Autor: Eduardo Fagundes

  • Uma plataforma tecnológica para as novas empresas

    Assim como os jovens tem a Internet, smartphones e redes sociais inseridos no seu cotidiano, as novas empresas tem a computação em nuvem, softwares open source e outsourcing de serviços de TI no seu dia a dia. O uso das novas tecnologias traz uma enorme vantagem competitiva em custos e agilidade organizacional. O acesso às informações é livre e os equipamentos corporativos confundem-se com os pessoais. Ora uma informação é acessada via um notebook ora através de um tablet PC. Dentro de um cenário flexível e dinâmico, qual é a melhor plataforma tecnológica para as novas empresas? A resposta é uma plataforma tão flexível e dinâmica quanto os novos negócios.

    As aplicações de gestão de processos essenciais são contratos na modalidade de software como serviços (SaaS) acessados através de conexões seguras de Internet. Os softwares de gestão específicos são best-of-breed, ou seja, os melhores do mercado. A integração de dados é através de conectores disponíveis nos próprios softwares.

    Como muitos colaboradores são contratados por projeto, os softwares de PCs são hospedados em uma infraestrutura virtualizada de desktop (VDI – virtual desktop infrastructure). Esse ambiente permite o uso dos softwares independente do sistema operacional ou versão instalados nos PCs dos colaboradores. Garante que os dados do projeto fiquem na empresa com segurança e livres de vírus. Protege a empresa de acusações de uso de softwares não autorizados, evitando pesadas multas e exposição. Toda a gestão das máquinas virtuais é feita de forma centralizada com ganhos de performance substanciais.

    Um ambiente de virtualização de desktops tem um custo total de operação (TCO) 50% menor que o modelo tradicional de gestão de PCs com softwares instalados remotamente. Esse modelo traz um aumento significativo de produtividade dos usuários que passam a ter alta disponibilidade dos serviços de TI.

    Na área de ferramentas de colaboração para e-mails, compartilhamento de calendários e contatos, transferência e compartilhamento de arquivos, suporte para mensagens instantâneas e agregador de feeds das redes sociais existem várias soluções no mercado, incluindo alguns softwares livre.

    Para melhorar a produtividade dos funcionários e do serviço de Service Desk, a melhor alternativa é o outsourcing através de um contrato com experiência no ramo, agilidade e flexibilidade do parceiro de negócios.

    Virtual Desktop Infrastructure

     

  • Gestão do consumo da energia: um desafio para os usuários de TIC

    A Internet gerou uma revolução nas comunicações transformando a forma como os consumidores interagem com outras pessoas, empresas e governos. O próximo desafio será colocar nas mãos dos consumidores o controle eficiente do seu consumo de energia. Os usuários de TI e telecomunicações (TIC) podem oferecer uma forte contribuição para a redução do consumo de energia e optando pelo uso de energias renováveis. O Greenpeace acompanha algumas empresas de TIC que desenvolvem projetos significativos para o uso eficiente de energia que impactam na redução da emissão de gases do efeito estufa (GHG) e das mudanças climáticas. Certamente, estar no Leaderboard do Greenpeace traz uma enorme reputação para as empresas. Na quinta versão do relatório do Greenpeace liberado em fevereiro de 2012 vale os seguintes destaques:

    • Cisco, Ericsson, Fujitsu se destacaram nos critérios de fornecimento de informações para os estudos de caso detalhando como suas tecnologias geram reduções significativas das emissões;
    • A Softbank se destacou com declarações fortes e esforços para tirar o Japão da dependência da energia nuclear pós-Fukushima.
    • Google, Cisco e Dell se destacaram por usar mais de 20% de energias renováveis ​​a nível global em suas infraestruturas.

    Download do relatório do Greenpeace.

  • Facebook investiu US$660M em 2011 no seu novo data center

    Fazendo uma análise nos documentos que a empresa Facebook entregou para a Comissão Valores Imobiliários dos EUA (SEC – Securities and Exchange Commission) para fazer o seu IPO, observa-se o aumento dos gastos na sua infraestrutura de data centers.

    As despesas da Facebook saltaram de US$223M em 2009, para US$493M em 2010 para US$860M em 2011, respectivamente. A Facebook alega que o aumentou é em decorrência de sua mudança de estratégia de gestão de data centers e de sua rápida expansão.

    As despesas dos data center incluem as instalações, depreciação dos servidores, aluguel de equipamento, custos de energia e telecomunicações, custos de manutenção, salários dos empregados, benefícios e bônus em ações da companhia.

    O investimento da Facebook na sua infraestrutura de data center, incluindo os custos de servidores, equipamentos de armazenamento de dados e rede, e a própria construção do data center foi de US$606M em 2011.

    Esse custo reflete a mudança de sua estratégia na gestão dos data center. A nova abordagem está se mostrando mais econômica do que alugar espaço em data centers de terceiros e na utilização de servidores padrão da indústria. A Facebook utiliza uma arquitetura de servidores exclusiva para suas operações.

    A Facebook tem data centers em Prineville, Oregon e na Carolina do Norte. Anunciou planos para construir um data center na Suécia em outubro de 2011.

  • Reduzindo custos de Service Desk

    Um PC pode custar mais de quatro vezes o seu valor de aquisição por ano em um horizonte de quatro anos. Entretanto, estudos mostram que se o ambiente do PC for controlado o gasto é reduzido em mais de 40%. Esse controle pode ser realizado com o bloqueio das funções de configuração do PC ou através da virtualização da infraestrutura dos desktops (VDI – virtual desktop infrastructure). A eficácia do primeiro modelo é limitada, pois é necessário manter uma estrutura tradicional de Service Desk, distribuição de software e procedimentos individuais de backup de dados. O segundo modelo é mais eficaz por manter todos os dados e software centralizados, permitindo o backup de dados, configuração dos ambientes e suporte a partir de um único ponto.

    Reduzir o custo de gerenciamento dos PCs é um dos maiores desafios da área de Service Desk e infraestrutura. O modelo de bloquear os parâmetros de configuração e download de softwares reduz a flexibilidade dos usuários de ajustar o ambiente de seu equipamento às suas necessidades de trabalho e, consequentemente, sua produtividade. Por outro lado, deixar o controle total para o usuário implica em aumentar os custos da Service Desk. Encontrar o ponto de equilíbrio não é uma questão fácil e pode gerar atritos entre os usuários e o pessoal de TI. Esse modelo mantém todos os softwares e dados no PC do usuário, permanecendo a necessidade de suporte remoto, distribuição de software e backup remoto.

    Uma alternativa é o VDI, concentrando todos os softwares e dados em servidores centralizados acessados através de redes corporativas ou conexões seguras de Internet. Nesse modelo é gerado uma ou mais configurações de máquinas virtuais no servidor e os usuários são associados a uma dessas configurações. As máquinas virtuais são acessadas a partir de um software cliente instalado no equipamento remoto que pode ser um thin client, um desktop, um notebook ou um tablet PC, com diferentes sistemas operacionais e versões.

    A partir de uma console central é possível executar manutenções e implantar políticas de segurança em todas as máquinas virtuais de uma só vez. Outra vantagem do VDI é a facilidade de migração de versão de sistema operacional nos PCs remotos e manter aplicações legadas em antigas versões. Os backups dos dados são realizados de forma centralizada, aumentando a produtividade dos usuários e trazendo mais segurança às informações corporativas. Caso o usuário queira trabalhar off-line é possível fazer o download da sua máquina virtual para o seu PC e depois sincronizar com a do servidor.