Autor: Eduardo Fagundes

  • Grandes backlogs um legado do antigo modelo de TI

    Grandes backlogs um legado do antigo modelo de TI

    Um dos maiores desafios das organizações de TI é gerenciar o backlog de sistemas. Em muitos casos, o backlog gera atritos entre as áreas de negócios e a TI, arranhando a reputação da organização da TI e gerando prejuízos para a empresa ou perda de oportunidades de melhorar a produtividade para melhorar sua competitividade. Em muitas organizações, o backlog de sistemas pode consumir cerca de 80% dos recursos disponíveis em TI, onde 21% são gastos para correções de erros. O backlog pode ser divido em três categorias: visíveis, invisíveis e desconhecido. No limite podemos afirmar que o backlog é gerado pela falta de confiabilidade dos sistemas, incluindo falhas na definição de requisitos. A solução não está na TI, é necessária uma mudança na cultura empresarial.

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  • Franquia de dados na Internet fixa pode inviabilizar serviços Over The Top

    Franquia de dados na Internet fixa pode inviabilizar serviços Over The Top

    As operadoras de Internet fixa Vivo, Net e Oi passaram a oferecer apenas planos com limite de dados mensal, similar aos serviços de dados móvel. Ou seja, se ultrapassar o limite contratado o serviço será bloqueado ou ter sua taxa de transmissão reduzida. Os planos intermediários podem variar entre 80GB e 100GB. Normalmente, a Internet fixa é compartilhada nas casas entre vários dispositivos, como computadores, televisão, videogames, smartphones, tablets e outros dispositivos que virão baseados em Internet of Things e até brinquedos que interagem com as crianças através de roteadores sem fio. O modelo de plano de Internet fixa ilimitado permite o uso de vários serviços over the top sem restrições, como o Netflix, Skype, YouTube e outros com consumem grandes volumes de dados. No modelo com franquia os usuários terão que controlar e definir novos pacotes de dados. Esse modelo resolve, em parte, as reclamações dos provedores de Internet que não ganhavam nada com serviços da Internet, embora fossem eles que oferecem toda a infraestrutura de rede para que esses serviços funcionem.

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  • Google adere ao Open Compute Project: estamos a caminho do Utility Computing

    Google adere ao Open Compute Project: estamos a caminho do Utility Computing

    A Google anunciou sua adesão no projeto fundado pela Facebook cinco anos atrás, o Open Compute Project (OCP). O projeto reúne várias empresas que para o desenvolvimento de hardware aberto. A Google é um colaborador de peso em software livre – open source – e agora assinou um contrato para colaborar no projeto de distribuição de energia de 48 volts para os racks de data centers, com a expectativa de reduzir 30% de sistemas que operam com 12 volts. Isso irá contribuir para a nova geração de hardware, principalmente para apoiar a computação em hiperescala. A Microsoft anunciou que está trabalhando com a Arista, Broadcom, Dell e Mellanox para desenvolver componentes de rede para o projeto. Os grandes data centers já estão comprando hardware diretamente de fornecedores chineses e taiwaneses, incluindo a Google. A Alibaba, Tencent e Baidu também compram localmente, afirmando ser por razões de segurança e nacionalismo. Isso coloca em estado de atenção a indústria de servidores americanas, como a HPE (Hewlett-Packard Enterprise) e a Dell. Tudo indica que estamos convergindo para o Utility Computing, onde teremos serviços de computação padronizados, tornando mais barato e fácil a seleção e migração de uma empresa para outra.

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  • Reduzir custos não é suficiente para garantir a continuidade das empresas

    Reduzir custos não é suficiente para garantir a continuidade das empresas

    Segundo a agência de risco Moody’s o Brasil terá um crescimento máximo de 2% até 2021. O relatório Focus de 4/3/2016, que oferece a visão dos principais agentes financeiros do país sobre o futuro da economia, indica um crescimento negativo de 3,5% em 2016 e um crescimento positivo de 0,5% em 2017. Somando 2015 e 2016 teremos uma queda de 7,3% no PIB. Com um crescendo 2%, conforme prevê a Moody’s, demoraremos para retomar o crescimento.

    Nesse período os consumidores adotarão novos hábitos de consumo que redefinirá o mercado brasileiro nos próximos anos. Isso aconteceu após o racionamento de energia em 2001, onde a demanda de energia reduziu, mesmo depois do fim do racionamento, devido a adoção de novos hábitos dos consumidores.

    Seguindo esse raciocínio, apenas reduzir custos não resolve para enfrentar a recessão, imaginando que seus atuais produtos continuarão sendo competitivos quando da retomada do crescimento econômico.  O desafio não é sobreviver, e sim descobrir quais serão os novos hábitos dos consumidores e como se preparar para atendê-los.

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