informação, psicologia, linguística, filosofia e outros campos do conhecimento.

Muitos algoritmos de IA aprendem com os dados, aplicando novas técnicas para resolver um problema mais rapidamente quando os métodos clássicos são muito lentos ou quando falham em encontrar uma solução exata. Os algoritmos de Machine Learning, ou aprendizagem de máquina, constroem métodos matemáticos baseados em dados amostrais, usando dados para treinamento para previsões ou decisões sem serem, explicitamente, programados para isso. Já os algoritmos de Deep Learning, ou aprendizado profundo de máquina, utilizam métodos baseados em redes neurais artificiais com aprendizado de representação.

Ao introduzir IA nas organizações, mudam os paradigmas tradicionais de gestão, habilidades profissionais, processos e ferramentas de tomadas de decisão.

9.     Cloud Computing & Edge Computing

Cloud e Edge Computing são chaves para o sucesso de um negócio que requer grande capacidade central de processamento e armazenamento de dados e poder computacional em locais remotos para melhorar os tempos de resposta e economizar largura de banda, como aplicações que usam a tecnologia IoT (Internet of Thing).

CLOUD COMPUTING

Define-se Cloud Computing, ou computação em nuvem, como um conjunto de elementos em rede que oferece serviços computacionais sob demanda, como processamento e armazenamento de dados, sem o gerenciamento ativo e direto do usuário. A computação em nuvem usa o compartilhamento de recursos para conseguir alta disponibilidade, confiabilidade e economia em escala, sendo uma solução recomendada para infraestrutura de negócios digitais.

Os provedores de computação em nuvem, com AWS, Google e Microsoft, oferecem um cardápio de serviços e softwares que permite que os clientes encontrem em um só lugar todos os recursos necessários para o desenvolvimento, processamento e armazenamento de dados do seu negócio, com custos menores e alta disponibilidade de serviços. Isto evita o uso de recursos próprios para aquisição de equipamentos e softwares, instalações prediais adequadas para processamento (data centers) e mão de obra especializada.

EDGE COMPUTING

Computação de borda, ou Edge Computing, é um modelo de computação distribuída onde os dispositivos remotos têm poder computacional e capacidade de armazenamento de dados para melhorar o desempenho do sistema, possibilitando tempos de respostas a eventos de acordo com a necessidade da aplicação de negócio.

Com aumento da quantidade de dispositivos remotos com IoT (Internet of Things) o volume de dados coletados, processados e armazenados nos computadores centrais (data centers) cresce de forma exponencial. Com o aumento da capacidade e a redução do custo de processamento dos dispositivos remotos é possível construir uma rede de computadores ampla e robustas.

Com natureza distribuída deste modelo de rede de computadores é necessário estender os processos de segurança da informação dos data centers para os dispositivos remotos. Não apenas a criptografia dos dados transmitidos entre os equipamentos, mas dos softwares dos dispositivos remotos, garantindo a confiabilidade do sistema.

INTERNET OF THINGS (IoT)

A Internet da Coisas, ou Internet of Things (IoT), é um sistema de dispositivos computacionais interconectados, com identificadores exclusivos, com capacidade para transmitir dados sem a necessidade de interação humana.

Com a convergência de várias tecnologias para análises de dados em tempo real para automação de processos, como Analytics e inteligência artificial, os dispositivos remotos com IoT tem a função de coletar e transmitir dados de: sistemas embarcados, como de veículos autônomos e drones; redes de sensores industriais; sistemas de controle de equipamentos; eletrodomésticos (luminárias, termostatos, câmeras de segurança, refrigeradores, etc.); entre outros dispositivos.

Existem várias áreas de aplicação para os dispositivos de IoT, como: casas inteligentes; medicina e saúde; transporte; comunicação veicular; fábricas; agricultura; gestão de energia; monitoramento ambiental; e, aplicações militares.

A segurança dos dados é um ponto crítico nos dispositivos de IoT, que devem garantir que a coleta, o armazenamento e o processamento dos dados estejam protegidos, com sistemas de proteção com ataques de hackers e criptografia nas transmissões de dados.

10. Segurança Cibernética

Proteger os sistemas de computadores e redes de comunicações contra ataques cibernéticos é fundamental para qualquer negócio digital, independente do seu porte e atividade. Um ataque cibernético é qualquer tentativa de expor, alterar, desabilitar, destruir, roubar ou obter acesso não autorizado ou fazer uso não autorizado de um ativo, como uma informação. Estabelecer um modelo de governança, adotar as melhores prática de gestão e gerenciar os riscos é chave para o sucesso da empresa.

ISO 27.000

A complexidade cada vez maior das tecnologias de informação requer que seja estabelecido um padrão de gestão da segurança da informação que traga maior confiança para acionistas, direção executiva e clientes. Uma maneira de aumentar a proteção dos ambientes computacionais é a implementação da norma internacional ISO/IEC 27.000, uma família de padrões de sistemas de gerenciamento de segurança da informação.

A norma ISO/IEC 27.001, parte da família da ISO/IEC 27.000, detalha os requisitos para estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um sistema de gerenciamento da segurança da informação. As empresas podem avaliar a necessidade de certificação da norma por entidades credenciadoras após a conclusão do projeto, ação recomendada para empresas com forte atuação no mercado digital e de capital aberto.

A ISO/IEC 27.001 recomenda que se examine, sistematicamente, os riscos de segurança da informação da empresa, levando em consideração as ameaças, vulnerabilidades e impactos. A partir da identificação e classificações dos riscos por prioridade, baseado na probabilidade de ocorrência, grau de severidade e dificuldade de detecção, a empresa de projetar e implementar um conjunto coerente e abrangente e controles de segurança e outras formas de tratamento de risco. Deve também adotar um processo de gerenciamento abrangente para garantir que os controles de segurança da informação continuem atendendo as demandas da empresa para atingir seus objetivos empresariais.

Outros padrões da família ISO/IEC orientam melhores práticas para outros aspectos do projeto, implementação e operação de um sistema de gerenciamento de segurança da informação, como a norma de gerenciamento de riscos ISO/IEC 27.005.