Autor: Eduardo Fagundes

  • Os novos desafios da energia elétrica

    Um dos grandes desafios da gestão de energia nos próximos anos será gerenciar a nova matriz energética composta de solar (aquecimento da água gerando vapor), eólica, biomassa e fotovoltaica. Essas energias são instáveis e podem variar de 100% a 10% de geração em apenas 3 segundos. Além disso, a auto produção de energia e entrega do excedente para a rede pública irá gerar um novo desafio de controle arriscadas demanda.

    Minha percepção é que poucas concessionárias de energia estão preparadas para os novos desafios e as escolas de Engenharia ainda não possuem disciplinas específicas para esse tema.

    Apesar dos desafios técnicos, já existe uma legislação específica da Aneel que regulamenta a micro e mini geração de energia depositadas 1MWp e estuda-se elevar para 5MWp.

    Com os novos incentivos do governo para a geração de energia renováveis, a partir dos acordos internacionais de mudanças climáticas espera-se que o número de plantas de geração de auto produção aumente.

    Adicionalmente, novas demandas começam a ser criadas, como a introdução dos carros elétricos e o uso mais intenso de aparelhos de ar condicionado residenciais.

    Tudo isso, sem metodologia, tecnologia, pessoal qualificado e baixo controle das agências do governo, incluindo a Anatel (telecomunicações), geram um grande risco de continuidade das operações.

    O desafio é grande. Temos que unir forças para enfrentar o futuro que está logo ali.

  • Os planos da Google para um sistema de mensagens inteligentes

    A Google está construindo um novo serviço de mensagens que utiliza inteligência artificial, conhecido como chatbot, para tentar competir com a rival Facebook que cresce rápido nessa área.

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    Os serviços de mensagens estão entre as aplicações móveis mais populares, atualmente. A Google possui o aplicativo Hangouts e Messenger, porém está atrás da Facebook com seus serviços WhatsApp e Messenger, e do serviço da Tencent, WeChat, o aplicativo mais popular na China. O WeChat esta adicionando novos serviços para os usuários como compras online, pagamento de contas e agendamentos.

    Para os novos serviços a Google está utilizando uma das unidades da Alphabet para integrar os chatbots. Os usuários deverão ter uma interface amigável para escrever as perguntas e receber as respostas.

    Os consumidores possuem várias opções de sistemas de mensagens. A Sherpa Capital está investindo em uma startup Luka.ai que também responderá perguntas via sistema de mensagens. O serviço responderá uma pergunta sobre restaurantes baseado no perfil do usuário. Por exemplo, quando o sistema recomenda uma churrascaria, o usuário informa que é vegetariano. Desta forma, nunca mais o serviço recomendará restaurantes que não sirvam comida vegetariana.

  • Google e Ford devem criar uma empresa para carros autônomos

    Uma parceria entre a Ford e a Google deve ser anunciada no CES 2016 em Las Vegas em Janeiro. A ideia é criar uma empresa para fabricar carros autônomos a partir da pesquisa da Google e da tradição e fábricas da Ford. A união entre bits e átomos faz sentindo. A Alphabet, holding criada a partir do Google, deve participar da nova empresa e a Ford como uma empresa independente para evitar ações judiciais em casos de acidentes com os carros.

    A Ford está se transformando para se alinhar as novas expectativas dos consumidores. Recentemente lançou uma linha de bicicletas visando consumidores de cidades inteligentes e as novas regulamentações restritivas de uso de carros em perímetros urbanos.

  • Cloud Computing é para novas aplicações e negócios

    A reportagem da Forbes sobre Cloud Computing mostra a visão dos fornecedores e, evidentemente, um olhar de futuro. O fato é que o “switch” de uma tecnologia legada (aplicativos e infraestrutura) para Cloud Computing não é tão simples como parece. Se fosse assim a maioria das empresas já teriam migrado para essa nova modalidade de computação.

    Muitas aplicações não estão preparadas para operar na Internet e não são escaláveis dentro dos critérios de Cloud Computing. A migração implica em investimentos para adaptar as aplicações e isso pode inviabilizar a mudança.

    Outro ponto é que para aproveitar integralmente os benefícios de Cloud Computing é necessário que o negócio esteja alinhado com as práticas digitais. Isso é natural para as empresas jovens e startups, porém não tão claras para negócios já estabelecidos e consolidados no mercado.