A Convergência da IT e OT (Operational Technology)

As tecnologias de Big Data e Internet of Things (IoT) transformarão o chão de fábrica e a operação das empresas. O Big Data é capaz de integrar sistemas proprietários SCADA, software de monitoração e supervisão de controladores remotos, e permitir análises e correção de erros em tempo real (self-healing). Os sistemas proprietários serão substituídos por dispositivos IoT que enviarão dados em intervalos de milissegundos para análise em tempo real usando Big Data. Essas tecnologias, associadas às tecnologias de comunicação de dados, permitirão o controle total das operações de uma empresa.

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Não existem dúvidas que os sistemas corporativos (ERP) irão migrar para ambientes de computação em nuvem (Cloud Computing). Os próprios fornecedores de software para ERP estão migrando seus ambientes para Cloud Computing e criando novos serviços para assegurar sua robustez e alta disponibilidade, o MCaaS, Managed Cloud as a Services. A SAP está certificando vários parceiros para operar os sistemas em Cloud Computing para seus clientes. Esses sistemas poderão ser executados em qualquer data center, com segurança, utilizando as melhores práticas de gestão, incluindo planos de contingência (DRP).

Entretanto, operar em tempo real processos complexos de manufatura do chão de fábrica requer proximidade do processamento e uma rede local confiável, redundante e sem latência. Por maior que tenham sido os avanços na área de telecomunicações, ainda existem pontos de vulnerabilidade importantes quando analisamos uma WAN (Wide Area Network), uma rede de longa distância. Como, por exemplo, o rompimento de uma fibra ou falha em um equipamento crítico de rede.

Neste contexto, os data center industriais localizados dentro das plantas de manufatura ou de centros de distribuição são componentes chaves para a eficiência e operação dos processos. Arisco dizer que a complexidade da sua arquitetura e de seus sistemas são maiores que dos ambientes de sistemas corporativos.

Em sistemas de missão-crítica, como os sistemas de chão de fábrica (shop-floor), não existe margem para erros. Uma transação com defeito pode danificar os produtos ou colocar a vida de trabalhadores em risco. Se o dispositivo de controle de pressão de uma caldeira não for acionado corretamente existe o risco de explosão.

A complexidade das plantas de manufatura e a necessidade de operação ininterrupta (24×7) exigem processos altamente automatizados, sem interferência humana. Esse ambiente de processamento requer profissionais com profundos conhecimentos de processos de manufatura, engenharia de produto, robótica, automação, arquitetura de sistemas de missão-crítica e data centers industriais. O que difere da formação tradicional de programadores e analistas de sistemas, normalmente, orientados a processos corporativos.

Essa necessidade acabou criando outra organização de TI dentro da empresa, conhecida como OT (Operational Technology), muitas vezes não reconhecida pela TI Corporativa e vista como uma organização paralela e não oficial. Entretanto, acordos de convivência entre IT e OT sempre funcionaram, pois a OT era quase que apartada da TI corporativa.

Entretanto, o cenário agora mudou. A OT precisa adotar práticas de segurança cibernéticas mais sofisticas devido a alta automação dos processos e tem que adotar tecnologias de Big Data, IoT e ferramentas analíticas sofisticadas para análise de dados em tempo real. Por outro lado, as informações do chão de fábrica em tempo real são essencial para a TI Corporativa no relacionamento com clientes e processos de logística.

Esse é o momento da integração da IT/OT nas organizações. Essa integração construíra sistemas de monitoração e controle sofisticados como o apresentado na figura abaixo, com a integração de sistemas SCADA e de dispositivos IoT em Big Data para análise em tempo real. A metodologia de melhoria contínua Six-Sigma assume um novo patamar, sendo possível o uso de grandes quantidades de dados para suas análises e definição de novos processos.

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A convergência de IT/OT trás novas e amplas possibilidades de inovação, eficiência organizacional, redução de custos e satisfação dos clientes.

Um componente novo nesse ambiente é a autoprodução de energia a partir de fontes renováveis. Os custos e a escassez de energia para atender as demandas das fábricas e, ao mesmo, tempo reduzir as emissões de gases do efeito estufa está viabilizando a construção de plantas de geração exclusivas para atender as fábricas e outros prédios das empresas. Como fez o grupo Honda que criou a Honda Energy do Brasil, investindo R$100 milhões em um parque eólico de 27MW em Xangri-Lá (RS) para abastecer sua fábrica no Sumaré e reduzindo a emissão de 2,2 mil toneladas de CO2 por ano (veja a foto abaixo). A energia é gerada no Rio Grande do Sul e através das linhas de transmissão do sistema integrado brasileiro chega até São Paulo.

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Trabalhei durante 20 anos na indústria automobilística na área de TI e nos últimos 10 anos dedicados à indústria de energia. Sou professor de Big Data, Engenharia de Software e Gestão de Risco na pós-graduação da Universidade Mackenzie (SP) e professor de Projetos de Socioambientais do MBA da FIAP (SP). Como consultor, trabalho em projetos de IT/TO usando os conceitos e tecnologias apresentadas neste artigo.

A guerra do marketing dos certificados dos Data Centers

Acompanhei uma discussão no Linkedin sobre certificações de data centers pelo Uptime Institute. A discussão começou com um post de um grande player do mercado relatando à conquista de certificados Tier III em dois de seus data centers no Brasil. A discussão avançou com um participante dizendo que outro player também tinha dois data centers certificados. Teve uma replica dizendo que a certificação do primeiro era para Cloud Computing e não serviços de Colocation. Outro post comparou o investimento de R$100 milhões de um data center Tier III contra R$3,3 bilhões de um data center Tier IV, citando o caso do novo data center do Itaú em Mogi Mirim.

Durante a leitura dos posts, lembrei que quando comecei a trabalhar com data centers, há muitos anos atrás, era proibido colocar placas de identificação de data centers, para não facilitar a ação de pessoas de má fé. Hoje, com a ajuda do pessoal de marketing e do Google Maps conseguimos ter acesso a muitas informações críticas, incluindo a localização dos geradores de energia, tanques de combustível, subestação de energia, etc.

Apenas para lembrar, o Uptime Institute tem duas formas de certificação: (1) Design Documents; e, (2) Constructed Facility. Essas certificações referem-se apenas à topologia física da infraestrutura que impacta, diretamente, no ambiente computacional. Existem quatro níveis de certificação: (1) Tier IV – infraestrutura local tolerante a falhas com disponibilidade de 99,995%; (2) Tier III – infraestrutura local paralelamente sustentável com disponibilidade de 99,982%; (3) Tier II – infraestrutura local com componentes redundantes com disponibilidade de 99,741%; e, (4) Tier I – infraestrutura local básica com disponibilidade de 99,671%.

Entretanto, a certificação que considero mais relevante é de sustentabilidade operacional do Uptime Institute. Essa certificação avalia a gestão e operações (como qualificação do pessoal, programas de manutenção, presença de pessoal, por exemplo), construção com características adicionais e, localização do site (por exemplo, inundações, corredores de transporte, etc.).

O único site com certificação de sustentabilidade operacional pelo Uptime Institute no Brasil é o data center da Telefônica/Vivo em Santana de Parnaíba, na Av. Marcos Penteado de Ulhôa Rodrigues, atrás da Sky TV, no lado da Plural Indústria Gráfica (onde é impresso o jornal Folha de São Paulo). Também dividido apenas pelo muro da gráfica, fica localizado o novo data center da BM&F Bovespa, classificado como Tier III Certification of Design. Veja a foto abaixo.

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Instalar dois data centers de missão crítica no lado de uma gráfica que processa toneladas de papel diariamente e que mantem estocados toneladas de tinta e outros componentes altamente inflamáveis é no mínimo curioso. Um eventual incêndio na gráfica, paralisaria complemente a região, impedindo inclusive o reabastecimento dos tanques de combustível dos dois data centers, por questões do bloqueio do trânsito e riscos devido ao calor irradiado do incêndio. Comento isso por experiência própria em um incêndio na área de pintura da linha de produção que ficava próxima do data center na planta da Volkswagen (na época da Autolatina) na Rodovia Anchieta. Tivemos que acionar o plano de contingência e desativar o data center devido ao calor, riscos de explosões e dificuldade de acesso ao prédio.

A exposição das certificações dos data centers na mídia para marketing, tanto da entidade certificadora como das empresas, aguça o apetite dos crakers e se tornam alvo de mais ataques cibernéticos. Entramos na mesma questão de quais arquivos criptografar nas empresas. Melhor criptografar todos, evitando a sinalização de quais arquivos são mais importantes.

Outra questão que considero importante avaliar é a concentração de data centers em determinadas regiões, tipo na cidade de São Paulo, Barueri e região de Campinas. Veja o post  http://efagundes.com/blog/o-risco-de-concentrar-data-centers-em-grandes-cidades/.

Confesso que selos de certificação não me impressionam.  Nos bastidores existe uma disputa entre o Uptime Institute e a Associação das Indústrias de Telecomunicações (TIA) com sua norma TIA 942, com algumas trocas polidas de opiniões. Nas seleções de serviços de data centers que fiz ao longo dos anos, inclusive internacionais, sempre fui atrás dos detalhes e evidências que comprovassem os processos e infraestrutura que suportam as certificações.

Em minha opinião é necessário identificar a real necessidade da infraestrutura e processos dos data centers para as operações da sua empresa e esquecer as certificações. Dá mais trabalho, porém você terá a certeza que está contratando um serviço adequado a sua empresa com mais opções de fornecedores para contratação e maiores oportunidades de redução de custos.

Lista dos data center certificados pelo Uptime Institute no Brasil em 16/7/2015.

Company Data Center Name Data Center Location Tier Certification
Telefonica VIVO Data Center Tambore Sao Paulo, Sao Paulo Tier III Gold Certification of Operational Sustainability
Brasil Tier III Certification of Constructed Facility
Tier III Certification of Design Documents
Banco Santander Brasil S/A Centro Tecnológico Campinas – DC2 Sao Paulo, Tier IV Certification of Constructed Facility
Brasil Tier IV Certification of Design Documents
Banco Santander Brasil S/A Centro Tecnológico Campinas – DC1 Sao Paulo, Tier IV Certification of Constructed Facility
Brasil Tier IV Certification of Design Documents
EQUINIX Brasil Site Tambore – SP2, Phase 3 Barueri, Sao Paulo Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Ascenty Data Centers Locação E Serviço LTDA Ascenty DC Fortaleza Fortaleza, Ceara Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo DATA CENTER – DCMPF – TJES Vitoria, Espirito Santo Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Itau Unibanco Centro Tecnologico Mogi Mirim-DC2 Sao Paulo, Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Itau Unibanco Centro Tecnologico Mogi Mirim-DC1 Sao Paulo, Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
VIVO S.A. Data Center Tambore Sao Paulo, SP Tier III Certification of Constructed Facility
Brasil Tier III Certification of Design Documents
Matrix Data Center DC Matrix 1 Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Getnet Tecnologia Getnet Campo Bom Campo Bom, Rio Grande do Sul Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Ascenty Data Centers Locação E Serviço LTDA Ascenty DC Jundiai Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Oi Cyber Data Center Data Center SIG – Brasília – DF Brasília, Distrito Federal Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Governo do Estado do Parana CELEPAR Data Center Curitiba, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
ALOG Data Centers do Brasil Rio de Janeiro – Site RJ2 Rio de Janeiro, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
CSU CSU.ITS Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
BM&F BOVESPA S.A. DATA CENTER BM&F BOVESPA Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
CODEMIG Data Center da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais Belo Horizante, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
CODEMIG DC PRODEMGE – Tecnologia Belo Horizonte, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Ascenty Data Centers Locação E Serviço LTDA Ascenty DC Campinas Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Embratel Data Center Embratel Lapa Sao Paulo, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Globo.com Globo.com Datacenter Rio de Janeiro, Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Petrobras CIPD Centro Integrado de Processamento de Dados Rio de Janeiro, Rio de Janeiro Tier III Certification of Design Documents
Brasil
T-Systems Brazil T-Center Barueri, Sao Paulo Tier III Certification of Design Documents
Brasil
Ativas Data Center Belo Horizonte, MG Belo Horizonte, Minas Gerais Tier III Certification of Design Documents
Brasil

Digitalize seu produto: transforme átomos em bits e ganhe competitividade

Tem sucesso no mercado os produtos e serviços que levam facilidade e suprem as necessidades dos consumidores. Com a expansão do uso de smartphones e acesso a Internet móvel, é possível colocar produtos e serviços ao alcance dos consumidores a qualquer momento em qualquer lugar. Não é necessário mudar o produto físico (formado por átomos), você pode desenvolver um novo modelo de negócios agregando um novo atributo de valor ao produto de forma digital (os bits). Desta forma, você pode transformar qualquer produto formado por átomos em bits, oferecendo como serviço de forma virtual e escalável.

Você pode achar, no primeiro momento, que existem produto que é impossível transformá-los em bits. Por exemplo, automóveis. Vamos pensar. Quais os principais atributos de valores de um carro: transportar pessoas e encomendas de um ponto físico a outro, com segurança e conforto. Para atender essas necessidades o consumidor não precisa, necessariamente, comprar um carro. Ele pode contratar um taxi. Porém, existe outro atributo de valor importante, o prazer do motorista em dirigir um determinado carro. Ele pode alugar um carro. Entretanto, para reunir esses atributos de valores, o consumidor precisa se deslocar até uma agência de aluguel de carros, entrar em uma fila, apresentar documentos e retirar o carro, além de ter que devolvê-lo no final do período contratado em um local definido pela agência. Agora imagine a situação onde o consumidor, cadastrado em uma agência virtual de aluguel de carros, identifica um carro da empresa próximo via GPS, solicita via smartphone uma senha de acesso ao carro, dirige durante um determinado período, estaciona o carro em algum lugar próximo ao seu último destino e conclui a transação. Melhor ainda, só é cobrado pelo tempo que utilizou o carro. Esse novo modelo de negócios, chamado de car sharing, já existe e está atraindo muitos consumidores, como o serviço Zipcar nos Estados Unidos. As montadoras de carros já identificaram que esse novo comportamento dos consumidores irá transformar a indústria automotiva nos próximos anos. Além do uso crescente de bicicletas com a criação de bairros inteligentes, onde as pessoas trabalham próximo de onde moram com uma completa infraestrutura de comércio, escolas, hospitais e lazer.

Outro exemplo é a completa substituição dos mapas de cidades e rodovias pelos aplicativos de mapas em smartphones, onde destruiu o emergente negócio dos aparelhos de localização dedicados, os GPS. A vantagem do uso de serviços como o Wise e Google Maps é a interatividade em tempo real, permitindo a reprogramação de rotas dependendo das informações dos próprios usuários do serviço.

A figura abaixo mostra a matriz de produto-canal versus físico-virtual. O desafio é desenvolver produtos ou modelos de negócios que virtualize os produtos utilizando um canal virtual. Isso pode ser mais fácil que você imagine.

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Lembre-se que o consumidor compra alguma coisa para atender uma necessidade, virtualizar pode significar “emprestar” algo para atender uma necessidade momentânea. Isso significa a possibilidade de “vender” várias vezes um único produto físico. Tem gente que aluga iphone para as pessoas mostrarem nas baladas noturnas. As possibilidades são infinitas. Digitalize-se.

A falta de governança pessoal reflete o mau desempenho dos negócios

Governança é um conjunto de práticas, regulamentos, processo de decisão, costumes, ideias que mostram a maneira pela qual algo é dirigido ou administrado. Em um governo, a governança é maneira pela qual o poder é exercido na administração dos recursos sociais e econômicos de um país visando seu desenvolvimento, e a capacidade de planejar, formular e programar políticas e cumprir funções. A governança corporativa nas empresas é o conjunto de processos, orientados pelos regulamentos e ideias, que mostram como a organização é dirigida. A governança de TI é um conjunto de práticas adotadas pelos profissionais de TI para garantir controles efetivos e para ampliar os processos de segurança e desempenho. Entretanto, pouco se comenta sobre a governança pessoal na qual envolve o planejamento, as ações, costumes e ideias de um indivíduo. Acredito que a falta da governança pessoal influencia, diretamente, no mau desempenho dos negócios, por um simples motivo, quem não consegue ter seu próprio planejamento de vida, fundamentos sólidos, ideias próprias, autoconhecimento e espiritualidade, não consegue definir, implantar e seguir a governança no governo, na empresa ou em TI.

Pergunte-se a si mesmo, quais são seus pontos fortes, pontos fracos, as oportunidades que estão a sua volta e ameaças para não ter sucesso nos seu trabalho ou empreendimento? Ou seja, o clássico SWOT. Conhecendo esses pontos (sem enganar a si próprio) você tem um plano para superar as fraquezas e as ameaças, e melhorar ainda mais seus pontos fortes e pegar as melhores oportunidades que estão ao seu redor?

Já parou para pensar qual o real valor que você oferece para a sua organização? Está claro quem são seus clientes e qual a melhor forma de se relacionar com eles? As atividades e os recursos que você tem a sua disposição estão sendo utilizados da melhor maneira possível? O seu relacionamento com seus parceiros de negócios internos ou externos são apropriados? O investimento que você fez no seu MBA (ou que ainda fará) teve o retorno do investimento que foi projetado? Você fez alguma coisa para garantir que esse retorno acontecesse?

Se você respondeu não ou teve dúvidas em alguma dessas perguntas você deve rever sua governança pessoal. Antes de você buscar um coaching profissional, acredite na sua capacidade de virar o jogo com a ajuda de colegas e amigos. A busca precipitada de ajuda profissional pode demonstrar que você não tem maturidade suficiente para dirigir algo importante, uma vez que você não consegue nem dirigir a sua própria vida.

Uma regra de ouro é que são apenas os verdadeiros amigos que irão te dizer a verdade, por mais dura que seja. Desta forma, saiba quem são seus melhores amigos. Provavelmente, a lista não ultrapasse os dedos das duas mãos, incluindo a sua própria família. Pergunte a eles quais são seus pontos fortes e suas fraquezas. Questione-os sobre seu comportamento, ideias e costumes. Procure ideias para melhorar.

Outra fonte de pesquisa importante são seus colegas e seus superiores no trabalho, incluindo as pessoas nas quais você presta serviço dentro da empresa. Não espere, passivamente, por uma avaliação formal. Questione-os sempre que tiver oportunidade, principalmente, logo depois que você concluiu uma atividade ou tomou uma decisão por conta própria.

Outra regra de ouro: escreva tudo e resuma seus objetivos em uma única folha e revise todos os dias para não se desviar do seu rumo.

A próxima etapa é saber se a organização que você trabalha está em linha com seus objetivos. Você pode estar em uma ótima empresa, porém fazendo coisas que não contribuem para alcançar seus objetivos. Procure influenciar seus superiores para trocar de posição. Caso não consiga, troque de emprego.

Se você estiver exercendo uma atividade em linha com seus objetivos, além de você ganhar a empresa ganha. Uma empresa de alta performance é aquela que tem colaboradores que conseguem realizar seus objetivos pessoais melhorando o desempenho da empresa.

Bancos: os dois lados da moeda tecnológica

O CIAB 2015, congresso e exposição do setor bancário, mostrou novas tecnologias de informação para o setor. Novos equipamentos e softwares, além dos tradicionais serviços de outsourcing. Sem dúvida, os bancos oferecem serviços modernos aos seus clientes, como aplicações móveis e sistemas de acesso mais seguros. Entretanto, se olharmos o núcleo dos principais sistemas de informação encontramos antigos programas COBOL executando em mainframes com tecnologias ultrapassadas e limitadas. Para atender as expectativas dos clientes com aplicações modernas é necessários construir sistemas satélites integrados aos sistemas legados através de vários tipos de conectores de software ou acesso direto as bases de dados nos mainframes. Essa fragmentação de sistemas aumenta o risco de inconsistência das informações.

Os bancos têm um gigantesco desafio para migrar seus sistemas legados para novas tecnologias da informação. O risco da mudança e o investimento são muito altos, fazendo que constantemente os projetos sejam adiados. O desafio é ainda maior devido as frequentes mudanças regulatórias dos órgãos de controle governamentais.

Atualmente, uma boa parte dos sistemas bancários é mantida por funcionários experientes e especialistas nas tecnologias legadas. Entretanto, existem limites para esse suporte, um é a aposentadoria dos funcionários e outro é a falta interesse dos grandes fornecedores de hardware e software de continuar mantendo as tecnologias. Quanto mais se posterga a migração dos sistemas maior é o risco de falta de suporte futuro.

Um projeto de migração desse porte é muito complexo, principalmente, devido às frequentes mudanças do cenário de negócio. Entretanto, esse desafio deverá ser encarado pelos bancos e deverá contar com o apoio dos órgãos relatórios sob o risco de no futuro prejudicar todo o sistema financeiro do país.

A próxima crise econômica internacional

Começam a aparecer os sinais de uma nova crise econômica internacional. O primeiro sinal foi um artigo do New York Times em março 2015 comentando uma palestra de ex-presidente do Banco Central americano (Federal Reserve), Paul Volcker, alertando que os fundos hedges e private equity continuam desregulados e a fragmentação do sistema regulatório americano, entre estados e governo federal, dificulta o acesso às informações e, consequentemente, a detecção de uma próxima crise.  O segundo sinal foi o discurso de lançamento da candidatura de Hilary Clinton em Nova York em junho de 2015, mencionando o potencial risco dos bancos americanos. O terceiro sinal foi um breve comentário do economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, no programa Painel da GloboNews, sobre a supervalorização dos ativos americanos e a necessidade de elevação dos juros para evitar a pulverização desses ativos. Um quarto sinal é a não aprovação pelo Congresso americano do acordo de livre comércio Trans-Pacifico, incluindo congressistas do próprio partido de Barack Obama, o partido Democrata, indicando ainda uma visão protecionista de mercado. O quinto sinal é a recusa da Grécia em fazer um ajuste fiscal mais agressivo para equilibrar suas contas. E apenas para não se estender, a queda do crescimento da China que afeta toda a economia mundial.

No Brasil, o ritmo de adoção de medidas para o ajuste fiscal esbarra no Congresso por questões politicas e eleitoreiras. Nossos principais itens de exportação, as commodities, perderam valor no mercado internacional e não devem recuperar os níveis da década passada, frustrando qualquer ideia de recuperação da balança comercial aos níveis do passado. Se hoje já está difícil obter investimentos externos pela falta de credibilidade do país, essa situação se agravará com uma nova crise internacional. Adiciona-se a falta de acordos de comércio bilaterais do Brasil, ou do ainda sonhado Mercosul, com países de relevância econômica.

Ao que parece, os empresários e governos continuam a usar os mesmos conceitos da antiga economia, colocando em risco a qualidade de vida de seus cidadãos.

A saída para o cidadão é o empreendedorismo. Acredito que está na relação próxima das pessoas em suas comunidades, incluindo a digital, as maiores oportunidades para crescimento de renda e qualidade de vida. Essa mudança de paradigma do emprego é importante para proteger a própria família das turbulências da economia e assumir o controle da situação, sem depender do emprego tradicional.

Os governos competentes e visionários já têm essa noção e agem para incentivar o empreendedorismo, criando uma legislação trabalhista flexível e processos ágeis para a criação de empresas. O desafio é capacitar as pessoas para o empreendedorismo, incluindo técnicas de criatividade e inovação. Ou seja, o caminho é a educação.

Infelizmente, no Brasil o ajuste fiscal em 2015 atingiu programas como o PRONATEC e FIES. O primeiro, embora seja necessária uma ampla revisão, é um programa importante para a qualificação rápida de microempreendedores na área de serviços que pode garantir o sustento das famílias. O segundo, de longo prazo, é o acesso a cursos de formação universitária.

Entretanto, os sindicatos com suas verbas do imposto sindical, FAT (fundo de amparo aos trabalhadores) e os parlamentares com suas verbas do governo podem apoiar projetos educacionais para a qualificação de trabalhadores.

As próprias empresas dentro do viés de responsabilidade social podem apoiar programas de qualificação e empreendedorismo para funcionários com ganhos internos em produtividade e em caso de demissões, garantir uma atividade remunerada dos trabalhadores.

Modestamente, contribuo com um curso online gratuito sobre inovação disruptiva para auxiliar nesse processo de transformação das pessoas no site www.efagundes.com.

A era das empresas sem processos, orientadas a tarefas e executadas por freelancers

Em 2025, as empresas deixarão de definir seus próprios processos e delegarão isso para freelancers ou empresas contratadas, é o que prevê Joseph Bradley, vice-presidente da Cisco, em uma entrevista no Cisco Live em San Diego (USA), em junho de 2015. Segundo ele, o mundo e os processos serão extremamente dinâmicos, graças a Internet e suas novas tecnologias, como a Internet of Things (IoT), permitindo o controle das tarefas executadas por terceiros.

Essa ideia não é nova e já coexiste entre nós nos contratos de serviços na modalidade de BPO (Business Process Outsourcing), onde quem define os processos são as empresas contratadas com a comprovação que estão em conformidade com a legislação local e dentro das politicas da contratante. A novidade é que as atividades das empresas serão executadas por freelancers contratados de forma pontual. Algo semelhante ao Amazon Mechnical Turk (www.mturk.com) que permite contratações de tarefas por demanda.

Como descrito no livro O Mundo é Plano de Thomas Friedman, podemos contratar tarefas em qualquer localidade do planeta. Isso cria uma enorme reserva técnica de profissionais qualificados, onde um trabalhador trabalha por demanda para muitas empresas. Atualmente, nos Estados Unidos os freelancers representam 34% da força de trabalho, com previsão de chegarem a 50% em 2025.

Essa disponibilidade de mão de obra qualificada e disponível em diferentes horários devido ao fuso horário está revolucionando a forma de trabalho das empresas. Hoje é comum uma organização de TI levantar requisitos de um software durante o dia e despachar para a Índia programar durante a noite (dia na Índia) e receber os programas logo pela manhã. Ou seja, uma linha de produção de software 24 horas.

O importante é a realização de uma tarefa com qualidade, não ferindo a legislação e dentro das políticas da empresa contratante. Como a tarefa será executada não importa, o importante é o resultado no menor tempo possível.

Tecnicamente, isso é possível. Entretanto, o risco de precarização do trabalhador é enorme. Sempre haverá alguém que faça o trabalho mais barato. Isso levará o valor do trabalho no chão e aumentará a desigualdade econômica e social na sociedade global. Por isso, os governos devem estar atentos nesse processo para proteger trabalhadores e suas famílias.

Parece que a boa noticia é que a automação da produção está atraindo mais trabalhadores qualificados. Segundo, Joe Kann, vice-presidente da Rockwell Automation, em 1980 a força de trabalho na manufatura representava 25% e a previsão é que esse percentual suba para 54% em 2025. Entretanto, é fato que essa mão de obra deverá ser qualificada para operar linhas de produção automatizadas.

Esse cenário é ideal para startups altamente especializadas que podem prestar serviços para o mundo inteiro sob demanda. As grandes empresas deverão ao longo do tempo se adequar a esse modelo de trabalho, sob o risco de perderem competitividade.

O desafio da TI na horizontalização das empresas

Conceitualmente, empresa é uma atividade econômica exercida por um empresário para a produção ou circulação de bens ou serviços através da orquestração de fatores produtivos. Por muito tempo para aumentar a produtividade e controles internos as empresas contratam trabalhadores organizados de forma hierárquica e burocrática para a produção de seus produtos e serviços. Durante muito tempo a falta de sistemas de informação integrados exigiam uma forte interatividade entre os funcionários e fornecedores, gerando uma grande quantidade de reuniões e comunicação de voz e e-mails. Neste contexto, formou-se o paradigma que uma empresa deve ter funcionários que planejam, executam e controlam os processos produtivos, ou seja, uma visão verticalizada. A terceirização é aceita neste contexto como atividade operacional complementar e uma maneira para reduzir o custo da mão de obra. Nas últimas décadas, as empresas implantaram sistemas de gestão integrados (ERP) para operar e controlar todas as etapas da sua operação dentro do paradigma da verticalização. Fenômenos como a globalização, Internet, novas tecnologias da informação (Big Data, IoT, inteligência artificial e outras) e a massificação da produção nos países asiáticos mudaram as regras do jogo, exigindo que as organizações trabalhem por eventos para acompanhar a dinâmica do mercado. Para atingir altos níveis de produtividade e competitividade, resultando em produtos e serviços de qualidade e preço baixo, as empresas deverão se horizontalizar e permitir arranjos organizacionais múltiplos. A orquestração dos fatores produtivos deverá extrapolar ainda mais os limites das empresas. Os sistemas de informação e as organizações de TI deverão acompanhar essa dinâmica de mercado e transformações dos negócios.

A rápida transformação do comportamento dos consumidores abrem e fecham janelas de oportunidades na mesma velocidade, essas janelas, ou eventos, devem ser tratados por especialistas para reestruturar ou criar novos produtos ou modelos de negócios para a empresa. Organizações estruturadas com base no modelo tayloriano têm fortes restrições para mudanças rápidas de produção. Obviamente, existem tipos de indústrias que trabalham com processos contínuos de produção que exigem o modelo tayloriano, como o processo de produção de leite pasteurizado. Entretanto, essa mesma indústria pode ter outros processos baseados em eventos para a produção de determinados tipos de queijo para acompanhar demandas de mercado. O exemplo mostra que as empresas para serem competitivas devem operar com arranjos organizacionais múltiplos.

Manter recursos internos aguardando janelas de oportunidades é inviável, tanto do ponto de vista econômico como técnico, porque não é possível prever os recursos necessários para atender a novas demandas dos consumidores. A empresa que se diferenciará no mercado é aquela que tem a capacidade de orquestrar os fatores produtivos de forma rápida e eficiente, incluindo sistemas de informações capazes de se integrar a outros sistemas para criar fluxos de informação de controle.

O modelo de organização por eventos pode chegar ao limite de criar empreendimentos apenas para atender demandas pontuais dos consumidores. Isso implica em criar sistemas de informações por tempo determinado configurados para integrar diferentes sistemas. Isso cria um novo desafio para as organizações de TI que terão que se organizar a partir de diferentes arranjos organizacionais, interagindo com sistemas de informação estrangeiros. Nessas organizações o responsável por TI terá o desafio de apenas orquestrar as informações de diferentes sistemas da cadeia de valor.

Na prática, as novas organizações que adotarem o modelo por evento contratarão serviços de BPO (Business Process Outsourcing) com mão de obra qualificada operando com as melhores práticas de mercado apoiadas por sistemas de informação próprios ou de mercado configurados para suas necessidades.

A grande diferença é que os BPOs contratados não se limitarão as atividades meio das empresas, mas também as atividades fins, quebrando os paradigmas das empresas tradicionais. Essa horizontalização das empresas, a principio não teria limites, salvo alguma restrição da legislação.

Os desafios para a TI são grandes para atender aos novos modelos de negócios baseados em eventos, mesmo porque os fornecedores de software não estão preparados para operarem dentro desse modelo. A melhor opção é redirecionar o desenvolvimento de sistemas e investimentos em software para operar dentro do conceito de múltiplos arranjos organizacionais.

Sugestão de formação profissional para maximizar os investimentos e não se tornar obsoleto

Os critérios de avaliação de um investimento em educação são os mesmos de qualquer outro empreendimento. Você deve avaliar o retorno do investimento (ROI) em um determinado período. Comercialmente, uma certificação para operar um determinado produto de um fornecedor tem um ótimo retorno de investimento se houver escassez de mão de obra no mercado. Esse é um bom investimento de curto prazo. Entretanto, nada se compara a um curso de formação em uma escola de boa reputação como investimento de longo prazo. Você precisa avaliar o seu momento profissional para avaliar o investimento. 
No final do dia tudo é comércio. Você precisa agregar atributos de valor aos seus serviços. Para começar é necessário cursar uma faculdade de reputação para ter uma formação holística sobre ciências exatas, ciências humanas e, principalmente, trabalho em equipe e liderança. Estabeleça laços fortes de relacionamento com a turma, pois será a sua confraria para escalar o sucesso profissional.

O próximo passo é apostar em uma tecnologia, seja qual for sua formação. Se você cursou finanças selecione uma tecnologia para modelagem de projetos financeiros. Se sua formação foi de engenharia civil escolha uma ferramenta para análise estrutural ou de CAD. Se for em engenharia mecânica ou elétrica uma tecnologia de automação industrial ou geração de energia renovável. Se sua formação for em análise de sistemas invista em uma certificação de um fornecedor. O importante nessa fase é saber operar ou configurar alguma ferramenta, pois ainda você não tem experiência suficiente para desenvolver projetos complexos. 

Esqueça certificações em processos, pois as ferramentas dos fornecedores já contemplam as melhores práticas. Se você fez uma boa faculdade você deve ter aprendido os principais conceitos de gerenciamento de projetos, modelagem de processos, governança de TI e segurança da informação. Todas essas práticas são implementadas através de ferramentas de fornecedores, logo você terá um ROI mais atrativo na certificação em uma ferramenta do que de um framework de mercado. 

Depois que você adquiriu alguma experiência profissional é hora de continuar sua formação acadêmica. Faça uma pesquisa com seus colegas da confraria da faculdade quais os MBA de melhor reputação no mercado. Analise os currículos dos professores, eles são o próximo alvo da sua rede de contatos. Muitos bons professores com posições executivas em grandes empresas estão em escolas que estão trabalhando duro para adquirir excelência no mercado educacional. Apenas para reforçar, um MBA (Master Business Administration) é um curso sobre técnicas avançadas de administração para solução de problemas complexos das organizações. Um MBA pode ter enfase em alguma área de negócios, como finanças. 

A melhor alternativa seria tirar um ano sabático para cursar o MBA fora do Brasil, principalmente se o destino uma escola de boa reputação nos Estados Unidos. É uma boa oportunidade para repensar a carreira profissional e buscar novas tecnologias e tendências de mercado.

Se sua opção for pelo aperfeiçoamento na sua área de atuação o caminho é fazer cursos de pós-graduação. Analise os currículos dos cursos, converse com os coordenadores e consulte sua confraria da faculdade. Veja se o conteúdo é mais avançado ou inédito daquele que você estudou na faculdade. Não esqueça de avaliar o currículo dos professores. Os cursos de pós-graduação são uma boa alternativa para reforçar e ampliar conceitos não abordados na faculdade, principalmente, os novos que chegaram com as recentes transformações dos negócios. Também é uma oportunidade para atualizar o seu currículo se você não teve a oportunidade de fazer uma escola de boa reputação.

Lembre-se que como qualquer produto você pode se tornar obsoleto. Os cursos de certificação são como atualizações de aplicativos, os cursos de pós-graduação são novas versões de sistema operacional. 

Buscar um novo emprego ou empreender?

A economia global está em um acelerado processo de mudanças, criando novos negócios e transformando a relação capital-trabalho. A tecnologia da informação muda o comportamento das pessoas, tanto no trabalho como na vida pessoal. Muitas pessoas não entenderam isso e ainda tentam adotar o velho modelo no mercado de trabalho. Os sindicatos lutam para garantir o emprego e as empresas tradicionais enfrentam uma enorme dificuldade para se desapegar de velhos paradigmas e continuam com velhas estruturas organizacionais. O governo legisla com antigas leis trabalhistas e os parlamentares criam novas leis para dar sobrevida ao antigo modelo de trabalho. As Universidades formam mão de obra para profissões ainda existentes. Isso faz com que as pessoas enxerguem o emprego como a única forma de trabalho. Esse cenário cria grandes obstáculos para o desenvolvimento de novos negócios e profissões alinhados com a nova economia global.

A proteção excessiva aos trabalhadores não gera inovação. Gera acomodação. Novas conquistas e crescimento são motivados por desafios. Em ambientes de poucos desafios existe desanimo, baixa criatividade e baixa competitividade. Devido à cultura do emprego e da mão protetora do Estado aumentamos o descompasso de desenvolvimento com outros países que já entenderam as transformações que o mundo está passando. Se durante a crise econômica global de 2008 não tivéssemos adotado um excessivo protecionismo ao emprego no Brasil, talvez estivéssemos com crescimento econômico acelerado e não amargando uma recessão.

Se o Governo tivessem utilizado os recursos do Estado para incentivar a inovação e o empreendedorismo, hoje já estaríamos colhendo os frutos do investimento com novas empresas, novas profissões, novos processos de negócios e, principalmente, uma cultura de empreendedorismo. Característica fundamental para o crescimento das nações.

Perdemos o passo em 2008. Não podemos perder o passo agora. Existe um contingente de mão de obra especializada disponível no mercado em função da redução da atividade econômica. O desafio é transformar as competências técnicas e gerenciais disponíveis para desenvolver novos produtos e mercados.

Imagine reunir em um local com infraestrutura adequada, especialistas e executivos para pensar em novos produtos e mercados dentro de um regime de remuneração especial a título de antecipação de lucro futuro. As empresas evitariam gastos excessivos na contratação de consultorias de grife e teriam empreendedores altamente motivados.

Os próprios profissionais, ao invés de buscar empregos de forma solitária, poderiam se organizar para desenvolver novos produtos e buscar investimentos nas empresas, conseguindo trabalho em bloco.

Acredito que pela nossa antiga cultura de emprego estamos vendo apenas as dificuldades da atual crise econômica do país, ao invés de enxergarmos as grandes oportunidades que se abrem com a transformação da economia global.

Para ajudar nesse processo de transformação desenvolvi um curso online gratuito sobre inovação [ assista o curso ] e me disponho a criar ambientes de colaboração exclusivos para grupos de empreendedores discutirem ideias no site www.efagundes.com.