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  • Inovação Aberta

    A inovação aberta é quando uma organização busca externamente soluções para seus desafios internos ou de seus clientes. As soluções são potencializadas quando são combinadas as contribuições externas com as internas. Isso faz diminuir o ciclo de desenvolvimento do produto ou serviço e agregar mais valor as soluções.

    Existem várias formas de buscar inovação externas: criando desafios tecnológicos para a comunidade, incluindo universidades; trabalhar com o conceito de co-criação; fomentar projetos em centros de pesquisas; utilizar intensivamente redes de colaboração através da Internet; utilizar modelos de crowdsourcing, onde a organização remunera a melhor ideia; contratar “technology brokers” para facilitar a transferência de tecnologia do mercado para a empresa; implantar sistemas de ideação para incentivar os colaboradores a contribuir com ideias novas; e outras formas de coleta de informações.

    As contribuições podem ser espontâneas ou direcionadas, envolvendo fornecedores, parceiros, líderes, colaboradores, clientes e canais de vendas. Workshops de criatividade são utilizados para incentivar os colaboradores a contribuir com ideias de forma estruturada e direcionada.

    Essas ideias são compiladas e agregadas em produtos e serviços. Existem várias modelos para trabalhar na pesquisa, desenvolvimento e comercialização de produtos inovadores. Entre esses modelos: trazer tecnologia do mercado; licenciamento de patentes; desenvolvimento em parceria; spin-off de empresas; entre outros.

    A inovação aberta está na pauta dos presidentes de empresas. Pesquisas mostram que mais da metade dos CEOs buscam inovação externa para seus produtos e serviços. Essas pesquisas mostram que quase a metade das empresas está buscando mercados totalmente diferentes dos que atuam.

    Entendo que não existe outra saída para as empresas se não incorporar a inovação aberta aos seus processos de desenvolvimento de produtos serviços.

  • Os CEOs devem assumir o papel dos CIOs

    Esse vídeo argumenta a proposta de transferir para os CEOs (Chief Executive Officer) o papel estratégico dos CIOs (Chief Information Officer). Um estudo da IBM com CEOs em todo o mundo mostrou que a tecnologia está no topo das atenções. Pressionados pela inovação, os CEOs concentram a atenção nos clientes e em formar uma organização mais colaborativa. A busca pela inovação externa e a entrada em mercados totalmente diferentes são citados pela maioria dos entrevistados. A tecnologia é parte fundamental nesse processo de transformação das organizações. Desta forma, os CEOs devem se envolver mais nos assuntos de tecnologia e assumir a responsabilidade direta por suas estratégias.

    Os CIOs que nas organizações tradições têm o papel de definir a estratégia da tecnologia da informação, na maior parte das organizações assume o atividades tático-operacionais.  Na maioria das organizações os CIOs estão subordinados a diretorias de finanças ou de assuntos corporativos, reduzindo seu poder de influência dentro da organização. Dentro desse contexto, as estratégias de negócios integradas com a tecnologia podem ficar prejudicadas.

    Dentro de um cenário onde o CEO tem a responsabilidade pela tecnologia, as barreiras organizacionais são naturalmente eliminadas e a velocidade de implantação de novas tecnologia são mais rápidas.

    Numa proposta de organização, cada diretoria funcional teria um gerente de TI se reportando diretamente ao diretor funcional. A diretoria de novos negócios seria responsável pela inteligência de negócios (BI) e Big Data. Seria criada uma diretoria de tecnologia, exclusivamente para tratar de assuntos de infraestrutura de TI com um CTO (Chief Technology Officer).

    O que fazer com os atuais CIOs? Eles são candidatos naturais a assumir a diretoria de novos negócios ou ser assessor direto do CEO em uma fase de transição organizacional.

    Essa proposta de organização cria maior sinergia e eficiência organizacional, facilita a introdução de projetos de inovação, quebra as barreiras organizacionais e oferece um salto de competitividade.

  • O que é inovação disruptiva?

    Assista o vídeo sobre inovação disruptiva. Esse vídeo explica o que uma inovação disruptiva com exemplos de produtos. Uma inovação evolutiva adiciona novas funcionalidades aos produtos e serviços, não necessariamente exigidas pelos clientes. Um inovação disruptiva é quando um produto ou serviço atende com simplicidade e baixo custo as necessidades essenciais dos clientes. Com isso é possível atingir novos mercados e não consumidores.

  • Mudança de paradigma no mercado de crédito de carbono

    A preocupação com o meio ambiente levou os países da Organização das Nações Unidas a assinarem um acordo que estipulasse controle sobre as intervenções humanas no clima. Este acordo nasceu em dezembro de 1999 com a assinatura do Protocolo de Kyoto. Os países desenvolvidos signatários devem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 5,2%, em média, relativas ao ano de 1990, entre 2008 e 2012. Esse período é conhecido como primeiro período de compromisso. Para não comprometer as economias desses países, o protocolo estabeleceu que parte desta redução possa ser através da compra crédito de carbono.

    Os créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões (RCE) são certificados emitidos para uma pessoa ou empresa que reduziu a sua emissão de gases do efeito estufa (GEE). Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono. Este crédito pode ser negociado no mercado internacional. A redução da emissão de outros gases, igualmente geradores do efeito estufa, também pode ser convertida em créditos de carbono, utilizando-se o conceito de Carbono Equivalente.

    O atual paradigma é que o vendedor comercialize a diferença entre o seu compromisso de redução e sua redução efetiva. Em países com grandes áreas de florestas é possível o vendedor comercializar a garantia que não desmatará sua área para outros fins.

    Entretanto, a prática de crédito de carbono não cobre tecnologias que possam sequestrar o carbono da natureza. O ato de retirar o carbono da atmosfera tem o mesmo efeito de reduzir sua produção. Desta forma, deveria ser possível pessoas ou empresas que executam práticas de sequestro de carbono poderem vender créditos.

    Uma pesquisa conduzida pelo professor do departamento de Genética Juarez Gabardo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o apoio da Monsanto e parceria com a Universidade de Auburn, no Alabama (EUA), tem mostrado que o melhoramento genético em plantas pode contribuir a mitigação do dióxido de carbono (CO2) atmosférico. Vista como uma das responsáveis pelo aumento do efeito estufa pela elevada emissão de gases, principalmente o dióxido de carbono (CO2), a agricultura pode atuar como acumuladora de carbono, de acordo com a pesquisa, desde que siga o caminho da precisão, aplicando a inovação tecnológica desenvolvida em laboratórios e acessível aos agricultores.

    Segundo Daniela Calazans, gerente de originação da empresa Ecosecurities. “Por enquanto, não há metodologias que tratem da questão do sequestro de carbono no solo. Para isso, seria necessária uma alteração das regras pela conferência das partes do Protocolo de Kyoto”, finaliza Daniela, que trabalha com o desenvolvimento de projetos MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo).

    Uma proposta de inovação seria a criação de uma linha de pesquisa para desenvolver uma metodologia para medir com exatidão o volume de sequestro de carbono de plantas geneticamente modificadas e patenteadas.  Essa metodologia patenteada associada com um novo modelo de negócio com agricultores poderia gerar um novo e lucrativo negócio.