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  • A Internet não é a principal distração no trabalho

    Para quem acha que o acesso as redes sociais é a principal distração no trabalho, uma pesquisa desmente essa percepção, pelo nos Estados Unidos.

    A pesquisa mostra os principais ofensores da produtividade no horário de trabalho

    1. Fazer pausas para beber água, ir a cozinha do escritório ou outra parada (exceto para almoço)
    2. Ir ao banheiro
    3. Participar em pequenas conversas ou fofocas com colegas de trabalho
    4. Comunicação com membros da família (telefone, e-mail, mensagens de texto, mídia social)
    5. Verificar informações da vida pessoal (pagamentos online, compras online, etc)
    6. Comunicação com amigos não-relacionados com o trabalho (telefone, e-mail, mensagens de texto, mídia social)
    7. Usar as mídias sociais por motivos não relacionados ao trabalho
    8. Assistir TV (incluindo móvel e computador)

    Pode parecer ruim, entretanto, uma pesquisa da Universidade de Baylor, mostra que as paradas são saudáveis para os funcionários. Fazer algo que gostam melhora sua satisfação e com isso podem recuperar a produtividade.

    O fato que melhorar o relacionamento interno com outros colegas de trabalho, no café ou no almoço, melhora o clima organizacional, melhorando a produtividade.

    Também é fato que cada vez trabalhamos mais. Um pesquisa feita pela EY com 9.700 gerentes, mais de 50% afirmaram que trabalham bem mais que 40 horas por semana.

    Outro fato é que os gerentes pedem para seus funcionários ficarem disponíveis fora do horário de trabalho. As ferramentas sociais, e-mails e telefones celulares garantem o acesso rápido em qualquer horário. Desta forma, não seria justo controlar o tempo de ir ao banheiro ou acessar as mídias sociais com fins pessoais. Claro, que tudo tem seu limite.

    Acredito que o mais importante é garantir que as pessoas tenham um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Em algumas atividades (aquelas que não serão substituídas pela computação cognitiva e robôs) o paradigma do desperdício de tempo no escritório deve ser reavaliado nas empresas.

  • O avanço da inteligência artificial e robótica

    Cada vez mais o poder computacional está decifrando o comportamento das pessoas e podendo substituir as interações humanas repetitivas com mais eficiência. O robôs há muito tempo substituíram as tarefas perigosas e repetitivas das linhas de produção com muito mais eficiência do que os humanos. Agora essas facilidades, antes exclusivas para as grandes organizações, estão chegando ao alcance das pequenas empresas e pessoas.

    O Watson, um software de computação cognitiva da IBM, consegue estabelecer um dialogo consistente e fluido com humanos, assumindo inclusive a personalidade de seu instrutor. Como ele consegue ler, literalmente, todas as publicações na área médica, por exemplo, ele tornou-se um dos maiores especialistas em oncologia do mundo. A partir dos sintomas dos pacientes o Watson consegue com diagnosticar uma doença com um melhor grau de certeza que um médico.

    Uma das potenciais aplicações do Watson no mercado corporativo é a substituição dos atendentes de Call Center. Muito provavelmente ele substituirá o humano com grandes vantagens. Conseguirá alterar a abordagem de convencimento do cliente a medida que identifica um padrão de dialogo e passa a utilizar um script (ou constrói um) baseado em experiências passadas que deram certo. Fato que apenas os operadores de Call Center mais experientes e habilidosos conseguem fazer. Existem muitas outras vantagens, como redução do passivo trabalhista das empresas, absenteísmo, licença maternidade e humor dos atendentes.

    Os robôs domésticos estão, gradativamente, executando as tarefas de rotina (e chatas) de uma casa sem interferência humana. Um exemplo, é o robô que limpa a casa enquanto os moradores trabalham, produto já disponível no mercado brasileiro.

    Os carros autônomos já são uma realidade. O desafio é aprovar legislações que permitam seu uso pleno.

    O avanço da tecnologia da Internet da Coisas (Internet of Things), que permite que dispositivos inteligentes troquem informações entre si sem a interferência humana, avança de forma exponencial em todas as áreas de negócios e no cotidiano das pessoas.  A IoT potencializa aplicações de análises avançadas de dados através de Big Data, permitindo a coleta de dados em tempo real de um número ilimitado de dispositivos remotos.

    Esse é um caminho sem volta. A questão agora é encontrar soluções para criar novas oportunidades de trabalho para a massa de trabalhadores que perderão seus empregos com as novas tecnologias. Os principais afetados serão os trabalhadores em processos de mão de obra intensiva. Isso pode incluir até professores, que estão perdendo espaço depois do avanço do ensino a distância.

    Analisando cenários prospectivos reforço minha tese que a única alternativa é desenvolver o empreendedorismo nas pessoas para que elas encontrem novas atividades produtivas para a sua manutenção e de sua família.

    As escolas, definitivamente, têm que mudar a forma e o que ensinam para oferecer mais oportunidades para os jovens. O desenvolvimento do raciocínio lógico e habilidade de expressão para vender ideias são importantíssimos no novo cenário global, uma vez que o conhecimento está disponível, gratuitamente, na Internet.

     

     

  • Realidade virtual: uma nova fronteira no ensino a distância

    Realidade virtual: uma nova fronteira no ensino a distância

    Tecnologias de realidade virtual devem potencializar ainda mais o ensino a distância. No passado, o uso de realidade virtual ficava limitada a pequenos espaços das escolas devido ao seu alto custo. Agora com os aperfeiçoamentos da tecnologia Cardboard da Google com preços extremamente acessíveis e com o uso de smartphones comuns, será possível avançar na expansão e melhorar a técnicas de ensino.

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    O próximo desafio é a produção de conteúdo em larga escala para atender a crescente demanda por ensino a distância. Obvio, que isso não se limita apenas as escolas, mas a qualquer tipo de aprendizado, incluindo educação corporativa.

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  • Você teria coragem de cancelar a manutenção do seu ERP?

    Cancelar a manutenção do ERP parece ser uma questão de bom senso, principalmente para empresas que possuem um grupo de especialistas próprio e um ambiente estável e consolidado. Com o passar do tempo cai o número de chamados técnicos para o fornecedor, porém a cada ano o custo de manutenção aumenta. Em muitos casos, o custo de manutenção é maior que o custo das licenças. Nesse conflito entre fornecedor versus cliente, normalmente os fornecedores ganham, pois além de amedrontarem o CIO com cenários catastróficos existe um consenso na alta direção que isso é assim mesmo. Bom, felizmente existe uma luz no fim do túnel. Algumas empresas de grande reputação estão assumindo a manutenção independente dos ERPs com valores menores que dos fornecedores do software.

    Claro que isso não é coisa fácil de fazer, não apenas pelo paradigma de uso e costumes, mas por questão legais. Por exemplo, se sua empresa contratou o SAP com uma cópia runtime do Oracle, o cancelamento do contrato pode cancelar o direito de uso do banco de dados. Outro ponto é que se no contrato com o fornecedor existe uma clausula que permite a contratação de um fornecedor independente para a manutenção do software.

    Um estudo da consultoria Accenture mostra que é possível reduzir entre 20-25% os custos de manutenção de software com um fornecedor independente. Existe um estudo da consultoria Gartner Group que mostra as vantagens e cuidados sobre a transferência da manutenção de software para um fornecedor independente.

    O gráfico abaixo mostra que em cinco anos o custo de manutenção supera o valor das licenças. Em dez anos o custo é mais que o dobro. Se a empresa uso exaustivamente os serviços do fornecedor até faz sentido, porém se pagar apenas como garantia é colocar dinheiro no lixo.

    software-maintenance-costsFonte: Accenture

    Obviamente, o cancelamento de contrato de manutenção não pode ser uma ação intempestiva e requer um cuidadoso estudo de análise de risco.

    Um serviço similar é a manutenção independente de hardware, onde o suporte e peças de reposição são contratados de um fornecedor independente, com atrativas reduções de custos.

    A análise de cancelamento da manutenção usando ou não um fornecedor independente é obrigatória em qualquer situação de mercado. Em tempos de recessão econômica ela é mandatória e exigirá que o CIOs e a alta direção assumam maiores riscos para garantir a continuidade e competitividade da própria empresa.