Categoria: inovação

  • Como será a liderança nas empresas no futuro?

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    Uma pesquisa encomendada pela Saba Software entrevistou 1.000 profissionais de Recursos Humanos e mostrou que 47% acreditam não ter talentos capazes de suprir a carência de executivos de gestão em suas empresas. Dos funcionários entrevistados apenas 11% aspiram um cargo de C-Level. Esses números preocupam porque os atuais executivos da geração Baby Boomer, nascidos na década de 50 e 60, estão se aposentando. Em contraste, quando perguntado aos funcionários da geração Y se eles se consideram líder, 68% afirmaram que sim. Ao que parece, os jovens tem uma boa percepção do que é ser líder e como podem contribuir com a organização. Ter liderança na empresa é a capacidade de influenciar outras pessoas, gerenciar conflitos e capacidade de execução. E isso, não está ligado a cargos de chefia (sic).

    Diferente dos Baby Boomers, os jovens das gerações Y e X, esses últimos nascidos nos anos 80, não pretendem ficar mais de uma década em uma empresa. Eles buscam empresas que valorizem seu trabalho e oriente-os no seu desenvolvimento pessoal. Os cursos atuais de liderança, muitos orientados para Baby Boomers, não cumprem mais seu papel de formação. Os jovens querem aprender da mesma forma que consomem informações da Google, Facebook, Twitter, YouTube e Netflix. Ou seja, acessam quando precisam e dispõem de tempo.

    Se existe uma mudança de comportamento dos jovens perante o trabalho, está em curso um processo de aposentadoria dos mais experientes e o tempo médio de permanência na empresa é menor que uma década, como será a liderança nas empresas no futuro? Ou melhorando a pergunta, como serão as empresas no futuro?

    Embora não tenha uma bola de cristal, aposto na liderança situacional. Ou seja, lideres com habilidades especificas para situações especificas. Por exemplo, quando a empresa precisa desenvolver seu planejamento estratégico deverá contar com líderes com habilidades de visão de longo prazo aguçada, capacidade de análise e criação e seleção de cenários prospectivos. Já o processo de implantação da estratégia serão necessários líderes com foco no resultado definido e capacidade, habilidade de gerenciar conflitos e remover paradigmas. Uma vez implantada a estratégia, entra em cena líderes com perfil para tocar os processos e lidar com a mão de obra operacional.

    Uma organização baseada em lideranças situacionais aloca recursos por demanda, reduzindo as despesas operacionais e permite trabalhar com os melhores profissionais do mercado. Esse modelo de organização reduz os riscos do turnover de pessoal e atende as expectativas dos jovens de desafios constantes.

  • Planejamento empresarial pós eleição para presidente

     

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    Vencida a eleição para presidente do Brasil pela candidata oficial não ficou claro quais as propostas de crescimento econômico do país. Segundo uma entrevista do futuro ex-Ministro da Fazenda Guido Mantega, a população aprovou a política econômica pelo fato da atual presidente ter sido reeleita. Entretanto, a plataforma de campanha do partido governista e seus aliados venderam a ideia de um governo novo e ideias novas. Desta forma, em tese, teremos novidades no campo econômico e, consequentemente, isso se refletirá no planejamento empresarial para 2015 e dos próximos anos.

    Acredito que o governo se concentrará na manutenção do emprego, ampliação dos programas sociais e na reforma política.

    O desafio da manutenção do emprego tem que ser apoiado pelo crescimento econômico para manter e criar novos empregos. O crescimento econômico é fundamental para gerar receita para ampliar os programas sociais.

    A reforma política apoiada por um plebiscito poderá acontecer em dois cenários: com ou sem pressão social por mais emprego e programas sociais.

    Particularmente, acredito que a reforma política é a prioridade da presidente. Foi o primeiro objetivo do seu discurso após a vitória nas urnas. Agora precisamos saber qual dos dois cenários é o mais favorável para a reforma política desejada pelo partido do governo que, claramente, tem tendências pelo Socialismo, Leninismo e Trotskismo.

    O primeiro cenário com pressão da sociedade, o ideal é uma situação de caos social. Esse cenário incluiria o aumento do desemprego, alta da inflação, falência de empresas provocando o desabastecimento de produtos, falta de produtos do campo pela continuidade da estiagem, queda dos preços das commodities resultando redução da entrada de dólares e aumentando o déficit da balança comercial. Com a redução da arrecadação os subsídios ficarão comprometidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Para compensar o caixa, o Tesouro Nacional terá que emitir mais títulos da dívida pública e, consequentemente, teremos um aumento dos pagamentos dos juros da dívida interna. Como isso o governo fica com o caixa limitado e deve recorrer a empréstimos externos. Com a falta de credibilidade do país, os juros serão mais elevados significando maior comprometimento da receita para o pagamento da dívida.

    Nesse cenário caótico, começarão as greves de trabalhadores por mais emprego e melhores salários. O pessoal do MST aproveitará o declínio da produção agrícola para reivindicar a tomada das terras para implantar o regime de produção sob gestão dos trabalhadores, porém sem financiamento do governo os projetos se inviabilizam. O pessoal do MST entra em confronto com o governo.

    Esse cenário é apropriado para convocar um plebiscito e aprovar um regime socialista para o país. A partir daí, teremos controle de preços, criação de novas empresas estatais para a produção de alimentos, habitação e infraestrutura. Com financiamento chinês serão abertas frentes de trabalho em projetos de infraestrutura. As empresas serão obrigadas a contratar os trabalhadores desempregados sob o risco de terem que passar o controle da empresa para o Estado. Altera-se o cálculo da inflação e inicia-se a emissão de moeda para criar uma economia artificial e de pleno emprego.

    O segundo cenário é fazer a reforma política sem pressão. Nesse caso, a solução é criar condições para o crescimento do país. As condições climáticas e do mercado de commodities não se alterarão. As empresas têm crescimento limitado pelo elevado endividamento da população, desacelerando o consumo. Uma das medidas deve ser o aumento das exportações. Como nossa indústria não é competitiva deverão ser aprovados subsídios para as empresas exportadoras dentro dos limites exigidos pela Organização Mundial do Comércio. Novas linhas de crédito subsidiados deverão ser liberadas com flexibilização de garantias.

    Novos acordos internacionais bilaterais deverão ser estabelecidos para ajudar nas exportações. O que sobrou do Fundo Soberano de R$14 bilhões para financiar empresas no exterior deverá ser utilizado para garantir a compra de produtos brasileiros como contrapartida. Isso exigirá uma maior agressividade comercial das embaixadas e das Câmaras de Comércio com os países aliados e no desenvolvimento de novos parceiros comerciais.

    Com base na cooperação entre os países latino-americanos do pacto do Fórum São Paulo, teremos que negociar a ampliação das nossas exportações para esses países minimizando as contrapartidas.

    O setor de turismo pode ajudar, significativamente, com uma maior divulgação e subsídios para os turistas visitarem o país.  Como atrativo para os turistas e retenção da evasão de divisas dos turistas brasileiros no exterior, poderiam ser criadas Zonas Francas nas regiões turistas.

    Para estimular o crédito e aumentar o consumo, deverão ser criadas condições e subsídios para o pagamento das dívidas da população. Desta forma, começaria um novo ciclo de consumo interno e crescimento econômico.

    Nesse cenário, o governo teria credibilidade para aprovar uma reforma política de acordo com suas premissas e desejos.

    PLANEJAMENTO EMPRESARIAL NOS DOIS CENÁRIOS

    Cenário com pressão da sociedade

    Nesse cenário a empresa deve ter provisão de caixa para suportar um longo período de prejuízo, baixa liquidez dos seus ativos e fundos para indenizações trabalhistas. Deverá aumentar sua segurança patrimonial para se proteger contra eventuais atos de vandalismos. Reduzir ao mínimo o número de empregados para se proteger de eventuais Decretos Lei que proíbam demissões para evitar o desemprego em massa. Rever sua linha de produtos para focar ou desenvolver produtos de baixo custo e explorar novos mercados. Explorar mercados no exterior similares ao mercado da empresa no Brasil para exportação. Criar uma empresa no exterior em conformidade com a legislação brasileira para coordenar as operações fora do país (off-shore). Avaliar a montagem de uma fábrica no país de maior mercado no exterior com investimento próprio dos sócios estatutários da empresa, mesmo que tenha que se desfazer de algum ativo no país. Utilizar ao máximo os incentivos fiscais permitidos pela legislação, incluindo a Lei do Bem e subvenções da FINEP.

    Cenário sem pressão da sociedade

    Nesse cenário a empresa deve aproveitar todos os incentivos fiscais, subvenções da FINEP e crédito subsidiado do governo. Deve manter sua estrutura organizacional, aumentar sua equipe de vendas e desenvolver uma estratégia mais agressiva de vendas na Internet. Existindo recursos de financiamento do BNDES ampliar a produção e construir novas fábricas para novos produtos e mercados. A empresa deve aproveitar os recursos para desenvolver novos produtos e explorar novos mercados, incluindo mercados no exterior. Criar uma empresa no exterior em conformidade com a legislação brasileira para coordenar as operações fora do país (off-shore). Avaliar a montagem de uma fábrica no país de maior mercado no exterior com investimento próprio dos sócios estatutários da empresa, mesmo que tenha que se desfazer de algum ativo no país.

    SUMÁRIO

    O governo deve se concentrar na manutenção do emprego, ampliação dos programas sociais e na reforma política. Provavelmente, a reforma política é uma prioridade do governo. Pelas tendências pelo Socialismo, Leninismo e Trotskismo dos partidos aliados ao governo o país deve se encaminhar para um regime socialista, acompanhando o movimento dos países latino-americanos signatários do Fórum São Paulo.  O sucesso da manutenção do emprego e dos programas sociais depende do crescimento econômico do país ou de um regime centralizador que imponha condições artificiais na economia. A reforma política pode acontecer em cenários com ou sem pressão social. O empresário deve ter estratégias para os dois cenários. Entretanto, nos dois cenários possíveis o empresário deve considerar novos produtos de baixo custo e novos mercados, incluindo mercados no exterior. Deve considerar a criação de empresa no exterior (off-shore) em conformidade com a legislação brasileira para coordenar e fabricar seus produtos no país de maior mercado.

  • Inovação como estratégia de vendas

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    A competição no mercado de tecnologia é muito grande, agravando-se pelo fato que fornecedores de diferentes portes brigam pelas mesmas oportunidades de negócios. O porte do fornecedor tem impacto direto nos custos. A reputação e estrutura de um grande fornecedor traz mais segurança para o cliente, entretanto, muitas vezes o preço da solução está acima da capacidade financeira do cliente. Esse cenário traz um desafio para os fornecedores que investem em pesquisa e desenvolvimento, usam melhores práticas de gestão e mantém técnicos especializados. Esse desafio pode ser vencido levando inovação para os clientes.

    A inovação é incentivada pelo governo com isenções de impostos e subvenções da FINEP para pagamento de mestres e doutores em projetos de pesquisa, através da Lei do Bem. Acredito que essa é uma oportunidade para as grandes empresas no desenvolvimento de projetos nos clientes.

    A isenção de impostos do cliente com projetos de inovação pode compensar um maior investimento na contratação de fornecedores de tecnologia de médio e grande porte. Por sua vez, os fornecedores podem considerar como membros do projeto mestres e doutores subvencionados pela FINEP.

    Existem vários desafios nessa área. Um deles é a falta de dedicação e a ausência de amplo conhecimento do mercado de tecnologia dos clientes para o desenvolvimento de projetos de inovação. As pressões do dia a dia para lançamento de novos produtos e a operação do negócio drenam a maior parte dos recursos das empresas.

    A solução é os próprios fornecedores investirem na identificação de oportunidades de inovação nos clientes. Para isso, existe um trabalho prévio que é conquista da confiança do cliente no fornecedor. Isso só se consegue com aproximação e flexibilidade de ambas as partes.

    Como consultor de inovação, meu negócio é fazer o meio de campo entre os potenciais clientes e os fornecedores de tecnologia. Realizo workshops de inovação nas empresas para identificar oportunidades de novos projetos. Selecionados os projetos os fornecedores entram com suas soluções. Alguns seminários são subsidiados pelos fornecedores.

    Essa estratégia de vendas traz benefícios para os clientes, para os fornecedores de tecnologia e para as Universidades. Para os clientes, a oportunidade de ter fornecedores de reputação trabalhando no desenvolvimento de seus projetos e se beneficiando da Lei do Bem. Para os fornecedores novos contratos e crescimento, e para as Universidades a oportunidade de contribuição e interação com o mercado.

  • Tecnologia do cotidiano evolui mais rápido que as das empresas

    Curioso quando se compara a tecnologia utilizada no cotidiano das pessoas e as tecnologias que são utilizadas pelas empresas. Cerca de um terço dos computadores das empresas no mundo ainda usam o Windows XP, enquanto as pessoas já usam no dia a dia sistemas operacionais baseados em nuvens, como o iOS, Android e Windows 8. Hoje sincronizar o calendário do Outlook 365 e o Calendário do iPad é automático e sem complicações. Tamanho de espaço no hard disk já não se discute mais, o armazenamento no OneDrive é de 1 TB para quem assinatura do Office 365. Para os assinantes do Google for Works é ilimitada. Os bancos ainda utilizam sistemas legados de contas correntes em Cobol. Nada contra o Cobol, mas são sistemas desenvolvidos em cenários de baixa integração.

    Ainda existe muita resistência para a adoção de ambientes de computação em nuvem pelas empresas sob a errônea alegação que é um inseguro. O uso de ferramentas analíticas e Big Data está restrito a poucas empresas que entenderam que esse é o caminho da inovação.

    Vamos continuar a observar o desempenho das empresas que resistem a dar um salto de tecnologia para se alinhar com as tecnologias que usamos no nosso dia a dia. Será que elas sobreviverão?