Por que data centers viraram “subestações digitais” — e por que energia, resfriamento e governança decidirão a competitividade até 2026
A infraestrutura digital contemporânea entrou em uma fase em que “capacidade computacional” deixou de ser apenas um tema de TI e passou a ser um tema de energia, calor e risco. O ponto é simples: data centers e indústrias de missão crítica operam como nós centrais do tecido econômico, onde eletricidade é o insumo mais crítico e carbono se tornou métrica de risco reputacional. Parece uma discussão de sustentabilidade, mas é uma discussão de continuidade operacional com governança sob escrutínio.
A questão é que a demanda por processamento de IA empurra densidade, concentra cargas e pressiona redes, redundâncias e sistemas térmicos. Por isso, decisões antes tratadas como “engenharia de utilidades” viram agenda executiva: como descarbonizar o Escopo 2 com previsibilidade (PPAs, ACL e autoprodução), como manter estabilidade térmica em racks acima de 20 kW (liquid cooling) e como elevar resiliência com sistemas de armazenamento (BESS) que respondem em milissegundos. O risco é operar com promessas e relatórios frágeis quando o mercado pede dados auditáveis, rastreabilidade e segurança “security by design”, inclusive em OT, alinhada a boas práticas como a IEC 62443 (IEC, 2018).
1) Data centers como “subestações digitais”: a mudança de categoria
O que mudou não foi apenas o tamanho do data center, mas a sua função no sistema. A metáfora útil aqui é a de uma subestação: o data center condiciona energia, estabilidade e disponibilidade para produzir valor econômico contínuo. O efeito é que energia e reputação passam a ser variáveis de negócio, não apenas custo.
- Subestação digital como categoria operacional Data centers deixam de ser “salas de TI” e passam a ser infraestrutura crítica com dependência direta de potência firmada, qualidade de energia e redundância em múltiplas camadas.
- Concentração de carga e reforço de rede O crescimento de sítios de alta densidade aumenta exigências de reforço de rede, capacidade de conexão e estratégias de contingência, porque poucos pontos físicos passam a concentrar grandes blocos de demanda.
- Carbono como métrica de risco reputacional Escopo 2 (eletricidade adquirida) entra no centro da governança porque metas públicas e stakeholders conectam consumo elétrico e emissões a credibilidade corporativa (WBCSD, 2020).
- Trade-off estrutural: velocidade vs. rastreabilidade Escalar rápido sem estruturar rastreabilidade e auditoria cria gap entre “o que se opera” e “o que se reporta”, abrindo exposição a greenwashing e a questionamentos de investidores (KPMG, 2023).
- Implicação executiva: CAPEX vira estratégia Investimentos em energia, térmica e resiliência não são acessórios; passam a compor o core do plano de crescimento e do apetite a risco.
Se o ativo é crítico, a próxima pergunta não é “quanto consome”, mas “de onde vem, quanto custa ao longo do tempo e quão defensável é a narrativa”.
2) Escopo 2 no Brasil: PPAs, ACL e autoprodução como alavancas de previsibilidade
Descarbonizar Escopo 2 é, na prática, decidir como comprar energia, como provar sua origem e como estabilizar custos. A metáfora aqui é a de um “contrato de estabilidade” para uma variável que costuma ser volátil. O objetivo é reduzir exposição a volatilidade tarifária e elevar rastreabilidade, porque é isso que sustenta a governança.
- Escopo 2 em uma frase Escopo 2 são emissões indiretas associadas à eletricidade adquirida e consumida pela organização (WBCSD, 2020).
- PPA como instrumento de travamento e rastreabilidade PPA (Power Purchase Agreement) é um contrato de longo prazo para compra de energia, frequentemente associado a fontes renováveis e mecanismos de rastreabilidade (WBCSD, 2020).
- ACL como mecanismo de desenho de portfólio No Ambiente de Contratação Livre (ACL), a organização consegue estruturar prazos, volumes e perfis de consumo/geração com maior flexibilidade do que no mercado cativo, mas com maior necessidade de governança contratual e gestão de risco (WBCSD, 2020).
- Autoprodução como controle e complexidade Autoprodução dá maior controle do ativo e do perfil de energia, mas adiciona complexidade de engenharia, implantação, comissionamento, operação e aspectos regulatórios/tributários que precisam ser modelados.
- Trade-off: previsibilidade vs. obrigações de execução PPAs reduzem incerteza de preço e origem, mas exigem diligência técnica e comercial; autoprodução maximiza controle, mas eleva responsabilidade de execução e risco de cronograma.
Energia bem comprada resolve parte do problema, mas a infraestrutura precisa “aguentar o calor” da densidade — e é aqui que a conta térmica vira decisiva.
3) A mecânica decisória de PPAs: RfP, diligência e governança
PPAs não são apenas “assinar um contrato”; são um processo de tomada de decisão multidisciplinar. A metáfora aqui é a de um “leilão privado com governança”: a empresa define critérios, testa alternativas e contrata com rastreabilidade. O ponto é reduzir assimetria de informação e impedir decisões frágeis.
- RfP como motor de competição qualificada Um Request-for-Proposal (RfP) bem estruturado permite comparar players e ofertas com critérios técnicos, comerciais e de risco, reduzindo decisões baseadas apenas em preço.
- Diligência técnica e comercial como filtro de risco A diligência valida premissas de entrega, lastro, sazonalidade e condições contratuais; sem isso, o efeito é contratar “energia no papel” que não sustenta a narrativa ESG.
- Rastreabilidade e integridade do dado A comprovação de origem e contabilização de atributos ambientais precisa ser compatível com o reporte corporativo e com auditorias externas, porque o risco é reputacional (KPMG, 2023; WBCSD, 2020).
- SBTi como referência de alinhamento Quando a empresa se alinha a frameworks como a Science Based Targets initiative (SBTi), o contrato de energia precisa dialogar com metas e escopo de contabilização, evitando “ganhos contábeis” sem lastro (WBCSD, 2020).
- Caso de referência: Vale e energia renovável no Brasil A Vale comunicou ter alcançado 100% de consumo de energia renovável no Brasil dois anos antes do previsto, associando a iniciativa ao investimento no complexo solar Sol do Cerrado (VALE, 2023). Este é um exemplo de como contratos/ativos e narrativa pública precisam caminhar juntos, sem extrapolar conclusões além do que foi reportado.
Energia rastreável reduz carbono reportado, mas não evita indisponibilidade; para isso, a infraestrutura térmica precisa evoluir.
4) Resfriamento em alta densidade: quando o “ar” vira gargalo e o liquid cooling vira requisito
Resfriamento sempre foi grande consumidor fora da carga de TI, mas agora virou condição de possibilidade para escalar IA. A metáfora aqui é a de um “radiador industrial”: sem troca térmica adequada, a potência se transforma em instabilidade. O ponto é que racks acima de 20 kW desafiam soluções tradicionais e empurram o setor para liquid cooling.
- Regra prática de densidade e limiar operacional Para racks acima de 20 kW, o resfriamento a ar tende a ser insuficiente; o líquido passa a garantir eficiência e estabilidade térmica em cenários de alta densidade (VERTIV, 2024a; VERTIV, 2024b).
- Liquid cooling explicado em uma frase Liquid cooling usa líquido como meio de transferência de calor, superior ao ar em capacidade de remoção térmica, reduzindo risco de hotspots e elevando eficiência (VERTIV, 2024a).
- Direct-to-Chip Cooling como rota pragmática Direct-to-Chip Cooling remove calor diretamente dos processadores, atendendo ambientes de computação de alta performance (HPC) e workloads intensivos (VERTIV, 2024a).
- Immersion Cooling como rota de alta densidade Immersion Cooling submerge servidores em líquidos dielétricos, reduzindo dependência de ventilação interna e elevando capacidade térmica para cenários extremos (VERTIV, 2024b).
- Retrofit Térmico e automação via SCADA Modernizações como confinamento de corredores, trocadores de calor e automação com SCADA prolongam vida útil e elevam controle operacional, mas exigem engenharia cuidadosa de integração.
- PUE como métrica de eficiência e trade-off de CAPEX/OPEX Melhorias térmicas impactam Power Usage Effectiveness (PUE), reduzindo energia “não computacional”; o trade-off é CAPEX de retrofit vs. OPEX de desperdício e risco de indisponibilidade (ODATA, 2023).
Controlar calor reduz risco de falha, mas ainda falta tratar a variável “tempo” — a capacidade de responder a eventos em milissegundos.
5) BESS e baterias de lítio: resiliência como plataforma, não como acessório
A arquitetura energética caminha de uma dependência passiva da rede para micro-redes mais inteligentes. A metáfora aqui é um “airbag elétrico”: a resposta rápida protege o sistema nos instantes críticos. O objetivo é reduzir risco operacional e, em paralelo, criar flexibilidade econômica.
- BESS explicado em uma frase BESS (Battery Energy Storage System) é um sistema de armazenamento em baterias que gerencia carga/descarga para resiliência e otimização de consumo.
- VRLA vs. BIL: ciclo de vida e operação A transição de VRLA (chumbo-ácido regulada por válvula) para BIL (baterias de íons de lítio) melhora densidade energética e reduz manutenção, com impacto direto em TCO; a contrapartida é CAPEX inicial maior, que precisa ser justificado por OPEX e risco evitado (VERTIV, 2024c).
- Resposta em milissegundos como diferencial operacional Em eventos de interrupção, a resposta rápida do BESS reduz janela de vulnerabilidade, especialmente quando geradores têm tempos de partida mais longos; o efeito é continuidade sem flutuação percebida pela carga crítica.
- Casos de uso econômicos: peak shaving e time shifting Estratégias como peak shaving e time shifting reduzem exposição a picos de demanda e reorganizam consumo para horários mais favoráveis; o valor depende de tarifas, perfil de carga e desenho do contrato de energia (MCKINSEY, 2023).
- Integração PCS/BMS/EMS como “cérebro operacional” PCS (Power Conversion System), BMS (Battery Management System) e EMS (Energy Management System) precisam operar de forma integrada para coordenação segura e otimizada; sem integração, o risco é subutilização do ativo e incidentes operacionais.
Com energia, térmica e resiliência endereçadas, o próximo gargalo costuma ser menos técnico e mais institucional: governança, auditoria e confiança.
6) ESG, dados auditáveis e anti-greenwashing: quando narrativa sem evidência vira passivo
Greenwashing não é apenas um problema de comunicação; é um risco de governança. A metáfora aqui é a de um “balanço”: sem lastro verificável, o peso da narrativa cai. O ponto é migrar de métricas genéricas para dados auditáveis e rastreabilidade operacional.
- Greenwashing como risco de governança A prática de aparentar desempenho ambiental sem evidências robustas eleva risco reputacional e de escrutínio regulatório e de investidores (KPMG, 2023; IDEC, 2024).
- Auditorias independentes como camada de credibilidade Trabalhos de garantia externa e auditorias independentes aumentam confiabilidade do reporte e reduzem assimetria com stakeholders, mas exigem qualidade de dados e processos (KPMG, 2023).
- IIoT como infraestrutura de rastreabilidade IIoT (Industrial Internet of Things) conecta sensores e sistemas para monitorar consumo, desempenho e eventos em tempo real; em termos simples, é “telemetria industrial” para transformar operação em evidência.
- Machine Learning como otimização e prevenção Modelos preditivos podem antecipar falhas e otimizar operação térmica e energética; a eficácia depende de dados limpos, governança de modelos e validação contínua.
- Trade-off: transparência vs. exposição Aumentar transparência exige maturidade de segurança e gestão de incidentes, porque dados operacionais também podem aumentar superfície de ataque e risco de uso indevido.
Mesmo com dados e auditoria, permanece um vetor crítico de risco que frequentemente é subestimado: segurança em OT e continuidade sob ameaça cibernética.
7) Security by design em OT: o elo entre resiliência técnica e legitimidade ESG
À medida que infraestrutura crítica se digitaliza, segurança deixa de ser “camada final”. A metáfora aqui é a de uma fundação: se não nasce segura, a casa treme. O objetivo é reduzir risco de interrupção e preservar integridade dos dados que sustentam ESG.
- Security by design como princípio operacional Integrar segurança desde a arquitetura evita correções caras e frágeis no fim do projeto, reduzindo risco de incidentes e de indisponibilidade.
- IEC 62443 como referência para ambientes industriais A IEC 62443 é um conjunto de normas para segurança em sistemas de automação e controle industrial (IACS), com foco em gestão de risco, segmentação e ciclos de vida de segurança (IEC, 2018).
- Integração entre segurança física e cibersegurança Ambientes críticos exigem visão integrada, porque falhas físicas podem gerar impactos digitais e vice-versa; o efeito é que segurança vira parte do SLA de operação.
- Trade-off: conectividade IIoT vs. superfície de ataque Conectar mais sensores e sistemas melhora eficiência e rastreabilidade, mas aumenta a necessidade de segmentação, gestão de identidades e monitoramento.
- Implicação reputacional: dados ESG também são ativos Se dados de consumo e emissões forem comprometidos, a organização perde não só operação, mas legitimidade; por isso, governança ESG e cibersegurança convergem.
O que muda até 2026: três cenários (base, otimista, estressado)
Até 2026, o Brasil deve viver um ciclo de decisões aceleradas em energia e infraestrutura crítica, com pressões de IA, rastreabilidade e competitividade. Os cenários abaixo não são previsões determinísticas; são estruturas para planejamento de risco.
- Cenário base (continuidade com pressão crescente) Adoção progressiva de PPAs no ACL e pilotos de autoprodução; expansão de liquid cooling em novos módulos e retrofits seletivos; BESS como parte de projetos de resiliência onde a análise de TCO fechar. O risco permanece em governança de dados e execução de retrofits sem interrupção.
- Cenário otimista (maturidade de governança e execução) Empresas elevam disciplina de RfP e diligência, com auditorias independentes e telemetria IIoT padronizada; liquid cooling vira padrão para cargas de alta densidade; BESS é integrado ao EMS com estratégia econômica (peak shaving/time shifting) bem modelada. O efeito é maior previsibilidade de custo, menor risco reputacional e melhoria de eficiência.
- Cenário estressado (capacidade, água e reputação em fricção) Aceleração de demanda por IA pressiona prazos de conexão e reforço de rede; projetos térmicos ficam atrasados e operam próximos ao limite; narrativas ESG são questionadas por lacunas de dados e por impactos locais (água e comunidades), com maior vigilância pública e regulatória, como discutido em iniciativas de defesa do consumidor e debate sobre greenwashing (IDEC, 2024). A consequência é custo de capital maior e projetos replanejados sob crise.
Recomendações práticas: 90 dias, 180 dias, 12 meses
O objetivo aqui é sequenciar ações que conectem decisão executiva com engenharia e evidência, sem “projetos eternos”.
90 dias (organizar decisão e evidência)
- Mapear Escopo 2 e risco contratual Consolidar baseline de consumo, contratos, exposição tarifária e requisitos de rastreabilidade para reporte, alinhando jurídico, finanças, engenharia e sustentabilidade.
- Desenhar RfP de energia e critérios de governança Estruturar RfP para PPAs/autoprodução com critérios técnicos/comerciais e exigências de rastreabilidade e auditoria, evitando decisões só por preço (WBCSD, 2020).
- Definir roadmap térmico por densidade Classificar sites/racks por densidade e risco; identificar limiares onde liquid cooling e retrofit térmico são mandatórios, reduzindo risco de indisponibilidade (VERTIV, 2024a; VERTIV, 2024b).
- Plano mínimo de telemetria IIoT Estabelecer quais dados serão coletados, com que frequência e com que governança, para sustentar auditorias e otimização.
180 dias (pilotar e contratar com governança)
- Contratar energia com diligência Executar RfP, negociar termos e validar premissas técnicas e comerciais; definir plano de auditoria e trilha de evidências para reporte (KPMG, 2023).
- Pilotos de liquid cooling e retrofit controlado Implementar pilotos (Direct-to-Chip Cooling ou Immersion Cooling conforme caso) com critérios claros de sucesso, impactos em PUE e riscos operacionais (VERTIV, 2024a; ODATA, 2023).
- Business case de BESS por TCO e risco evitado Modelar cenários de peak shaving/time shifting e resiliência, com premissas explícitas; quando faltar dado tarifário/operacional, tratar como hipótese e validar em campo (MCKINSEY, 2023).
- Arquitetura de segurança OT alinhada à IEC 62443 Definir segmentação, controles e ciclo de vida de segurança desde o projeto, porque o risco é ampliar conectividade sem reduzir superfície de ataque (IEC, 2018).
12 meses (escala, padronização e auditoria)
- Escalar contratos e governança de energia Expandir PPAs/autoprodução com portfólio diversificado e governança de compliance e rastreabilidade, conectando dados operacionais a relato corporativo.
- Padronizar plataforma térmica e operacional Definir padrões de projeto para alta densidade, incluindo CDUs, filtragem, operação assistida e integração SCADA, reduzindo variabilidade entre sites.
- Integrar EMS com BESS e telemetria IIoT Consolidar EMS para coordenar estratégias energéticas e resiliência, com indicadores auditáveis e trilha de evidências.
- Auditoria independente e revisão de narrativa ESG Institucionalizar auditorias e garantia externa para reduzir risco reputacional e elevar confiança do mercado (KPMG, 2023).
Conclusão
Infraestrutura crítica entrou em um ponto de inflexão: operar data centers e indústrias de missão crítica passou a exigir uma arquitetura integrada de energia, térmica, resiliência e governança. Parece uma pauta “verde”, mas é uma pauta de competitividade e continuidade. O efeito é que decisões de PPAs, ACL e autoprodução deixam de ser compra de energia e viram design de risco; decisões de liquid cooling deixam de ser upgrade e viram condição para densidade; decisões de BESS deixam de ser “backup” e viram plataforma que responde em milissegundos e cria flexibilidade econômica.
O risco central não está apenas no CAPEX, mas na divergência entre operação e evidência: promessas sem dados auditáveis ampliam exposição a greenwashing e corroem confiança, especialmente em um ambiente de vigilância crescente e pressão por transparência. Por isso, a chamada à ação é pragmática: organizar o baseline de Escopo 2, contratar energia com diligência e rastreabilidade, modernizar térmica com critérios de densidade e integrar resiliência e segurança por design, alinhando OT à IEC 62443. Até 2026, quem transformar energia e dados em ativos estratégicos tende a operar com custo mais previsível, risco reputacional menor e maior capacidade de escalar a economia da inteligência sem fragilizar o sistema.
Consultoria: da estratégia à execução, com rastreabilidade
Na prática, o que sustenta energia rastreável, automação confiável e governança anti-greenwashing não é um “projeto isolado”, mas uma cadeia de decisões bem orquestrada: requisitos, engenharia, integração, comissionamento, operação assistida e evidência documental. O think-tank Tech & Energy e a nMentors Engenharia (www.nMentors.com.br) atuam como consultoria e implementadora ponta-a-ponta nessas frentes, conectando gestão, automação e energia em ambientes regulados e de alta criticidade, com entregas orientadas a performance, custo, prazo e conformidade.
- Estruturação de RFP/RfP para energia renovável no ACL (incluindo PPA) A consultoria cobre a adaptação de diretrizes ao contexto brasileiro e a tradução técnica de riscos e critérios de contratação: análise técnica e regulatória, mitigação de riscos contratuais e customização de RFP com critérios objetivos para avaliar propostas.
- Governança técnica para decisões de contratação (riscos, comparabilidade e interface) A entrega vai além do documento: inclui estrutura de comparação técnico-comercial, interface com stakeholders e fechamento com segurança metodológica para tomada de decisão.
- PMO e integração de projetos de geração renovável com visibilidade executiva Em projetos complexos, a consultoria entra como PMO para integrar stakeholders e manter custo/prazo/qualidade sob controle, com integração de sistemas administrativos e dashboards de acompanhamento em tempo real para visão físico-financeira e gestão de ocorrências.
- Automação e SCADA com foco em confiabilidade, rastreabilidade e operação assistida A consultoria inclui projeto executivo de automação (arquitetura SCADA, redes, painéis e lógicas), implantação/integração de supervisório, suporte ao comissionamento e operação assistida, além de documentação técnica e relatórios para rastreabilidade e conformidade.
- Digitalização e padronização operacional para reduzir tempo de resposta a falhas Ao unificar interfaces de monitoramento e controle e padronizar base para expansões, a consultoria reduz tempo de resposta e melhora governança operacional em ambientes desafiadores.
- Capacitação técnica aplicada e cultura analítica para equipes de operação e engenharia Quando a estratégia depende de execução consistente, a consultoria também cobre formação aplicada (com dados reais e foco em uso operacional), elevando maturidade analítica e sustentando continuidade das melhorias.
Referências
IEC. International Electrotechnical Commission. IEC 62443: Industrial communication networks – Network and system security. Genebra: IEC, 2018.
IDEC. Instituto de Defesa do Consumidor. Idec realiza evento sobre greenwashing e data centers. 2024. Disponível em: https://idec.org.br/noticia/idec-realiza-evento-sobre-greenwashing-e-data-centers. Acesso em: 30 jan. 2026.
KPMG. KPMG International. Greenwashing é um risco; dados de qualidade são a solução. 2023. Disponível em: https://assets.kpmg.com/content/dam/kpmg/br/pdf/2023/12/greenwashing-risco-dados-qualidade-solucao.pdf Acesso em: 30 jan. 2026.
MCKINSEY & COMPANY. A viabilização da energia renovável com sistemas de armazenamento de energia a bateria. 2023. Disponível em: https://www.mckinsey.com/featured-insights/destaques/a-viabilizacao-da-energia-renovavel-com-sistemas-de-armazenamento-de-energia-a-bateria/pt. Acesso em: 30 jan. 2026.
ODATA. 5 passos para maximizar a eficiência energética do Data Center. 2023. Disponível em: https://odatacolocation.com/blog/eficiencia-energetica-do-data-center/. Acesso em: 30 jan. 2026.
VALE. Vale atinge meta de 100% de consumo de energia renovável no Brasil dois anos antes do previsto. 2023. Disponível em: https://www.vale.com/c/portal/update_language?p_l_id=145&redirect=/w/vale-reaches-100-renewable-energy-consumption-target-in-brazil-two-years-ahead-of-schedule&languageId=pt_BR. Acesso em: 30 jan. 2026.
VERTIV. Entendendo o resfriamento direto ao chip na infraestrutura de HPC: um mergulho profundo no resfriamento líquido. 2024a. Disponível em: https://www.vertiv.com/pt-latam/about/news-and-insights/articles/educational-articles/understanding-direct-to-chip-cooling-in-hpc-infrastructure-a-deep-dive-into-liquid-cooling/ Acesso em: 30 jan. 2026.
VERTIV. Opções de refrigeração líquida para data centers. 2024b. Disponível em: https://www.vertiv.com/pt-latam/solutions/learn-about/liquid-cooling-options-for-data-centers/. Acesso em: 30 jan. 2026.
VERTIV. O poder das baterias de íons de lítio em data centers modernos. 2024c. Disponível em: https://www.vertiv.com/pt-latam/about/news-and-insights/articles/blog-posts/o-poder-das-baterias-de-ioes-de-litio-no-moderno-data-center/ Acesso em: 30 jan. 2026.
WBCSD. World Business Council for Sustainable Development. Guia para Power Purchase Agreements (PPAs) corporativos de energia renovável no Brasil. 2020. Disponível em: https://docs.wbcsd.org/2020/03/WBCSD_PPA_Brazil_Guide.pdfAcesso em: 30 jan. 2026.

