Autor: Eduardo Fagundes

  • Governo Federal apoia o uso de Computação em Nuvem

    A entrevista do secretário de Logística e TI do Ministério do Planejamento, Delfino Natal de Souza, mostra a disposição do Governo Federal de contratar serviços na nuvem pública. Os sistemas candidatos são os chamados não estruturantes, aqueles que não envolvem informações críticas e de sistemas estruturados do Governo.

    Do ponto de vista interno, as duas principais empresas de serviços de computação do Governo Federal, SERPRO e DATAPREV, estão estudando soluções de computação privada em nuvem para os órgãos do governo. O SERPRO está implantando um novo datacenter no Rio de Janeiro para essa finalidade.

    Na entrevista o secretário apresenta um visão otimista, inovadora e alinhada com as tendências do mercado sobre computação em nuvem. Cita as recomendações do Gartner Group com relação as principais características para serviços na nuvem.

    A visão do secretário, se implementada, pode ajudar muito o desenvolvimento da computação em nuvem no Brasil porque o Governo funciona como um alavancador de novos negócios, pois é o principal comprar no Brasil. Com essa responsabilidade o Governo deve definir regrar claras para o uso da computação em nuvem para orientar os investimentos do mercado e definição de linhas de pesquisas convergentes para o desenvolvimento de tecnologia.

  • Microsoft investe US$130M para expansão de datacenter in Dublin

    A Microsoft anunciou um investimento de US$130 milhões para expandir seu datacenter em Dublin-Irlanda. A expansão de 3.500 metros quadrados será concluída em 12 meses envolvendo aproximadamente 400 trabalhadores. Depois empregará entre 50 e 70 funcionários para gerenciar a expansão do datacenter.

    A expansão tem como foco serviços de cloud computing como Office 365, Windows Live, Xbox Live, Bing e a plataforma Azure.

    A Microsoft está aumentando os negócios com empresas europeias e os consumidores estão adotando os serviços de cloud computing sendo necessário investir na capacidade da infraestrutura. O investimento inicial no datacenter inaugurado em 2009 foi de US$500 milhões.

  • O Brasil deve sediar a primeira Copa do Mundo com sustentabilidade ambiental

    O Brasil tem o objetivo de sediar a primeira Copa do Mundo com sustentabilidade ambiental. Para isso os estádios que sediarão os jogos deverão obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), o chamado Selo Verde. Para obter esse certificado são analisados os seguintes itens: eficiência energética, uso racional de água, uso de materiais com baixo impacto ambiental e qualidade ambiental interna. A análise e concessão do certificado é responsabilidade do Green Building Council Brasil, organização não governamental e integrante do World Green Building Council (GBC), entidade supranacional que regula e incentiva tecnologias, iniciativas e operações sustentáveis na construção civil.

    Oito estádios já estão em processo de certificação para o selo verde. O estádio de Brasília manifestou a intenção de obter o selo no nível platina, o mais alto na escala do GBC. Também buscam certificação os estádios de Belo Horizonte, Manaus, Natal, Fortaleza, Salvador e Recife.

    O Maracanã, no Rio de Janeiro, e as arenas de São Paulo (Corinthians), Curitiba (Arena da Baixada) e Porto Alegre (Beira-Rio) ainda não iniciaram os procedimentos para obter o certificado LEED.

    O custo inicial de uma obra sustentável é de 1 a 7% maior que uma obra convencional. Porém, o custo operacional tem redução mensal de 9% com economia de água, energia e em gastos com manutenção.

  • PME: É seguro armazenar todos os dados na nuvem?

    Armazenar dados na nuvem (cloud storage) é tão ou mais seguro do que manter os dados em servidores ou computadores pessoais próprios. Em muitas situações é mais seguro porque muitas PMEs não possuem uma estratégia robusta de armazenamento ou backup de dados. Manter os dados na nuvem possibilita o compartilhamento de forma segura entre várias pessoas da organização através da Internet. Associado a essa questão está a tecnologia VDI (virtual desktop infrastructure), onde tudo está na nuvem, incluindo os softwares. A vantagem é poder trocar de equipamento e continuar acessando seus dados e software na nuvem. Em caso de roubo de notebook, o ladrão só leva o hardware.

    O mercado de armazenamento de dados na nuvem deve crescer 26% nos próximos anos, segundo algumas empresas de pesquisa. Os provedores de serviços estão se preparando para esse crescimento expandindo e construindo novos datacenters. Os provedores mantém altos padrões de segurança e processos de gerenciamento robustos para garantir a integridade dos dados. Isso é comprovado pelas auditorias de certificação que são submetidos.

    Para as PMEs o armazenamento de dados na nuvem livra as empresas de processos técnicos complicados que não fazem parte do seu negócio. Alias, a competição no mercado é tão forte que não vale a pena desviar a atenção com atividades que não agregam valor ao negócio e que podem ser entregues a empresas especializadas. No final do dia acaba saindo mais barato.

    Obvio, que a escolha certa do provedor de serviços é fundamental para garantir o nível de serviço e a integridade dos dados. Antes de se decidir por um provedor busque informações, recorra a associações de usuários ou consultores para auxiliá-lo na escolha.