Categoria: economia

  • Alguém duvida que a inovação é o caminho?

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    A estabilização econômica do Brasil irá demorar mais do que gostaríamos. Mesmo que o governo encontre uma fórmula eficiente para acelerar o crescimento o mercado internacional está desaquecido. A China, nosso principal parceiro de commodities está desacelerando. A economia nos Estados Unidos vive de solavancos. Em 2016, acontecerá a troca de governo nos Estados Unidos e sabe-se lá qual o rumo que tomará. A Europa, esqueça por enquanto. Vamos deixa-los resolver seus problemas com os refugiados e acertar a economia. Nossos vizinhos da América do Sul irão crescer entre 2-4%, boas oportunidades para algumas empresas, embora não o suficiente para salvar a economia brasileira. Nesse cenário, a melhor alternativa é reduzir custos operacionais e desenvolver novos negócios criativos e sustentáveis.

    Já que… teremos que reduzir custos é melhor fazer isso de forma inteligente, usando inovação sustentável. Ou seja, desenvolver novos processos reduzindo os impactos sociais e ambientais.

    Usar geradores a diesel nos horários de maior tarifa elétrica reduz custos, porém aumenta a emissão de gases do efeito estufa. Melhor contratar energia renovável do mercado livre. Ao invés de cancelar os projetos de infraestrutura do Data Center da empresa, melhor migrar para um Data Center compartilhado. Antes de demitir centenas de funcionários, avalie com a prefeitura da sua cidade uma Parceira Público-Privada (PPP) para absorver o pessoal. Resolve um processo social, melhora a qualidade de vida dos cidadãos e ainda dá para ganhar dinheiro.

    Ou seja, existem várias formas de sair ileso da crise, transformar a empresa para melhor, desenvolver novos negócios, manter o emprego, melhorar a imagem institucional da empresa e ganhar dinheiro.

     

  • Os desafios e oportunidades do crescimento sustentável brasileiro

    Enfim uma sinalização sobre a economia brasileira. O ministro da Fazenda Joaquim Levy deu uma ótima notícia sobre as bases da economia para os próximos anos, em Davos no World Economic Forum. A direção é focar nos investimentos e estabilizar a transferência de renda através dos programas sociais. Ele mencionou a estratégia de formação de PPPs (Parcerias Público-Privadas) para atrair novos investimentos em infraestrutura. A operação Lava a Jato que investiga a corrupção na Petrobras deve conter a corrupção em outras áreas e melhorar o retorno dos investimentos no país. O desafio será transferir a mão de obra de setores da economia que perderam atratividade para os setores que investirão na infraestrutura.

    Apesar do pessimismo em Davos, comparado com o ano passado, as ações mencionadas pelos governos devem surtir bons resultados no médio prazo. O programa QE europeu (Quantitative Easing), compra de ativos e títulos públicos, pelo EBC (European Central Bank) deve fomentar o crescimento econômico na Europa. A estabilização da economia americana e o anúncio do presidente Obama de um programa de distribuição de renda, incluindo US$320 bilhões de crédito estudantil e US$60 bilhões para colégios comunitários em 10 anos, deve criar novos mercados para produtos disruptivos de países emergentes. A afirmação do primeiro ministro chinês que o país deve crescer acima de 7% em 2015 deve manter as importações e exportações em níveis normais. A grande expectativa é que com a redução do preço do petróleo em 50% os países terão a oportunidade de reorganizar suas economias e criar um novo ciclo de crescimento.

    Como afirmou o ministro Levy temos que arrumar a casa e nos prepararmos para acompanhar o novo ciclo de crescimento global. Infelizmente, se não fosse a corrupção colossal no país retardando o término das obras de infraestrutura para, através de aditivos contratuais, aumentar o faturamento e desvios de recursos, o Brasil estaria em condições de acompanhar o crescimento global e reduzir a distância social e econômica dos países desenvolvidos. Agora só nos resta captar dinheiro da iniciativa privada para concluir as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e remunerar esses investimentos, aumentando os custos de produção e, esperançosamente, colocar os bandidos na cadeia.

    Os desafios do Brasil são do seu tamanho:imenso e diversificado. Estamos sofrendo as conseqüências do descaso da sociedade que permitiu que empresas, governos e cidadãos corruptos se apropriassem de recursos da nação e mantivesse governantes incompetentes na gestão pública. A falta de combate efetivo do desmatamento da Amazonia está refletindo na forte estiagem nas regiões Sudeste e Cento-Sul. Essas regiões estão na faixa desértica do hemisfério sul e só são férteis devido a umidade vinda da região amazônica. O desmatamento e a fumaça das queimadas impedem a formação de chuva e antecipou em 15 anos a previsão da grande estiagem. O risco é tão grande de desertificação que pode acabar com o agronegócio e criar um êxodo da população para outras regiões, como segundo alguns estudos ocorreu entre os anos 1.000 e 1.300 que dizimou populações na região.

    Infelizmente, a questão dos desmatamentos não é tão simples de se resolver. O Brasil tem a maior área cultivável do mundo e terá uma enorme responsabilidade para alimentar os mais de 9 bilhões de habitantes do planeta até 2050. Isso significa que cada metro quadrado de terra arável deve ser usada com máxima eficiência na produção de alimentos. Apesar de justos os movimentos pela reforma agrária, a agricultura e pecuária deve ser tratada como estratégia de Estado direcionando investimentos e regulamentando o setor para aumentar, significativamente, a produtividade no campo. Devem ser aplicados investimento pesados em agricultura de precisão, colocando a tecnologia a serviço da nação. Felizmente, temos a Embrapa que desenvolve avançados estudos e tecnologia para o campo com reputação internacional.

    Exportar commodities reduz, consideravelmente, nossa capacidade de aumentar o superávit da nossa balança comercial. Empresas e governo devem investir na transformação da commodities em produtos industriais para exportação. As Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) devem ser incentivadas para focar na exportação e reduzir os tributos e burocracia interna. As áreas de serviços, incluindo tecnologia da informação, devem ser habilitadas para exportar serviços a partir das ZPE, fato que a legislação atual não permite.

    Obviamente, para implementar qualquer plano de crescimento precisamos de mão de obra qualificada e ferramentas avançadas. Temos que coordenar a criação de cursos para atender as necessidades do mercado e orientar os jovens para as reais possibilidades de cada setor. As escolas técnicas e faculdades devem assumir a responsabilidade de formar profissionais que possam ingressar no mercado de trabalho habilitados, sem a necessidade de treinamento adicional pelas empresas ou de cursos de pós-graduação.

    O período de retração e ajustes da economia brasileira está gerando uma massa de desempregados que precisam, rapidamente, retornar ao trabalho para não perderem a competitividade e criar um gap tecnológico. Sindicatos e governo devem promover treinamentos para novos postos de trabalho ajustando o perfil dos trabalhadores para as áreas com escassez de mão de obra.

    Resumindo, temos desafios e oportunidades. Cabe a sociedade e seus governantes agirem de forma planejada e eficiente para colocar o Brasil no rumo do desenvolvimento sustentável.

  • Planejamento empresarial pós eleição para presidente

     

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    Vencida a eleição para presidente do Brasil pela candidata oficial não ficou claro quais as propostas de crescimento econômico do país. Segundo uma entrevista do futuro ex-Ministro da Fazenda Guido Mantega, a população aprovou a política econômica pelo fato da atual presidente ter sido reeleita. Entretanto, a plataforma de campanha do partido governista e seus aliados venderam a ideia de um governo novo e ideias novas. Desta forma, em tese, teremos novidades no campo econômico e, consequentemente, isso se refletirá no planejamento empresarial para 2015 e dos próximos anos.

    Acredito que o governo se concentrará na manutenção do emprego, ampliação dos programas sociais e na reforma política.

    O desafio da manutenção do emprego tem que ser apoiado pelo crescimento econômico para manter e criar novos empregos. O crescimento econômico é fundamental para gerar receita para ampliar os programas sociais.

    A reforma política apoiada por um plebiscito poderá acontecer em dois cenários: com ou sem pressão social por mais emprego e programas sociais.

    Particularmente, acredito que a reforma política é a prioridade da presidente. Foi o primeiro objetivo do seu discurso após a vitória nas urnas. Agora precisamos saber qual dos dois cenários é o mais favorável para a reforma política desejada pelo partido do governo que, claramente, tem tendências pelo Socialismo, Leninismo e Trotskismo.

    O primeiro cenário com pressão da sociedade, o ideal é uma situação de caos social. Esse cenário incluiria o aumento do desemprego, alta da inflação, falência de empresas provocando o desabastecimento de produtos, falta de produtos do campo pela continuidade da estiagem, queda dos preços das commodities resultando redução da entrada de dólares e aumentando o déficit da balança comercial. Com a redução da arrecadação os subsídios ficarão comprometidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Para compensar o caixa, o Tesouro Nacional terá que emitir mais títulos da dívida pública e, consequentemente, teremos um aumento dos pagamentos dos juros da dívida interna. Como isso o governo fica com o caixa limitado e deve recorrer a empréstimos externos. Com a falta de credibilidade do país, os juros serão mais elevados significando maior comprometimento da receita para o pagamento da dívida.

    Nesse cenário caótico, começarão as greves de trabalhadores por mais emprego e melhores salários. O pessoal do MST aproveitará o declínio da produção agrícola para reivindicar a tomada das terras para implantar o regime de produção sob gestão dos trabalhadores, porém sem financiamento do governo os projetos se inviabilizam. O pessoal do MST entra em confronto com o governo.

    Esse cenário é apropriado para convocar um plebiscito e aprovar um regime socialista para o país. A partir daí, teremos controle de preços, criação de novas empresas estatais para a produção de alimentos, habitação e infraestrutura. Com financiamento chinês serão abertas frentes de trabalho em projetos de infraestrutura. As empresas serão obrigadas a contratar os trabalhadores desempregados sob o risco de terem que passar o controle da empresa para o Estado. Altera-se o cálculo da inflação e inicia-se a emissão de moeda para criar uma economia artificial e de pleno emprego.

    O segundo cenário é fazer a reforma política sem pressão. Nesse caso, a solução é criar condições para o crescimento do país. As condições climáticas e do mercado de commodities não se alterarão. As empresas têm crescimento limitado pelo elevado endividamento da população, desacelerando o consumo. Uma das medidas deve ser o aumento das exportações. Como nossa indústria não é competitiva deverão ser aprovados subsídios para as empresas exportadoras dentro dos limites exigidos pela Organização Mundial do Comércio. Novas linhas de crédito subsidiados deverão ser liberadas com flexibilização de garantias.

    Novos acordos internacionais bilaterais deverão ser estabelecidos para ajudar nas exportações. O que sobrou do Fundo Soberano de R$14 bilhões para financiar empresas no exterior deverá ser utilizado para garantir a compra de produtos brasileiros como contrapartida. Isso exigirá uma maior agressividade comercial das embaixadas e das Câmaras de Comércio com os países aliados e no desenvolvimento de novos parceiros comerciais.

    Com base na cooperação entre os países latino-americanos do pacto do Fórum São Paulo, teremos que negociar a ampliação das nossas exportações para esses países minimizando as contrapartidas.

    O setor de turismo pode ajudar, significativamente, com uma maior divulgação e subsídios para os turistas visitarem o país.  Como atrativo para os turistas e retenção da evasão de divisas dos turistas brasileiros no exterior, poderiam ser criadas Zonas Francas nas regiões turistas.

    Para estimular o crédito e aumentar o consumo, deverão ser criadas condições e subsídios para o pagamento das dívidas da população. Desta forma, começaria um novo ciclo de consumo interno e crescimento econômico.

    Nesse cenário, o governo teria credibilidade para aprovar uma reforma política de acordo com suas premissas e desejos.

    PLANEJAMENTO EMPRESARIAL NOS DOIS CENÁRIOS

    Cenário com pressão da sociedade

    Nesse cenário a empresa deve ter provisão de caixa para suportar um longo período de prejuízo, baixa liquidez dos seus ativos e fundos para indenizações trabalhistas. Deverá aumentar sua segurança patrimonial para se proteger contra eventuais atos de vandalismos. Reduzir ao mínimo o número de empregados para se proteger de eventuais Decretos Lei que proíbam demissões para evitar o desemprego em massa. Rever sua linha de produtos para focar ou desenvolver produtos de baixo custo e explorar novos mercados. Explorar mercados no exterior similares ao mercado da empresa no Brasil para exportação. Criar uma empresa no exterior em conformidade com a legislação brasileira para coordenar as operações fora do país (off-shore). Avaliar a montagem de uma fábrica no país de maior mercado no exterior com investimento próprio dos sócios estatutários da empresa, mesmo que tenha que se desfazer de algum ativo no país. Utilizar ao máximo os incentivos fiscais permitidos pela legislação, incluindo a Lei do Bem e subvenções da FINEP.

    Cenário sem pressão da sociedade

    Nesse cenário a empresa deve aproveitar todos os incentivos fiscais, subvenções da FINEP e crédito subsidiado do governo. Deve manter sua estrutura organizacional, aumentar sua equipe de vendas e desenvolver uma estratégia mais agressiva de vendas na Internet. Existindo recursos de financiamento do BNDES ampliar a produção e construir novas fábricas para novos produtos e mercados. A empresa deve aproveitar os recursos para desenvolver novos produtos e explorar novos mercados, incluindo mercados no exterior. Criar uma empresa no exterior em conformidade com a legislação brasileira para coordenar as operações fora do país (off-shore). Avaliar a montagem de uma fábrica no país de maior mercado no exterior com investimento próprio dos sócios estatutários da empresa, mesmo que tenha que se desfazer de algum ativo no país.

    SUMÁRIO

    O governo deve se concentrar na manutenção do emprego, ampliação dos programas sociais e na reforma política. Provavelmente, a reforma política é uma prioridade do governo. Pelas tendências pelo Socialismo, Leninismo e Trotskismo dos partidos aliados ao governo o país deve se encaminhar para um regime socialista, acompanhando o movimento dos países latino-americanos signatários do Fórum São Paulo.  O sucesso da manutenção do emprego e dos programas sociais depende do crescimento econômico do país ou de um regime centralizador que imponha condições artificiais na economia. A reforma política pode acontecer em cenários com ou sem pressão social. O empresário deve ter estratégias para os dois cenários. Entretanto, nos dois cenários possíveis o empresário deve considerar novos produtos de baixo custo e novos mercados, incluindo mercados no exterior. Deve considerar a criação de empresa no exterior (off-shore) em conformidade com a legislação brasileira para coordenar e fabricar seus produtos no país de maior mercado.

  • A Virada do Jogo do Brasil

    O Instituto McKinsey publicou em julho de 2013 o relatório Game changers: five opportunities for US growth and renewal apontando cinco iniciativas para acelerar o crescimento econômico dos Estados Unidos: (1) produção de energia barata usando gás de xisto; (2) maior competitividade na indústria com conhecimento intensivo; (3) maior produtividade usando Big Data; (4) investimentos em infraestrutura; e, (5) investimento em capital humano.

    Substituindo o primeiro item por geração de energia barata renovável os outros itens se aplicam inteiramente no Brasil.

    Energia renovável e barata

    A Aneel criou condições regulatórias que permite uma gama de opções para a geração de energia renovável com subsídios fiscais. A resolução normativa nº 482 permite a produção independente de energia renovável até 1MWp com acoplamento à rede pública de distribuição para exportar o excedente produzido. A resolução normativa nº 556 permite o uso das verbas contratuais de eficiência energética das concessionárias de energia de forma mais eficaz. O mercado livre de energia para empresas com consumo superior a 500kW é uma oportunidade para energia mais barata e opção viável para empresas comprometidas com a sustentabilidade ambiental.

    As empresas com operação no Brasil devem agir rápido na adoção de uma solução mais barata de consumo de energia, pois nossos vizinhos, Argentina e Paraguai, estão prontos para oferecer energia mais barata. A Argentina está pronta para produzir gás de xisto e possui a terceira maior reserva de xisto betuminoso do mundo. O Paraguai está atraindo investimentos depois que reduziu o custo da energia em até 63% do custo no Brasil.

    Manufaturados com inteligência intensiva

    Nos últimos anos a exportação de manufaturados brasileiros está caindo e as commodities crescendo, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e apresentados no gráfico abaixo. Isso demonstra que os produtos brasileiros não agregam inteligência e, consequentemente, tem seu preço controlado pelo mercado internacional e sensível a variações de clima e vulneráveis a substituição por outros materiais. Várias simulações de mudanças climáticas indicam variações significativas do clima em 2025 e os estudos do grafeno indicam a substituição de vários materiais derivados do ferro e outros minérios.

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    Precisamos, urgentemente, investir na indústria de transformação das commodities e intensificar as pesquisas no grafeno e outros materiais. A boa noticia é que a Universidade Presbiteriana Mackenzie inaugura em março de 2014 o Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno e Nanomateriais, o MackGraf.

    Nossa indústria de tecnologia de informação é bem desenvolvida com destaque no setor de automação bancário. Também, estamos nos destacando na indústria de games e várias empresas internacionais estão investindo em centros de desenvolvimento de software no Brasil. Um exemplo é a empresa alemã SAP que montou um centro de excelência na UNISINOS em São Leopoldo no Rio Grande do Sul.

    Big Data

    A tecnologia Big Data permite analisar grande volume de dados, voláteis ou não, com maior velocidade para auxiliar nas decisões de negócios. A análise de grandes volumes de dados, gerados principalmente pelas redes sociais, permite a identificação de tendências comportamentais dos consumidores e outros padrões antes impossíveis devido a restrições tecnológicas.

    Essa tecnologia já está disponível e pronta para uso. O Brasil possui uma significativa parcela de consumidores utilizando redes sociais, o que abre uma enorme oportunidade para criar novos produtos e abrir novos mercados.

    Considerando que os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) possuem alguns mercados de nicho similares ao nosso, temos uma excelente oportunidade para aumentar nossas exportações de manufaturados com inteligência, gerando maior valor agregado.

    Investimento em infraestrutura

    A falta de infraestrutura no Brasil limita nosso crescimento econômico. Precisamos melhorar a produtividade dos investimentos em infraestrutura para facilitar o comércio interno e externo, reduzindo custos e desperdícios.

    Investimentos em infraestrutura criam novos empregos e forçam a qualificação da mão de obra, permitindo maior renda dos trabalhadores e, consequentemente, maior consumo interno.

    O desafio da infraestrutura no Brasil não é apenas de investimentos e obras eficazes, mas da nossa capacidade de execução dos projetos e a operação dos serviços após a conclusão das obras. É necessário um choque de gestão, tanto no setor público como privado.

    Investimento em capital humano

    Todos os itens discutidos acima só se viabilizarão se tivermos mão de obra capacitada e com capacidade de execução.  Nesse item o Brasil tem que evoluir muito. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) que avalia a capacidade dos alunos em leitura, matemática e ciência, o Brasil figura nas últimas posições entre os países avaliados.

    Nosso desafio começa no ensino fundamental e médio que prepara mal os alunos. As deficiências são sentidas nos cursos de graduação que reduzem os níveis de exigência para evitar reprovações em massa. As Universidades estaduais e federais adotam um polêmico sistema de cotas raciais e para alunos egressos de escolas públicas. Medidas eficazes de inclusão social, porém de resultado incerto como fator de crescimento econômico e social no longo prazo.

    Cabe aqui a participação da iniciativa privada e de organizações não governamentais (ONG) para auxiliar no desenvolvimento de crianças e jovens. Um exemplo importante é a Fundação Bradesco que vem há anos se dedicando na formação de crianças, jovens e adultos.

    Algumas faculdades brasileiras participam do programa Open Courseware do MIT (Massachusetts Institute of Technology) liberando cursos online gratuitos via Internet. O portal Efagundes.com faz sua contribuição com cursos gratuitos sobre inovação, tecnologia e gestão.

    O desafio é de todos nós

    A execução dessas iniciativas é de responsabilidade de todos. Esperar que o governo tome a iniciativa é um equivoco. Resultados práticos das manifestações populares em julho de 2013 mostraram a capacidade de transformação e pressão da sociedade. A vontade popular associada com a de empresários e acadêmicos auxiliarão o legislativo e executivo a criar leis e projetos para virarmos o jogo no Brasil.