Pesquisa & Desenvolvimento

As atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) são ideais para a busca de inovação. Os projetos de P&D são de natureza criativa ou empreendedora, com fundamentação técnico-científica e destinadas à geração de conhecimento ou à aplicação inovadora de conhecimento existente, inclusive para investigação de novas aplicações.

A competitividade de um profissional ou empresa está diretamente associada à sua capacidade de inovação e adaptabilidade a novos contextos de negócios. Isto implica no contínuo aprendizado de novas tecnologias, criatividade e habilidade para criar modelos de negócios disruptivos e capacidade de execução. O sucesso de mercado e o tamanho da empresa podem ofuscar a prioridade de adoção de novos modelos de negócios e novos produtos e serviços disruptivos. As rápidas mudanças do mercado derrubaram o ditado popular que diz “não se mexe em time que está ganhando”. Hoje não basta correr mais que a concorrência, pois você não sabe quem está correndo fora do seu radar.

A única forma de se manter competitivo e à prova de futuro é através da inovação disruptiva e aberta. Não basta melhorar seu produto ou serviço de forma incremental e linear, o mundo é disruptivo e exponencial.

Os empresários e executivos devem olhar para fora de suas empresas e buscar novas ideias e recursos para transformar suas organizações de forma mais rápida e eliminando barreiras internas de adoção de novas tecnologias, modelos de negócios e, produtos e serviços.

No Brasil, existem várias entidades financiadoras que oferecem fundos subsidiados ou não-reembolsáveis para o desenvolvimento de pesquisa aplicada. Um exemplo, é o Programa de P&D da Aneel, onde as empresas com concessão para gerar, transmitir e distribuir energia devem aplicar 1% da sua receita liquida operacional em programas de pesquisa a fundo perdido. São milhões de reais disponíveis para projetos de pesquisa. Outro exemplo, é a FAPESP, que recebe 1% do total da receita tributária do Estado de São Paulo para investir em pesquisa e desenvolvimento a fundo perdido.

O sucesso de um projeto de P&D depende da qualificação técnico-científica dos pesquisadores envolvidos na execução do projeto e da natureza dos produtos quanto à criatividade científica e inovação tecnológica.

As atividades de P&D podem ser agrupadas nas seguintes fases dentro da cadeia de inovação:

  1. Pesquisa básica dirigida: fase teórica ou experimental destinada à busca de conhecimento sobre novos fenômenos para o desenvolvimento de produtos e processos inovadores;
  2. Pesquisa aplicada: fase de aplicação de conhecimento adquirido no desenvolvimento ou aprimoramento de produtos e processos;
  3. Desenvolvimento experimental: fase sistemática, que a partir de conhecimento pré-existente, comprova ou demonstra a viabilidade técnica ou funcional de novos produtos, processos, sistemas e serviço ou no seu aperfeiçoamento;
  4. Cabeça de série: fase de aperfeiçoamento do protótipo resultado do projeto de P&D da fase anterior;
  5. Lote pioneiro: produção em “escala piloto” de cabeça de série desenvolvido em projeto anterior, realizando uma primeira fabricação de produto ou reprodução de licenças, em “escala piloto”, para ensaios de validação, análise de custos e aperfeiçoamento do projeto para à produção industrial e/ou comercialização;
  6. Inserção no mercado: fase que encerra a cadeia de inovação e busca a difusão dos resultados obtidos.

Felizmente, hoje existe uma cultura empresarial que aposta nas startups inovadoras e usam recursos financeiros a fundo perdido de órgãos de fomento à pesquisa e pesquisadores de universidades para desenvolver novos produtos e serviços disruptivos, usando pesquisa aplicada, ou seja, buscam aplicação prática de uma pesquisa cientifica.

Posso comprovar através de vários projetos de P&D e como professor de pós-gravação a efetividade dos programas de P&D, tanto acadêmicos com aqueles orientados para a indústria:

  • Na FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) em parceria com a startup Infra Solar realiza uma pesquisa para otimização da logística de recarga de baterias com energia sustentável, usando redes neurais artificiais e algoritmos genéticos, para veículos elétricos urbanos para cidades inteligentes (processo 2019/09026-9).
  • Também na FAPESP em parceria com a insurtech Sutservices desenvolveu uma metodologia de classificação de potenciais compradores de seguros em redes de varejistas físicos e online, baseada em redes neurais artificiais e estatística de varredura espacial (processo 2018/15321-0).
  • No programa de P&D da ANEEL, patrocinado pela EMAE (Empresa Metropolitana de Água e Energia) e Universidade Presbiteriana Mackenzie, trabalhou na pesquisa sobre análise preditiva de falhas na Usina Hidrelétrica Henry Borden, usando modelos de inteligência artificial em sistemas supervisórios (SCADA) (processo: 00393-0008/2017).

Entre em contato e avaliamos juntos as possibilidades de uma pesquisa para desenvolver um novo modelo de negócio, um produto ou serviço disruptivo para alavancar o crescimento de sua empresa.

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