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  • Como o cérebro influencia nossas decisões

    A neurociência está cada vez mais próxima de explicar como funciona o processo de decisão das pessoas. Sabemos que parte das nossas decisões é influenciada por experiências que tivemos no passado em determinados contextos. Às vezes tomamos decisões erradas porque usamos as decisões do passado em contextos diferentes. Alguns estudos mostram que os empreendedores tomam muitas decisões baseadas na emoção. Para não errar em suas decisões eles devem equilibrar a emoção com mais informações analíticas.

    O cérebro armazena informações especificas em certas regiões. Se estudarmos muito um determinado assunto desenvolvemos apenas uma parte do cérebro e atrofiamos as outras. O ideal é que as pessoas estudem e pratiquem outros assuntos para desenvolver o cérebro mais uniformemente.  Por exemplo, pessoas que dominância cerebral mais racional deveriam estudar e praticar arte e musica.

    A criatividade e a intuição são elementos importantes nas tomadas de decisão. A criatividade pode ser desenvolvida. Procure fazer pequenas coisas do cotidiano de forma diferente, por exemplo, o modo de se vestir ou comer. As pessoas têm níveis de intuição diferentes. Para exercitar mais o lado intuitivo é interessante considerar em algumas decisões aspectos mais emocionais.

    Nunca é tarde para mudar. Entretanto, quanto mais cedo começarmos melhor.

     

  • Economia parada. Inovação em alta.

    O Brasil, praticamente, não cresceu no primeiro trimestre de 2012 comparando com o último trimestre do ano passado. O crescimento da economia brasileira foi de 0,2%, projetando um crescimento do PIB de 2,5%, o mais tímido dos países do chamado BRIC, que agora inclui a África do Sul. No entanto, a pior notícia é a redução de 1,8% dos investimentos. Redução ainda maior foi nos setores de máquinas e construção civil que caíram 3% desde julho do ano passado. A falta de investimento nesses dois setores gera problemas no futuro e indica que não teremos condições de oferta quando a economia mostrar sinais de recuperação. O Governo tenta minimizar a situação com a redução dos juros, entretanto isso não é suficiente para aquecer a economia.

    Esperar por soluções do governo para salvar a economia não é a medida correta para as pessoas e empresas. Nesse cenário, a alternativa é investir em inovação. Lembrando, que “investir” não significa gastar dinheiro. O “investir” é focar nos processos internos da empresa, nos seus produtos e em incentivos fiscais do governo para enfrentar a crise. As empresas inovadoras são a que obtém sucesso em períodos de crise.

    Sugiro reunir o pessoal da empresa em células de inovação para discutir alternativas de inovação e melhoria de processos. As crises geram mais união entre as pessoas. A geração de ideias muitas vezes é motivada por uma crise. Aproveite essa oportunidade para inovar.

  • COBIT 5

    COBIT 5 é um framework de negócios para governança e gestão de TI. Esta versão  incorpora as últimas novidades em governança corporativa e técnicas de gerenciamento. Fornece princípios globalmente aceitos, práticas, ferramentas e modelos analíticos para ajudar a aumentar a confiança e valor nos sistemas de informação.

    O COBIT 5 foi lançado em abril de 2012, consolida e integra o CobiT 4.1, Val IT 2.0 e frameworks de risco de TI. Alinha-se com estruturas e padrões, como o Information Technology Infrastructure Library (ITIL), International Organization for Standardization (ISO), Body Project Management of Knowledge (PMBOK), PRINCE2 e The Open Group Architecture Framework (TOGAF).

    O COBIT 5 ajuda as empresas a criar valor para TI, mantendo o equilíbrio entre os investimentos em recursos e os riscos organizacionais. O Cobit 5 considera os negócios, as áreas funcionais de TI da empresa e as partes interessadas, tanto internas como externas. Empresas de todos os tamanhos, seja comercial, sem fins lucrativos ou do setor público, podem se beneficiar do COBIT 5.

    O COBIT 5 é baseado em cinco princípios fundamentais para a governança e gestão de organizações de TI:

    • Princípio 1: Reunir as necessidades dos stakeholders
    • Princípio 2: Cobrir a empresa fim-a-fim
    • Princípio 3: Aplicar um framework único e integrado
    • Princípio 4: Aplicar uma abordagem holística
    • Princípio 5: Separar a governança da gestão

    O COBIT 5 descreve sete categorias de facilitadores:

    • Princípios, políticas e quadros são os veículos para traduzir o comportamento desejado em orientações práticas para o dia-a-dia de gestão.
    • Os processos descrevem um conjunto organizado de práticas e atividades para atingir certos objetivos e produzir um conjunto de saídas para atingir as metas de TI.
    • As estruturas organizacionais são as principais entidades de tomada de decisão em uma empresa.
    • A cultura, a ética e o comportamento dos indivíduos e da empresa são muitas vezes subestimada como fator de sucesso em atividades de governança e gestão.
    • A informação é necessária para manter a organização funcionando e bem governada, mas no nível operacional, a informação é muitas vezes a chave do produto da própria empresa.
    • Os Serviços, a infraestrutura e as aplicações fornecem as empresas os recursos necessários para o processamento de informação.
    • As pessoas, habilidades e competências são necessárias para a conclusão bem sucedida de todas as atividades, e para tomar decisões corretas e ações corretivas.
    O Presidente Ken Vander Wal da ISACA Internacional discute os 5 Princípios do COBIT 5 e como o framework ajuda a governar e gerenciar as organizações de TI.
  • Social Manufacturing: a inovação disruptiva na indústria

    O modelo colaborativo de desenvolvimento de produtos e manufatura não é novidade. As montadoras de automóveis e aviões praticam isso há décadas. A novidade é que as sofisticadas ferramentas de desenvolvimento estão disponíveis na Internet, no modelo de SaaS (Software as a Service) no ambiente de computação em nuvem. Isso permite que um empreendedor com o seu notebook possa desenvolver um produto, fazer um protótipo rápido através de uma impressora 3D, negociar componentes e preços com fornecedores online, contratar a produção, vender e distribuir seu produto para seus clientes que compraram através da Internet. O social manufacturing é democratização da indústria, uma inovação disruptiva na indústria.

    Os processos de manufatura vêm evoluindo desde a época de Henry Ford. Passaram pela automação, a migração das fábricas para a Ásia e a digitalização.

    A automação das fábricas com a introdução maciça de robôs reduziu o tempo de produção e qualidade dos produtos e trouxe mais segurança para os operários. A fábrica da Ford em Camaçari produz um carro a cada 84 segundos. Existem fábricas de automóveis na Europa que trabalham com as luzes apagadas.

    Apesar de todo o processo de automação das fábricas, o baixo custo da hora/homem e outros aspectos econômicos na China, Índia e outros países asiáticos tornaram os custos de produção extremamente atraentes a ponto que as fábricas americanas e europeias transferem suas produções para esses países. Algumas empresas brasileiras também seguiram o mesmo caminho. A Ortopé do Rio Grande do Sul transferiu sua fábrica para a Índia para produzir para o mercado brasileiro. Esse movimento gerou desemprego nos países ocidentais.

    A situação está mudando, o valor da hora/homem na China está crescendo e algumas restrições de infraestrutura e distribuição estão tornando a produção mais cara. O presidente americano Barack Obama está incentivando as empresas trazerem suas produções de volta. Já se observa o retorno de algumas fábricas, talvez não pelo pedido do presidente, mas por um novo movimento da manufatura, a necessidade de estar perto do cliente para produzir produtos customizados.

    Provavelmente, a produção em massa continue na Ásia. Ao longo dos últimos anos foram criadas condições para produção em larga escala. Por exemplo, a Foxconn emprega 1,2 milhão de funcionários que fabricam os principais equipamentos de consumo do mundo, tais como iPad, iPhone, Kindle, PlayStation 3, Wii e Xbos 360. Os empregados trabalham em condições severas a ponto de em 2010 acontecer várias tentativas de suicídios com 14 mortes. Para criar melhores condições, os salários dos empregados foram aumentados para US$298.9 por mês.

    A produção customizada tem escala menor e exige processos diferenciados de produção. Essa característica traz a necessidade de localizar a produção próxima dos consumidores, minimizando custos de logísticas e produção em menor escala.

    A digitalização no desenvolvimento e na manufatura reduz o tempo de lançamento de produtos. Do design a distribuição, a digitalização melhorou os processos. Os novos modelos de computação em nuvem e novos serviços disruptivos com custo baixo e funcionalidades suficientes para o desenvolvimento de produtos alavacam novas inovações disruptivas em escala exponencial. Uma dessas inovações é o social manufacturing, modelo de negócio que permite pequenos empreendedores desenvolver novos produtos com simplicidade e custo baixo. Além das impressoras 3D, que a partir de um bloco esculpem praticamente qualquer peça a partir de projetos desenvolvidos com software disponíveis na nuvem, outros serviços que tem serviços online podem ser contratados para a criação de uma empresa totalmente digital.

    Para viabilizar uma operação de social manufacturing é necessário um ambiente colaborativo com empresas especializadas em várias áreas: engenharia; componentes; produção; vendas; distribuição; e, relacionamento com clientes. Essas empresas devem possuir serviços online que possam ser integrados a outros serviços da cadeia produtiva.

    Esse modelo cria excelentes oportunidades para o desenvolvimento de novos serviços disruptivos nas empresas, quebrando os paradigmas da produção convencional.

    Assista o vídeo com Paul Markillie, editor de inovação da revista The Economist.