A inovação e o Planejamento

O quarto trimestre do ano é o período de planejamento do ano seguinte e revisão dos próximos anos. A questão central é: quanto a empresa quer crescer nos anos do horizonte do planejamento. Os demais temas, como lançamentos de produtos, melhoria de alguns parâmetros de negócio, distribuição de dividendos para os acionistas e modelo de negócio, estão vinculados ao objetivo de crescimento financeiro da empresa. O conselho de administração ou do dono da empresa deve decidir se deseja um crescimento moderado ou agressivo.

Adotar o critério de um crescimento moderado é apostar na continuidade do negócio atual, melhoria dos produtos atuais e lançamento de produtos da mesma linha para o mesmo mercado consumidor. Esse cenário conservador é menos arriscado, porém os índices de crescimento são modestos.

O desafio de um crescimento agressivo envolve a implantação de vários projetos de inovação, prevendo a entrada em novos mercados com novos produtos para aumentar, significativamente, a receita da empresa. Essa a abordagem traz um risco maior, porém a expectativa de resultados é mais atraente.

Se analisarmos as duas abordagens no longo prazo, chegamos à conclusão que a postura conservadora tem maior risco do que a agressiva.

Empresas conservadoras que adotam o conceito de inovação incremental de produtos podem não detectar o movimento de empresas agressivas que decidiram atuar no seu mercado com produtos disruptivos. Quando perceberem já é tarde para uma reação que garanta a manutenção ou o crescimento de sua participação no mercado.

Uma boa estratégia é adotar um modelo hibrido. Desenvolva um planejamento conservador para a sua linha de produtos e modelo de negócio atual para garantir a receita e desenvolva um planejamento com um portfólio de produtos inovadores para testar novos mercados com novos produtos.

Desta forma, a empresa reduz os riscos, mantém as receitas atuais e se prepara para enfrentar a concorrência de novos entrantes em seu mercado.

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