Os designers sempre sonhavam em ter suas ideias em três dimensões. A construção de modelos em escala 1/4 em clay, um material maleável para construções de protótipos, tornava tangível uma ideia, porém demorava para ser construído. Depois, para cada mudança era mais horas de trabalho de remodelagem. O pessoal que trabalha na construção desse modelos são artesões altamente qualificados, capazes de traduzir a ideia do designer em realidade.
O avanço da tecnologia e poder de computação permitiu o desenvolvimento de modelos 3D, acelerando o processo de desenvolvimento. Entretanto, isso era privilégio das grandes empresas devidos aos altos investimentos em tecnologia. Isso aconteceu com as primeiras impressoras 3D. Felizmente, agora a tecnologia está começando a ser tornar acessível para a maioria das pessoas, possibilitando que designers independentes possam desenvolver protótipos com preços competitivos.
O Microsoft HoloLens é uma solução que promete tornar popular o desenvolvimento de produtos em ambiente 3D, entre outras facilidades do cotidiano.
Imagine você receber a visita de uma decoradora e ela apresentar o projeto de decoração em 3D substituindo e adicionando peças no mobiliário, cores nas paredes e outros itens de decoração como se você estive no ambiente futuro. Será uma ampliação de alguns aplicativos móveis que mudam a cor das paredes de sua casa para você decidir qual a melhor.
Na área médica as perspectivas são enormes, onde os médicos poderão avaliar órgãos humanos em 3D antes das cirurgias. Talvez, no futuro delegar para robôs executarem as cirurgias.
Com certeza a holografia permitirá o desenvolvimento de novos negócios e ampliação de outros. Isso é parte da transformação digital das empresas.
Todos nós gostaríamos de trabalhar em uma startup vibrante, usando o melhor da tecnologia, com investidores brigando para colocar dinheiro na empresa, com um bom salário e, principalmente, com participação nas ações da empresa. As startups estão atraindo os melhores talentos da melhores universidades. Então, como as empresas já estabelecidas, sólidas, com seus processos já definidos, estrutura organizacional instituída e salários de mercado (ou abaixo dele) podem atrair os jovens talentos?
O CEO da Ford, Mark Fields, recomenda que se atribua uma missão atraente e sexy para cada funcionário, além das outras condições de mercado. (veja o vídeo dele na Fast Company)
Concordo com ele, porém acredito que existam mais elementos para atrair os jovens talentos. Começando substituir chefes por líderes para esses jovens, pessoas que inspirem e não mande. Definir claramente qual a “missão” do jovem na empresa. Criar uma cultura de organização onde subir na hierarquia não seja o objetivo dos funcionários. Ter qualidade de vida como uma meta corporativa, incluindo se instalar em lugares criativos e excitantes.
A GM, anos atrás, teve uma experiência interessante quando tentou recrutar jovens talentos do Vale do Silício para trabalhar em uma nova geração de carros. O projeto era sexy e transformador. A GM precisava de pessoas com o perfil inovador. O programa de recrutamento falhou porque as vagas eram para trabalhar em Detroit, Michigan, onde no inverno faz menos 18 graus. Ninguém quis trocar as ensolaradas praias e o surf da Califórnia pelo frio de Detroit.
Parece que a Ford entendeu isso é montou um centro de desenvolvimento no Vale do Silício. Ou seja, sua empresa tem que mudar para onde estão os talentos e não o contrário. Seria o mesmo que pedir para um jovem talento de uma renomada universidade de Florianópolis mudar-se para trabalhar no Grande ABC em São Paulo.
Uma coisa é certa. Se as empresas antigas querem sobreviver muitos paradigmas precisam ser mudados.
Para aqueles que ainda não se deram conta da nova onda dos negócios. Estamos em uma nova era de tecnologia que está impactando todos os negócios: computação cognitiva, Internet of Things (IoT) e robótica. Para os fãs de Guerra nas Estrelas é a concretização de um sonho.
Na abertura da CES 2016, Consumers Electronics Show, a CEO da IBM, Ginni Rometty, apresentou as iniciativas da IBM e de três parceiros (Under Armour, Medtronic e SoftBank) na área de computação cognitiva, IoT e robótica. Enfatizou a importância de um ecossistema, incluindo cloud computing, IoT e inteligência artificial. O Watson, um Software as a Service, de computação cognitiva que pode se integrar a várias aplicações de empresas através de API (Application Program Interface).
Rometty começou explicando o impacto da computação cognitiva nos negócios. Disse que a IBM está adquirindo várias empresas, entre elas a empresa de previsão do tempo, The Weather Company (o canal de televisão não foi incluído no negócio). A ideia é incluir informações de milhares de dispositivos IoT e outros parâmetros na análise do tempo utilizando computação cognitiva, através do Watson, para previsões de tempo com muito mais precisão.
Um dos convidados, o CEO da Under Armour, Kevin Plank, mostrou o impacto da computação cognitiva no monitoramento de exercícios físicos e acompanhamento e histórico da saúde das pessoas. Coletando informações de milhões de usuários do software Record by Under Armour, é possível melhor a performance das atividades físicas, podendo até substituir os personal trainers.
Outro convidado, o CEO da Medtronic, Omar Ishrak, mostrou que com dispositivos de IoT e o Watson fazendo analises remotas de amostras de sangue é possível detectar um caso extremo de saúde com até três horas de antecedência. Um aplicativo pode indicar para o usuários quais as comidas que pode ou não comer em um restaurante, baseado no histórico recente do usuários. A revolução disso é impressionante no acompanhamento de pacientes. Com certeza, se aplicado ao setor público de saúde, pode reduzir muito os custos do governo. Os planos de saúde privados também podem se beneficiar com o acompanhamento em tempo real de seus segurados e agindo para evitar tratamentos mais caros.
O CEO da Softbank Robotics, Kenichi Yoshida-san, apresentou o robô Pepper que utiliza a tecnologia de computação cognitiva do Watson. O Softbank está trabalhando com a Nestle e o banco japonês Mizuho para atendimento a clientes. Quando os clientes chegam nas lojas ou nas agencias do banco são recepcionadas pelo Pepper que presta o primeiro atendimento. Segundo Yoshida-san, a interação com um robô é melhor que um aplicativo, pois estabelece um engajamento do cliente.
Um dado curioso é que a Softbank está ensinando o Pepper a pensar em japonês. Assim como o Bradesco está ensinando o Watson a pensar como os brasileiros (sem piadas por favor).
O mais interessante é que todo esse poder de computação pode ser contratado como serviços e integrado a aplicações através de APIs. A IBM tem uma plataforma de desenvolvimento rápido de aplicativos móveis chamado Bluemix. Isso permite que, literalmente, qualquer empresa possa digitalizar seus serviços utilizando computação cognitiva e dispositivos IoT para uma nova geração de negócios. Veja a apresentação da IBM.
Não tem jeito. Ou as empresas digitalizam seus produtos ou morrem. Não estou falando em automatizar processos internos através de ERPs, isso já foi. Alias, deixem de investir nesse negócio. Usem softwares com processos padrão de mercado em ambientes cloud computing: mais barato, mais seguro e em conformidade com a legislação local.
Invista em digitalizar seus produtos. Se a Ford pode transformar seu negócio de carros para um negócio de mobilidade, porque você não pode transformar seus produtos?
Parece que as empresas centenárias com IBM e Ford estão garantindo seu lugar para os próximos anos. E a sua empresa?
O anúncio de negócios da Ford com a Amazon e a DJI para a digitalização dos carros e integração com dispositivos domésticos e drones mostra que o mundo está mudando. A Ford entende que tem que sair do negócio de “carros” e entrar no negócio de “mobilidade”. Ela já lançou uma linha de bicicletas. A GM já está investindo em um serviço similar ao Uber.
Um dos projetos com a chinesa DJI é integrar informações de drones com o motorista em áreas de difícil acesso. O projeto usando uma F-150, um drone sobrevoa uma área desconhecida e indica para o motorista qual o melhor caminho a seguir.
A mudança do paradigma de mobilidade já era percebida a tempos, o Uber é uma das ondas dessa mudança. O serviço de compartilhamento de veículos Zipcar já existe nos Estados Unidos há muito tempo, um dos percussores desse novo conceito.
As montadoras já estão sentido a redução de vendas de carros e a mudança do conceito de “possuir” um carro. Os jovens não estão mais dispostos a investir seus salários em “aço” para ficar a maior parte do tempo parado. O conceito é contratar um serviço de mobilidade confortável e barato. O Uber se encaixa perfeitamente dentro desse conceito. Se quiserem algo mais pessoal podem alugar um carro, escolhendo o tipo, tamanho e outras características que se adequem para aquela viagem especifica.
Essa mudança de conceito traz profundas consequências nas cidades e devem ser tratadas hoje. Os planos diretores das cidades que contemplam novas avenidas e viadutos devem ser reconsiderados. Se a tendência é reduzir o número de carros na rua, não há necessidade de investir na ampliação da malha viária para carros, e sim investir em transportes públicos e incentivos a bairros inteligentes, onde as pessoas moram perto do trabalho.
Mark Fields, CEO da Ford, anunciou na CES 2016 que a integração de sua solução software Ford SmartDeviceLink com Amazon. O grande desafio é criar uma plataforma que permita a integração da maioria das funções do carro. Uma delas é permitir que os motoristas possam controlar seus carros remotamente.
A Ford anunciou que a Toyota começará a usar o Ford SmartDeviceLink e espera que outras rivais façam o mesmo. A Ford está em discussões com a Honda, Mazda e Subaru que podem considerar adotar a plataforma.
Cookie Consent
Usamos cookies essenciais para o funcionamento do site e, com a sua autorização, cookies de estatística e marketing para entender o uso e melhorar o conteúdo. Você pode aceitar, recusar ou escolher por categoria.
Escolha abaixo quais categorias de cookies você autoriza. Os essenciais não podem ser desativados.
Cookies essenciais permitem funções básicas, a segurança e o registro das suas escolhas de consentimento. São necessários para o funcionamento do site e não podem ser desativados.
Nome
Descrição
Duração
Preferências de cookies
Armazena as escolhas de consentimento de cookies do visitante.
30 dias
Cookies de estatística nos ajudam a entender, de forma agregada, como os visitantes usam o site, para melhorar o conteúdo. Só são ativados com a sua autorização.
Ferramenta do Google que mede e analisa o tráfego do site, como páginas visitadas e origem das visitas, para orientar decisões editoriais.
Monitora o número de requisições ao servidor do Google Analytics quando o Google Tag Manager é usado.
1 minuto
__utma
Identificador usado para distinguir usuários e sessões.
2 anos após a última atividade
__utmt
Monitora o número de requisições ao servidor do Google Analytics.
10 minutos
__utmb
Distingue novas sessões e visitas. É criado quando a biblioteca GA.js é carregada e atualizado a cada envio de dados ao Google Analytics.
30 minutos após a última atividade
__utmc
Usado apenas por versões antigas (Urchin) do Google Analytics para distinguir novas sessões e visitas ao fim de uma sessão.
Fim da sessão do navegador
__utmz
Registra a origem do tráfego ou a campanha que trouxe o visitante ao site. É atualizado a cada envio de dados ao Google Analytics.
6 meses após a última atividade
__utmv
Armazena informações personalizadas definidas pelo desenvolvedor no Google Analytics. É atualizado a cada envio de dados.
2 anos após a última atividade
__utmx
Indica se o visitante participa de um teste A/B ou multivariado.
18 meses
_ga
Identificador usado para distinguir usuários.
2 anos
_gali
Usado pelo Google Analytics para identificar quais links da página são clicados.
30 segundos
_ga_
Identificador usado para distinguir usuários e manter o estado da sessão.
2 anos
_gid
Identificador usado para distinguir usuários por 24 horas após a última atividade.
24 horas
_gac_
Contém informações sobre campanhas de marketing, compartilhadas com o Google Ads quando as contas do Google Ads e do Google Analytics estão vinculadas.
90 dias
Estatísticas de visitantes do Jetpack: registram visualizações de página, sites de origem, termos de busca e cliques em links externos.