Multiplexação por divisão de tempo (II)

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Uma vez digitalizado, o sinal de voz tenta usar técnicas estatísticas para reduzir o número de bits necessários por canal. Essas técnicas são apropriadas não apenas para codificação de voz, mas também para a digitalização de qualquer sinal analógico. Um método chamado modulação de código de pulso diferencial (differential pulse code modulation) ou PCM diferencial consiste em gerar como saída não a amplitude digitalizada, mas sim a diferença entre o valor atual e o anterior. Tendo em vista que saltos de mais ou menos 16 em uma escala de 128 são improváveis, 5 bits deverão ser suficientes em vez de 7. Se ocasionalmente o sinal saltar de forma incontrolável, talvez a lógica de codificação exija vários períodos de amostragem para recuperar o tempo perdido. No caso da voz, o erro introduzido pode ser ignorado.

Uma variação dess método de compactação exige que cada valor de amostragem seja diferente de seu predecessor por +1 ou -1. Sob essa condições, um único bit pode ser transmitido, informando se a nova amostra está acima ou abaixo da anterior. Essa técnica, chamada de modulação delta, é apresentada na figura acima. A exemplo de todas as técnicas de compactação que pressupõem pequenas alterações de nível entre amostras consecutivas, a codificação delta pode ter problemas se o sinal mudar rápido demais, como mostra a figura. Quando isso ocorre, as informações são perdidas.

Um aperfeiçoamento da PCM diferencial consiste em extrapolar os valores anteriores para prever o valor seguinte, e depois codificar a diferença entre o sinal real e o sinal previsto.

 

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