Tecnologia e sofisticadas técnicas de gestão de projeto ajudam, mas não fazem a diferença na entrega do produto final

Na lista de livros de administração mais vendidos da Livraria Cultura, dois livros sobre gestão de projetos aparecem nas seis primeiras posições. No meu primeiro contato com gestão de projetos, ainda na escola de engenharia, me questionava como os egípcios conseguiram construir grandes obras de engenharia civil, entre elas as pirâmides sem PERT/CPM, técnica usada pelos americanos no desenvolvimento dos submarinos nucleares Polaris, em 1957. Depois, me intrigava como gerenciavam sem os softwares Primavera (agora da Oracle) ou Project da Microsoft. Agora, com as redes sociais e softwares de gestão de portfólio continuo com a dúvida. Visitei o Egito para ver as pirâmides e fiquei ainda mais impressionado com as maravilhosas mesquitas e suas colossais cúpulas. A pergunta que faço é qual o impacto da evolução tecnológica e das novas técnicas de gestão de projetos para aumentar a satisfação dos Stakeholders, entregando projetos no prazo, no orçamento e na qualidade prometida?

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As pirâmides eram a pousada eterna dos faraós e nada era mais importante para eles que continuar com uma vida próspera depois da morte. Os arquitetos das pirâmides sabiam que seriam enterrados na pirâmide junto com o faraó quando morresse. Os feitores dos operários e dos escravos tinham privilégios durante a construção da pirâmide. Baseado na expectativa de vida do faraó existia um prazo para concluir a construção. Quem falhasse no trabalho tinha penalidades severas podendo perder a própria vida. Ou seja, todos estavam envolvidos no projeto e suas vidas e, segundo a crença na época, até depois da morte.

Fico admirado em observar que muitos executivos delegam as tarefas de gestão a gerentes de projetos, acreditando que o projeto se auto realiza sem sua presença e apoio, apenas usando técnicas de monitoramento ou softwares de gestão. Vejo que alguns gerentes enxergam o gerenciamento de projeto como um fim e não como um meio para atingir os objetivos. Gráficos bem elaborados e intermináveis reuniões para justificar atrasos e necessidade de mais recursos são comuns. O máximo que pode acontecer é a demissão de alguns membros do projeto e uma frustrante justificativa para os acionistas ou proprietário da empresa que o projeto atrasou e que medidas severas foram tomadas de recuperação que, infelizmente, aumentaram o custo do projeto e seu prazo de entrega.

Se compararmos os projetos corporativos e a construção das pirâmides podemos encontrar os principais pontos de uma gestão eficiente de projetos. Sem dúvida, a mais importante é a liderança e o comprometimento do dono do projeto. O segundo, é que o projeto fazia sentido para os principais assessores do faraó, pois afinal eles seriam enterrados vivos na pirâmide. Para os artesões e escravos o bom trabalho representava uma vida mais tranquila e sabiam que em caso de falha pagariam com a própria vida. Por último, como a construção era a principal obra do faraó não faltavam recursos financeiros e humanos para completar o projeto.

Resumindo, o sucesso de um projeto depende da forte liderança e comprometimento do dono do projeto, que o projeto faça sentido para quem trabalha nele e que existam recursos suficientes para executá-lo. Ou seja, tecnologia e sofisticadas técnicas de gestão de projeto ajudam, mas não fazem a diferença na entrega do produto final.

O conflito entre a inovação e os modelos de governança atuais

Não existem dúvidas que as redes sociais na Internet transformaram a sociedade. A opinião pública é formada por pessoas de diferentes classes sociais e níveis de instrução. Antigos formadores de opiniões, como a mídia (jornais, radio e televisão), perderam o poder devido a conexão das pessoas via aplicativos móveis como o Twitter, Facebook e Instagram. Uma notícia tendenciosa é rapidamente neutralizada pelos comentários dos internautas. Essa rede social distribuída provoca mudanças de opiniões e comportamento das pessoas de forma imprevisível.

Uma empresa que não se adapta a essa dinâmica dos consumidores acaba perdendo competitividade e espaço no mercado.

A inovação alinha produtos e serviços as expectativas dos consumidores. Por outro lado, as organizações entendem que eficiência é quando se consegue repetir uma tarefa com disciplina e com a menor quantidade de recursos possível. Para isso implantam processos rígidos e que já funcionaram em outros lugares, melhor ainda se forem padrões internacionais como as normas ISO, Cobit, ITIL, TIA e tantos outros cultuados por aqueles que querem centralizar o poder.

Os processos gerados a partir desses modelos impõem tantas restrições que desmotivam e pune quem deseja inovar. Apesar dos modelos não descreverem as instruções de trconsumidores.rocessos exigem práticas estruturadas que embutem restrições e falta de flexibilidade para auto regulação da gestão a partir das transformações do comportamento do mercado provocado pelas redes sociais e conjuntura social, política e econômica.

O ponto chave nessa discussão é em que situação teremos mais lucratividade e satisfação dos clientes para garantir a sustentabilidade da empresa no mercado. No limite, o que prejudica a imagem e a rentabilidade das organizações é a falta de controle.

Os processos são implantados para melhorar os controles e poder trabalhar com pessoas menos qualificadas para reduzir custos e aumentar a qualidade e produtividade. Entretanto, se esses processos engessarem a empresa de nada adianta qualidade e produtividade se não houverem clientes para comprar os produtos.

O desafio é criar um modelo de gestão que controle os resultados de qualidade, produtividade, satisfação dos clientes e lucratividade a partir da auto regulação das práticas desenvolvidas por quem executa as tarefas. Isso envolve mudanças de paradigmas e modelo de negócio das organizações. Um tremenda desafio. 

O IoT transformando o negócio de seguros

Imagine sua casa ser monitorada 24 horas por dia pela sua empresa de seguro e voce ser avisado se um eletrodoméstico começar a apresentar defeito e com potencial de colocar sua casa em risco. Ainda, se a empresa de seguro monitorar como você está dirigindo e avisa-lo se continuar a dirigir fora do padrão do contrato você poderá perder pontos e tornar o seguro mais caro. Pois é, 78% dos entrevistados em uma pesquisa divulgada pela Accenture aceitariam ser monitorados para reduzir o preço do seguro.

A previsão é que em 2018 existam cerca de 9 bilhões de dispositivos IoT conectados no mundo fazendo os mais variados controles. Um mercado de trilhões de dólares nos próximos anos.

Na área médica, os planos de saúde poderão monitorar os segurados para avaliar constantemente seu estado de saúde e avaliar sua atividade física e alimentação. Se os seus hábitos forem prejudiciais a saúde você recebe alertas para corrigi-los e recomendar outros comportamentos. Essa opção é muito interessante para pessoas com doenças crônicas que devem ser monitoradas para prevenir e emitir alertas em casos de emergência.

Voltando a pesquisa, o elevado percentual de aceitação pela monitoração de seus ativos e comportamento pessoal mostra que as pessoas estão cada vez mais dispostas a compartilhar sua vida com outras pessoas e empresas quando existem benefícios, ficando a privacidade em segundo plano.

Essa tendência mostra que podemos desenvolver outros negócios com IoT, transformando o comportamento das pessoas.

Vamos dar asas a imaginação.

Como as redes MPLS podem ajudar na migração para Cloud Computing?

Por definição Cloud Computing é serviço de processamento escalável, elástico, padronizado, compartilhado entre vários clientes, pagos por demanda e acessados através da Internet. Serviços como da AWS (Amazon), Azure (Microsoft), SoftLayer (IBM), Google, Verizon, Equinix, Locaweb entre outros oferecem serviços de computação na nuvem. Por parte dos clientes existem ainda muitas dúvidas e receios para a migração de ambientes dedicados (on-premise) para ambientes de nuvem, incluindo investimentos de conversão de sistemas legados, segurança e desempenho da Internet (principalmente no Brasil). Neste contexto, as redes MPLS podem resolver dois problemas: segurança e desempenho de rede.

O MPLS, Multi Protocol Label Switching, é um mecanismo de transporte de dados por comutação de pacotes. O encaminhamento dos pacotes é baseada em rótulos (labels) que funciona com a adição de um rótulo nos pacotes de tráfego na entrada dos roteadores de borda, usando esse label para todo o encaminhamento dos pacotes na rede, independente do seu protocolo de nível 3 do modelo OSI. A grande vantagem do MPLS é a possibilidade de criação de redes virtuais privadas garantindo isolamento completo do tráfego de um cliente e a configuração do QoS (Quality of Service) para priorizar o tráfego de aplicações críticas.

Com essas características as operadoras que utilizam MPLS oferecem serviços diferenciados para transporte multimídia (voz, vídeo e dados) e serviços dedicados a aplicações críticas garantidas pela aplicação do QoS. Por exemplo, priorização de tráfego para vídeo conferência e voz, priorização de tráfego para aplicações para ERPs. Como o MPLS é uma rede fechada, isolada da Internet, fica menos exposta a ataques cibernéticos, como DoS (Denial of Service).

Em uma configuração de Cloud Computing usando redes MPLS a redundância da rede pode ser realizada através da Internet para os escritórios da empresa e principais canais de vendas e, como principal canal de comunicação para clientes e fornecedores.

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A Convergência da IT e OT (Operational Technology)

As tecnologias de Big Data e Internet of Things (IoT) transformarão o chão de fábrica e a operação das empresas. O Big Data é capaz de integrar sistemas proprietários SCADA, software de monitoração e supervisão de controladores remotos, e permitir análises e correção de erros em tempo real (self-healing). Os sistemas proprietários serão substituídos por dispositivos IoT que enviarão dados em intervalos de milissegundos para análise em tempo real usando Big Data. Essas tecnologias, associadas às tecnologias de comunicação de dados, permitirão o controle total das operações de uma empresa.

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Não existem dúvidas que os sistemas corporativos (ERP) irão migrar para ambientes de computação em nuvem (Cloud Computing). Os próprios fornecedores de software para ERP estão migrando seus ambientes para Cloud Computing e criando novos serviços para assegurar sua robustez e alta disponibilidade, o MCaaS, Managed Cloud as a Services. A SAP está certificando vários parceiros para operar os sistemas em Cloud Computing para seus clientes. Esses sistemas poderão ser executados em qualquer data center, com segurança, utilizando as melhores práticas de gestão, incluindo planos de contingência (DRP).

Entretanto, operar em tempo real processos complexos de manufatura do chão de fábrica requer proximidade do processamento e uma rede local confiável, redundante e sem latência. Por maior que tenham sido os avanços na área de telecomunicações, ainda existem pontos de vulnerabilidade importantes quando analisamos uma WAN (Wide Area Network), uma rede de longa distância. Como, por exemplo, o rompimento de uma fibra ou falha em um equipamento crítico de rede.

Neste contexto, os data center industriais localizados dentro das plantas de manufatura ou de centros de distribuição são componentes chaves para a eficiência e operação dos processos. Arisco dizer que a complexidade da sua arquitetura e de seus sistemas são maiores que dos ambientes de sistemas corporativos.

Em sistemas de missão-crítica, como os sistemas de chão de fábrica (shop-floor), não existe margem para erros. Uma transação com defeito pode danificar os produtos ou colocar a vida de trabalhadores em risco. Se o dispositivo de controle de pressão de uma caldeira não for acionado corretamente existe o risco de explosão.

A complexidade das plantas de manufatura e a necessidade de operação ininterrupta (24×7) exigem processos altamente automatizados, sem interferência humana. Esse ambiente de processamento requer profissionais com profundos conhecimentos de processos de manufatura, engenharia de produto, robótica, automação, arquitetura de sistemas de missão-crítica e data centers industriais. O que difere da formação tradicional de programadores e analistas de sistemas, normalmente, orientados a processos corporativos.

Essa necessidade acabou criando outra organização de TI dentro da empresa, conhecida como OT (Operational Technology), muitas vezes não reconhecida pela TI Corporativa e vista como uma organização paralela e não oficial. Entretanto, acordos de convivência entre IT e OT sempre funcionaram, pois a OT era quase que apartada da TI corporativa.

Entretanto, o cenário agora mudou. A OT precisa adotar práticas de segurança cibernéticas mais sofisticas devido a alta automação dos processos e tem que adotar tecnologias de Big Data, IoT e ferramentas analíticas sofisticadas para análise de dados em tempo real. Por outro lado, as informações do chão de fábrica em tempo real são essencial para a TI Corporativa no relacionamento com clientes e processos de logística.

Esse é o momento da integração da IT/OT nas organizações. Essa integração construíra sistemas de monitoração e controle sofisticados como o apresentado na figura abaixo, com a integração de sistemas SCADA e de dispositivos IoT em Big Data para análise em tempo real. A metodologia de melhoria contínua Six-Sigma assume um novo patamar, sendo possível o uso de grandes quantidades de dados para suas análises e definição de novos processos.

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A convergência de IT/OT trás novas e amplas possibilidades de inovação, eficiência organizacional, redução de custos e satisfação dos clientes.

Um componente novo nesse ambiente é a autoprodução de energia a partir de fontes renováveis. Os custos e a escassez de energia para atender as demandas das fábricas e, ao mesmo, tempo reduzir as emissões de gases do efeito estufa está viabilizando a construção de plantas de geração exclusivas para atender as fábricas e outros prédios das empresas. Como fez o grupo Honda que criou a Honda Energy do Brasil, investindo R$100 milhões em um parque eólico de 27MW em Xangri-Lá (RS) para abastecer sua fábrica no Sumaré e reduzindo a emissão de 2,2 mil toneladas de CO2 por ano (veja a foto abaixo). A energia é gerada no Rio Grande do Sul e através das linhas de transmissão do sistema integrado brasileiro chega até São Paulo.

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Trabalhei durante 20 anos na indústria automobilística na área de TI e nos últimos 10 anos dedicados à indústria de energia. Sou professor de Big Data, Engenharia de Software e Gestão de Risco na pós-graduação da Universidade Mackenzie (SP) e professor de Projetos de Socioambientais do MBA da FIAP (SP). Como consultor, trabalho em projetos de IT/TO usando os conceitos e tecnologias apresentadas neste artigo.

A guerra do marketing dos certificados dos Data Centers

Acompanhei uma discussão no Linkedin sobre certificações de data centers pelo Uptime Institute. A discussão começou com um post de um grande player do mercado relatando à conquista de certificados Tier III em dois de seus data centers no Brasil. A discussão avançou com um participante dizendo que outro player também tinha dois data centers certificados. Teve uma replica dizendo que a certificação do primeiro era para Cloud Computing e não serviços de Colocation. Outro post comparou o investimento de R$100 milhões de um data center Tier III contra R$3,3 bilhões de um data center Tier IV, citando o caso do novo data center do Itaú em Mogi Mirim.

Durante a leitura dos posts, lembrei que quando comecei a trabalhar com data centers, há muitos anos atrás, era proibido colocar placas de identificação de data centers, para não facilitar a ação de pessoas de má fé. Hoje, com a ajuda do pessoal de marketing e do Google Maps conseguimos ter acesso a muitas informações críticas, incluindo a localização dos geradores de energia, tanques de combustível, subestação de energia, etc.

Apenas para lembrar, o Uptime Institute tem duas formas de certificação: (1) Design Documents; e, (2) Constructed Facility. Essas certificações referem-se apenas à topologia física da infraestrutura que impacta, diretamente, no ambiente computacional. Existem quatro níveis de certificação: (1) Tier IV – infraestrutura local tolerante a falhas com disponibilidade de 99,995%; (2) Tier III – infraestrutura local paralelamente sustentável com disponibilidade de 99,982%; (3) Tier II – infraestrutura local com componentes redundantes com disponibilidade de 99,741%; e, (4) Tier I – infraestrutura local básica com disponibilidade de 99,671%.

Entretanto, a certificação que considero mais relevante é de sustentabilidade operacional do Uptime Institute. Essa certificação avalia a gestão e operações (como qualificação do pessoal, programas de manutenção, presença de pessoal, por exemplo), construção com características adicionais e, localização do site (por exemplo, inundações, corredores de transporte, etc.).

O único site com certificação de sustentabilidade operacional pelo Uptime Institute no Brasil é o data center da Telefônica/Vivo em Santana de Parnaíba, na Av. Marcos Penteado de Ulhôa Rodrigues, atrás da Sky TV, no lado da Plural Indústria Gráfica (onde é impresso o jornal Folha de São Paulo). Também dividido apenas pelo muro da gráfica, fica localizado o novo data center da BM&F Bovespa, classificado como Tier III Certification of Design. Veja a foto abaixo.

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Instalar dois data centers de missão crítica no lado de uma gráfica que processa toneladas de papel diariamente e que mantem estocados toneladas de tinta e outros componentes altamente inflamáveis é no mínimo curioso. Um eventual incêndio na gráfica, paralisaria complemente a região, impedindo inclusive o reabastecimento dos tanques de combustível dos dois data centers, por questões do bloqueio do trânsito e riscos devido ao calor irradiado do incêndio. Comento isso por experiência própria em um incêndio na área de pintura da linha de produção que ficava próxima do data center na planta da Volkswagen (na época da Autolatina) na Rodovia Anchieta. Tivemos que acionar o plano de contingência e desativar o data center devido ao calor, riscos de explosões e dificuldade de acesso ao prédio.

A exposição das certificações dos data centers na mídia para marketing, tanto da entidade certificadora como das empresas, aguça o apetite dos crakers e se tornam alvo de mais ataques cibernéticos. Entramos na mesma questão de quais arquivos criptografar nas empresas. Melhor criptografar todos, evitando a sinalização de quais arquivos são mais importantes.

Outra questão que considero importante avaliar é a concentração de data centers em determinadas regiões, tipo na cidade de São Paulo, Barueri e região de Campinas. Veja o post  http://efagundes.com/blog/o-risco-de-concentrar-data-centers-em-grandes-cidades/.

Confesso que selos de certificação não me impressionam.  Nos bastidores existe uma disputa entre o Uptime Institute e a Associação das Indústrias de Telecomunicações (TIA) com sua norma TIA 942, com algumas trocas polidas de opiniões. Nas seleções de serviços de data centers que fiz ao longo dos anos, inclusive internacionais, sempre fui atrás dos detalhes e evidências que comprovassem os processos e infraestrutura que suportam as certificações.

Em minha opinião é necessário identificar a real necessidade da infraestrutura e processos dos data centers para as operações da sua empresa e esquecer as certificações. Dá mais trabalho, porém você terá a certeza que está contratando um serviço adequado a sua empresa com mais opções de fornecedores para contratação e maiores oportunidades de redução de custos.

Lista dos data center certificados pelo Uptime Institute no Brasil em 16/7/2015.

Company Data Center Name Data Center Location Tier Certification
Telefonica VIVO Data Center Tambore Sao Paulo, Sao Paulo Tier III Gold Certification of Operational Sustainability
Brasil Tier III Certification of Constructed Facility
Tier III Certification of Design Documents
Banco Santander Brasil S/A Centro Tecnológico Campinas – DC2 Sao Paulo, Tier IV Certification of Constructed Facility
Brasil Tier IV Certification of Design Documents
Banco Santander Brasil S/A Centro Tecnológico Campinas – DC1 Sao Paulo, Tier IV Certification of Constructed Facility
Brasil Tier IV Certification of Design Documents
EQUINIX Brasil Site Tambore – SP2, Phase 3 Barueri, Sao Paulo Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Ascenty Data Centers Locação E Serviço LTDA Ascenty DC Fortaleza Fortaleza, Ceara Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo DATA CENTER – DCMPF – TJES Vitoria, Espirito Santo Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Itau Unibanco Centro Tecnologico Mogi Mirim-DC2 Sao Paulo, Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Itau Unibanco Centro Tecnologico Mogi Mirim-DC1 Sao Paulo, Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
VIVO S.A. Data Center Tambore Sao Paulo, SP Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Matrix Data Center DC Matrix 1 Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Getnet Tecnologia Getnet Campo Bom Campo Bom, Rio Grande do Sul Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Ascenty Data Centers Locação E Serviço LTDA Ascenty DC Jundiai Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Oi Cyber Data Center Data Center SIG – Brasília – DF Brasília, Distrito Federal Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Governo do Estado do Parana CELEPAR Data Center Curitiba, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
ALOG Data Centers do Brasil Rio de Janeiro – Site RJ2 Rio de Janeiro, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
CSU CSU.ITS Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
BM&F BOVESPA S.A. DATA CENTER BM&F BOVESPA Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
CODEMIG Data Center da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais Belo Horizante, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
CODEMIG DC PRODEMGE – Tecnologia Belo Horizonte, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Ascenty Data Centers Locação E Serviço LTDA Ascenty DC Campinas Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Embratel Data Center Embratel Lapa Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Globo.com Globo.com Datacenter Rio de Janeiro, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Petrobras CIPD Centro Integrado de Processamento de Dados Rio de Janeiro, Rio de Janeiro Tier III Certification of Design Documents
Brasil
T-Systems Brazil T-Center Barueri, Sao Paulo Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Ativas Data Center Belo Horizonte, MG Belo Horizonte, Minas Gerais Tier III Certification of Design Documents
Brasil

Digitalize seu produto: transforme átomos em bits e ganhe competitividade

Tem sucesso no mercado os produtos e serviços que levam facilidade e suprem as necessidades dos consumidores. Com a expansão do uso de smartphones e acesso a Internet móvel, é possível colocar produtos e serviços ao alcance dos consumidores a qualquer momento em qualquer lugar. Não é necessário mudar o produto físico (formado por átomos), você pode desenvolver um novo modelo de negócios agregando um novo atributo de valor ao produto de forma digital (os bits). Desta forma, você pode transformar qualquer produto formado por átomos em bits, oferecendo como serviço de forma virtual e escalável.

Você pode achar, no primeiro momento, que existem produto que é impossível transformá-los em bits. Por exemplo, automóveis. Vamos pensar. Quais os principais atributos de valores de um carro: transportar pessoas e encomendas de um ponto físico a outro, com segurança e conforto. Para atender essas necessidades o consumidor não precisa, necessariamente, comprar um carro. Ele pode contratar um taxi. Porém, existe outro atributo de valor importante, o prazer do motorista em dirigir um determinado carro. Ele pode alugar um carro. Entretanto, para reunir esses atributos de valores, o consumidor precisa se deslocar até uma agência de aluguel de carros, entrar em uma fila, apresentar documentos e retirar o carro, além de ter que devolvê-lo no final do período contratado em um local definido pela agência. Agora imagine a situação onde o consumidor, cadastrado em uma agência virtual de aluguel de carros, identifica um carro da empresa próximo via GPS, solicita via smartphone uma senha de acesso ao carro, dirige durante um determinado período, estaciona o carro em algum lugar próximo ao seu último destino e conclui a transação. Melhor ainda, só é cobrado pelo tempo que utilizou o carro. Esse novo modelo de negócios, chamado de car sharing, já existe e está atraindo muitos consumidores, como o serviço Zipcar nos Estados Unidos. As montadoras de carros já identificaram que esse novo comportamento dos consumidores irá transformar a indústria automotiva nos próximos anos. Além do uso crescente de bicicletas com a criação de bairros inteligentes, onde as pessoas trabalham próximo de onde moram com uma completa infraestrutura de comércio, escolas, hospitais e lazer.

Outro exemplo é a completa substituição dos mapas de cidades e rodovias pelos aplicativos de mapas em smartphones, onde destruiu o emergente negócio dos aparelhos de localização dedicados, os GPS. A vantagem do uso de serviços como o Wise e Google Maps é a interatividade em tempo real, permitindo a reprogramação de rotas dependendo das informações dos próprios usuários do serviço.

A figura abaixo mostra a matriz de produto-canal versus físico-virtual. O desafio é desenvolver produtos ou modelos de negócios que virtualize os produtos utilizando um canal virtual. Isso pode ser mais fácil que você imagine.

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Lembre-se que o consumidor compra alguma coisa para atender uma necessidade, virtualizar pode significar “emprestar” algo para atender uma necessidade momentânea. Isso significa a possibilidade de “vender” várias vezes um único produto físico. Tem gente que aluga iphone para as pessoas mostrarem nas baladas noturnas. As possibilidades são infinitas. Digitalize-se.

A falta de governança pessoal reflete o mau desempenho dos negócios

Governança é um conjunto de práticas, regulamentos, processo de decisão, costumes, ideias que mostram a maneira pela qual algo é dirigido ou administrado. Em um governo, a governança é maneira pela qual o poder é exercido na administração dos recursos sociais e econômicos de um país visando seu desenvolvimento, e a capacidade de planejar, formular e programar políticas e cumprir funções. A governança corporativa nas empresas é o conjunto de processos, orientados pelos regulamentos e ideias, que mostram como a organização é dirigida. A governança de TI é um conjunto de práticas adotadas pelos profissionais de TI para garantir controles efetivos e para ampliar os processos de segurança e desempenho. Entretanto, pouco se comenta sobre a governança pessoal na qual envolve o planejamento, as ações, costumes e ideias de um indivíduo. Acredito que a falta da governança pessoal influencia, diretamente, no mau desempenho dos negócios, por um simples motivo, quem não consegue ter seu próprio planejamento de vida, fundamentos sólidos, ideias próprias, autoconhecimento e espiritualidade, não consegue definir, implantar e seguir a governança no governo, na empresa ou em TI.

Pergunte-se a si mesmo, quais são seus pontos fortes, pontos fracos, as oportunidades que estão a sua volta e ameaças para não ter sucesso nos seu trabalho ou empreendimento? Ou seja, o clássico SWOT. Conhecendo esses pontos (sem enganar a si próprio) você tem um plano para superar as fraquezas e as ameaças, e melhorar ainda mais seus pontos fortes e pegar as melhores oportunidades que estão ao seu redor?

Já parou para pensar qual o real valor que você oferece para a sua organização? Está claro quem são seus clientes e qual a melhor forma de se relacionar com eles? As atividades e os recursos que você tem a sua disposição estão sendo utilizados da melhor maneira possível? O seu relacionamento com seus parceiros de negócios internos ou externos são apropriados? O investimento que você fez no seu MBA (ou que ainda fará) teve o retorno do investimento que foi projetado? Você fez alguma coisa para garantir que esse retorno acontecesse?

Se você respondeu não ou teve dúvidas em alguma dessas perguntas você deve rever sua governança pessoal. Antes de você buscar um coaching profissional, acredite na sua capacidade de virar o jogo com a ajuda de colegas e amigos. A busca precipitada de ajuda profissional pode demonstrar que você não tem maturidade suficiente para dirigir algo importante, uma vez que você não consegue nem dirigir a sua própria vida.

Uma regra de ouro é que são apenas os verdadeiros amigos que irão te dizer a verdade, por mais dura que seja. Desta forma, saiba quem são seus melhores amigos. Provavelmente, a lista não ultrapasse os dedos das duas mãos, incluindo a sua própria família. Pergunte a eles quais são seus pontos fortes e suas fraquezas. Questione-os sobre seu comportamento, ideias e costumes. Procure ideias para melhorar.

Outra fonte de pesquisa importante são seus colegas e seus superiores no trabalho, incluindo as pessoas nas quais você presta serviço dentro da empresa. Não espere, passivamente, por uma avaliação formal. Questione-os sempre que tiver oportunidade, principalmente, logo depois que você concluiu uma atividade ou tomou uma decisão por conta própria.

Outra regra de ouro: escreva tudo e resuma seus objetivos em uma única folha e revise todos os dias para não se desviar do seu rumo.

A próxima etapa é saber se a organização que você trabalha está em linha com seus objetivos. Você pode estar em uma ótima empresa, porém fazendo coisas que não contribuem para alcançar seus objetivos. Procure influenciar seus superiores para trocar de posição. Caso não consiga, troque de emprego.

Se você estiver exercendo uma atividade em linha com seus objetivos, além de você ganhar a empresa ganha. Uma empresa de alta performance é aquela que tem colaboradores que conseguem realizar seus objetivos pessoais melhorando o desempenho da empresa.

Bancos: os dois lados da moeda tecnológica

O CIAB 2015, congresso e exposição do setor bancário, mostrou novas tecnologias de informação para o setor. Novos equipamentos e softwares, além dos tradicionais serviços de outsourcing. Sem dúvida, os bancos oferecem serviços modernos aos seus clientes, como aplicações móveis e sistemas de acesso mais seguros. Entretanto, se olharmos o núcleo dos principais sistemas de informação encontramos antigos programas COBOL executando em mainframes com tecnologias ultrapassadas e limitadas. Para atender as expectativas dos clientes com aplicações modernas é necessários construir sistemas satélites integrados aos sistemas legados através de vários tipos de conectores de software ou acesso direto as bases de dados nos mainframes. Essa fragmentação de sistemas aumenta o risco de inconsistência das informações.

Os bancos têm um gigantesco desafio para migrar seus sistemas legados para novas tecnologias da informação. O risco da mudança e o investimento são muito altos, fazendo que constantemente os projetos sejam adiados. O desafio é ainda maior devido as frequentes mudanças regulatórias dos órgãos de controle governamentais.

Atualmente, uma boa parte dos sistemas bancários é mantida por funcionários experientes e especialistas nas tecnologias legadas. Entretanto, existem limites para esse suporte, um é a aposentadoria dos funcionários e outro é a falta interesse dos grandes fornecedores de hardware e software de continuar mantendo as tecnologias. Quanto mais se posterga a migração dos sistemas maior é o risco de falta de suporte futuro.

Um projeto de migração desse porte é muito complexo, principalmente, devido às frequentes mudanças do cenário de negócio. Entretanto, esse desafio deverá ser encarado pelos bancos e deverá contar com o apoio dos órgãos relatórios sob o risco de no futuro prejudicar todo o sistema financeiro do país.

A próxima crise econômica internacional

Começam a aparecer os sinais de uma nova crise econômica internacional. O primeiro sinal foi um artigo do New York Times em março 2015 comentando uma palestra de ex-presidente do Banco Central americano (Federal Reserve), Paul Volcker, alertando que os fundos hedges e private equity continuam desregulados e a fragmentação do sistema regulatório americano, entre estados e governo federal, dificulta o acesso às informações e, consequentemente, a detecção de uma próxima crise.  O segundo sinal foi o discurso de lançamento da candidatura de Hilary Clinton em Nova York em junho de 2015, mencionando o potencial risco dos bancos americanos. O terceiro sinal foi um breve comentário do economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, no programa Painel da GloboNews, sobre a supervalorização dos ativos americanos e a necessidade de elevação dos juros para evitar a pulverização desses ativos. Um quarto sinal é a não aprovação pelo Congresso americano do acordo de livre comércio Trans-Pacifico, incluindo congressistas do próprio partido de Barack Obama, o partido Democrata, indicando ainda uma visão protecionista de mercado. O quinto sinal é a recusa da Grécia em fazer um ajuste fiscal mais agressivo para equilibrar suas contas. E apenas para não se estender, a queda do crescimento da China que afeta toda a economia mundial.

No Brasil, o ritmo de adoção de medidas para o ajuste fiscal esbarra no Congresso por questões politicas e eleitoreiras. Nossos principais itens de exportação, as commodities, perderam valor no mercado internacional e não devem recuperar os níveis da década passada, frustrando qualquer ideia de recuperação da balança comercial aos níveis do passado. Se hoje já está difícil obter investimentos externos pela falta de credibilidade do país, essa situação se agravará com uma nova crise internacional. Adiciona-se a falta de acordos de comércio bilaterais do Brasil, ou do ainda sonhado Mercosul, com países de relevância econômica.

Ao que parece, os empresários e governos continuam a usar os mesmos conceitos da antiga economia, colocando em risco a qualidade de vida de seus cidadãos.

A saída para o cidadão é o empreendedorismo. Acredito que está na relação próxima das pessoas em suas comunidades, incluindo a digital, as maiores oportunidades para crescimento de renda e qualidade de vida. Essa mudança de paradigma do emprego é importante para proteger a própria família das turbulências da economia e assumir o controle da situação, sem depender do emprego tradicional.

Os governos competentes e visionários já têm essa noção e agem para incentivar o empreendedorismo, criando uma legislação trabalhista flexível e processos ágeis para a criação de empresas. O desafio é capacitar as pessoas para o empreendedorismo, incluindo técnicas de criatividade e inovação. Ou seja, o caminho é a educação.

Infelizmente, no Brasil o ajuste fiscal em 2015 atingiu programas como o PRONATEC e FIES. O primeiro, embora seja necessária uma ampla revisão, é um programa importante para a qualificação rápida de microempreendedores na área de serviços que pode garantir o sustento das famílias. O segundo, de longo prazo, é o acesso a cursos de formação universitária.

Entretanto, os sindicatos com suas verbas do imposto sindical, FAT (fundo de amparo aos trabalhadores) e os parlamentares com suas verbas do governo podem apoiar projetos educacionais para a qualificação de trabalhadores.

As próprias empresas dentro do viés de responsabilidade social podem apoiar programas de qualificação e empreendedorismo para funcionários com ganhos internos em produtividade e em caso de demissões, garantir uma atividade remunerada dos trabalhadores.

Modestamente, contribuo com um curso online gratuito sobre inovação disruptiva para auxiliar nesse processo de transformação das pessoas no site www.efagundes.com.