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  • Como as redes MPLS podem ajudar na migração para Cloud Computing?

    Por definição Cloud Computing é serviço de processamento escalável, elástico, padronizado, compartilhado entre vários clientes, pagos por demanda e acessados através da Internet. Serviços como da AWS (Amazon), Azure (Microsoft), SoftLayer (IBM), Google, Verizon, Equinix, Locaweb entre outros oferecem serviços de computação na nuvem. Por parte dos clientes existem ainda muitas dúvidas e receios para a migração de ambientes dedicados (on-premise) para ambientes de nuvem, incluindo investimentos de conversão de sistemas legados, segurança e desempenho da Internet (principalmente no Brasil). Neste contexto, as redes MPLS podem resolver dois problemas: segurança e desempenho de rede.

    O MPLS, Multi Protocol Label Switching, é um mecanismo de transporte de dados por comutação de pacotes. O encaminhamento dos pacotes é baseada em rótulos (labels) que funciona com a adição de um rótulo nos pacotes de tráfego na entrada dos roteadores de borda, usando esse label para todo o encaminhamento dos pacotes na rede, independente do seu protocolo de nível 3 do modelo OSI. A grande vantagem do MPLS é a possibilidade de criação de redes virtuais privadas garantindo isolamento completo do tráfego de um cliente e a configuração do QoS (Quality of Service) para priorizar o tráfego de aplicações críticas.

    Com essas características as operadoras que utilizam MPLS oferecem serviços diferenciados para transporte multimídia (voz, vídeo e dados) e serviços dedicados a aplicações críticas garantidas pela aplicação do QoS. Por exemplo, priorização de tráfego para vídeo conferência e voz, priorização de tráfego para aplicações para ERPs. Como o MPLS é uma rede fechada, isolada da Internet, fica menos exposta a ataques cibernéticos, como DoS (Denial of Service).

    Em uma configuração de Cloud Computing usando redes MPLS a redundância da rede pode ser realizada através da Internet para os escritórios da empresa e principais canais de vendas e, como principal canal de comunicação para clientes e fornecedores.

    Cloud-Computing-MPLS

  • Nuvem híbrida a arma da Microsoft e IBM contra a Amazon e Google

    A Amazon Web Services (AWS) e a Google utilizam suas próprias infraestruturas de data centers para vender serviços para Cloud Computing para o mercado. Com preços extremamente atrativos e pioneiros no mercado obtiveram vantagens competitivas sobre os tradicionais fornecedores de ambientes de processamento on-premise, como a Microsoft e IBM.

    Tanto a Microsoft com o Azure e a IBM com as aquisições da Softlayer e a liberação de serviços do seu supercomputador Watson estão correndo atrás da AWS e Google. Entretanto, tanto IBM como Microsoft têm uma vantagem nessa briga. Ambas, conseguem oferecer serviços de nuvem híbrida. Essa facilidade pode ser a chave para a migração das grandes empresas para a nuvem.

    A Microsoft anunciou o Azure Stack que permite que os clientes possam ter as facilidades da nuvem em suas próprias instalações, facilitando a migração para um ambiente externo de computação em nuvem.

    A IBM há anos oferece serviços de outsourcing de TI, incluindo a hospedagem dos sistemas de seus clientes em seus data centers. Ou seja, conhece muito bem as características e necessidades dos seus clientes. Isso oferece uma grande vantagem competitiva para a migração para a nuvem. Alias, a IBM tem muito mais conhecimento para isso que seus próprios clientes.

    A SAP e Oracle também estão indo na mesma linha da Microsoft e IBM, entretanto, muitas soluções SAP e Oracle usam a plataforma da Microsoft e IBM. A Amazon Web Services (AWS) e a SAP estão trabalhando juntas para oferecer às empresas diversas soluções para migrar e implantar aplicações empresariais na nuvem AWS. Ou seja, a SAP e a Oracle jogam nos dois lados.

    Nesse cenário, parece que as empresas tradicionais que desejam migrar para a nuvem têm bons parceiros e tradicionais parceiros de tecnologia. Para as empresas que já nasceram no mundo Cloud Computing, a AWS e Google são os parceiros naturais.

    E as outras empresas de serviços de data centers? Essas terão que se diferenciar pelos serviços, especialização, flexibilidade e empatia com os clientes. No final do dia, existe existe mercado para todos, a questão é identificar os nichos de mercados e se antecipar na identificação das oportunidades.

  • Cloud Computing e as auditorias

    Já parou para pensar no impacto nos serviços de auditoria com os sistemas usando Cloud Computing? O fornecedor dos serviços é que deve ter o ônus de contratar as auditorias, reduzindo os custos das empresas. Isso permite organizações mais enxutas, melhorando vários indicativos de desempenho das empresas. Por outro lado, será requerido das auditorias muito mais especialização.

    Quem contrata serviços na modalidade SaaS (Software as a Service) e PaaS (Platform as a Service) e IaaS (Infrastructure as a Service) deve exigir dos fornecedores a contratação de empresas de auditoria de excelente reputação técnica para a validação dos processos e infraestrutura. Embora, os bons fornecedores já o fazem porque isso é o seu “core business” e garantia de continuidade e crescimento. Uma única falha pode destruir completamente o negócio.

    Isso também vale para os desenvolvedores de software que devem adotar metodologias eficientes e robustas a prova de auditorias. Novamente, o ônus dos custos das auditorias devem ser dos fornecedores.

    Com a redução das áreas de sistemas e data centers haverá uma redução do número de projetos de auditorias e, conseqüentemente, a redução do numero de especialistas em auditoria técnica, acompanhando a acomodação do numero de analistas de sistemas nas empresas.

    Se esse cenário se concretizar teremos processos de negócio mais eficientes e robustos com uma forte redução de custos para as empresas.

    Como sempre, o mercado fará a seleção natural das melhores empresas e profissionais.

  • Segurança da Informação nas Pequenas e Médias Empresa é disruptiva

    As práticas que as pequenas e médias (PME) adotam para suas informações podem ser disruptivas para as grandes empresas. A tendência é que as PME adotem cada vez mais soluções SaaS (Software as a Services) para gerenciar suas informações. Não tem o menor sentido investirem em soluções locais e dedicadas de gestão da informação quando estão disponíveis no mercado soluções robustas operadas por grandes fornecedores de sistemas de informação, tais como SAP, Microsoft, Totovs, Google ente outras. Essas soluções em ambiente Cloud Computing trazem muito mais segurança que as soluções locais, pelo simples fato que esse é o negócio dos fornecedores de software.

    O que vemos nas grandes empresas são investimentos cada vez maiores em segurança da informação e processos de governança de TI. Quando mais processos, mais burocracia interna. Cada vez que uma auditoria interna ou externa detecta uma falha nos processos, novos controles internos são implantados. Isso torna a operação do negócio complexa e cara. No tempo, podemos comparar os procedimentos internos das grandes empresas ao conjunto de leis de países ineficientes.

    A questão é se concentrar no que é mais importante. No final do dia, o que as empresas precisam controlar é o acesso às informações por pessoas autorizadas, dentro do conceito “Need to Know”. Cada funcionário deve ter acesso aquelas informações que são necessárias para a execução de suas atividades dentro da empresa. Quando mudam de posição seus acessos devem ser reconfigurados.

    Resumindo, as práticas adotadas pelas PMEs de gestão da informação em ambientes Cloud Computing são disruptivas para as grandes empresas. Para as grandes empresas soluções SaaS são fatores de eficiência, redução da burocracia e aumento da margem de lucro. O maior desafio é mudança de paradigma dos executivos das grandes empresas. Para empresas familiares é uma opção. Para as empresas de capital aberto uma questão de respeito com dinheiro dos acionistas.