As oportunidades com a nova Lei de Terceirização e da nova Lei Trabalhista

Para quem vive no ambiente de startups e desenvolvimento de negócios com jovens empreendedores as discussões sobre terceirização e nova lei trabalhista parecem chover no molhado e olhar pelo retrovisor. As novas leis apenas oferecem um olhar legal para coisas que são de senso comum no ambiente jovem e empreendedor de negócios. Entretanto, temos que lembrar que a maioria dos empregados brasileiros vivem uma outra realidade. Em março de 2017, o Ministério do Trabalho denunciou 68 empregadores por manterem trabalhadores em condições análogas à escravidão. Outro desafio para os trabalhadores será a eliminação de 47% dos atuais empregos nos próximos 20 anos (pessoalmente, acho que em menos tempo) devido ao avanço das tecnologias de informação, tais como inteligência artificial e robotização extrema. Ou seja, de nada adianta leis trabalhistas se não existirem empregos para todos. Continue lendo “As oportunidades com a nova Lei de Terceirização e da nova Lei Trabalhista”

Incentivos do governo para startups só no papel. Oportunidade para as empresas.

Os órgãos de financiamento em inovação no País sofrem do mesmo problema de muitas empresas tradicionais. Querem utilizar velhos procedimentos para os novos e ágeis ambientes de inovação. Isso, provavelmente, explica nosso baixo investimento em inovação tecnológica com relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Lembrando que colocar em prática o conhecimento é a melhor forma de aprendizado. As startups também funcionam como componente de aperfeiçoamento do conhecimento e desenvolve o empreendedorismo, invocando o espírito selvagem dos empresários tão criticado pelo governo.

Para reduzir os riscos, a FINEP e FAPESP oferecem financiamento para pequenas empresas com mais de um ano de atividade e, além disso, depois da inscrição enfrentam um longo caminho na análise das propostas que pode levar quase um ano. Outro programa, o Start-Up Brasil, só abre editais nos meses de abril e outubro. Ou seja, se uma empresa perde um dos editais só no próximo período.

Infelizmente, os mecanismos de governos não estão alinhados com a realidade do mercado globalizado e da agilidade que os projetos de inovação exigem.

Entretanto, esse cenário abre oportunidades para as empresas já estabelecidas que têm visão e buscam crescimento usando inovação aberta. Normalmente, os investimentos em startups não são elevados e em caso de fracasso não afetam o desempenho geral da empresa. Por outro lado, um sucesso no empreendimento pode gerar lucros e crescimento excepcionais.

Mas como viabilizar o “matching” (o encontro) entre as startups e as empresas interessadas em investir?

Uma forma é as empresas incluírem em seus sites uma área para startups definindo as regras para a apresentação das propostas e garantindo a confidencialidade das informações.

Outra forma é utilizar sites de inovação (como o efagundes.com) para anunciar a predisposição da empresa em investir em inovação e definindo quais as linhas tecnológicas preferenciais. A principal vantagem é o apoio prévio que as startups recebem dos consultores do site antes das propostas serem submetidas as empresas investidoras.

Mais um forma é uso das associações de empresas para centralizar os serviços de “matching”. Neste caso, as associações devem definir regras bem claras para disputas entre os associados sobre uma startup. A vantagem do uso das associações é a possibilidade de incubação das startups durante um período para amadurecimento do negócio.

Concluindo, existe um espaço enorme para as empresas já estabelecidas crescerem usando a inovação aberta apoio startups com riscos baixos. A questão é a vontade de vencer a inércia do dia-a-dia.