A transformação das empresas de telecomunicações

Falar que o mundo está em contínua transformação não é novidade. O estranho é que muitas pessoas e empresas (obviamente, formadas por pessoas) não percebem as mudanças e continuam a agir da mesma forma.

A Ford já declarou que não é mais uma fabricante de carros, mas uma empresa de mobilidade. A Volkswagen deve ser a principal impulsionará da estratégia da Alemanha de eliminar a produção de carros com motores a combustão até 2030, substituindo por carros elétricos.

As empresas de telecomunicações estão se transformando em empresas de mídia. A Comcast comprou a NBCUniversal por US$30 bilhões, a Verizon adquiriu o Huffington Post e o Yahoo, e agora a AT&T anunciou a compra da TimeWarner por US$85,4 bilhões, levando com isso a HBO, CNN, TNT, Carton Network entre outras.

Isso tudo acontecendo quando novos serviços como Netflix, YouTube e Amazon Prime estão atraindo jovens consumidores e o negócio de televisão por assinatura está sendo questionado devido à queda de receita de propaganda.

A AT&T, fundada em 1883 por Alexander Graham Bell, foi a maior operadora de telecomunicações dos Estados Unidos cobrindo 94% do território americano. Em 1964, lançou o primeiro satélite de comunicações, o Telsat I. Em 1984, a AT&T foi dividida por um processo de antitruste, ficando apenas com as comunicações de longa distância. Em 1994, comprou a McCay Celulares por US$11,5 bilhões, virando a AT&T Wireless. Em 1995, sua divisão de equipamento passou a chamar Lucent Technology. Empresa de computadores NCR e os serviços de comunicação continuaram como AT&T. Em 2014, a AT&T comprou a DirectTV. Em 2016, a compra da TimeWarner.

Em fevereiro de 2016, o CEO da AT&T, Randall L. Stephenson, comunicou aos seus funcionários que deveriam se adaptar aos novos tempos, ou…

Com a estratégia de mirar em mídia e aproveitar sua grande infraestrutura de telecomunicações, a AT&T se preparar para competir com os novos players, como Google, Amazon, Netflix e antigos que estão também estão em transformação, como a Disney.

O negócio de mídia é muito atrativo, mais que o negócio de data centers. A Verizon colocou à venda seu negócio de data centers em janeiro de 2016 e só agora, 10 meses depois, apareceu um interessado. O negócio deve ser fechado com a Equinix. Interessante que no mercado de data centers poucos players estão se destacando, sugerindo uma concentração em poucas grandes empresas.

Acredito que a mensagem de Stephenson vale para todos, ou se adaptam aos novos tempos, ou…

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Eduardo Fagundes

Eduardo Fagundes é um empreendedor polivalente, pesquisador e professor de tecnologias emergentes e negócios sustentáveis. Desenvolve projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) na área de inteligência artificial e automação na Universidade Mackenzie. Professor de estratégias de negócios sustentáveis no MBA da FIAP. Professor dos cursos de pós-graduação de Big Data e Governança de TI da Universidade Mackenzie. Lidera projetos de infraestrutura e governança de Data Centers. Desenvolveu e ministra o curso online e projetos de Cidades Inteligentes. Atua como external advisor em projetos de tecnologias emergentes (ex. IoT e Smart Cities) em consultorias de renome internacional. Como engenheiro, desenvolve projetos de eficiência energética e geração distribuída. Palestrante em congressos nacionais e internacionais. Escreveu o livro “Como Ingressar nos Negócios Digitais” em parceria com o SEBRAE. Foi gerente de TI da Ford Motor Company na América do Sul e CIO da AES Brasil, controladora da AES Eletropaulo e AES Tietê. Desenvolveu projetos na Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Índia, Inglaterra e Itália. Fundou três startups.
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