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  • Drones autônomos para passageiros

    Ainda estamos discutindo a regulamentação dos drones e carros autônomos e já estão lançando um drone autônomo para um único passageiro. A chinesa (eles estão em todas) EHang anunciou um veículo autônomo chamado 184 que deverá ser lançado em um futuro próximo. A estimativa de custo deve ser entre US$300.000 a US$400.000. A ideia é comercializar o veículo daqui a três a quatro meses. Entretanto, a EHang ainda precisa de aprovação da FAA, agência aeronáutica americana. O veículo tem uma autonomia de voo de 23 minutos no ar, ou cerca de 16 quilômetros.

    O veículo aéreo autônomo da EHang 184 é revelado no estande da EHang na International CES, quarta-feira, 6 de janeiro de 2016, em Las Vegas. O drone é grande o suficiente para caber um passageiro humano. (AP Photo/John Locher)

    A mobilidade é o grande desafio das cidades. Acredito que a melhor solução ainda é morar perto do trabalho. Entretanto, existirão situações que será necessário se descolar entre um hub e outro. Os veículos individuais autônomos com uso por demanda é uma das soluções. Será possível se deslocar com mais segurança e sem stress dos motoristas.

    Um desenho animado da década de 60, The Jetsons, conta a história de uma família no futuro que morava em um apartamento nas alturas. A casa tinThe-Jetson-1ha todas as facilidades para reduzir o trabalho do cotidiano das pessoas, com robôs para as tarefas domesticas e geringonças automáticas para preparação de comidas, banhos e pentear cabelos. Ao que parece estão evoluindo (sic) para o cenário dos Jetsons.

     

  • Estamos nos preparando para os carros elétricos?

    A Audi anunciou que irá aumentar a oferta para um quarto o número de carros elétricos nos Estados Unidos até 2026. Atualmente, a Audi vende cerca de 200 mil carros nos Estados Unidos.

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    A Audi é uma marca de luxo da gigante alemã Volkswagen, recentemente envolvida em um escândalo por ter trapaceado em testes de emissão de gases de seus carros nos Estados Unidos e, provavelmente, em outros países. O governo americano está cobrando uma multa de US$20 bilhões por essa trapaça.

    Atualmente, a Audi comercializa um carro hibrido, o e-tron, e vem avançando no desenvolvimento de novas tecnologias de baterias.

    A data de 2026, daqui a 10 anos, nos indica que teremos uma nova geração de carros elétricos acessíveis para os consumidores em geral.

    A questão é se estamos nos preparando para carregar as baterias desses carros que exigirá um novo perfil da infraestrutura de geração, transmissão e distribuição de energia. Hoje no Brasil, estamos lutando para manter a infraestrutura funcionando, que por sorte do setor elétrico, a recessão econômica está ajudando na estabilidade do sistema elétrico.

    Imagine o cenário que o proprietário de um veículo elétrico chegue em casa e ligue o carro na tomada para carregar a bateria. Se uma multidão de pessoas fizer ao mesmo o impacto na demanda de energia será imenso, exigindo uma capacidade extra de geração de energia. Um outro cenário é carregar o carro elétrico na garagem do estacionamento do trabalho. Em qualquer cenário será necessário uma adequação da infraestrutura do sistema elétrico.

    Existe ainda um outro cenário, onde os carros serão carregados no trabalho e utilizados para fornecer energia nas casas.

    Acredito que se iniciarmos os estudos e preparar a infraestrutura a partir de agora, não teremos restrições de uso dos carros elétricos no futuro. Vamos aguardar…

  • A injustiça social da desigualdade

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    A desigualdade social cresce no mundo. O relatório do banco Credit Suisse de 2015 sobre a riqueza global, mostra que a concentração de renda mundial alcançou níveis tão críticos quanto o do mundo industrializado antes da Primeira Guerra Mundial.

    Em vários países a limitada recuperação da economia após a crise de 2008 fez com que a riqueza fluísse para os bolsos dos privilegiados, enquanto as classes médias e popular ficaram ainda mais pobres pela estagnação dos salários reais, o aumento do desemprego e o maior endividamento.  Na Espanha, por exemplo, o número de milionários em dólares cresceu de 127,1 mil em 2008 para 178 mil em 2014, enquanto a a renda per capita caiu de 35,6 mil para 30,3 mil, o desemprego subiu de 11% para 26% e a dívida publica saltou de 39,4% para 99,3% do PIB.

    Nos Estados Unidos, o 1% mais rico absorveu 95% do crescimento após a crise financeira e o empobrecimento da camada inferior reflete-se até na mortalidade.

    O efeito do crescimento das dívidas na riqueza líquida foi tão forte que hoje há entre os 10% mais pobres mais europeus e norte-americanos do que chineses. Nem todos vivem na miséria, mas vivem em situação precária onde uma nova crise ou doença inesperada desequilibrará seu padrão de vida.

    Reunindo os 85 mais ricos (com 13,4 bilhões ou mais) iguala-se a renda de 3,7 bilhões de seres humanos (2,4 bilhões de adultos), cujos patrimônios somados igualam os mesmos 2,1 trilhões de dólares.

    Comparando em termos mundiais, a “classe média” brasileira é composta pelas camadas A2 (3,6%) e a metade superior da B1 (9,6%). A camada A1 conta com 0,5% da população.

    Se a lógica se confirmar (embora na economia a lógica é relativa) podemos inferir que a atual crise econômica que o Brasil atravessa a riqueza fluirá para os mais ricos e os pobres ficarão ainda mais pobres. Isso significa que será neutralizado todos os avanços sociais que conseguimos nas últimas décadas.

  • Um parque no lugar de trilhos em Singapura

    Um projeto em Singapura deve substituir uma linha de trem de aproximadamente 24 km em um parque. Ou seja, estão substituindo um transporte de massa e mercadorias em um lugar agradável para as pessoas. A linha de trem foi construída no século passado uma companhia britânica e parou de funcionar em 2011. O parque terá pista para correr e ciclovia.

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    Algumas pessoas tem o paradigma que as cidades precisam de transporte público de massa para deslocar as pessoas de casa para o trabalho de forma eficiente e segura. Dentro desse paradigma é necessário investir pesadamente em infraestrutura viária, construindo pontes, avenidas largas, veículos de transporte público, grande número de funcionários para administrar os serviços e muito mais. Mesmo assim, as pessoas ficam insatisfeitas com o serviço público, pela simples razão que a população aumenta de forma exponencial e a infraestrutura em um ritmo menor. Também, mais obras significam mais impostos.

    Não seria muito mais simples ir caminhando ou de bicicleta para o trabalho? Para isso, basta que as empresas se instalem próximas as áreas residenciais e não em áreas super caras de escritórios.

    Na minha opinião as pessoas só terão melhor qualidade de vida quando esse e outros paradigmas forem abolidos.