Autor: Eduardo Fagundes

  • Incentivos do governo para startups só no papel. Oportunidade para as empresas.

    Os órgãos de financiamento em inovação no País sofrem do mesmo problema de muitas empresas tradicionais. Querem utilizar velhos procedimentos para os novos e ágeis ambientes de inovação. Isso, provavelmente, explica nosso baixo investimento em inovação tecnológica com relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Lembrando que colocar em prática o conhecimento é a melhor forma de aprendizado. As startups também funcionam como componente de aperfeiçoamento do conhecimento e desenvolve o empreendedorismo, invocando o espírito selvagem dos empresários tão criticado pelo governo.

    Para reduzir os riscos, a FINEP e FAPESP oferecem financiamento para pequenas empresas com mais de um ano de atividade e, além disso, depois da inscrição enfrentam um longo caminho na análise das propostas que pode levar quase um ano. Outro programa, o Start-Up Brasil, só abre editais nos meses de abril e outubro. Ou seja, se uma empresa perde um dos editais só no próximo período.

    Infelizmente, os mecanismos de governos não estão alinhados com a realidade do mercado globalizado e da agilidade que os projetos de inovação exigem.

    Entretanto, esse cenário abre oportunidades para as empresas já estabelecidas que têm visão e buscam crescimento usando inovação aberta. Normalmente, os investimentos em startups não são elevados e em caso de fracasso não afetam o desempenho geral da empresa. Por outro lado, um sucesso no empreendimento pode gerar lucros e crescimento excepcionais.

    Mas como viabilizar o “matching” (o encontro) entre as startups e as empresas interessadas em investir?

    Uma forma é as empresas incluírem em seus sites uma área para startups definindo as regras para a apresentação das propostas e garantindo a confidencialidade das informações.

    Outra forma é utilizar sites de inovação (como o efagundes.com) para anunciar a predisposição da empresa em investir em inovação e definindo quais as linhas tecnológicas preferenciais. A principal vantagem é o apoio prévio que as startups recebem dos consultores do site antes das propostas serem submetidas as empresas investidoras.

    Mais um forma é uso das associações de empresas para centralizar os serviços de “matching”. Neste caso, as associações devem definir regras bem claras para disputas entre os associados sobre uma startup. A vantagem do uso das associações é a possibilidade de incubação das startups durante um período para amadurecimento do negócio.

    Concluindo, existe um espaço enorme para as empresas já estabelecidas crescerem usando a inovação aberta apoio startups com riscos baixos. A questão é a vontade de vencer a inércia do dia-a-dia.

  • ef Nosso canal no Youtube ultrapassou 12.000 visitas/…

    Nosso canal no Youtube ultrapassou 12.000 visitas/mês. O curso de e-Commerce (1.176 pageviews) foi o mais acessado. ow.ly/kBHIq

  • Preciso incluir o financiamento no plano de negócios?

    Sim, incluir o financiamento e sua amortização no plano de negócios é obrigatório. Em muitos casos o que viabiliza um novo negócio é a forma de financiamento, o desembolso mensal para saldá-lo, taxa de juros e a carência para iniciar os pagamentos.

    Existem financiamentos do FINAME para máquinas e equipamentos nacionais com juros extremamente atraentes e de longos prazos para pagamento. O BNDES oferece planos de financiamento de 120 meses com 24 meses de carência (isso pode variar dependendo da conjuntura econômica).

    Quando você monta uma empresa é necessário estabelecer o capital social inicial. Esse capital, que pode incluir ativos como imóveis e outros bens, devem ser suficientes para aquisição da infraestrutura da empresa e capital de giro. Eventualmente, o empresário pode “emprestar” dinheiro para a empresa e depois se ressarcir.

  • Fabricação de smartphones superam celulares burros: revolução ou dominação?

    A empresa de pesquisa IDC disse que mais smartphones do que telefones “burros” foram feitos este ano, um marco importante para a computação móvel, onde cada vez mais as milhões de pessoas terão acesso à Internet a partir de suas mãos.

    Os fabricantes fizeram 216 milhões de smartphones em todo o mundo nos primeiros três meses deste ano, em comparação com 189 milhões de celulares regulares, de acordo com a IDC divulgado no dia 25/4/2013.

    Isso é mais que uma revolução tecnológica, isso é uma revolução social. Significa a mudança de comportamento das pessoas, literalmente, no mundo inteiro. Cada vez mais seremos dependentes de computação e Internet. O consumo de software será ampliando de forma exponencial. A necessidade de gigantescos data center será cada vez maior com capacidade de processamento e armazenamento de dados impensáveis.

    Alguns estudiosos afirmam que quanto mais informação acessamos, menor é a nossa capacidade de raciocinar. Ou seja, as pessoas ocupam o seu dia lendo, assistindo vídeos e interagindo nas redes sociais, sobrando pouco tempo para pensar. Será que a Internet é o “big brother” e nós apenas seguidores?