Hoje a buzzword do mercado é transformação digital. Um desafio para os executivos, principalmente de empresas tradicionais, criar novos modelos de negócios baseados na digitalização, independentemente do seu produto. O fabricante de lixeiras deve desenvolver uma lixeira inteligentes que avise ao serviço de coleta quando estiver pronta para a coleta. As bonecas devem ter um sistema de reconhecimento de voz e inteligência artificial para conversar e aprender os hábitos das crianças. O fabricante de concreto deve implantar um sistema de logística integrado com as obras para minimizar o tempo de espera para entregar o concreto. A diferença da transformação digital para o tradicional modelo de tecnologia da informação é que agora a TI é parte integrante da estratégia do negócio, ao invés de ser apenas uma ferramenta de apoio para melhorar a produtividade. Com isto, o conceito de terceirização de serviços de TI deve ser revisto. Não dá mais para delegar o desenvolvimento de sistemas ou entregar, completamente, a operação para especializadas. Nas startups o CEO já incorporou as funções do CIO, os analistas de negócios incorporaram as funções de analistas de sistemas, o staff de backoffice assumiu a operação dos sistemas e garantir a disponibilidade dos serviços. (mais…)
Autor: Eduardo Fagundes
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O que aprendemos com a corrida espacial que levou o homem à Lua?
Em 20 de julho de 1969 o homem pousava na superfície da Lua. A missão Apollo 11 com a alunissagem de Neil Armstrong e Buzz Aldrin marcou a supremacia da engenharia, a eficiência de um modelo de gerenciamento de projeto e, mais importante, a capacidade humana de atingir objetivos ambiciosos. Outras missões tripuladas voltaram para a Lua e, depois disso, o interesse desapareceu. Durante o desenvolvimento do projeto, na intrigante e criativa década de 60, foram criados novos materiais, novas tecnologias, modelos de gestão e novos testes para avaliar a capacidade humana de enfrentar o desconhecido. Missões foram lançadas ao espaço para testar os protótipos, milhares de pessoas foram envolvidas no projeto e bilhões foram gastos. Este movimento de desenvolvimento tecnológico, associado com a Guerra Fria, gerou movimentos culturais igualmente singulares, como o movimento de contracultura hippie. Também, foram criadas séries para a televisão memoráveis como Jornada nas Estrelas, Perdidos no Espaço, O agente da UNCLE, The Jetsons, além do filme 2001 Uma Odisseia no Espaço. Mas afinal, o que aprendemos com todos estes movimentos? (mais…)
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Novas tecnologias eliminam a necessidade de Data Centers Tier IV
Durante anos o desejo de todo CTO era ter um data center tier IV, classificação máxima da Uptime Institute, para atender aos negócios com 99,995% de disponibilidade (26 minutos de indisponibilidade por ano). O paradigma era conseguir através da redundância de todos os artefatos de infraestrutura, incluindo fornecedores diferentes para evitar pontos únicos de falha. Isso exigia enormes investimentos e somente em raríssimos caso era justificável. O paradigma começou a mudar com a virtualização de servidores e depois com a introdução do Hadoop, infraestrutura para Big Data, que usa um conceito diferente de armazenamento e processado de dados distribuído, incluindo redundância na gravação de registros. Estas novas tecnologias permitem uso de servidores mais baratos. Lembrando que muitos softwares para grandes instalações são open source, eliminando a necessidade de controlar licenças por servidor ou, absurdamente, por CPU. Agora, com a difusão do Blockchain, tecnologia que permite o armazenamento de dados distribuídos em vários data centers de diferentes fornecedores, reduz-se a necessidade de caros data centers tier IV.
Atualmente, a disponibilidade dos data centers é baseada em software. As redes de fibra ótica garantem a conexão com altíssimas taxas de transmissão, comercialmente, chegando na casa de terabits por segundos em pouco tempo. Isto permite o espelhamento de bases de dados em diferentes data centers em tempo real, facilitando as estratégias de contingência.
O barateamento e padronização do hardware, usando o OCP, Open Compute Project, por exemplo, e o uso de Kubernetes para a configuração de containers nas instalações de data centers, simplificou a configuração dos data centers. O DCIM, Data Center infrastructure Management, integrou as operações de processamento e de infraestrutura, reduzindo paradas por falhas humanas e maximizando o uso dos recursos. Soma-se o DevOps, que integra o processo de desenvolvimento de software com os processos de operação, que automatizam o deployment de aplicações.
Estas novas tecnologias quebraram muitos paradigmas dos antigos data centers, fazendo com que os clientes avaliem mais a infraestrutura de software e os níveis de automação do que as certificações físicas de data centers do passado. Então, nas RFPs – Request for Proposal – foque na configuração de software da infraestrutura ao invés de especificar certificações, isto custa caro para os data centers e, obviamente, é repassado para o custo final.
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O fim dos Data Centers Corporativos nas empresas
A ODATA começa a operar seu data center em Santana de Parnaíba (SP) e anunciou investimentos na Colômbia, Chile, Peru, Argentina e México. A Mandic compra parte das operações da Ascenty, que passa a se dedicar a infraestrutura e conectividade. A Angola Cables inicia a construção de um Data Center em Fortaleza. Os investimentos envolvem centenas de milhões de dólares que são aportados por fundos nacionais e internacionais. A grande oferta de serviços de data centers criar maior competição, melhoria de serviços e custos mais justos. Isto começa a inviabilizar a manutenção dos data centers nas empresas, principalmente, com um cenário de baixo crescimento econômico, onde as empresas precisam reduzir custos.
Os maiores serviços de data centers globais, como AWS da Amazon, Google Cloud e Azure da Microsoft começam a ser atacados por empresas menores em áreas de nicho, como colocation e prestação de serviços de monitoração de aplicações. Outra solução de nicho é ofertar ERPs com serviços de data centers integrados, tirando os altos custos de upgrades de versão da conta dos cientes. (mais…)
