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  • Quais os custos adicionais para a implantação de Cloud Computing?

    Tarefa de casa obrigatória de qualquer CIO é avaliar a migração de sua plataforma atual para cloud computing nas três modalidades básicas: privada, pública ou hibrida. Para um correto estudo de viabilidade é preciso conhecer o TCO de cada aplicação, incluindo sua infraestrutura. Isso é necessário para evitar surpresas nos custos dos provedores de cloud e para não inviabilizar projetos que podem ter um excelente retorno de investimento. Outro ponto importante é arrumar a casa antes de migrar para a cloud, não leve os problemas atuais para o novo ambiente e depois comece a culpar o provedor por problemas de compatibilidade, desempenho e segurança.

    Segue alguns pontos a observar nas questões de custos de cloud computing:

    1. Custo de transformações das aplicações atuais para novo ambiente, incluindo desenvolvimento e manutenção;
    2. Custo de compliance com o novo ambiente. Esse custo pode ser significativo se sua atual infraestrutura e modelo de governança estiverem mascarando a ineficiência atual dos processos;
    3. Custo por falhas na implantação do ambiente de cloud computing, incluindo a indisponibilidade e adição de novos recursos para estabilizar o ambiente;
    4. Custo por licenças de software adicionais que fazem parte no novo ambiente e não eram contemplados no seu ambiente atual;
    5. Custo de redesenho, otimização e aumento da largura de banda de Internet para atender ao SLA negociado com os clientes internos e provedor de cloud;
    6. Custo de implantação de novos controles de segurança para garantir o compliance da sua organização;
    7. Custo de elaboração do contrato com o provedor de cloud que deve ter uma profunda analise jurídica para evitar problemas futuros.

    Não subestime os custos de migração para cloud computing para evitar problemas no futuro ou que inviabilizem um bom projeto.

  • Superando dificuldades para implantar cloud computing

    As questões técnicas de implantação de cloud computing foram superadas. Existem várias ferramentas que criam e gerenciam o ambiente, incluindo algumas start-up com foco exclusivo em computação em nuvem. A barreira que devemos superar agora é convencer os técnicos e executivos das empresas a migrarem suas aplicações para o novo ambiente. Existem vários mitos e algumas reais dificuldades que devem ser trabalhadas. Entretanto, só iremos conseguir superar os obstáculos desenvolvendo planos de ações objetivos e eficazes.

    A figura acima mostra os principais obstáculos para avançar em projetos de cloud computing.

    1. Forte cultura para processamento local. Ainda é forte o paradigma de alguns executivos de TI e da alta direção das empresas que o datacenter deve ficar no bunker da empresa. O fato de ver os equipamentos traz segurança para as pessoas, pois sabem que os dados e os sistemas estão ao seu alcance físico. Entretanto, isso é uma mera sensação de segurança, pois os computadores estão conectados em redes, incluindo a Internet, que oferece acesso de qualquer ponto da rede. As medidas de segurança são as mesmas aplicadas em ambientes de cloud computing, podendo ser até mais sofisticada porque os grandes datacenters têm a segurança como ponto chave de confiabilidade de suas operações e investem pesado para garantir um ambiente seguro.Para vencer essa barreira sugiro levantar casos de sucesso de outras empresas, convencer a alta direção da empresa através de resultados e projetos pilotos. É uma forma, também, das equipes de desenvolvimento e operação irem adquirem conhecimento e experiência no ambiente de cloud computing.
    2. Falta confiança. Tudo que é novo gera dúvidas e desconfianças. O pessoal de TI tem a responsabilidade de garantir a disponibilidade das aplicações e a confiabilidade e integridade dos dados. Migrar para um ambiente virtualizado com camadas de softwares adicionais aumenta a complexidade do ambiente, gerando mais pontos de falhas, e podem afetar o desempenho das aplicações. Além disso, a virtualização dos discos pode remanejar os dados para locais dispersos.As considerações são validas, porém o atual estágio das tecnologias de virtualização de processamento e disco já estão bem consolidadas. O “estilo” de processamento em nuvem usa, fundamentalmente, as tecnologias de virtualização. Desta forma, utilizar cloud computing é mais um passo a frente. Sugiro colecionar casos de sucesso internos de virtualização e de outras empresas e fazer um trabalho interno de convencimento e evangelização.
    3. Falta de padronização das APIs. Para interagir de forma eficiente com o ambiente de cloud computing para aproveitar todo o seu potencial é necessário utilizar APIs indicadas pelos provedores de serviço. Por ser um ambiente novo ainda não existe uma padronização das APIs e, consequentemente, cada instalação adota um procedimento de chamada. Em caso de migração de ambientes é necessário rever as interfaces e, provavelmente, escrever novas.As dificuldades serão maiores ou menores de acordo com a arquitetura do sistema de aplicação. Se foi construído seguindo as melhores práticas de desenvolvimento de sistemas sua arquitetura modularizada permitirá uma rápida migração.
    4. Segurança vulnerável. Essa questão envolve os aspectos típicos de segurança da informação e adiciona outra preocupação sobre o compartilhamento físico de aplicações e dados com outras empresas. Como garantir que os dados de uma empresa não compartilham o mesmo disco que o seu principal concorrente.Essa questão a Internet já resolveu a algum tempo, segregando dados de países e de grandes empresas concorrentes através de roteamento de dados inteligente. Os provedores de cloud computing estão adotando o mesmo procedimento, ou seja, não permitem que empresas concorrentes compartilhem fisicamente os ambientes. Quando as questões de segurança lógica dos dados, sempre nos sentiremos inseguros.
    5. Falta Budget para o projeto. Essa dificuldade pode ser uma real oportunidade para alavancar o uso de cloud computing. Normalmente, as despesas (OPEX) são baseadas em séries históricas e contratos vigentes. Com a manutenção assegurada do hardware e das licenças de software somos tentados a manter os equipamentos funcionando para atender demandas ad-hoc e, consequentemente, o dinheiro será gasto.Para resolver a questão de budget, sugiro redirecionar as verbas de manutenção de hardware para a contratação de máquinas virtuais. Deixe o backup dos servidores locais na nuvem. Isso deve viabilizar alguns projetos e iniciar a aquisição de experiência e conhecimento do novo ambiente.
    6. Provedores não oferecem um ambiente real de cloud computing. Como o buzzword “cloud computing” está na moda todos os provedores de serviços afirmam ter a solução. Entretanto, alguns provedores acabam hospedando as aplicações em servidores virtualizados sem algumas das funcionalidades do cloud computing, tais como pool de recursos “ilimitado”, pagamento por uso e elasticidade.Para evitar comprar gato por lebre, sugiro visitar o provedor de serviço para conhecer sua solução e avaliar sua plataforma de cloud computing.
    7. Pouco conhecimento. Por ser um ambiente novo ainda existem poucos especialistas no mercado para configurar os ambientes. A escassez de especialista impede o crescimento da adoção de novas tecnologias. Por outro lado, só se adquire experiência e conhecimento praticando.Para contornar essa dificuldade a solução é investir em treinamento do pessoal, ou seja, a mais antiga das soluções para melhorar a eficiência das organizações.
    8. Os provedores não divulgam seus problemas. Claro, ninguém gosta de expor seus problemas e fraquezas. Entretanto, uma vulnerabilidade de um provedor de cloud computing pode afetar uma ou mais empresas e o risco não estar sendo considerado pelos clientes por desconhecerem o problema. Infelizmente, pela Lei de Murphy sempre sua empresa será afetada pelo problema do provedor no momento em que você mais precisa do ambiente funcionando.Para mitigar esse problema coloque em contrato que obrigatoriedade de informes de todos os problemas do provedor sob o risco de cancelamento do contrato. Para ambientes de aplicações críticas exija a certificação SAS-70 do provedor. Isso deve garantir que os provedores adotaram medidas transparentes de comunicação.

    Resumindo, ainda existe resistência de alguns executivos para migrarem para cloud computing, porém devemos conhecer todos os problemas e inquietações e desenvolver planos robustos e eficazes para resolver os pontos em aberto. Isso é necessário, pois o cloud computing é um modelo de processamento  que traz muitos benefícios, redução de custos de processamento e contribui para a sustentabilidade ambiental.

  • Ferramenta de configuração de ambientes cloud computing

    Assisti a apresentação da ferramenta da Onapp (www.onapp.com) para configuração de ambientes para cloud computing. O software conta com as funções essenciais para a implantação de VMs (virtual machines), incluindo gerenciamento de armazenagem e hypervisor, failover automático e sistema de bilhetagem. O software suporta ambientes Linux e Windows. É possível a configuração de vários templates para acelerar a criação dos ambientes. A onapp está iniciando a comercialização do software no Brasil.

    Apesar de a solução ser orientada para provedores de hospedagem existem oportunidades para grandes datacenters de empresas.  A grande vantagem é a simplicidade do gerenciamento dos recursos através de painéis de controles muito simples e configuráveis. Acredito que esse tipo de software também será incorporado aos grandes datacenters.

  • O ITIL e o Cloud Computing

    Muitas empresas estão investindo em processos de gestão de TI baseados em ITIL. O ITIL é um modelo de gestão para TI reconhecido internacionalmente. Algumas pessoas me perguntam se com a adoção de computação em nuvem – Cloud Computing – pelas empresas o ITIL ainda será importante e se devem continuar investindo.

    O que tenho a dizer é que o ITIL passa a ser mais importante em um ambiente Cloud Computing do que em serviços prestados internamente, pois as empresas estarão comprando um serviço de terceiros para substituir um serviço interno para áreas críticas de negócios. Desta forma, a gestão interna e o controle do serviço são vitais para a manutenção dos níveis de serviço (SLA) e o ITIL pode ajudar muito nessas questões.

    Entendo que deve existir um núcleo de pessoas da empresa que gerenciem os níveis de serviços e sejam responsáveis pelo contrato com as empresas de Cloud Computing. Esse é um serviço que não pode ser terceirizado. Se não você estaria quarterizando o serviço e isso ficaria mais distante do controle da empresa para garantir seus objetivos empresariais.

    O ITIL pode ajudar na definição da estratégia de serviços alinhado com os objetivos de negócios. Lembrando que Cloud Computing não é apenas uma inovação tecnológica, ela passa a ser uma estratégia de negócios da empresa.

    O ITIL também auxilia nas definições de objetivos e níveis de serviços oferecidos pela empresa de Cloud Computing. Essas definições são fundamentais para a contratação do serviço e servem de base para a elaboração da RFP (Request-for-Proposal).

    Para a transição das aplicações para o ambiente de Cloud Computing do fornecedor é importante definir processos e controles robustos para garantir a disponibilidade e integridade do serviço e ter o mínimo de interrupção na transição. O ITIL pode ajudar na definição de atividades e nos controles da mudança.

    A empresa precisa monitorar a privacidade do processamento e as informações, a segurança, a conformidade de acesso e a disponibilidade dos serviços. Todas essas disciplinas são atendidas por processos definidos pelo ITIL.

    Outro ponto importante é o processo de melhoria contínua que deve ser desenvolvido não apenas pela empresa de Cloud Computing mas pela empresa contratante do serviço. A análise de dados, monitoração do ambiente em paralelo, pesquisas com usuários, reuniões de planejamento conjuntas com os fornecedores do serviço são pontos importantes para a eficiência do serviço.

    É importante continuar os investimentos em ITIL nas empresas para consolidar seus processos de gestão de TI e criar uma mentalidade de serviços no pessoal interno.