A transformação digital torna a TI estratégica e não-terceirizável

Hoje a buzzword do mercado é transformação digital. Um desafio para os executivos, principalmente de empresas tradicionais, criar novos modelos de negócios baseados na digitalização, independentemente do seu produto. O fabricante de lixeiras deve desenvolver uma lixeira inteligentes que avise ao serviço de coleta quando estiver pronta para a coleta. As bonecas devem ter um sistema de reconhecimento de voz e inteligência artificial para conversar e aprender os hábitos das crianças. O fabricante de concreto deve implantar um sistema de logística integrado com as obras para minimizar o tempo de espera para entregar o concreto. A diferença da transformação digital para o tradicional modelo de tecnologia da informação é que agora a TI é parte integrante da estratégia do negócio, ao invés de ser apenas uma ferramenta de apoio para melhorar a produtividade. Com isto, o conceito de terceirização de serviços de TI deve ser revisto. Não dá mais para delegar o desenvolvimento de sistemas ou entregar, completamente, a operação para especializadas. Nas startups o CEO já incorporou as funções do CIO, os analistas de negócios incorporaram as funções de analistas de sistemas, o staff de backoffice assumiu a operação dos sistemas e garantir a disponibilidade dos serviços. Continue lendo “A transformação digital torna a TI estratégica e não-terceirizável”

O que aprendemos com a corrida espacial que levou o homem à Lua?

Em 20 de julho de 1969 o homem pousava na superfície da Lua. A missão Apollo 11 com a alunissagem de Neil Armstrong e Buzz Aldrin marcou a supremacia da engenharia, a eficiência de um modelo de gerenciamento de projeto e, mais importante, a capacidade humana de atingir objetivos ambiciosos. Outras missões tripuladas voltaram para a Lua e, depois disso, o interesse desapareceu. Durante o desenvolvimento do projeto, na intrigante e criativa década de 60, foram criados novos materiais, novas tecnologias, modelos de gestão e novos testes para avaliar a capacidade humana de enfrentar o desconhecido. Missões foram lançadas ao espaço para testar os protótipos, milhares de pessoas foram envolvidas no projeto e bilhões foram gastos. Este movimento de desenvolvimento tecnológico, associado com a Guerra Fria, gerou movimentos culturais igualmente singulares, como o movimento de contracultura hippie. Também, foram criadas séries para a televisão memoráveis como Jornada nas Estrelas, Perdidos no Espaço, O agente da UNCLE, The Jetsons, além do filme 2001 Uma Odisseia no Espaço. Mas afinal, o que aprendemos com todos estes movimentos? Continue lendo “O que aprendemos com a corrida espacial que levou o homem à Lua?”

Novas tecnologias eliminam a necessidade de Data Centers Tier IV

Durante anos o desejo de todo CTO era ter um data center tier IV, classificação máxima da Uptime Institute, para atender aos negócios com 99,995% de disponibilidade (26 minutos de indisponibilidade por ano). O paradigma era conseguir através da redundância de todos os artefatos de infraestrutura, incluindo fornecedores diferentes para evitar pontos únicos de falha. Isso exigia enormes investimentos e somente em raríssimos caso era justificável. O paradigma começou a mudar com a virtualização de servidores e depois com a introdução do Hadoop, infraestrutura para Big Data, que usa um conceito diferente de armazenamento e processado de dados distribuído, incluindo redundância na gravação de registros. Estas novas tecnologias permitem uso de servidores mais baratos. Lembrando que muitos softwares para grandes instalações são open source, eliminando a necessidade de controlar licenças por servidor ou, absurdamente, por CPU. Agora, com a difusão do Blockchain, tecnologia que permite o armazenamento de dados distribuídos em vários data centers de diferentes fornecedores, reduz-se a necessidade de caros data centers tier IV. Continue lendo “Novas tecnologias eliminam a necessidade de Data Centers Tier IV”