Autor: Eduardo Fagundes

  • Inovação: as sombrias perspectivas para operar novos produtos e serviços

    Cresce o abismo entre os avanços tecnológicos e as habilidades das pessoas para usá-los. Novos produtos e modelos de negócios são capazes de gerar milhões de novos empregos, e destruir outros milhões, mas as sombrias estatísticas sobre educação colocam em dúvida se teremos pessoas capacitadas para preencher as novas vagas.

    O PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) que avalia alunos de até 15 anos em 72 países, mostra que várias nações estão perdendo a competividade devido ao baixo desempenho de seus alunos. Os Estados Unidos, por exemplo, perderam em matemática para 23 países em 2009, foi superado por 35 países em 2012 e na última avaliação em 2015 perdeu para 39 países. Ou seja, ano após ano o desempenho dos alunos americanos está caindo. Isto acaba refletindo na capacidade de inovação.

    No último ranking de economias inovadoras, os Estados Unidos, saíram da lista dos Top 10 entre 50 países. Se comparar com o desempenho dos alunos chineses isto custa algo em torno de US$1 trilhão por ano para a economia americana.

    Aparentemente, não é dinheiro que falta para melhorar o desempenho dos alunos, possivelmente, é a forma de ensinar que faz a diferença. A Finlândia (7ª no ranking em inovação e 13ª no PISA) faz muito pouco em termos de currículo comum, permitindo aos professores, individualmente, autonomia quase total.

    Analisando pesquisas sobre projetos de tecnologia nas empresas podemos avaliar sua capacidade de inovação e inferir sobre a capacidade da nação para inovar.

    Mapa-ranking-economias-inovadoras-2018

    Sobre o Brasil? Ficamos na 67ª posição no ranking de 72 países do PISA, não estamos entre as 50 economias mais inovadoras do planeta e começamos a discutir a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil e do ensino fundamental, e foi aprovada a reforma no ensino médio. A pesquisa da Computerworld com 100 líderes de TI no Brasil em 2017, mostra que os investimentos são para a melhoria dos sistemas, segurança da informação, melhoria na governança, processamento na nuvem e Big Data/Analytics, ou seja, pouco sobra para a inovação.

    Como é nos momentos difíceis que encontramos as melhores soluções, este cenário é propicio para as startups lideradas por empreendedores que pensem de forma diferente e ousam desafiar os modelos de negócios já estabelecidos, incluindo modelos recentes como Uber, AirBnB entre outros. Se você não é um destes caras, ouse e se torne um. O futuro das próximas gerações depende disso.

  • Vivemos em um período de inovações incrementais

    O lançamento do Samsung S9 mostra que vivemos em período de inovações incrementais, ou seja, nenhuma novidade que introduza novos conceitos e mudança no comportamento dos consumidores e da sociedade. As inovações incrementais aumentam a eficiência dos artefatos tecnológicos, embora isto não signifique aumento considerável de produtividade. A Inteligência Artificial, que utiliza conceitos e algoritmos desenvolvidos no século passado, emerge graças aos novos computadores e processadores gráficas (GPU). As empresas estão aperfeiçoando os computadores quânticos para torna-los mais confiáveis. A Neuralink está trabalhando para conectar os cérebros humanos a máquinas de inteligência artificial para comunicação direta, resultado de estudos de muitos anos, incluindo do médico e cientista brasileiro Miguel Nicolelis. A automação extrema com robôs se auto programando para produzir em massa produtos personalizados viabiliza novos paradigmas na manufatura, melhorando a eficiência da automação industrial. O que não podemos é cair no erro de achar que tudo o que podia ser inventado já foi inventado, como disse Charles H. Duell, gerente do Escritório de Patentes dos Estados Unidos, em 1899.

    Samsung S9

    Temos que investir para disseminar as tecnologias atuais para todas as camadas da sociedade, permitindo maior eficiência nos processos, menor desperdício e preservação do meio ambiente. Isto deve melhorar a qualidade de vida das pessoas e justificar o esforço intelectual e financeiro até agora.

    As tecnologias disponíveis atualmente são suficientes para grandes saltos de eficiência das empresas. O desafio é orquestrar a introdução destas tecnologias de forma a gerar mudanças nas organizações. O arsenal tecnológico disponível hoje possibilita criar produtos e estruturas organizacionais enxutas e eficientes. O CEO deve, pessoalmente, avaliar e introduzir tecnologias que transformem seus negócios. Isto não é delegável.

    Enquanto aguardamos uma nova inovação disrupitva vamos transformando nossas empresas com as tecnologias disponíveis e esperar o novo lançamento da Apple, um smartphone para concorrer com o Samsung Note 8.

  • SpaceX construirá rede de satélites para Internet banda larga

    Mais um projeto de satélites para Internet. Desta vez, quem esta por trás é Elon Musk e tem apoio do governo americano. A ideia é atender regiões rurais desprovidas de comunicação de Internet ou de baixa qualidade. Este projeto soma-se a outros: como o Iridium, HughesNet e o Globalstar. Curiosamente, a Iridium usa foguetes da SpaceX para o lançamento de seus satélites. A ideia de Musk é criar condições para a exploração e colonização de Marte. O serviço da HughesNet aqui no Brasil tem preço atrativo para atender regiões remotas.

  • Computação quântica programável com silício

    A computação quântica deu um passo à frente com o desenvolvimento de um processador quântico programável feito com silício.Os cientistas esperam que os computadores quânticos sejam mais fáceis de controlar e fabricar. Isto será uma revolução gigantesca na área de inteligência artificial acelerando o processamento de redes neurais. Talvez, a previsão de 2040-2050 para os computadores pensarem como os humanos possa ser antecipada.