A inovação requer tomadas de decisão não-lineares

Usamos nossos princípios para as tomadas de decisão, que podem nos levar a conclusões previsíveis. Se você conhece os princípios que regem uma pessoa ou uma organização é possível saber qual a decisão que será tomada frente a um desafio. Um processo de tomada de decisão orientado pela inovação deve romper esse ciclo, usando o pensamento não linear.

O cenário social e de negócios exige que as decisões sejam tomadas de forma multidisciplinar, transversal, multidimensional e global. Devemos ter uma visão holística do contexto para decidir qual melhor decisão a tomar. É importante reunir fragmentos de informações e buscar sinergia entre as pessoas para criar um cenário mais amplo que nos dê mais elementos para a tomada de decisão.

Temos que romper a linearidade das tomadas de decisão. Na matemática, não-linearidade significa um certo tipo de equações que contêm quantidades de incógnitas em potencias maiores que 1 ou coeficientes dependentes de propriedades do meio (sistemas). Essas equações não-lineares podem ter várias soluções, maiores que 1, qualitativamente diferentes. Uma diferença insignificante pode gerar consequências macroscópicas.

Na prática, temos que criar o caos para identificar novas oportunidades de negócios. A evolução é criada pela ruptura da linearidade.

Apostar na não-linearidade gera desconforto e ambiguidade. Muitas pessoas são avessas a isso e preferem o caminho seguro das decisões lineares, porque se acontecer algo errado é possível criar uma justificativa baseada nos princípios organizacionais.

Posturas lineares no mundo empresarial não criam oportunidades para grandes saltos de crescimento e conquistas de novos mercados. Empresas já estabelecidas baseadas em processos robustos de operação que garantem a excelência operacional, dificilmente, tomarão decisões não-lineares.

Por outro lado, as startups têm um enorme potencial para usar processos não-lineares para a tomada de decisão com baixo risco financeiro. Cabe aos investidores compreender e aceitar processos não-lineares de tomada de decisão para apostar em novos projetos.

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