TI é a maior fonte de instabilidade para as profissões

Novos processos e modelos de negócio aplicando intensamente tecnologia da informação (TI) estão eclipsando a importância de certas profissões. A eBay consegue arbitrar mais de 60 milhões de disputas entre compradores e vendedores com o auxilio da tecnologia, evitando o envolvimento de advogados. As decisões sobre patentes na Suprema Corte de Justiça americana já podem ser previstas analisando o perfil de juízes, procuradores, advogados e o histórico de processos onde eles participaram. O serviço WebMD de informações médicas recebe mais de 190 milhões de consultas por mês, evitando milhares de consultas médicas tradicionais. O serviço de computação cognitiva da IBM, Watson, já é considerado um dos maiores especialistas em oncologia do planeta. O conhecimento do Watson se expande para outras áreas da medicina, permitindo que agentes de saúde possam identificar doenças em estágios iniciais, evitando a sobrecarga do sistema de saúde dos países. A massificação dos cursos online gratuitos abertos permite que milhões de pessoas tenham acesso ao conhecimento via Internet, melhorando e ampliando a qualificação das pessoas, reduz a necessidade de escolas e professores. Parece que os softwares conseguem tratar as complexidades humanas melhor que as pessoas. 

  
Entretanto, ainda precisamos de profissionais certificados e com competência legal para exercer atividades, tais como médicos e engenheiros. Porém, com o auxilio de softwares cada vez mais poderosos terão muito mais produtividade. Nesse cenário, o diferencial será o relacionamento humano.  

O grande desafio da sociedade será criar novas profissões para empregar o contingente de pessoas com a eliminação de profissões que hoje empregam milhões de trabalhadores, como atendentes de Call Center, motoristas, operários de linhas de produção, homens do campo, entre outros. Os maiores afetados são os países em desenvolvimento e pobres com mão de obra pouco qualificada. Também, profissionais com pouca afinidade com a tecnologia da informação.

Deixe um comentário