Autor: Eduardo Fagundes

  • Grupo de Estudos sobre Cursos de Pós-Graduação de TI

    Estamos liderando um grupo de estudos sobre os cursos de pós-graduação para TI e telecomunicações na SUCESU-SP. O grupo está aberto aos associados, fornecedores de TI e entidades de ensino superior.

    O objetivo do grupo de estudo é identificar as demandas do mercado de TI para alinhar com a oferta dos cursos de pós-graduação de TI.

    Assume-se como premissa que os cursos de graduação tem a finalidade de formação generalista e prepara os alunos para o ingresso no mercado de trabalho. Os cursos de pós-graduação tem o objetivo de qualificar os profissionais em determinadas áreas de conhecimento para melhorar seu desempenho e permitir seu crescimento na organização.

    A criação de novos cursos de especialização deve acompanhar a dinâmica e a velocidade das demandas do mercado, tanto em conteúdo como em número de vagas para atender às necessidades do mercado.

    O atraso da introdução de uma nova tecnologia no mercado pode ser ocasionada pela ausência de pessoal qualificado. As empresas pioneiras acabam pagando um alto custo para introduzir novas tecnologias, que podem em alguns casos pode ser inviabilizada pela ausência de pessoal especializado. Em geral, os primeiros profissionais capacitados tem um custo maior. Atraídos pelos altos salários, novos profissionais se especializam nas áreas de baixa oferta de profissionais e alta demanda pelas empresas, iniciando um processo que com o tempo atinge a saturação do mercado e, consequentemente, o valor dos salários diminui.

    De uma forma geral, os cursos de pós-graduação só detectam as novas demandas quando a curva de demanda está próxima a saturação. Isso reduz a atratividade dos cursos e se estabelece uma situação crônica de baixa procura e, muitas vezes, as turmas não fecham por falta do número mínimo de alunos.

    O objetivo do grupo de estudos é antecipar a demanda e permitir que as escolas desenvolvam novos cursos para atender a demanda de mercado antes de atingir a linha de saturação.

    Serão beneficiadas as empresas que aceleram e reduzem seus custos de implantação de novas tecnologias, os fornecedores que aumentam suas vendas e, consequentemente, devem contratar mais especialistas e as escolas que aumentam sua relevância no mercado com novos conteúdos e trabalhos acadêmicos com as necessidade do mercado, além de aumento de receita.

    O conteúdo detalhado de cada curso será desenvolvido por cada escola de pós-graduação com o objetivo de fomentar a competição sadia no mercado, onde cada instituição aproveitará seus recursos humanos e tecnológicos para criar os diferenciais de mercado.

    O grupo identificará o conhecimento e habilidades necessárias para cada função existente nos usuários finais e fornecedores de TI. A partir desse levantamento serão discutidas as novas tecnologias e habilidades gerenciais necessárias para o aumento de desempenho desses profissionais e, consequentemente, das equipes das organizações.

    O grupo de estudos será coordenado pela vice-presidência de inovação da SUCESU-SP e serão convidados seus associados, fornecedores de TI e escolas de pós-graduação, devidamente credenciadas pelo MEC.

    Os representantes do interior do Estado de São Paulo participarão através de vídeo ou áudio conferencia, ficando aberta sua participação presencial na sede da SUCESU-SP em São Paulo.

    Informações sobre o grupo.

  • Quando as redes são mais eficientes que as ferramentas corporativas

    Imagine a seguinte situação: um colega de trabalho está desenvolvendo um projeto no final de semana na empresa e precisa de uma informação sua e você está sem o seu telefone corporativo (para empresas que ainda não adotam o BOYD). Qual a melhor forma dele entrar em contato com você? Provavelmente, usando uma das ferramentas que está sempre ativa no seu smartphone particular: Facebook, Skype ou o Hangout da Google.

    Você precisa discutir um detalhe do projeto e será necessário compartilhar um documento para você opinar. Vocês podem estabelecer uma sessão do Skype ou do Hangout e compartilhar o documento ou a tela do computador do colega. Se precisar de mais auxilio, basta conectar outros colegas para participar da conversa.

    O incrível é que tudo isso é de graça, diferente das complexas redes corporativas com seus firewall, VPNs e softwares quadrados. Mais incrível ainda é que muitas empresas proíbem o uso de redes sociais no trabalho por considerarem improdutivas.

    Outro exemplo é o armazenamento de dados. Com uma simples conta no Gmail da Google ou do OneDrive (antigo SkyDrive da Microsoft) você tem entre 3GB até 15GB de espaço para armazenamento e acesso de qualquer lugar e dispositivo e é claro, de graça.

    Os jovens que nasceram na era da Internet têm um impacto quando são submetidos às regras e limitações das redes e serviços corporativos quando começam a trabalhar. Eles simplesmente não entendem porque restringir sua forma de comunicação e as facilidades tecnológicas do seu cotidiano. Os mais velhos também começam a questionar.

    O fato é que as empresas que entenderam que as redes sociais são mais eficientes que as corporativas, estão ganhando em produtividade e, consequentemente, em vantagem competitiva com menores custos, dinamismo e flexibilidade para atender aos clientes.

  • O storytelling e o sucesso em vendas

    O sucesso em vendas depende de um bom relacionamento com o cliente e um contexto favorável para o produto que se pretende vender. Algumas vezes é necessário criar ou melhorar o contexto para facilitar a venda. Um bom contexto deve carregar emoção, mesmo que seja a satisfação pela redução de custos. Consegue-se transmitir emoção contando uma boa história. É aí que uma técnica usada a milênios chamada storytelling.

    Vender é uma arte. Transmitir emoção contando uma boa história requer habilidade. Para o sucesso em vendas o vendedor tem que ser um bom contador de histórias.

    Boas histórias tem personagens, datas e cenários bem definidos. Quanto melhor descrição mais real é história, principalmente, se quem conta é um dos personagens.

    Cada situação que vivemos pode se tornar uma história. Podemos romancear cada episódio. Quem nunca ouviu a expressão “minha vida daria um livro”. Então escreva esse livro adaptado aos seus negócios. Uma venda consultiva é apoiada pela experiência dos consultores.

    Na sua próxima visita comercial conte uma história para a seu cliente onde a solução é o uso do seu produto.

    Leia também Como aprovar projetos de TI na disputa com projetos de negócios

  • Black Friday, Cloud Computing, Big Data

    O Black Friday do dia 29/10/2013 mostrou que ainda precisamos evoluir no comércio eletrônico no Brasil, tanto na infraestrutura como na ética. Entretanto, as lições aprendidas criam oportunidades para melhorias e conhecimento do mercado. Ficou evidente que muitos sites de compras ainda não conseguem usufruir dos benefícios da computação em nuvem (Cloud Computing).

    Problemas de acesso aos sites e para concluir as compras foram as duas maiores reclamações dos consumidores no site ReclameAqui.

    Isso demonstra que ainda a infraestrutura das lojas virtuais ainda não estão preparadas para grandes eventos de compras. A computação em nuvem, se bem configurada, resolve o problema com sua característica de escalabilidade, incluindo o processamento e o número de conexões de Internet.

    O uso de Big Data nesses eventos torna possível analisar o comportamento dos consumidores em tempo real. Com isso, redefinir preços e campanhas de marketing nas redes sociais também em tempo real. O Big Data permite avaliar em poucos segundos cenários de preços e rentabilidade do estoque dos produtos disponíveis, encontrando o cenário ótimo para maximizar a lucratividade e obter a melhor vantagem competitiva nas vendas.

    Obvio que empresas que já utilizam Big Data para avaliação de cenários a partir do acompanhamento dos consumidores nas redes sociais estavam mais preparadas para o Back Friday.

    O próximo desafio dos sites de compras é atender os prazos de entrega dentro do contrato como os consumidores. Pela proximidade do Natal será um grande teste da logística de entrega.

    O terceiro lugar nas reclamações foi a maquiagem dos preços, com aumentos no dia anterior e descontos no dia da promoção. Em números absolutos as maiores reclamações foram para cinco sites administrados pelo Pão de Açúcar (Extra.com, PontoFrio.com e Casas Bahia) e B2W (Submarino.com e Americanas.com). Segundo o ReclameAqui, a B2W é que prestou o melhor atendimento às reclamações dos consumidores. Boa lição aprendida depois que a empresa teve várias multas do PROCOM e foi proibida que operar no Rio de Janeiro por desrespeitar prazos de entrega das compras.