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  • As mudanças no comércio motivadas pelas novas tecnologias

    As mudanças no comércio motivadas pelas novas tecnologias

    A eBay vendeu um relógio Rolex de 18 quilates por US$29,000 às 21h30 na véspera do Natal e o relógio foi entregue no dia seguinte como um presente de última hora. A transação foi feita por um iPhone.

    A eBay vendeu mais de 100 milhões de itens através de dispositivos . móveis entre o Dia de Ação de Graças e o Natal. As mudanças provocadas no comércio com o uso de smartphones e tablets são impressionantes, multiplicando os pontos de vendas de forma exponencial permitindo realizar compras a qualquer hora em segundos.

    Um dos segredos será disponibilizar a plataforma de compras em todos os dispositivos que as pessoas têm acesso: smartphones, tablets, televisores digitais e console de games. Além, é claro, dos antigos dispositivos como notebooks e desktops (ainda existem?).

    Uma das mudanças no comércio será eliminar o conceito de lojas com estoques de produtos e sair atrás de clientes para comprar. A ideia (já antiga) é que o consumidor defina as características de seu produto (estilo, tamanho, cor, etc.) e alguma empresa no mundo o fabrique e entregue em até cinco dias. Hoje, ainda existem dificuldades para isso, como questões aduaneiras, taxas, tarifas, idioma, padrão de medida e marcos regulatórios complexos. Entretanto, se quisermos desenvolver o comércio em larga escala o desafio será eliminar essas barreiras.

    A realidade virtual poderá ser um divisor de águas no comércio. Hoje os jogos (games) usam tecnologias de realidade virtual para aumentar a experiência dos usuários. A ideia é utilizar essas tecnologias para aumentar a experiência de compras, inserindo sensações que não são possíveis nas plataformas atuais.

    Uma outro comportamento dos consumidores que deverá se intensificar é a compra de um produto para uso por tempo terminado e depois colocá-lo a venda. Isso é comum em pais que compram carrinhos de bebês e depois que os filhos crescem eles colocam a venda. Isso deverá se ampliar para outros itens que hoje são simplesmente descartados, gerando um tremendo impacto no meio ambiente. Estima-se que o potencial de redução de lixo com a adoção dessa prática possa chegar a 340 milhões de toneladas, globalmente.

    O mundo on-demand é muito mais sustentável que o atual prática de produção em massa. Isso faz com que a produção (e uso dos recursos da natureza) seja mais próxima a necessidade consumo das pessoas evitando o desperdício.

  • Profissões que os robôs irão substituir em 20 anos

    Profissões que os robôs irão substituir em 20 anos

    Um estudo recente mostra que 47% do total dos empregos nos Estados Unidos está em risco nas próximas duas décadas. As tecnologias estão substituindo o esforço humano com melhor produtividade e custo. Não haverá mais trabalho repetitivo nas fábricas, serão substituídos completamente pelos robôs. Atividades de Call Center também serão substituídas por software de computação cognitiva baseado em inteligência artificial.

    Probability of ComputerisationServiços com o Uber e Airbnb estão mostrando, claramente, os ganhos de eficiência e produtividade. Interessante observar que esses ganhos não são contabilizados como crescimento do PIB, assim como outros serviços criados na quarta revolução industrial.

    Em outras palavras, na nova revolução industrial nem mesmo o calculo do PIB faz mais sentido como parâmetro de mensuração da atividade econômica.

    No novo cenário econômico, os trabalhadores menos qualificados não terão oportunidades e ficarão a mercê de atividades de baixa remuneração, enquanto os trabalhos mais qualificados e alinhados com os negócios da nova economia terão remunerações mais atrativas. Isso criará um abismo entre os trabalhadores qualificados e não qualificados. Entre os não-qualificados estão profissionais com curso superior (e até pós-graduados) com profissões que simplesmente serão substituídas e suas habilidades/paradigmas não serão compatíveis no novo cenário.

    Probability-robots-will-take-your-job-in-the-next-20-yearsUma consequência dessa transformação é o impacto nos planos de aposentadoria públicos. Hoje a discussão é apenas no aumento da idade mínima para se aposentar, entretanto, não está sendo considerado que a transformação das profissões, onde teremos uma massa enorme de trabalhadores de baixa remuneração que deixarão de ter trabalho muito mais cedo do que hoje. O montante arrecado poderá não ser suficiente para oferecer uma vida digna para os aposentados.

    O papel das instituições de ensino e governo é fundamental para reverter esse cenário. Todos, inclusive os empresários, devem trabalhar juntos para ajustar a educação ao novo cenário de trabalho e garantir a requalificação dos trabalhadores.

    Não faz sentido, por exemplo, um grande banco comercial substituir milhares de trabalhadores do seu Call Center do Serviço de Atendimento a Clientes (SAC) por um sistema de computação cognitiva, como o Watson da IBM, sem um programa de requalificação dos empregados.

    Novos tempos, novos desafios.

  • Esqueça as soluções do passado, o mundo mudou

    Esqueça as soluções do passado, o mundo mudou

    Analisando o índice Big Mac, produzido pela The Economist, percebe-se a desvalorização da maioria das moedas frente ao dólar. O Real desvalorizou 32%, o dólar australiano 24% e o dólar canadense 16%. Em tempos passados, quando acontecia uma desvalorização da moeda as exportações costumavam aumentar. Entre 1980 e 2014, de acordo um uma análise em 60 economias do FMI, uma depreciação de 10% da moeda em relação a parceiros comerciais impulsionava as exportações líquidas em 1,5% do PIB no longo prazo, em média. Mas, isso parece que não está acontecendo agora. O Japão é o melhor exemplo, o iene desvalorizou (em 2013 o índice Big Mac mostrava uma desvalorização de 20%, hoje é de 37%). No entanto, as exportações japonesas estão estáveis.

    Alguns países exportadores de commodities estão compensando a queda de receita com o aumento das exportações. É o nosso caso, aumentamos em 10% o volume de exportações, mas mesmo assim reduzimos em 22% as receitas.

    Com o encolhimento da economia da China a vida dos exportadores ficou mais difícil. Entretanto, pelo que mostram os números a vida dos importadores também.

    Esse cenário, aparentemente novo, requer mais criatividade e soluções inovadoras. É impossível querer adotar antigas práticas de negócio nesse momento. Percebe-se que apenas a questão cambial não ajuda muito os produtos se tornarem mais competitivos.

    Não adianta os países fornecedores de matéria-prima aumentarem o volume de exportações a preços reduzidos e depois terem que importar produtos acabados com valores muito superiores.

    Esse cenário pode ser uma boa oportunidade para os países intensificarem seus mercados internos, aproveitando para aumentar a produtividade da indústria e desenvolver produtos ajustados a atual situação e que no futuro possam ser exportados para países com características semelhantes.

    Big-Mac-Index-January-2016

  • A Ford está acabando com o conceito de propriedade de carros

    FordPass Vehicle Controls

    Lembra daquela expressão “destrua o seu produto antes que a concorrência o faça”, parece que a Ford está seguindo esse ensinamento.

    A Ford lançou um novo aplicativo chamado FordPass onde qualquer pessoas, mesmo que não for proprietário de um carro (ou bicicleta) da Ford, possa usar para melhorar seu deslocamento. Ou seja, melhorar sua mobilidade.

    O aplicativo incorpora pelo menos três sistemas da Ford: FordGuides, FordPay e FligthCar.

    O FordGuides é similar ao serviço OnStar da General Motors (disponível no Brasil), porém ao invés de apenas ajudar na navegação, reservas e assistência em estradas, o serviço da Ford ajuda na soluções de problemas de mobilidade. Será um concierge pessoal gratuito. Você pode acessar o FordGuide ao vivo apertando apenas um botão do aplicativo. Mas de graça? Sim, a Ford mira no futuro. Quando você for pensar em mobilidade, você pensará Ford. Mais ou menos quando hoje você tem uma dúvida, você consulta o…. Google.

    O FordPlay é uma forma de pagar pelos recursos do FordPass. A Ford fez parceria com o McDonalds e 7-Eleven para pagamentos nos restaurantes fast-food.

    O FlightCar é uma função interessante para você compartilhar um carro em viagens e acesso a sistemas multimodal de transporte.

    Como venho comentando, não sensato investir um montante significativo dos seus rendimento em toneladas de aço para deixar isso no estacionamento de casa ou do trabalho, ficar horas no transito e ainda poluir o meio ambiente.

    Parece que a Ford entendeu isso e está mudando seu modelo de negócios.