Robôs ameaçam a globalização e o emprego nos países emergentes

O que poderia ser mais barato no mundo que pagar um salário de US$100 por mês para empregados de confecção de roupas para costurar 400 colarinhos da Ralph Lauren por dia, trabalhando 8 horas? O que poderia ser mais competitivo que os trabalhadores indianos, paquistanês ou bengaleses, que hoje ganham cerca de 75% menos que funcionários chineses? Qual região poderia ser mais competitiva que o sul da Ásia, que segundo o Banco Mundial, adicionará entre 1 milhão e 1,2 milhão de pessoas à força de trabalho a cada mês por 20 anos, ou seja, 240 milhões? Ao que parece a Softwear Automation em pouco tempo poderá confeccionar roupas em Atlanta (EUA) com preços tão competitivos quanto os funcionários do sul da Ásia. A Softwear investe no desenvolvimento de robôs para a confecção de roupas e outros artigos. A robotização extrema das fábricas ameaça o atual paradigma da globalização e coloca em risco a capacidade dos países emergentes de gerar empregos.

Fabrica de confecção de roupas

O Walmart já investiu US$2 milhões na Softwear como parte de um projeto para automatizar a confecção de jeans. A robótica e a inteligência artificial serão desordenadoras do que quaisquer das revoluções que vimos no passado: vapor, eletricidade, linha de montagem e computador. Irão substituir não apenas os processos manuais de rotina, como também as funções mentais complexas.

Neste cenário previsível, a solução para os países é investir em educação direcionada para a robotização e inteligência artificial, capacitando os atuais e futuros profissionais nas mais diversas áreas: agronegócios, manufatura, comércio e serviços. Nenhuma área deixará de ser afetada pelo tsunami da quarta revolução industrial.

Isto alterará a cadeia de valor global, localizando a produção de vários componentes e tirando a dependência de importação. Não serão necessárias medidas protecionistas nos países, pois a tecnologia se encarregará de reduzir drasticamente os custos de produção local. Entretanto, isto afetará, profundamente, o comércio internacional e sua cadeia de valor, como transporte marítimo, portos, offshores, etc.

“Temos que nos preparar para absorver a grande capacidade de produção dos robôs e mudar nossa forma de tomada de decisões com os novos softwares de inteligência artificial.”

 

Este é um caminho sem volta, o que nos resta é planejar cenários futuros considerando a robotização e a inteligência artificial como protagonistas no novo mundo dos negócios.

Robôs na confecção de roupas

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