História do telefone (I)

 

Slide2Samuel Morse, pintor e inventor, no dia 2 de dezembro de 1837, apresentou a um grupo de amigos a sua criação: um circuito telegráfico com o comprimento de 420 metros. Entre os que assistiram à demonstração estava Alfred Vail, rico proprietário de ferrarias, dotado de um notável tino comercial. Ofereceu a Morse o patrocínio do lançamento da invenção, para a qual previa um grande futuro. Colocou à sua disposição dinheiro e locais nas ferrarias, para que o inventor pudesse prosseguir as experiências. Morse aceitou e requereu imediatamente a patente para a sua invenção.

Em 24 de janeiro de 1838, demonstrou o seu aparelho na Universidade de Nova York, transmitindo a primeira mensagem: “Atenção, Universo!” Em fevereiro do mesmo ano, repetiu-a diante do Congresso, onde teve um frio acolhimento. Como a América parecia não aceitar o telégrafo, partiu para a Europa em busca de melhor sorte; mas, no Velho Continente, o desinteresse foi idêntico.
A primeira idéia havia sido a de utilizar sinais elétricos, a segunda, a invenção do código que leva o seu nome. A terceira foi a de adotar um sistema de relé para transmitir o sinal através de grandes distâncias. Um sinal elétricos atenua-se se é transmitido por um fio demasiado longo. Morse pensou então em utilizá-lo, antes que ficasse muito fraco, para acionar um relé que fizesse repartir um novo sinal potente num novo trecho da linha.

Ao retomar à América, estava reduzido à miséria. Somente em 1843 obteve o primeiro levantamento de verba do congresso: 30.000 dólares. O financiamento foi aprovado com maioria de apenas seis votos. A 24 de maio de 1844 inaugurou-se a primeira linha experimental, entre Washington e Baltimore (64 km de distância), com a transmissão e recepção da frase: “What hath God wrough” (Eis o que Deus realizou).

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