Autor: Eduardo Fagundes

  • As empresas conseguem reter pessoas capazes de executar transformações disruptivas?

    Por sorte, tenho contato com centenas de jovens todos os anos, trabalhando como professor de cursos de pós-graduação em tecnologia e em um programa de MBA além de milhares de estudantes online como produtor e tutor de cursos a distância. Isto me permite acompanhar as expectativas e desafios de jovens qualificados, que trabalham em empresas de todos os portes e setores, além de muitos empreendedores. Nos estudos de casos que aplico é nítida a diferença entre alunos que trabalham em organizações já estruturadas e de quem tem ou aspira ter seu próprio negócio, a partir das soluções propostas para os desafios apresentados. Embora não seja unânime, os empregados em corporações têm pensamentos mais lineares e estruturados e os empreendedores menos estruturados. A maioria estuda para dar saltos na carreira, buscando melhores cargos e salários, ou para desenvolver o seu próprio negócio (o MBA da FIAP tem foco no empreendedorismo). Isto coloca um desafio para as grandes e estruturadas empresas que seguem rígidos modelos de governança corporativa: como reter os talentos que possam fazer as transformações disruptivas que o mercado exige? Uma das solução é criar startups para produzir produtos e serviços que serão adotados pela empresa no futuro. (mais…)

  • Novos modelos de negócios para enfrentar a estagnação econômica global

    Minha opinião é que a “crise econômica” que o Brasil atravessa não é apenas o resultado de gestões governamentais desastradas e o elevado nível de corrupção, mas uma consequência do ajuste global da economia. As maiores economias globais atuais estão desacelerando e mantendo estagnados os salários e com previsão de redução na participação do PIB global. Os países da Ásia devem assumir o protagonismo mundial. A alternativa para os atuais países ricos é avançar na automação para competir com os baixos preços dos asiáticos, com salários de US$100 por mês. Índia, Paquistão e Bangladesh tem salários 75% mais baixos que os chineses e devem colocar entre 1 milhão e 1,5 milhão de trabalhadores por mês até 2020. Para competir, fora as commodities agrícolas e minerais, é necessário o desenvolvimento de novos modelos de negócios, baseados em automação extrema e inteligência artificial. (mais…)

  • Robôs ameaçam a globalização e o emprego nos países emergentes

    O que poderia ser mais barato no mundo que pagar um salário de US$100 por mês para empregados de confecção de roupas para costurar 400 colarinhos da Ralph Lauren por dia, trabalhando 8 horas? O que poderia ser mais competitivo que os trabalhadores indianos, paquistanês ou bengaleses, que hoje ganham cerca de 75% menos que funcionários chineses? Qual região poderia ser mais competitiva que o sul da Ásia, que segundo o Banco Mundial, adicionará entre 1 milhão e 1,2 milhão de pessoas à força de trabalho a cada mês por 20 anos, ou seja, 240 milhões? Ao que parece a Softwear Automation em pouco tempo poderá confeccionar roupas em Atlanta (EUA) com preços tão competitivos quanto os funcionários do sul da Ásia. A Softwear investe no desenvolvimento de robôs para a confecção de roupas e outros artigos. A robotização extrema das fábricas ameaça o atual paradigma da globalização e coloca em risco a capacidade dos países emergentes de gerar empregos. (mais…)

  • A transformação digital torna a TI estratégica e não-terceirizável

    Hoje a buzzword do mercado é transformação digital. Um desafio para os executivos, principalmente de empresas tradicionais, criar novos modelos de negócios baseados na digitalização, independentemente do seu produto. O fabricante de lixeiras deve desenvolver uma lixeira inteligentes que avise ao serviço de coleta quando estiver pronta para a coleta. As bonecas devem ter um sistema de reconhecimento de voz e inteligência artificial para conversar e aprender os hábitos das crianças. O fabricante de concreto deve implantar um sistema de logística integrado com as obras para minimizar o tempo de espera para entregar o concreto. A diferença da transformação digital para o tradicional modelo de tecnologia da informação é que agora a TI é parte integrante da estratégia do negócio, ao invés de ser apenas uma ferramenta de apoio para melhorar a produtividade. Com isto, o conceito de terceirização de serviços de TI deve ser revisto. Não dá mais para delegar o desenvolvimento de sistemas ou entregar, completamente, a operação para especializadas. Nas startups o CEO já incorporou as funções do CIO, os analistas de negócios incorporaram as funções de analistas de sistemas, o staff de backoffice assumiu a operação dos sistemas e garantir a disponibilidade dos serviços. (mais…)