O remix do Yahoo!

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Marissa Mayer, CEO do Yahoo, declarou que está colocando 1.000 empregados em lay-off, afirmando ser um “remix”. O termo surpreendeu o mercado, pois foi a primeira vez utilizado nessa situação.

Remix significa modificar ou recombinar alguns elemento de algo já feito, termo popularizado na música, quando DJs alteram o ritmo de uma música para torna-la mais vibrante e dançável. Parece que essa foi a mensagem de Marissa para o mercado, principalmente, para o pessoal de Wall Street.

As mudanças no Yahoo começaram quando Marissa assumiu o comando da empresa depois que deixou a Google, onde foi uma das responsáveis pela atual arquitetura tecnológica do site de busca.

A primeira mudança foi a eliminação do home office, obrigando todos os funcionários a trabalhar nos escritórios da empresa. Uma atitude de certa forma contrária ao padrão descontraído de trabalho nas empresas de tecnologia. Fato criticado ainda hoje por muitas pessoas, inclusive por Richard Branson fundador da Virgin.

A segunda medida foi aumentar o numero de funcionários registrados e contratados. Durante esse período, metade dos antigos funcionários foram substituídos. Depois reduziu uma parte e agora com o “remix” o número cairá para 11.000 funcionários.

Mas, afinal onde Marissa quer chegar com o Yahoo? Sabe-se que sua meta é tornar o Yahoo vital na vida das pessoas, assim como a Google.

Os desafios e as incertezas são grandes, principalmente, pelos resultados abaixo das expectativas nos últimos trimestres. A promessa de Marissa é aumentar a receita, gerenciar melhor as margens de lucro e os custos.

Toda a transformação, melhor dito, “remix” tem seus riscos e tempo de maturação.

O desafio para evitar a distração

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Os psicólogos afirmam que a forma mais hipnótica de concentração em uma atividade é quando você faz parte dela, conhecida como fluxo. Alguns filmes conseguem capturar tanto nossa atenção que não percebemos o tempo passar e nos envolve completamente na trama. Imagine o aumento de produtividade se conseguíssemos altos níveis de concentração. Infelizmente, isso raramente acontece, pois vários eventos ao nosso redor nos distraem, incluindo as notificações do nosso smartphone.

Os pesquisadores da Steelcase observaram que quando universitários precisam se concentrar para estudar para uma prova eles vão para uma biblioteca e ficam de costas para a parede, evitando a preocupação natural do homem de saber se existe alguma ameaça por trás. Dessa observação tiveram a ideia de desenvolver um micro escritório que envolva a pessoa e que permita vários ajustes que proporcionem conforto. Com isso, eles afirmam que podem prolongar o tempo de concentração no trabalho.

Essa pesquisa me chamou a atenção para os escritórios abertos, os open offices. Nesses ambientes os funcionários são distraídos por vários eventos externos, reduzindo sua produtividade por ausência de fluxo.

Muitas das empresas que usam o conceito de open office também adotam o conceito de home office, permitindo que seus funcionários trabalhem em casa. A esperança é que os funcionários tenham um ambiente que possam se concentrar para realizar atividades que exigem muita atenção. Se o ambiente familiar for caótico a produtividade desse funcionário será baixa. Embora, sempre existe um Starbucks com WiFi grátis para se trabalhar.

Ter um ambiente envolvente em casa para trabalhar e estudar é importante. Em Xangai na China, os coordenadores de classe visitam as casas dos estudantes para conhecer o ambiente de estudo e cobram dos pais um local apropriado de estudo.

Todo o esforço é justificável para aumentar a produtividade das pessoas.

Wearable computers. Apenas uma moda?

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Engana-se quem pensa que os wearable computers são apenas mais uma moda. O exército americano já utiliza computadores de pulso desde 1989 para auxiliar os soldados nos combates. Esportistas já usam há muito tempo relógios que controlam as batidas do coração durante exercícios físicos. Idosos japoneses utilizam sensores de movimento para alertar serviços de monitoração sobre quedas em casa e acionar socorro. Ou seja, wearable computer já é uma realidade há muito tempo. A novidade é que com o lançamento do Apple Watch as atenções se voltaram para explorar novas possibilidades. O dispositivo de pulso da Apple junta-se ao Samsung Gear e ao Moto 360.

Os wearable computers têm várias funcionalidades que podem ser utilizadas para aplicações. Os sensores de movimento podem ser utilizados em jogos. Os sensores de temperatura ajudam no controle da condições físicas dos usuários. Com sinais no pulso evitam que as pessoas olhem o celular o tempo todo.

Com a popularização dos wearable computers muitas outras aplicações surgirão. Os desenvolvedores terão mais estímulo para criar novas soluções e o mercado deve crescer.   A previsão do IDC é de comercialização de 45 milhões de unidades em 2015 e 126 milhões até 2019.

Com a proliferação dos wearable computers cresce a quantidade de dados. Isso deve impulsionar novas aplicações de Big Data em ambientes Cloud Computing. Uma coisa puxa a outra.

Quando você teve sua última ideia visionária?

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A ideia de um elevador espacial pode sair do papel. Algo que a  princípio era coisa de ficção científica pode, como muitas outras coisas do nosso cotidiano, se tornar realidade. A evolução da humanidade depende de pessoas que criam cenários futuros e trabalham duramente para torná-los realidade.

Se estamos em uma situação desconfortável o que nos motiva a sair dela é criar um cenário futuro ideal e persegui-lo. Como dizia Henry Ford, não existe obstáculo para que tem um forte objetivo.

Um velho ditado diz que quem faz o seu futuro é você mesmo. Entretanto, na maioria das vezes para se construir um cenário futuro ideal é necessário convencer outras pessoas que o seu cenário é a melhor solução para uma vida melhor. Até mesmo porque dificilmente no cenário ideal você será solitário. A maior felicidade dos visionários é ver outras pessoas felizes com suas idéias.

Faço um desafio a você agora. Pegue uma folha de papel em branco e escreva como seria o seu cenário ideal. Procure detalhar o maximo possível, até como você estaria vestido nesse novo cenário, que tipo de carro você estaria usando, que tipo de trabalho e empresa você estaria trabalhando, com quais pessoas vocês estaria se relacionando, sua casa, em quais lugares vocês passaria suas férias e outras coisas que te dariam prazer. Pegue as coisas que você realmente acha que são importantes e coloque em uma linha do tempo.

Coloque esse papel em um lugar de fácil acesso e faça sua leitura com frequência, principalmente quando as coisas parecerem ruim.

Com isso você cria uma poderosa força de atração, com perseverança e vontade de concretizar seu cenário ideal, o mundo conspirara a seu favor.

Quem sabe você não será um dos passageiros do primeiro elevador espacial.

As oportunidades no setor de monitoração e controle no setor elétrico

Fiz a moderação do painel sobre os desafios tecnológicos para centros de operação (comunicação e sistemas de supervisão e controle) do setor elétrico no CENOCON 2015. Participaram no painel representantes da ANATEL, Queiroz Galvão Energia, Bandeirantes/EDP e CTEEP. O desafio é grande nesse setor.

O foco das empresas de transmissão e distribuição é na eficiência operacional com a centralização dos centros de controla e uso de operação teleassistida. Isso implica na padronização de processos e sistemas.

Ainda é um desafio implantar soluções e serviços de telecomunicações robustos para garantir os níveis de serviços para alta disponibilidade. Praticamente, todos estão adotando sistemas próprios, pois não confiam nos serviços dos provedores de telecomunicação.

A segurança cibernética é outro ponto importante, porém pouco abordado nas apresentações.

O uso de Big Data e Analytics tem um potencial uso no futuro para melhorar a identificação e solução rápida de problemas.

Também, os centros de controle ainda não utilizam sistemas GRC, Governance, Risk Management & Compliance para ampliar os controles.

Resumindo, existem enormes oportunidades para melhoria continua e inovação nos centros de supervisão e controle.

CPFL adota rede mesh para sua rede de Smart Grid

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A CPFL, empresa de distribuição e geração de energia, de decidiu implementar uma rede própria de comunicação para suportar seus projetos e operação de Smart Grid, conforme divulgado no CENOCON 2015, em São Paulo. Essa decisão foi baseada nas dificuldades com as concessionárias de telecomunicação no pais. A decisão foi por uma rede do tipo mesh. Essas redes tem baixo custo de implementação e conta com experiências bem sucedidas no exterior.

A rede já implantada pela CPFL tem 95% de disponibilidade e alguns pontos de acesso tem alcance de até 50 km, surpreendendo até alguns técnicos do fornecedor.

Nos Estados Unidos existem redes mesh com mais de 400.000 pontos, operando com 7Mbps no primeiro salto, hop. Uma grande vantagem é a tolerância a falha da rede que auto configura quando da perda de nó de comunicação.

O desafio das redes mesh é atender a grandes volumes de dados, como para big data, e a queda de desempenho a partir do segundo salto. A queda de desempenho pode cair de 7Mbos para 1Mbps. Como não é uma rede determinística existem limitações para telecomandar dispositivos críticos na rede, como subestações, seccionadores e disjuntores.

A comunicação ainda continua sendo um desafio para a implantação de sistemas complexos de Smart Grid.

3 Passos para reuniões mais eficientes e valiosas

As reuniões são um investimento, e estes passos podem significar a diferença entre perder tempo e energia e recurso valioso.

Quantas reuniões você assistir na semana passada que carecia de uma agenda específica, começou tarde, e depois terminou tarde? Quantas vezes você participou de uma reunião sem saber por que você estava mesmo lá? Quantas reuniões realmente resultou em uma nova idéia ou uma decisão susceptível de recurso?

Com cerca de 11 milhões de reuniões de negócios que ocorrem a cada dia, uma coisa é clara: As reuniões são um dos pilares da cultura empresarial. Quando eles são conduzidos de forma eficaz, que inspiram e inflamam a inovação, e levam as equipes a um maior desempenho, torna a organização mais forte. Quando eles são ineficazes e irrelevantes, eles afligem a todos nós com a noção de que este tempo juntos foi um desperdício, caro e ineficiente.

Muitas reuniões não conseguem gerar nenhum retorno significativo do investimento do nosso tempo e energia. E eles minam a nossa produtividade. Nossa cultura intensiva de reunião obriga as pessoas a completar o seu trabalho à margem do seu dia – no início da manhã e tarde da noite – afetando sua saúde, motivação e equilíbrio entre vida profissional.

Algo tem que mudar.

É hora de uma reunião revolucionária.

Comece a revolução, questionando o valor de cada reunião que você participa, através da preparação para as suas reuniões, e pela garantia de que as pessoas certas, e apenas as pessoas certas, são convidados.

1. CAUSA O VALOR DE CADA REUNIÃO VOCÊ ASSISTIR

Em vez de aceitar automaticamente a próxima solicitação de reunião, uma pausa e considerar o retorno da reunião sobre o investimento para você. Pergunte a si mesmo:

  • Será que essa reunião irá me ajudar a alcançar meus objetivos?
  • Como o esta reunião irá alinhar as prioridades estratégicas da empresa?
  • Qual a contribuição que eu posso dar na reunião?
  • Será que alguém irá notar se eu não estiver presente?
  • Será que esta reunião ser energizante, ou vai sugar a vida de dentro de mim?
  • Será que este encontro será uma repetição dos últimos cinco encontros que participei?
  • Estar participando desta reunião é o melhor uso do meu tempo agora?

Lembre-se, cada vez que você dizer sim a uma coisa, você está dizendo não para outra coisa.

2. REUNIÃO SUCESSO E EFICÁCIA DEPENDEM DO SEU PLANEJAMENTO

Para se preparar para a sua próxima reunião pergunte a si mesmo as seguintes questões:

  • Por que precisamos saber das coisas dessa reunião?
  • Qual é o objetivo da reunião?
  • Será esta uma reunião de informação, uma tomada de decisão, uma resolução de problemas, um brainstorming, um team-building, ou reunião para desenvolver habilidades?
  • Ou uma combinação de alguns deles?
  • Qual é o resultado que eu quero alcançar, qual o resultado desta reunião?
  • Existe um formato alternativo que posso usar para alcançar o resultado?
  • Se a reunião é essencial, qual é o formato ideal para alcançar os resultados: uma reunião presencial, um encontro virtual, ou uma combinação dos dois?
  • Quem precisa para participar da reunião?
  • Quais são as informações que eu preciso dos participantes?
  • O que os participantes precisam saber ou fazer com antecedência para alcançar o resultado reunião?
  • Quais as expectativas que eu tenho para os participantes da reunião e a preparação que preciso para participar de forma efetiva?
  • Como vou comunicar essas expectativas?
  • Qual é o tempo ideal para cumprir o propósito declarado da reunião?

Use as respostas a estas perguntas para orientá-lo no planejamento e preparação para sua próxima reunião.

3. CONVIDAR AS PESSOAS CERTAS E APENAS AS PESSOAS CERTAS

Para começar a pensar sobre quem convidar para a reunião, começe por reconhecer que existem quatro tipos de participantes da reunião: o tomador de decisão, o influenciador, o pessoal de recursos, e o executor.

O tomador de decisão é a pessoa com autoridade para tomar decisões. O influenciador tem a força e os recursos dentro da organização para defender e apoiar as decisões e iniciativas. O pessoal de recursos tem conhecimentos, habilidades necessários para apoiar as decisões e  planos para a execução dessas decisões. O executor tem o conhecimento, habilidades, recursos e autoridade para concluir com êxito o trabalho resultante da reunião.

Uma reunião ideal tem cada um desses tipos de participantes da reunião no atendimento. É claro que uma pessoa pode representar vários papéis, enquanto mais de um representante de uma função específica pode ser necessária. Por exemplo, você pode precisar de três executores para concluir um projeto complexo discutido durante a reunião.

Para determinar quem realmente precisa para participar da reunião pergunte a si mesmo:

  • Qual é o resultado de reunião?
  • Quem na organização devem estar presente para alcançar o resultado reunião?
  • Quem é o responsável pelas decisões?
  • Quem é o influenciador?
  • Quem é a pessoa de recursos?
  • Quem é o executor?
  • Se há pessoas que não serão convidados para a reunião, mas que tenham sido convidadas para reuniões semelhantes no passado, e se sim, como eu vou comunicar a minha justificativa para excluí-los, neste caso?

Sem as pessoas certas na reunião, nada vai ser feito e tempo de todos será desperdiçado. Convide as pessoas certas e apenas as pessoas certas.

Um tomador de decisão não é necessário para iniciar uma reunião. Uma reunião começa com uma pessoa a optar por fazer algo diferente e, em seguida, comunicar com os seus colegas e equipe por que eles escolheram uma abordagem diferente.

Trinta e sete por cento do tempo empregado é gasto em reuniões. Então, quando você escolher para liderar uma revolução reunião, você não está apenas garantindo que este investimento de tempo e energia gera um retorno significativo sobre o investimento, mas você também está usando o seu tempo e da equipe de para fazer o trabalho que vocês são bons e foram contratados para fazer, e esse trabalho irá fazer crescer o negócio.

Por Carson Tate
6 DE ABRIL DE 2015

Tradução do artigo da Fastcompany.com em 12/4/2015, http://www.fastcompany.com/3044684/work-smart/3-steps-towards-more-efficient-and-valuable-meetings

Quando o telefone é melhor que o Twitter 

Depois de contar até 10 e ainda sentir vontade de reclamar de algo é melhor telefonar antes de colocar no Twitter. O resultado pode ter enferme repercussão quando os envolvidos são Donald Trump e John Legere. O primeiro, magnata da indústria de hotéis e cassinos e, o segundo o CEO da T-Mobile.

Legere incomodado com músicos de rua que perturbam sua paz no hotel de Trump, alfinetou no Twitter que não estava satisfeito com os serviços do hotel e que para onde olhava tinha algo falando de Trumps. Argumentou que em Nova York tudo tem que ser planejado para dar tranquilidade aos hóspedes, mesmo contra ruídos da agitada cidade.

Não demorou Trumps respondeu que Legere deveria melhorar os serviços da T-Mobile é que não queria mais os serviços em seus prédios. Ainda, tuitou que os serviços da Verizon são melhores.

Na sequência um Tweet de Legere dizendo que estava deixando o hotel.

Nessa fogueira de vaidades, melhoria seria um ter ligado para o outro e conversar sobre como resolver o assunto.

Entretanto, o que sugere o episódio, entre duas pessoas que são prestadores de serviços, foi a intolerância com serviços, supostamente ruins, e da forma de tratamento com os clientes. A pergunta que fica é se eles tratam seus outros clientes da mesma forma…

Cozinhar ficou mais fácil 

  

Segundo alguns chefs profissionais o segredo de cozinhar está na correta temperatura que os alimentos são preparados. Para os pobres mortais, onde uma receita tirada de um site de culinária nunca se traduz em um prato perfeito, parece que a solução está na tecnologia IoT, Internet of Things. 

O sistema Meld Knob+Clip permite o cozimento na temperatura precisa dos alimentos. O sistema é simples. Você substitui um dos botões do seu fogão pelo dispositivo que conectado a um sensor de temperatura colocado na panela ajusta, automaticamente, a intensidade da chama para manter a temperatura programada. 

Um aplicativo da empresa tem várias receitas e permite a configuração do dispositivo, remotamente. Essa solução disruptiva substitui dispositivos similares que custam várias centenas de dólares ou, em alguns casos, milhares de dólares. Nos Estados Unidos está na faixa de US$200.

Com o avanço da tecnologia qualquer um com acesso à Internet e dispositivos programáveis serão mestres na cozinha. 

O mundo evolui

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Quando olhamos a linha cronológica da história da humanidade um intervalo de 50 anos quase passa desapercebido. O destaque fica para fatos que influenciam, significativamente, a relação entre nações, catástrofes naturais e descobertas científicas que mudam o rumo da história.

Acredito que Cuba tem um espaço na história pela revolução cubana liderada por Fidel Castro com um punhado de revolucionários que tomaram o poder de um ditador, pela quase terceira guerra mundial com os mísseis soviéticos e agora pela retomada das relações com o mundo capitalista. A atitude do presidente americano Obama de flexibilizar as sanções econômicas, mesmo contra a posição do partido republicano, ainda é uma questão que deve ser analisada com mais profundidade. Uma que podemos visualizar é evitar a forte influência chinesa e de outros paises asiáticos na ilha. Como por exemplo, a operação do porto de Mariel por uma empresa de Singapura. Tem ainda a influência do bloco boliviano, porém com o fracasso das politicas econômicas dos paises do bloco ficou irrelevante.

O temos que aprender com isso é temos que ser flexíveis para mudanças, mesmo que estas questionem nossos princípios. Assumir uma posição estática enquanto o mundo se movimenta é suicídio intelectual, social e econômico.