Categoria: inovação

  • O que é inovação disruptiva?

    Assista o vídeo sobre inovação disruptiva. Esse vídeo explica o que uma inovação disruptiva com exemplos de produtos. Uma inovação evolutiva adiciona novas funcionalidades aos produtos e serviços, não necessariamente exigidas pelos clientes. Um inovação disruptiva é quando um produto ou serviço atende com simplicidade e baixo custo as necessidades essenciais dos clientes. Com isso é possível atingir novos mercados e não consumidores.

  • Inovação disruptiva

    Aprenda mais sobre inovação: [ vídeos ]

    As empresas devem ter estratégias para a inovação em diferentes níveis: produto; segmento que atua; novos mercados; e, da própria empresa. Existem dois tipos de inovação: sustentação (evolutivo e revolucionário); e, a disruptiva. Algumas pessoas associam a inovação com a tecnologia, porém muitas vezes a tecnologia é apenas um meio para a inovação. As inovações evolutivas e revolucionárias não afetam os mercados existentes. A inovação disruptiva cria um novo mercado, aplicando um conjunto diferente de valores que de alguma forma afetará os mercados existentes. O desafio é prever quando uma inovação disruptiva irá afetar o seu mercado consumidor.

    A inovação disruptiva (melhor do que o termo tecnologia disruptiva) gera uma perturbação no mercado. As inovações de sustentação são tipicamente baseadas em tecnologia, enquanto as disruptiva são baseadas na comercialização. Por exemplo, o automóvel era uma tecnologia revolucionária, mas não era uma inovação disruptiva, pois não afetou o mercado dos veículos puxados a cavalo, pois eram caros demais e de produção limitada. A inovação disruptiva foi o modelo de produção em massa de automóveis idealizada por Henry Ford  tornou os automóveis baratos e acessíveis às pessoas que tinham veículos puxados a cavalo.

    A inovação disruptiva, termo cunhado por Clayton Christensen, descreve um processo pelo qual um produto ou serviço começa por aplicações simples, na parte inferior de um mercado e, progressivamente, se move para “acima do mercado”, acabando por deslocar ou eliminar concorrentes estabelecidos.

    Uma inovação disruptiva permite que uma população totalmente nova de consumidores tenha acesso a um produto ou serviço que foi historicamente apenas acessível aos consumidores de alto poder aquisitivo e com muita habilidade para usá-los.

    As características das empresas disruptivas, pelo menos em seus estágios iniciais, podem incluir: reduzir as margens brutas; mercado alvo menor; e, produtos e serviços mais simples que podem não parecer tão atraente como as soluções existentes, quando comparados com indicadores de desempenho tradicionais. Porém, com o tempo os produtos ou serviços são aperfeiçoados e ganham novos mercados.

    As empresas já estabelecidas em determinados mercados tendem a inovar mais rápido do que a mudança de comportamento de seus clientes, produzindo produtos ou serviços caros demais e até inconvenientes para muitos clientes. Isso ocorre porque essas empresas estão apenas perseguindo a “inovação de sustentação”, tentando perpetuar o sucesso histórico de seus produtos. Entretanto, acabam deixando a porta aberta para novas empresas disruptiva.

    A ideia corrente é uma empresa é boa quando seus produtos superam, tecnologicamente, seus concorrentes. Christensen e seus colegas mostraram que essa ideia está errada. Eles mostraram que as boas empresas estão, geralmente, cientes das inovações, mas o seu ambiente de negócios não permite implantá-las, porque não são suficientemente rentáveis no início e o seu desenvolvimento perde recursos para as inovações sustentáveis.

    Christensen define uma inovação disruptiva como soluções tecnologicamente simples, usando componentes de prateleira em uma arquitetura de produto mais simples que os existentes. Os produtos têm menos recursos que os oferecidos aos clientes de mercados estabelecidos, embora muitos deles fossem raramente utilizados.  As inovações disruptivas oferecem um pacote diferente de atributos validos para mercados emergentes e sem importância nos mercados estabelecidos.

    A indústria de computadores sofreu várias ondas de inovação disruptiva. A primeira foi a substituição dos mainframes por minicomputadores. A segunda onda, a substituição dos minicomputadores por computadores pessoais. A terceira onda está começando com os tablets. Os sistemas operacionais também estão provocando novas perturbações no mercado. As tecnologias de virtualização e computação em nuvem (Cloud Computing) estão provocando mudanças no mercado, permitindo que várias aplicações somente disponíveis para grandes empresas possam ser utilizadas por pequenas e médias empresas.

    Assista a entrevista com Clayton Christensen para a Harvard Business.

  • Como executar um projeto de inovação

    Costumo dizer que existe um abismo entre uma boa ideia e sua comercialização. O sucesso de um produto inovador está na capacidade das pessoas de executar o projeto. O Prof. Vijay Govindarajan define criatividade como a ação de criar algo novo e inovação a capacidade de colocar em ação a ideia. Thomas Edison, dizia que em um processo de inovação é 1% inspiração e 99% transpiração. Para executar um projeto de inovação é necessário processo, disciplina e uma cultura organizacional que aceite a inovação.

    O Prof. Vijay recomenda a criação de uma organização separada do resto da empresa e a definição de novos critérios de desempenho para cada projeto de inovação. A inovação é no final do dia um experimento. Neste caso, os resultados não podem ser previstos com exatidão. Se colocarmos pessoas da organização antiga na nova corre-se o risco deles não aceitarem ou não entenderem os resultados de desempenho da nova operação e, simplesmente, abortarem o projeto. Isso traz um grande desafio para as empresas combinar os talentos e processos da velha e nova organização.

    Para a nova organização vencer é necessário contratar novos talentos do mercado com o objetivo de esquecer o passado. Entretanto, temos que considerar o empréstimo de certas expertises da antiga organização para criar sinergia. Para saber quais as expertises emprestar da antiga organização temos que testar as premissas do novo negócio ou produto. Um desafio adicional é gerenciar essa nova organização. Não devemos coloca-la subordinada a pessoas que gerenciam pessoas e processos da antiga organização. Isso sufocará a nova organização, pois ela terá que seguir os princípios da velha organização em que muitas vezes não se adaptam ao novo modelo proposto.

    Um exemplo interessante foi quando a uma grande montadora de automóveis nos Estados Unidos decidiu criar uma operação para desenvolver software em pleno auge de lançamento de empresas inovadoras. Os antigos recrutadores estavam tentando contratar jovens programadores que deveriam se transferir da região do Vale do Silício para a região industrial de Detroit. E ainda, trocar as condições de receber como pagamento ações das novas empresas por salários controlados por fortes estruturas organizacionais. O projeto não conseguiu atrair talentosos programadores. Interessante para que os recrutadores esse processo era totalmente normal, pois acreditavam que todas as pessoas tinham interesse em trabalhar na sua empresa. Isso mostra a importância de criar uma nova organização para atender as condições de um novo negócio.

    Outra questão é como minimizar os riscos de um projeto de inovação. Uma nova ideia não acontece do dia para a noite. Começam a existir sinais que apontam para o futuro. O que devemos fazer é amplificar esses sinais para testar seu poder de transformação. Para fazer isso temos que focar nas premissas dos produtos. Por exemplo, o quesito mobilidade do produto. Será que os consumidores ainda estão dispostos a adquirir computadores grandes e pesados sem conexão Internet de difícil transporte?

    Sugiro assistir a entrevista do Prof. Vijay Govindarajan que mostra algumas estratégias para uma perfeita execução.

  • Como manter a motivação

    Para mantermos a motivação devemos estar em harmonia interna e manter bons relacionamentos com as pessoas. Ter harmonia interna é ter autoestima. É olhar as coisas de forma positiva e buscar formas de melhorar as condições de vida das pessoas. Ouvir com atenção os outros sem interromper e responder com ponderação, visão holística e otimismo ajudam a criar um clima de motivação nas pessoas ao seu redor. Não tente resolver um problema sozinho, peça ajuda. Busque ideias, sugestões e informações. Relacione-se.

    No ambiente de trabalho o líder é responsável por manter a equipe motivada. O líder deve ter sensibilidade para saber o que passa com o grupo. Para isso deve estar sempre presente, conversando com as pessoas e envolvido na solução dos problemas. O líder deve tomar decisões que outras pessoas não podem tomar no momento em que elas precisam ser tomadas ou, de preferencia, antecipando-se a elas. O líder deve garantir que as pessoas estão no caminho certo e abrir oportunidades para elas crescerem. O líder deve acompanhar o desempenho dos membros da equipe e estabelecer objetivos desafiadores individuais e em grupo. O líder motivador é um gestor inteligente.

    O líder motivador reconhece e apoia as pessoas no trabalho. Quando passa uma tarefa explica o propósito e sua expectativa de resultados. Discute qual a melhor forma de executar a atividade. Transfere sua experiência e dá oportunidade para as pessoas desenvolverem o trabalho. Ajuda nos momentos de dificuldade e dá feedback imediato para melhorar de desempenho ou demonstrar reconhecimento. Mostra confiança nas pessoas.

    Trabalhar com pessoas motivadas é certeza de sucesso.